Perfil: Dr. Ricardo Ebecken

Nascido em Niterói, Dr. Ricardo Ebecken, começou a sua trajetória acadêmica e profissional na Universidade Federal Fluminense (UFF), onde se formou em Medicina, em 1971.

Realizou especialização em Endoscopia Digestiva na Santa Casa da Misericórdia (RJ), de 1972 a 1973.

Em 1974, se tornou professor de Gastroenterologia da UFF, no Departamento de Medicina Clinica/Endoscopia, e passou a ser responsável pelo treinamento de residentes no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap/UFF)

“Eu ingressei em abril de 1974, no mesmo período iniciou o programa de residência médica. Treinava os residentes ensinando endoscopia digestiva diagnóstica e terapêutica. O Huap/UFF já era um dos serviços públicos do Rio de Janeiro a realizar procedimentos endoscópicos. Foram 40 anos de dedicação no setor de Endoscopia Digestiva diagnóstica e terapêutica. Me aposentei em 2014.”

Membro titular da SOBED-RJ, Dr. Ricardo Ebecken também foi um dos fundadores da Sociedade, em 1978.

“Tive a honra de escrever no 1º livro da SOBED-RJ, datilografado na época. Fiz um artigo sobre Úlcera Péptica. E mais recentemente, pude contribuir com o último livro produzido”, disse Dr. Ricardo.

Dr. Ricardo na 2ª fileira, o segundo da esquerda para direita, durante o 1º Seminário de Endoscopia Digestiva, em 1973 (página 38- Livro História da SOBED-Glaciomar Machado)

Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o trabalho no Hospital Escola São Francisco de Assis (Hesfa), da UFRJ, com o Prof. Glaciomar Machado.

“Comecei trabalhando no Hospital São Francisco, em 1978, com Dr. Glaciomar Machado. Foi ele que me ensinou a endoscopia. Fazia com gastrocâmera e gastroscópio, aparelhos que não existem mais. Os aparelhos eram limitados, com fibra. Hoje, tudo aparece em vídeo, é top de linha. Trabalhei com Dr. Glaciomar mais ou menos 15 anos, só na endoscopia”, conta Dr. Ricardo.

Eles também trabalharam juntos no Hospital Miguel Couto e na Santa Casa da Misericórdia.

Outro fato interessante é que Dr. Ricardo Ebecken fez parte da primeira turma de mestrado em Endoscopia Digestiva da UFRJ, no Fundão, em 1978, quando as atividades de ensino de Medicina passaram a se concentrar na Cidade Universitária.

Em julho de 1984, ele foi designado chefe do serviço de Endoscopia Digestiva do Hospital Municipal Orêncio de Freitas (HOF), em Niterói, realizando procedimentos endoscópicos e terapêuticos, endoscopia digestiva alta e baixa, além de CPRE.

“Eu era responsável pelo treinamento cirúrgico de dois residentes, por ano, até dezembro de 2002, quando me aposentei. Profissionais de vários estados do Brasil aprenderam endoscopia comigo, como do Paraná, Rio Grande do Sul, entre outros.”

Na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Dr. Ricardo realizou Doutorado. Na Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica), fez estágio no Hospital Erasme, em 1995, com o Prof. Michel Cremer, no serviço de CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica diagnóstica e terapêutica).

Atualmente, Dr. Ricardo atende em consultório particular e trabalha no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), onde é responsável pelo Serviço de Endoscopia Digestiva.

“Faço endoscopia, colonoscopia, CPRE. Nós somos um grupo de sete médicos e estamos atendendo diretamente internados sem covid-19. Faço gastroenterologia clínica e atendo em consultório até hoje. Tenho pacientes que atendo há 40 anos. Sempre participei de congressos e tenho publicações em revistas internacionais. Anualmente, vou à São Paulo para eventos médicos relevantes. Também participei em diversas bancas examinadoras de Tese de Mestrado na UFF e UFRJ”, relata Dr. Ricardo.

Ele recebeu, ainda, a medalha de ouro no Prêmio RIMA, em 2018 e 2019, pela excelência em atualização científica internacional em gastroenterologia. Dr. Ricardo foi reconhecido pelo seu desempenho notável nos programas de leitura sistemática, investigação avançada e pesquisa de melhores evidências científicas vigentes por meio da interação experta na Rede de Informática de Medicina Avançada (RIMA).

Casado e pai de 3 filhos, Dr. Ricardo conta que sua filha já trabalhou com ele como endoscopista e que hoje atua em CTI, como intensivista. A outra filha optou pela advocacia.

Com uma trajetória marcante, Dr. Ricardo deixa uma mensagem para todos os colegas endoscopistas:

“Que a gente consiga vencer a covid-19 para voltar a trabalhar”.