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SOBED convoca para AGE durante o GastroRecife

fonte: SOBED

A SOBED convoca seus associados para uma Assembléia Geral Extraordinária – AGE que será realizada em 16 de Agosto de 2019 às 8h00, durante a realização do GASTRORECIFE.

Trata-se de assuntos das rotinas de exames e funcionamento dos serviços de Endoscopia em todo o Brasil, por intermédio de nossa Assessoria Jurídica atendendo assuntos de Ética e Defesa Profissional, conduzido pela Diretoria da SOBED

CONFIRA O EDITAL

AMB denuncia à ANS realização irregular de consulta à distância

fonte: AMB

Preocupada com a saúde dos pacientes e com a segurança jurídica dos médicos brasileiros, a AMB fez uma denúncia à ANS, nesta quinta-feira, dia 11 de julho, sobre a utilização temerária, sem o devido amparo legal, de aplicativos de comunicação para a realização de consultas a distância. Isso abre perigosas possibilidades de burlas à Lei do Ato Médico, que tem por principal objetivo zelar e garantir um atendimento eficiente e digno ao cidadão brasileiro.

A entidade acredita que a incorporação de novas tecnologias à medicina é um caminho sem volta e que pode ser muito positivo, desde que disciplinado por diretrizes responsáveis com foco no fortalecimento da relação médico/paciente e para auxiliar a vencer os desafios atuais da medicina.

Contudo, a AMB é totalmente contrária e considera arriscada e irresponsável a utilização de ineficientes mecanismos artificiais para substituir a relação médico/paciente, principalmente nas fases iniciais de diagnóstico. Isso não é telemedicina. Isso não representa melhorias reais na qualidade da medicina. E, pior, coloca os pacientes em situação de vulnerabilidade, pois sacrifica o exame clínico presencial, parte fundamental de uma consulta médica. A entidade defende a presença de médicos nas duas pontas em processos de interconsulta.

Apresentar consultas a distância por aplicativos como se isso fosse telemedicina ou como uma forma de maior comodidade ao paciente é enganar os usuários dos planos de saúde, induzindo-os a acreditar que se trata de um benefício, quando, na verdade, trata-se de um movimento de redução de custos das operadoras com atendimento presencial, escamoteando todos os riscos envolvidos.

Vale lembrar que a AMB e as entidades a ela filiadas vêm debatendo a incorporação de novas tecnologias no exercício da medicina, tanto no sistema público de saúde quanto na saúde suplementar. Dada a complexidade das questões técnicas, éticas, médicas e econômicas que o tema envolve, ainda não foi possível construir uma proposta consistente que norteie a implementação prática da telemedicina no País.

Considerando que o principal papel da ANS é garantir a qualidade da assistência dos usuários dos planos de saúde, esperamos que a agência tome providências imediatas contra essas irregularidades e coíba tais práticas, à luz da vigente Resolução CFM 1.643/2002.

A AMB não abre mão da preservação da adequada relação médico/paciente, ponto fulcral da boa medicina.

Associação Médica Brasileira

Governo quer reintegrar cubanos no Mais Médicos

fonte: Folha de SP

O governo federal trabalha em alterações no programa Mais Médicos que devem contemplar a reincorporação de profissionais cubanos. Eles haviam sido desligados com o rompimento do acordo entre Brasil e Cuba, no final de 2018, após críticas de Bolsonaro sobre a qualificação deles.

O governo deve editar até agosto uma medida provisória com as mudanças, conforme noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Pelo plano, cubanos que já atuaram no Mais Médicos voltariam à atuar na atenção básica do SUS (Sistema Único de Saúde) por dois anos e, terminado esse prazo, precisariam passar por revalidação no diploma.

Após a saída dos cubanos, o governo federal tem tido dificuldades de preencher, com médicos brasileiros, as vagas direcionadas a regiões distantes dos grandes centros, foco do programa desde que foi criado, em 2013. Áreas pobres de grandes cidades também têm registrado dificuldades.

A reincorporação de cubanos tem sido estudada desde março, conforme o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse na ocasião em audiência no Senado.

A pasta ainda estuda iniciativa com valores diferentes de remuneração em cidades mais distantes dos grandes centros, além de integrar a atividade profissional a um programa de formação.

A estimativa é que cerca de 2.000 profissionais não retornaram à Cuba após o fim da parceria entre os dois países. Segundo informou o Ministério da Saúde, há uma ação integrada dentro do governo para “para auxiliar a permanência desses profissionais no país e alternativas para o seu exercício profissional”.

O governo tentou preencher as vagas com médicos brasileiros formados no Brasil e no exterior, mas há dificuldades para garantir a permanência. Cerca de 15% dos brasileiros que entraram no Mais Médicos desistiram de participar do programa nos primeiros três meses do ano.

O Ministério da Saúde abriu na semana passada processo seletivo para preencher 600 vagas do programa que não haviam sido preenchidas pelo edital lançado em maio, com 2.149 vagas. A primeira etapa era voltada a profissionais formados no Brasil e, agora, as vagas estão disponíveis para brasileiros titulados no exterior (sem a necessidade de revalidação do diploma no país).

ARTIGO: o SUS como tábua de salvação

fonte: O Globo

por Lígia Bahia, médica sanitarista e professora da UFRJ

Desde sua promulgação, o SUS é subfinanciado. Os esforços de entidades da saúde e do Ministério Público para aproveitar oportunidades de captação de recursos e a vigilância de órgãos de controle dos gastos não conseguiram encher os cofres. Mas os orçamentos da área se tornaram relativamente estáveis e fiscalizados. Um dos itens do repertório de iniciativas voltadas ao bom uso de poucos recursos foi a orientação de emendas parlamentares para as prioridades sanitárias.

O Ministério da Saúde passou a colaborar com o Congresso para incluir no Orçamento emendado investimentos estratégicos para o SUS. Atualmente, metade das emendas é para a saúde. Portanto, negociar aprovação de projetos que dividem o Parlamento com liberação de emendas sob critérios de apoio político-partidário desmonta um equilíbrio precário, obtido a duras penas. Posições contrárias ou favoráveis a governos não deveriam ser parâmetros superiores à alocação do Orçamento de acordo com necessidades populacionais. As velhas desculpas “foi sempre assim” e “aumentar recursos no varejo é melhor do que nada” são meias verdades. Houve tempos nos quais saúde, previdência e assistência social eram consideradas políticas sinérgicas e não alternativas. Momentos marcados pela afirmação das especificidades das políticas de saúde e compreensão de ajustes e desajustes entre saúde e manobras de legitimação de governos.

Agora, o SUS recebeu recursos no varejo e uma promissória de financiamento farto, tão logo sejam efetivadas as novas regras para aposentadorias, pensões e outros auxílios e benefícios. O trocado já entrou no caixa, o grosso viria depois do “enxugamento” da Previdência.

Os meios tortos serviram como justificativa para um SUS finalmente abrangente e de qualidade. Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, está afixado um imenso cartaz com os dizeres “Nova Previdência, investimentos em saúde”. Segundo a propaganda, a reforma da Previdência não tem o propósito de detonar o SUS, pelo contrário. Assim, o uso da saúde como salvaguarda para permutas miúdas seria um aperitivo que antecede a fartura de recursos no futuro. Um “novo” SUS teria como missão evitar que as pessoas que começam a trabalhar muito cedo, com menor renda, adoeçam e morram precocemente. Ficaria para a saúde a tarefa de reduzir escandalosas desigualdades, como a diferença de mais de oito anos entre a expectativa de vida ao nascer no Maranhão ou em Santa Catarina. Qual

seria a abrangência e a diversidade de coberturas assistenciais de um sistema de saúde com tamanha responsabilidade?

O SUS esquálido e capturado por interesses particulares não dá nem para a saída e, por enquanto, a abundância de verbas ficou só no argumento. Em junho, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, declarou: “Sabemos que municípios e estados estão falidos. Não haverá uma solução no curto prazo através deles. Então, se a gente criar uma regulamentação, ou até uma desregulamentação do setor privado, poderemos ampliar a base de brasileiros segurados de 40 para 60, 70 milhões, o que reduz a pressão sobre o SUS” (Podcast, “Resenha com Rodrigo”). O acesso dos parlamentares e seus familiares a todos os procedimentos assistenciais é financiado com recursos públicos. Se os planos que só asseguram Melhoral e copo d’água são uma maravilha, por que os deputados, jovens e longevos, continuam a ser atendidos nos melhores hospitais?

Ter boa assistência à saúde é privilégio ou direito essencial? Em breve será possível tirar a teima. A professora do ensino da rede municipal de Rondônia (expectativa de vida de 74 anos para mulheres) que vai dar aulas por um período prolongado morrerá antes de se aposentar ou viverá muito porque terá salário digno e atendimento de saúde similar ao dos deputados?

Nova seção no site da SOBED-RJ: Saúde Suplementar

A SOBED-RJ lançou, nesta semana, uma nova seção em seu site: Saúde Suplementar. O espaço contará, periodicamente, com podcasts abordando a relação entre médicos e operadoras de saúde, mostrando problemas frequentes, possíveis soluções e atualizações sobre tabelas e remunerações.

Nossa primeira publicação é do Dr. Álvaro Freire, sócio titular da SOBED e representante da SOBED-RJ na Comissão de Saúde Suplementar do CREMERJ. Ele aborda a relação entre endoscopistas e operadoras de saúde.

CONFIRA O PODCAST

CREMERJ repudia prática de telemedicina sem aprovação do CFM

fonte: CREMERJ

Afinal, o que é mais importante para um profissional? No caso dos médicos, no que concerne à sua conduta, é o CEM (Código de Ética Médica). Seguir as determinações e resoluções aprovadas pelo CFM e pelo seu CRM. Eles são a proteção, a defesa da classe e resguardo da boa Medicina praticada para a população.

Agora, sem mais nem menos, querem rasgar a “Constituição da Medicina”, o Código de Ética Médica. Tudo isto, sem ainda não ter sido aprovada e regulamentada a Telemedicina. Enfiando uma Telemedicina, não regulamentada, goela abaixo da classe e da população.

Operadoras de planos de saúde já estão publicando e oferecendo serviços de Telemedicina, quando sequer foi aprovada pelo CFM!

O CREMERJ se coloca frontalmente contra qualquer atitude e/ou atividade na Medicina, que não tenha percorrido todos os trâmites legais e regimentais, visando melhorar o atendimento à população.

Telemedicina só é legal, honesta e viável, quando há médicos nas duas pontas, a parte indutora e a receptiva. E que sejam mantidos o sigilo e a ética, tanto numa consulta quanto num procedimento.

O CFM estipulou o prazo até 31 de julho para receber todas as sugestões, para, então, depois delas, elaborar a regulamentação da Telemedicina em todo o país, realizada por médicos brasileiros. “Antes da regulamentação da Telemedicina pelo CFM, toda prática é considerada nefasta e nociva ao ato médico! Qualquer especulação, neste momento, é querer se aproveitar de uma situação ainda não regularizada. E, consequentemente, criar defecções na classe médica, e dúvidas na população, aumentando a descrença nos procedimentos médicos”, afirmou o Presidente do CREMERJ, Sylvio Provenzano.

Eneo 2019 conta com isenção de taxa de inscrição para residentes de Endoscopia Digestiva

O VIII Curso Internacional de Endoscopia Oncológica será realizado nos dias 27 e 28 de setembro, no Instituto do Câncer, em São Paulo.

Residentes de Endoscopia Digestiva são isentos da taxa de inscrição no Eneo e no curso pré-congresso.

O evento contará com a participação de convidados internacionais como Marc Giovannini (Marseille, França), Anthony Teoh (Hong Kong, china) e Hyun Jong Jin (Coréia) e contará ainda com atividade Hands-on de técnicas endoscópicas.

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Evento-teste do Endo 2020 com transmissão ao vivo do INCA

A diretoria da SOBED-RJ parabeniza as Dras. Simone Guaraldi e Maria Aparecida Ferreira pela seleção de casos, organização e coordenação do evento-teste do Endo 2020 realizado na sexta-feira, dia 5, no instituto.

O evento contou com transmissão ao vivo dos procedimentos para São Paulo, Alemanha e Índia e foi um sucesso com médicos destes locais podendo interagir com os endoscopistas presentes no INCA.

A SOBED-RJ também agradece a toda equipe do INCA envolvida no evento, como geneticista, patologista, anestesistas e técnicos de enfermagem do Serviço de Endoscopia Digestiva.

Também agradecemos a presença do Dr. Jean-Francois Rey, presidente do congresso e da Organização Mundial de Endoscopia, dos coordenadores do Endo 2020 no Brasil (Drs. Ricardo Dib, Marco Aurélio Assunção e Gustavo Pereira), dos coordenadores locais (Drs. Djalma Coelho e Afonso Paredes e a Dra. Ana Zuccaro) e dos professores convidados (Drs. Evandro Sá e Antônio Carlos Moraes, presidente da Associação de Gastroenterologia do Rio de Janeiro).