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Endo 2020: curso Teste seus Conhecimentos Baseado em Evidências

fonte: SOBED

Preocupada em incentivar a educação continuada dos especialistas em endoscopia digestiva, a SOBED promove, no dia 7 de março, o curso Teste seus Conhecimentos Baseado em Evidências.

O encontro é o momento perfeito para os participantes relembrarem alguns pontos, como diretrizes e conteúdos da endoscopia digestiva, além de ser uma ótima chance para atualização!

O curso será realizado no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro (RJ).

Inscrições e mais informações: https://loja.sobed.org.br/cursos.html

ARTIGO: prestadores, não! Consumidores, não!

fonte: CREMERJ

Talvez, a denominação que mais incomoda aos Médicos, sem sombra de dúvida, é a de serem chamados de “Prestadores”.  Esta adjetivação vergonhosa persiste no Sistema Nacional de Saúde há mais de trinta anos. Ora, quem dedica na sua formação acadêmica cerca de 15 anos, não pode ser chamado, inadequadamente, de “Prestador”. É de um total desprezo pelo respeito profissional ser qualificado como tal.

Aliás, a origem demoníaca de “provedor” apareceu na Alemanha nazista, impingida aos médicos judeus. Tudo como resposta à perseguição implacável aos judeus alemães daquela época. O intuito era apagar a nobre e eficiente identidade dos Médicos.

Está mais do que na hora e no tempo de resgatarmos nossa digna e honrosa identidade médica. É bom lembrar que nós, Médicos, sempre fomos valorizados e, principalmente, respeitados pela sociedade em geral. O que está em jogo é identificação. Não desejamos ser agrupados com não Médicos. Não por discriminação, porque todos e quaisquer profissionais de todas as áreas devem ser respeitados como tal. Mas, porque nenhum outro profissional tem conhecimento científico, treinamento e experiência clínica que nós possuímos. Para nós, existe uma relação sagrada, chamada Médico-Paciente. E não, uma transação fornecedor-consumidor.

Outros profissionais não têm estas denominações escusas e degradantes. Por que querem nos classificar como PRESTADORES? No Brasil, este termo surgiu na Lei Pública 93-641, intitulada “A Lei Nacional de Planejamento em Saúde e Desenvolvimento de Recursos de 1974”. Lá, pacientes eram tratados como “consumidores” e os médicos como “prestadores”.

MÉDICOS, SIM! PACIENTES, SIM!

Este texto é baseado no artigo do Dr. Henry A. Nasrallah, que representa nosso pensamento.

Abertas consultas públicas sobre telemedicina e publicidade médica

fonte: AMB

O Conselho Federal de Medicina (CFM) está com consultas públicas abertas sobre dois temas. Até 29 de fevereiro, a entidade recebe sugestões para o aperfeiçoamento da Resolução nº 1.643/2002, que estabelece parâmetros para a prestação de serviços por meio da telemedicina. As contribuições devem ser encaminhadas para o e-mail cfm@portalmedico.org.br.

Já as sugestões para a Resolução nº 1.974/2011, que regulamenta a propaganda e publicidade médicas, podem ser feitas até 1º de março, pelo site https://sistemas.cfm.org.br/consultapropaganda/.

Para acessar a plataforma, o médico deve informar o número do CPF, CRM e estado em que fez o registro médico. No caso das entidades médicas, as contribuições sobre a Resolução nº 1.974/2011 devem ser encaminhadas por ofício ao CFM por meio do e-mail cfm@portalmedico.org.br. Mais informações pelo e-mail defis@portalmedico.org.br.

CFM divulga moção de apoio ao pedido de reajuste das bolsas de Residência Médica

fonte: CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou moção de apoio à reivindicação de reajuste das bolsas de Residência Médica apresentada ao Governo pela Associação Nacional dos membros desse grupo (ANMR). As discussões sobre o valor da bolsa paga pelo Ministério da Educação aos residentes em medicina estão sendo acompanhadas de perto pela autarquia. Desde 2016, o valor bruto pago por bolsa, pelo Ministério da Educação, é de R$ 3.330,43 por mês para uma jornada de 60 horas semanais.

Representantes dos Ministérios da Saúde e da Educação, da ANMR, da Associação Médica Brasileira (AMB) e do CFM trataram do tema no dia 6 (quinta-feira), em Brasília (DF). No encontro, ficou acordado que o Governo avaliará proposta de reajuste da bolsa de residência médica. Novo encontro está previsto para os próximos dias para avaliar as possíveis soluções para o impasse.

Importância – “É necessário reconhecer a importância dos residentes no atendimento da população, em especial nos serviços de urgência e emergência. O pleito de aumento da bolsa é justo pela responsabilidade e pelo compromisso demonstrado por esses jovens médicos em suas atividades, no acolhimento de milhões de pacientes todos os dias. Esperamos que os Ministérios da Saúde e da Educação sejam sensíveis a esse pleito”, disse a conselheira Rosylane Rocha, que representou o CFM na reunião.

Na avaliação da conselheira, o reajuste é necessário para garantir melhores condições de vida aos residentes, o que repercutirá em seu desempenho nesse período de formação, bem como na sua qualidade de vida. “Grande número de residentes faz plantões extras para complementar seu rendimento, o que gera sobrecarga de trabalho. São jovens expostos aos efeitos da Síndrome de Burnout, da depressão e do estresse”, complementou.

Projeto de Lei – Além dessa discussão em curso, a remuneração dos residentes deve ganhar novo folego nos próximos meses. O Projeto de Lei nº 2803/19, do deputado federal Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP-RJ), que propõe equiparar o valor da bolsa do médico residente ao do participante do Programa Médicos pelo Brasil (atualmente em torno de R$ 12 mil mensais com adicionais para locais remotos).

O PL está na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. O relator, deputado Célio da Silveira, já apresentou um parecer pela aprovação do projeto. A votação deverá ocorrer em março. Depois, o PL ainda passará por outras duas comissões: Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça.

MOÇÃO DE APOIO

PELO REAJUSTE DAS BOLSAS DE RESIDENCIA MÉDICA

O Conselho Federal de Medicina (CFM) manifesta seu apoio público às reivindicações encaminhadas pelos médicos residentes, por meio de sua Associação Nacional – a ANMR –, aos Ministérios da Saúde e da Educação.

Os residentes pedem o reajuste do valor das bolsas pagas pelo Governo, atualmente de R$ 3.330,43 por mês para uma jornada de 60 horas semanais, além de que não seja alterada a alíquota do INSS que recai sobre esse repasse, que deve passar de 11% para 14%, a partir de 1º de março.

Espera-se que os Ministérios da Saúde e da Educação, que avaliam esses pleitos, se manifestem positivamente aos pedidos encaminhados, o que é uma forma de comprovar respeito e valorização ao papel-chave que esse grupo presta aos serviços públicos de saúde em todos os níveis de complexidade.

Além disso, o atendimento desses pleitos será fundamental para a qualidade de vida dos residentes, que, em grande parte, se desdobram em jornadas extenuantes, cumprindo plantões extras, para complementar sua renda, expondo-os aos efeitos de quadro de estresse, depressão e Síndrome de Burnout.

Como representante da categoria e defensor da qualidade na assistência, o CFM acompanhará de perto esse debate e se coloca à disposição para oferecer subsídios sobre o tema.

Brasília, 12 de fevereiro de 2020

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

Perfil: Dr. Glaciomar Machado

Teófilo Otoni, Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Três cidades que contam um pouco da história do Dr. Glaciomar Machado, considerado um dos pioneiros mundiais da moderna Endoscopia Digestiva.

Nascido em Teófilo Otoni (MG), foi para Juiz de Fora (MG) com 4 anos, na companhia de seu irmão e sua mãe. Mas foi em 1961, que conquistou a sonhada vaga na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, quando passou a morar no Rio de Janeiro. Afinal, desde a infância já manifestava o desejo de ser médico.

Na faculdade, pensou em se especializar em Cardiologia, até que assistiu a aula de seu professor-titular Lopes Pontes, sobre Sindromes Disabsortivas que o fez optar pela Gastroenterologia.

“Em 1966, já cursando o internato, tomei conhecimento que Lopes Pontes foi um dos pioneiros da Endoscopia Digestiva no Brasil. Ele me ensinou essa arte. Minhas funções eram selecionar e preparar os pacientes para o exame e, durante a sua execução, “segurar” a cabeça de cada paciente movimentando-a delicadamente à medida que o instrumento progredia, para possibilitar ao examinador diminuir a extensão das áreas ditas “cegas”. Minha experiência com o gastroscópio de Schindler durou pouco, pois o meu professor se entusiasmou com os recém-construídos fibroscópios japoneses e adquiriu um deles (Gastroscópio Olympus modelo GTF-A). Isso ocorreu durante o Congresso do American College of Gastroenterology e já em fevereiro de 1967 este aparelho chegava à 4ª Cadeira de Clínica Médica, no Hospital-Escola São Francisco de Assis, da UFRJ, possibilitando a mim, responsável pelas gastroscopias, ser um dos pioneiros da moderna Endoscopia Digestiva do país.”

De 1967 a 1978, já formado, ocupou sucessivamente as posições de auxiliar de ensino, professor-assistente, professor-adjunto e responsável pelo Setor de Endoscopia Digestiva da 4ª Cadeira de Clínica Médica da UFRJ, Serviço do Prof. J.P. Lopes Pontes. Se ausentou do Brasil, de janeiro a julho de 1969, para realizar fellow no Parkland Memorial Hospital, da Universidade do Texas (Serviço do Prof. John S. Fordtran).

A partir de 1972, se tornou especialista em Gastroenterologia. E novamente recebeu oportunidades no exterior, entre 1973 e 1976, quando realizou um curso em Tóquio, com o patrocínio do Governo do Japão, e outro na Inglaterra, patrocinado pelo Governo Britânico.

“Em 1973, recebi uma bolsa do governo do Japão para um Curso de Treinamento em Detecção Precoce do Câncer Gástrico, em Tóquio, onde frequentei o “Gan-Ken” (Cancer Institute Hospital), cujo chefe da Endoscopia Digestiva era Kunio Takagi que, juntamente com Hitaro Oi, foi um dos introdutores da colangiopancreatografia endoscópica retrógrada. Em setembro deste mesmo ano fui agraciado com uma bolsa do Conselho Britânico, para um Curso de Especialização em Gastroenterologia, no Serviço do Prof. Alan. E. Read, na Bristol Royal Infirmary, Universidade de Bristol, na Inglaterra, lá permanecendo até 1976. Nesse período, conclui pesquisa básica voltada para as alterações das glicoproteínas extraídas da mucosa gástrica em pacientes com câncer do estômago, tendo como orientadores os Profs. Alan Read e John Clamp, obtendo o doutorado (PhD) mediante defesa da tese “Gastric Carcinoma. An Endoscopic and Biochemical Appraisal” na Universidade de Bristol.”

Com todo conhecimento adquirido, concebeu novas técnicas endoscópicas, como a Coledocoduodenostomia Endoscópica Peroral e a Eletrossecção de Estenoses Esofagianas Benignas em Anel, hoje, adotadas em todo o mundo. Em 1976, também introduziu a papilotomia endoscópica na América Latina, entre outros métodos inovadores. No mesmo ano, ele fundou a Revista Brasileira de Endoscopia Digestiva, sendo seu editor-responsável durante 10 anos.

Em 1978, foi fundado o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no qual mais tarde Dr. Glaciomar alcançaria a posição de Professor-titular de Gastroenterologia, em 1995, após concurso de títulos e provas, tendo sido aprovado com nota dez e louvor.

Um grande marco em sua carreira foi a relevante participação na SOBED. Dr. Glaciomar relembra que após 3 anos da fundação da sociedade, em 1978, o capítulo do Rio de Janeiro foi criado com o objetivo de cuidar do aprimoramento técnico-científico de seus associados:

“Estou envolvido com a SOBED antes mesmo de sua fundação, pois fui um de seus idealizadores. Também fui um dos fundadores do Capítulo do Rio de Janeiro da SOBED e o 1º Presidente de 1978 a 1980. De 1982 a 1984, tive a honra de ser Presidente da SOBED Nacional. Já na gestão atual do presidente Djalma Coelho não exerço cargo administrativo, porém, como membro do Conselho Consultivo, encontro-me sempre à disposição do Capítulo.”

Como marcos de sua gestão ele destaca: a filiação à Associação Médica Brasileira como especialidade, a realização da 1ª prova para obtenção do título de Especialista em Endoscopia Digestiva (reconhecido pela AMB), a divulgação da lista dos especialistas em Endoscopia Digestiva para todos os hospitais brasileiros e para todos os planos de saúde então existentes, a criação da 1ª tabela de honorários para os procedimentos endoscópicos, e a edição do 1º livro de Endoscopia Digestiva da SOBED, idealizado por nosso antecessor, José Meirelles.

Dr. Glaciomar possui cerca de 180 artigos publicados em português, 70 em inglês, cinco livros (um em espanhol), e cerca de 80 programas audiovisuais dedicados ao ensino. Também possui cerca de 50 capítulos em livros (sobre Gastroenterologia e/ou Endoscopia Digestiva) em português e 28 em inglês, espanhol e alemão.

RESUMO PROFISSIONAL:

  • Professor-titular de Gastroenterologia, Faculdade de Medicina, UFRJ;
  • Ph.D. pela Universidade de Bristol, Inglaterra;
  • Membro Titular, Academia Nacional de Medicina (cadeira 18);
  • Membro Fundador, Titular, Honorário e Presidente, SOBED (1982-1984);
  • Fundador e 1º Presidente, Capítulo do Rio de Janeiro da SOBED (1978-1980);
  • Presidente, Sociedade InterAmericana de Endoscopia Digestiva – SIED (1987-1989);
  • Governador, no Brasil, do American College of Gastroenterology por duas gestões (1986-1988 e de 1988-1990).
  • Presidente, Organização Mundial de Endoscopia Digestiva – OMED/WEO (1998-2002);
  • Diretor do Museu da Academia Nacional de Medicina (2001-2003);
  • Membro Honorário, American Society of Gastrointestinal Endoscopy – ASGE (2004);
  • Presidente Honorário, Organização Mundial de Endoscopia Digestiva – OMED/ WEO (desde 2005).
  • Participação ativa em congressos nacionais e internacionais da especialidade, proferindo mais de 800 palestras, 70 como palestrante de honra, dentre elas a Conferência Magna (Schindler Memorial Lecture) do X Congresso Mundial de Gastroenterologia, em Los Angeles, em 1994. 

POSIÇÕES ATUAIS:

Desde abril de 1993- Membro-Titular da Academia Nacional de Medicina (cadeira 18), mediante apresentação da memória: Icterícia Obstrutiva por Carcinoma das Vias Biliares Extra-hepáticas.

Desde setembro   de 2006- Fundador e Chefe do Serviço de Endoscopia Digestiva “Nair Machado”, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, hoje desativado.

POSIÇÕES ANTERIORES:

1994-2002- Coordenador do Curso de Pós-graduação (mestrado) em Gastroenterologia da Faculdade de Medicina, UFRJ.

1969-1996 – Professor-adjunto (1979-1996); Professor-Assistente (1977-78); Auxiliar de Ensino (1969-1976), Faculdade de Medicina,UFRJ.

1980-1986- Chefe do Setor de Métodos Especiais de Diagnóstico, Serviço de Gastroenterologia, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, UFRJ.

A partir de 1989- Visiting Professor das Universidades de Oslo; Miami (Mount Sinai Medical Center); Univ.of Southern California – Los Angeles; AMI Tarzana Regional Medical Center – Los Angeles; Valley Presbiterian Hospital – Los Angeles.

PRODUÇÃO CIENTÍFICA:                      

LIVROS PUBLICADOS

  • Machado G (1988) Terapêutica Endoscópica em Gastroenterologia.Rio de Janeiro: Editora Cultura Médica;
  • Machado G (1995) Terminologia, Definições e Critérios de Diagnóstico em Endoscopia Digestiva. Rio de Janeiro: Editora RevinteR Ltda;
  • Villa-Gomez G, Machado G (1997) Temas de Endoscopia Digestiva. Rio de Janeiro: Editora RevinteR Ltda. (em Espanhol);
  • Machado G (2010) A Endoscopia nas Emergências Gastroenterológicas. Rio de Janeiro: Editora RevinteR Ltda;
  • Machado G (2011) Endoscopia en las Emergencias Gastroenterologicas. Caracas, Venezuela: Amolca, Actualidades Médicas, C.A;
  • Machado G (2019) História da SOBED. Rio de Janeiro: Thieme Revinter Publicações.

PRÊMIOS DE INCENTIVO À PRODUÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA:

Agraciado com cinco prêmios de melhor trabalho científico do ano, julgados por Comissão escolhida pela Sociedade de Gastroenterologia do Rio de Janeiro (1969; 1971; 1973; 1976; 1978).

  • Em 1979 recebeu o Prêmio Nacional de Gastroenterologia no XXVII Congresso Brasileiro de Gastroenterologia, São Paulo, com o trabalho Coledocoduodenostomia Endoscópica: um Novo Método de Drenagem Paliativa das Vias Biliares.

 DISTINÇÕES RECEBIDAS:

  • Cidadão Honorário de Juiz de Fora, MG (1981)
  • Cidadão Honorário de Bicas, MG (1986).
  • Condecorado com a Medalha Santos Dumont – Grau Ouro pelo Governo do Estado de Minas Gerais, 1986.
  • Homenageado com a criação da Associação dos Ex-alunos e Estagiários do Prof. Glaciomar Machado (23 de junho de 1988).
  • Condecorado com a Medalha Comemorativa do 50º. Aniversário de Fundação da American Society for Gastrointestinal Endoscopy, 1991.
  • Condecorado com a Grande Medalha da Inconfidência – Grau Ouro, pelo Governo do Estado de Minas Gerais, 1994.
  • Condecorado com Medalha de Ouro pela Sociedade de Medicina e Cirurgia de Teófilo Otoni, MG, sua cidade-natal, durante sessão especial em comemoração ao “Dia do Médico”, 18 de outubro de 1996.
  • Distinguido com a Medalha de Mérito Pedro Ernesto pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, 02 de julho de 1999.
  • Distinguido como Personality Corner pelo Conselho Editorial do World Gastroenterology News, novembro de 1999.
  • Distinguido com o Colar do Mérito Judiciário pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, 08 de dezembro de 2007.
  • Distinguido com o título de Cidadão Benemérito do Município do Rio de Janeiro pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2015.

Endo 2020: sessões para treinamento Hands-on

Endo 2020, Congresso Mundial de Endoscopia Digestiva, será realizado de 7 a 10 de março (sábado a terça-feira) no hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro.

Durante o evento, os participantes terão a oportunidade de observar, aprender, fazer perguntas e executar as próprias técnicas sob tutoria especializada. Essas atividades visam aumentar a conscientização sobre técnicas de diagnóstico e terapêuticas e oferecer aos participantes a oportunidade de testar suas habilidades.

Este treinamento prático será realizado nos dias 8 e 9 de março, segunda e terça-feira, respectivamente. As sessões oferecerão um programa impressionante com especialistas internacionais e latino-americanos liderados pelo professor Dong -Wan Seo (WEO) e pelo professor Marco Aurélio D’Assunção (SOBED).

Treinamento prático de 8 a 9 de março de 2020

Os participantes trabalharão em novos modelos usando diferentes equipamentos e acessórios:

  • Mais de 30 estações, incluindo GI /CPRE e EUS
  • 4 sessões (1,5 horas cada) por dia
  • 450 participantes esperados por dia
  • Professores internacionais e locais guiarão os grupos em cada estação para facilitar a comunicação e o aprendizado.
  • 10 sessões de grupos pequenos, lideradas por especialistas, cobrirão uma variedade de situações que ocorrem na prática diária:

Grupo 1 – ENDOSCOPIA BÁSICA 1
Grupo 2 – ENDOSCOPIA BÁSICA 2
Grupo 3 – ENDOSCOPIA BÁSICA 3
Grupo 4 – RESECÇÕES ENDOSCÓPICAS
Grupo 5 – CPRE
Grupo 6 – EUS 1
Grupo 7 – EUS 2
Grupo 08 – ENDOSCOPIA BARIÁTRICA
Grupo 09 – ENTEROSCOPIA
Grupo 10 – UGI DE RADIOFREQUÊNCIA

Todas as áreas de treinamento prático estão abertas aos participantes durante o horário de funcionamento geral do congresso.

A taxa de inscrição para as atividades Hands-on conta com valores diferenciados até 1º de março. Associado quite SOBED paga US$ 180 até a data.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO

Inscrições com valores diferenciados para o Endo 2020 podem ser feitas até 1º de março

Está chegando. Falta menos de um mês para o Endo 2020, Congresso Mundial de Endoscopia Digestiva, que ocorre  de 7 a 10 de março (sábado a terça-feira) no hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro.

O programa conta com conferências e mesas-redondas que abordarão gastroenterologia, hepatologia e oncologia do ponto de vista do endoscopista. Haverá também mais de 30 palestrantes de diversas partes do mundo.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

A taxa de inscrição é de US$ 300 para associados quites SOBED. Este valor é válido até 1º de março.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO

O congresso também contará com Hands-on.

Mais informações e programação completa no site do evento.

Reunião científica de abril será sobre Drenagem Biliar e acontece no dia 13

Excepcionalmente neste ano, as atividades científicas da SOBED-RJ começarão em abril devido a realização do Endo 2020 no Rio de Janeiro, em março.

Drenagem biliar será o tema da primeira reunião científica de 2020, que acontecerá no dia 13 de abril, segunda-feira, a partir das 19h, no centro de estudos do Hospital Samaritano, em Botafogo.

O evento tem entrada aberta a médicos.

Não perca!

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

  • 19h Abertura
  • 19h10 CPER | Dr. Julio Pereira Lima (RS)
  • 19h40 Ecoendoscopia | Dr. José Celso Ardengh (SP)
  • 20h10 Radiologia | Dr. Amarino Oliveira Junior (RJ)
  • 20h40 Encerramento

MODERAÇÃO
Dr. Sylon Britto Junior (BA)

SAIBA COMO CHEGAR

Rua Assunção, 286, Botafogo

 

Entidades apresentam reinvindicações dos médicos ao Ministério da Educação

fonte: AMB

Representantes das entidades médicas nacionais participaram de audiência com o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Na oportunidade, foram apresentadas ao gestor as preocupações das entidades com aspectos relacionados ao ensino médico que interferem diretamente no exercício da medicina no país, bem como a pauta de reivindicações da categoria.

Durante a reunião, Weintraub afirmou que o Ministério da Educação (MEC) quer retomar o diálogo com as entidades e está aberto para discutir soluções ao futuro da formação médica. Temas como a retomada da abertura de novas escolas médicas no País e de ampliação de vagas em cursos já existentes, bem como o processo de revalidação de diplomas obtidos no exterior, foram abordados no encontro, na quinta-feira (6).

Participaram da reunião, na sede do MEC, os presidentes do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro; e da Associação Médica Brasileira (AMB), Lincoln Ferreira; e o representante da Academia Nacional de Medicina (ANM), Raul Cutait. Além deles, estiverem presentes o 3º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes, e a 2ª Secretária do CFM, Tatiana Della Giustina, juntamente com técnicos e assessores do Governo e das entidades.

Diplomas estrangeiros – Sobre o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), as entidades médicas reforçaram o pedido de que seja a única forma de acesso dos portadores de diplomas de Medicina obtidos no exterior ao mercado brasileiro.

“Existem parâmetros dos quais as entidades médicas não se afastam. Um deles é de que todo médico – brasileiro ou estrangeiro – formado no exterior é bem-vindo para atuar no Brasil, desde que seja aprovado no Revalida. Todos os países desenvolvidos mantêm processos semelhantes”, lembrou o presidente do CFM, Mauro Ribeiro.

Nesse sentido, o CFM pleiteou junto ao Ministério da Educação que a coordenação do Exame passe para sua responsabilidade, como já foi sugerido, inclusive, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação, que tem conduzido as provas desde sua criação.

Escolas médicas – O presidente do CFM reiterou também junto ao Ministro da Educação a defesa da manutenção da portaria do Governo que suspende os editais para abertura de novas escolas. Ele ainda ressaltou as complicações decorrentes do aumento dos números de cursos num curto período. Entre 2011 e 2020, o total de escolas médicas no País passou de 162 para 341.

Por sua vez, na audiência, o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Lincoln Ferreira, ressaltou que a instalação de cursos não garante a fixação dos egressos nos locais de graduação. “A formação do médico brasileiro se faz com a percepção política de boas práticas de saúde. Não é desta forma que se garante a interiorização do profissional. Um médico malformado retarda o diagnóstico e aumenta número de pedidos de exames”.

Já o representante da Academia Nacional de Medicina (ANM), Raul Cutait, apresentou dados sobre a perspectiva de crescimento no número de formandos. Segundo ele, a abertura de escolas médicas no governo passado foi baseada essencialmente em critérios políticos e não houve a preocupação com a qualidade de formação dos egressos que atenderão a população. “Em poucos anos serão 180 mil formandos por ano, que não terão professores qualificados à disposição e nem mesmo de hospitais para ensino. Isso para não falar da falta de vagas na residência médica. É fundamental que se faça um estudo aprofundado sobre o ensino médico no Brasil, bem como da real necessidade de médicos no país, levando-se em conta a sua distribuição geográfica e a incorporação futura de inteligência artificial e da telemedicina”.

“Mesmo com a redução do ritmo de abertura das unidades, as falhas no ensino médico permanecem e suas consequências precisam ser corrigidas. Precisamos ser mais rigorosos na fiscalização dessas escolas”, recomendou o presidente do CFM. Como forma de fortalecer esse processo, Mauro Ribeiro propôs o reconhecimento do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (Saeme), mantido pelo CFM, como ferramenta oficial de validação da qualidade de cursos de medicina no País. O projeto, em vigor desde 2015, já certificou 32 programas de graduação no Brasil, a partir de critérios específicos.

Brasil terá 625 mil novos casos de câncer por ano até 2022, diz Inca

fonte: Agência Brasil

O Brasil deve registrar cerca de 625 mil novos casos de câncer por ano de 2020 a 2022. A estimativa foi divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Somente entre a população infantojuvenil são esperados 8.460 novos casos por ano no mesmo período.

A publicação Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil mostra que o câncer de pele não melanoma deve permanecer como o mais incidente, com a expectativa de 177 mil novos casos por ano. Em seguida, está com o câncer de mama próstata, com 66 mil casos cada; cólon e reto, com 41 mil casos; traquéia, brônquio e pulmão, com 30 mil; e, estômago, com 21 mil.

De acordo com Inca, o Brasil apresenta um declínio dos tipos de câncer associados a condições socioeconômicas desfavoráveis. Em algumas regiões, no entanto, as ocorrências persistem. É o caso do câncer de colo de útero, na Região Norte. Enquanto no Brasil esse tipo de doença está em terceiro lugar, na incidência entre mulheres, desconsiderando o câncer de pele não melanoma, no Norte é o segundo mais incidente, atrás apenas do câncer de mama.

Um a cada três casos de câncer poderiam, segundo o Inca, ser evitados pela redução ou eliminação de fatores de risco, como, por exemplo, tabagismo e obesidade. Atividades físicas, cuidados com a exposição ao sol e alimentação saudável com frutas, vegetais e hortaliças frescos, evitando alimentos ultraprocessados, também podem ajudar a evitar o câncer.

Aumento da estimativa

A estimativa para o próximo triênio aumentou em relação à última projeção, quando 600 mil novos casos eram esperados por ano em 2018 e 2019.

A primeira publicação é feita para o triênio. Antes, a projeção era calculada a cada dois anos.A mudança ocorreu devido à disponibilidade de informações, mais confiáveis.

O instituto também calculou a incidência da doença para a população infantojuvenil. Segundo o instituto, ar maior incidência pode ocorrer entre meninos, com 4.310 novos casos por ano. Entre meninas, devem ser registrados 4.150 novos casos. A incidência deverá ser maior na Região Sul, seguida pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

De acordo com o Inca, o recorte para a população mais jovem permite aprimorar as ações de saúde pública e controle da doença neste público. Se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados, 80% das crianças e adolescentes podem ser curados.