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Efeitos distintos para hospital e convênio médico

fonte: Valor Econômico

Os reflexos econômicos da pandemia do novo coronavírus para o setor de saúde ainda são incertos. Mas no curto prazo, as primeiras impressões de representantes da área é que os hospitais, clínicas e laboratórios de medicina diagnóstica tendem a perder receita. Já as operadoras e seguradoras podem se beneficiar, uma vez que as cirurgias eletivas estão sendo adiadas para que leitos sejam liberados aos pacientes acometidos pela covid-19, cujo custo de internação é inferior.

No entanto, considerando uma projeção de longo prazo, quando os casos do novo coronavírus diminuírem, esse cenário deve se inverter porque aqueles pacientes das cirurgias eletivas tendem a remarcar seus procedimentos. Com isso, haverá um acumulo dos procedimentos envolvendo a covid-19 e as cirurgias eletivas.

Relatório elaborado pela equipe do Credit Suisse mostra que as maiores operadoras e seguradoras de saúde têm um volume pequeno de usuários, em média 5% do total da carteira, com mais de 65 anos — atualmente, as principais vítimas da covid-19. Considerando que 50% desses usuários apresentem a doença e 10% necessitem de internação de UTI por um período de 14 dias, o impacto sobre a receita gira entre 1% e 2,6% da receita. “Essas operadoras têm liquidez para arcar com os custos. O impacto não será tão relevante, além disso há uma compensação com o adiamento dos procedimentos eletivos”, disse Maurício Cepeda, analista do Credit Suisse, pontuando que as projeções foram feitas com base no cenário atual. A propagação da covid-19 é exponencial e por se tratar de uma doença nova ainda há muitas informações desconhecidas, além disso, podem surgir tratamento e vacinas que podem mudar o quadro.

Considerando as premissas acima, a equipe do Credit Suisse estima que a Amil terá um impacto de R$ 311 milhões com o novo coronavírus (equivalente a 1,5% da receita); a Bradesco Saúde deve ter gastos de R$ 246 milhões (1% do prêmio); a Notredame Intermédica, de R$ 215 milhões (2,1%); Hapvida, R$ 188 milhões (2,6%); SulAmérica, R$ 202 milhões (1,1%); e Porto Seguro, R$ 7 milhões (0,5%). A exceção é a Prevent Senior que tem 64,5% dos seus usuários com mais de 65 anos. Com isso, os gastos estimados são de R$ 381 milhões, o que representa 11,3% da receita da operadora (ver tabela acima).

A opinião é compartilhada por Enrico De Vetori, sócio líder da área de saúde da consultoria Deloitte, que faz a gestão do plano de saúde de várias empresas. “Acredi – to que o sinistro em geral deve cair, ajudado pelos cancelamentos e adiamentos das cirurgias eletivas. As internações de paciente covid19 têm um custo menor e, atualmente, há muitos acordos entre operadoras e hospitais para pagamento de pacote [preço fechado] por internação” disse De Vetori.

A Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) estima que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do setor hospitalar privado terá uma queda mensal de R$ 800 milhões como consequência do novo coronavírus.

Isso porque, segundo Bruno Sobral, diretor da entidade, a expectativa é que o volume de internações de cirurgias eletivas tenha uma redução de 28%, ocorra um aumento de 10% em afastamento de pessoal da saúde por conta de contaminação e uma alta de 15% no preço dos insumos e materiais médicos. “A margem Ebitda cai de 5% para – 8,7%”, disse Sobral.

A entidade está pleiteando que as reservas financeiras das operadoras de planos de saúde, da ordem de R$ 10 bilhões, que devem ser liberadas nos próximos dias, sejam revertidas para pagamento dos prestadores de serviço.

Os laboratórios de medicina diagnóstica também esperam por queda de receita apesar da forte demanda por exames de detecção para a covid-19 e vacinas para gripe. Vários grupos como a Dasa fecharam temporariamente parte das unidades e outros como Fleury estão operando com horário reduzido em alguns endereços devido à queda no movimento nas cidades.

Perfil: Dr. Edson Jurado da Silva

Se formar em Medicina como 1° aluno do curso é para poucos. Mas ainda ser manchete do “Diário de Noticias” como “estudante de medicina do ano de 1966” é só mesmo para o Dr. Edson Jurado da Silva, que se formou especialista em Gastroenterologia, com muitas estórias em Endoscopia Digestiva no Brasil e no exterior.

Carioca, filho de português, nascido em 1º de janeiro de 1941, Dr. Edson se graduou pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (UNI-RIO), atual Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. No ano seguinte da formatura foi trabalhar na UERJ com o Professor Lafayette Pereira, onde criou em 1967, a residência médica em Gastroenterologia. Ele se recorda até hoje dos residentes que passaram por lá.

O 1° residente foi Antonio José de Araujo Lima, que havia se formado na Universidade Federal do Ceará e foi fazer internato no Hospital Universitário Pedro Ernesto:

“Ele fez residência comigo e quando eu voltei dos EUA, em julho de 1971, ele já havia se tornado médico da UERJ / UEG na época e tinha acabado de pedir demissão para voltar para sua terra natal. Para minha surpresa, anos depois o Dr. Glaciomar Machado realizou o 1° Seminário de Endoscopia Digestiva no MEC (Ministério de Educação e Cultura) no Rio de Janeiro e o Dr. Augusto foi um dos palestrantes convidados.”

Dr. Edson Jurado também se lembra de conversa com o saudoso Prof. Américo Piquet Carneiro:

“Na realidade, me disseram que ele queria falar comigo. Fui até o gabinete dele e ele me perguntou se eu teria interesse em me especializar nos Estados Unidos. Disse que sim, e ele então, condicionou a me ajudar, desde que eu revalidasse meu Diploma de Médico, o que foi feito através a prova do ECFMG (Educacional Council for Foreign Medical Graduates) – Certificate N 101-311-9, September 11, 1968. De posse deste título, ele conseguiu o “Rotating Internship” no Marion County General Hospital, na Indiana University Medical Center, Indianapolis, Indiana, onde me iniciei e posteriormente cheguei a Fellow em Gastroenterologia. Trabalhei muito (morava no hospital). Aproveitei bastante, incluindo na emergência do Hospital Geral, onde tive a oportunidade única, de como interno, fazer a autópsia dos pacientes que tinham sido atendidos por mim na madrugada. Fazia as autópsias durante o dia e a cada terceira noite, trabalhava na emergência, das 18h às 2h. Sempre tive muito apoio, não faltava nada, e em mesa próxima a minha, também fazia autopsia o chefe do serviço, e quando eu tinha alguma dúvida, bastava me virar e perguntar. Me dava a resposta e ainda dizia ao técnico que estava me ajudando para fazer a congelação. Havia um patologista sempre disponível, após o término do exame e eu via as lâminas da minha autópsia que eu havia clivado na véspera e a congelação quando necessário (inacreditável, pelo menos para mim).”

Em cada local que Dr. Edson trabalhava, sempre em tempo integral, era recomendado um livro especializado, que ele lia (ex: radiologia, anatomia patológica, etc).

“Nos serviços, como Medicina Interna, havia livros presos por correntinha nos locais onde passávamos a visita, além de pequenos laboratórios a serem usados, inclusive exigidos, pois no Estados Unidos era comum se trabalhar mais de cem horas semanais. Não faltava nada, havia tudo disponível. Gente nova interessada aprende a ler até no banheiro. Para exemplificar, certa vez, de madrugada vi um paciente internado com crise hipertensiva importante. Consegui, com apoio da enfermagem, colher a urina dele. Me deram uma garrafa escura, acido clorídrico décimo normal para dosar ácido Vanil mandélico (VMA). No dia seguinte, me chamaram, me elogiaram e me ensinaram, que se eu suspeitasse de feocromocitoma, poderia ver a glicemia de jejum se fosse normal e na hora da crise hipertensiva tendo hiperglicemia. Este é o paciente que teve descarga adrenérgica e é o típico padrão para feocromocitoma (quem colhia o sangue éramos nós ).”

Dr. Edson recorda do episódio em que se cortou durante o trabalho:

“Um belo dia, percebi que ao tirar as luvas ao término de uma autópsia havia sangue no dorso de minha mão. Olhei para o fígado do paciente que eu havia deixado ma mesa para clivagem e feitura das lâminas das peças. Fiquei muito assustado, pois o paciente ictérico apresentava fígado típico de atrofia amarela aguda, ou seja, de hepatite aguda fulminante, que eu até já sabia, mas nunca teria passado pela minha cabeça me ferir justamente com este paciente. Por acaso, justamente naquela hora se encontrava no serviço o Dr Charles Mendenhall, MD, PhD em bioquímica, especialista e pesquisador em hepatologia. Estava vendo as lâminas dos pacientes que tinha acabado de ver em consultoria. Ele soube do ocorrido e veio falar comigo. Soube que eu era brasileiro e resolveu o problema da minha possível contaminação e também me perguntou o que eu pretendia fazer no futuro. Disse-lhe que teria interesse em gastroenterologia. Se despediu dizendo, quando você concluir a parte geral do seu Fellowship em gastroenterologia venha trabalhar comigo.”

Segundo Dr. Edson, o treinamento em gastroenterologia foi excelente. Endoscopia e radiologia, teve como orientador o Dr. Roscoe Muller, tido como um dos melhores radiologistas de aparelho digestivo dos EUA (métodos básicos da época, tais como gastracidograma, biópsias de intestino delgado com cápsula hidráulica e teste de secretina pancreozimina para doenças pancreáticas):

“O serviço tinha, inclusive, sala para raio-x, usado para posicionar  cápsula de biópsia de delgado, sonda para teste de secretina, etc., que eu, como os demais Fellows manuseávamos sozinhos. Após a RS, havia discussão clínica com todo o serviço, incluindo o chefe, Dr Philip Christiansen, MD. Porém, uma vez por mês, neste mesmo horário, além de mim, os fellows,  Dr. Da Silva e Dr. Glen Lehman se revezavam discorrendo sobre temas diversos em gastroenterologia.”

Nos últimos seis meses em Indiana, trabalhou com o Dr. Charles Mendenhal eu seu laboratório de pesquisa. Ele estava começando uma pesquisa com ratos separados em dois grupos, um com alimentação comum e o outro substituindo o hidrato de carbono por etanol, com a finalidade de estudar fibrose hepática.

“A pesquisa envolvia estudo de hidrolisado protêico hepático com cromatografia em gás, basicamente, prolina, hidroxiprolina, lisina e creio, não me lembro alanina.nA pesquisa começou comigo e para iniciá-la foi necessário preparar reagente metanol clorídrico décimo normal, que eu consegui fazer aproveitando conhecimentos de físicoquímica, química inorgânica e física (eu tinha ido ao serviço de pneumologia à mando do Dr Mendenhall, para saber como eles teriam resolvido o preparo do reagente e fui então informado que haviam desistido do projeto, pois não tinham conseguido preparar o reagente e ainda me deram um tubo, bala, de gás clorídrico para o preparo ). A história é mais complexa do que aqui está relatado, mas foi esta a chance que tive para permanecer nos Estados Unidos, pois o Dr. Christiasen, me chamou e me disse assim: Dr Lawrence Lumeng retorna do Canadá em julho e nos vamos encaminhar você para o lugar donde ele está retornando. Você precisa passar 2 anos fora dos EUA para trocar seu visto para o de permanente. Ponderei que eu passaria 2 anos no Brasil, ele então me disse que no Brasil não seria possível, teria que ser no Canadá para o centro médico que nós vamos lhe encaminhar. Então, falei que eu queria voltar para o Brasil. Em tempo: o Dr. Lumeng está aposentado da Universidade e foi “Diretor de Divisão”, na Indiana University, de 1984 a 2007 se aposentou recentemente, foi diretor do Instituto de Fígado.”

Com Dr. Mendenhall, o Dr. Edson Jurado fazia consultoria de pacientes com doença hepática, peritoneoscopia, hoje laparoscopia e procedimentos como biópsia hepática, colangiografia percutânea e laparoscópica e estudos de hemodinâmica com “indocianina green”. Nesta fase participava do setor de gastroenterologia fazendo endoscopia de urgência para hemorragia digestiva nos três hospitais da Universidade, alternando com Dr. Glem Lehmam e Dr. Rusche.

“Por outro lado, enquanto Fellow em gastroenterologia, trabalhava também, com salário específico para esse fim, na Emergência do Marion County General Hospital no horário, plantão de sábado à noite de 18:00 às 2:00, que se tornou para mim uma excelente experiência, um verdadeiro hobby. Retornei ao Brasil e sempre trabalhei com residentes, como é comum nos EUA. Eles nos animam e até nos ensinam, sem dúvida em todos os níveis. Talvez pelo meu interesse em ensinar (Dr. Chritiansen comentou sobre isso no dia que me despedi dele): disse que eu tinha uma capacidade especial para ensinar e que todas as vezes que tive oportunidade, me transfigurava e o problema da língua estrangeira  desaparecia! Praticamente, só tive excelentes residentes, na UERJ, no Centro Psiquiátrico Pedro II,no serviço de Endoscopia Digestiva, MS e no Hospital Federal dos Servidores do Estados, RJ, MS, serviço de coloproctologia. Para terminar tenho a dizer que a SOBED sempre foi especial, com pessoas excelentes em todos os níveis, trabalhando sério e com muita competência. É uma grande honra pertencer a essa organização.”

Dr. Edson Jurado foi Presidente da SOBED-RJ, de 1984 a 1986. Todos os anos participa de congressos no exterior, e entre os temas recorrentes de trabalhos apresentados, ele destaca a prevenção de câncer de colorretal.

Agora, o que muitos não sabem é que além de ter sido o “estudante de medicina do ano de 1966”, Dr. Edson Jurado também conquistou o título de “Cidadão honorário da cidade de Indianapolis”, fruto de sua passagem marcante pelo Marion County General Hospital, nos Estados Unidos. Como sempre deixando a sua marca por onde passa.

“A SOBED é excepcional. Ela teve e tem gente muito boa que está trabalhando sério e está evoluindo muito, como a medicina está evoluindo muito também. Eu tenho orgulho de pertencer à SOBED. Estou com 79 anos e não sei a hora em que a gente tem que parar. Confesso que rezo para não perder o passo, para sair na época certa. Acho que ainda tenho muita coisa para fazer até porque eu sempre, todo ano, estou levando um trabalho para os EUA. Nos Congressos do Brasil estou menos, inclusive, estou super receptivo para novas oportunidades, é só me chamar”

 

RESUMO PROFISSIONAL:

Graduado pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Uni-Rio

Fellowship em Gastroenterologia, Marion County General Hospital, Indiana University Medical Center, Indianapolis Indiana, USA

Titular Especialista em Gastroenterologia pela Sociedade Brasileira de Gastroenterologia

Titular Especialista e Fundador da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

Mestre em Medicina, Gastroenterologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

Docente Livre em Gastroenterologia, Uni-Rio

Titular e Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Fellow do American College of Gastroenterology. “Governor” para o Brasil por dois turnos, com término em 2017

Cidadão Honorário da Cidade de Indianapolis Indiana USA

CREMERJ regula telemedicina no Rio de Janeiro

fonte: CREMERJ

O CREMERJ divulga nesta sexta-feira, 27, a Resolução nº 305/2020, que dispõe sobre o atendimento médico por Telemedicina durante a pandemia de SARS-CoV2/COVID-19.

Os termos da resolução foram aprovados, na última quinta-feira, 26, durante plenária extraordinária, no CREMERJ.

Clique aqui e confira na íntegra os detalhes da Resolução CREMERJ nº 305/2020.

Covid-19: CREMERJ divulga formas de atendimento durante pandemia

fonte: CREMERJ

AVISO PARA OS MÉDICOS E DEMAIS INTERESSADOS

  1. A Central de Relacionamento que atende pelo número (21) 3184-7050 está inoperante;
  2. Disponibilizamos para os Médicos os canais de comunicação especiais para este momento, devendo o profissional se identificar informando NOME COMPLETO/ NÚMERO DO CRM/ E-MAIL para resposta;
  3. Whatsapp: + 55 21 99387-6855 ou +55 21 98486-5425, para assuntos relacionados a COVID-19. As respostas serão posicionadas em até 48 horas;
  4. E-mail: duvidascovid19@crm-rj.gov.br para dúvidas e esclarecimentos pertinentes ao COVID-19. As respostas serão posicionadas em até 48 horas;
  5. O funcionamento deste atendimento será somente DAS 9 ÀS 18 H, NOS DIAS ÚTEIS. Fora deste horário e destes dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados, ele será processado no próximo dia útil; E
  6. Não será possível esclarecer, neste momento, informações sobre andamento dos Protocolos, devido ao trabalho dos funcionários em sistema de rodízio (mínimo de funcionários).

COVID-19: CFM se manifesta em defesa da segurança na assistência

fonte: CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nesta quarta-feira (25) nota sobre a importância da manutenção dos esforços de promoção à higiene e à restrição de contato social como meios de prevenir e combater a pandemia de COVID-19, que se apresenta como a maior crise da saúde na história do Brasil. Após o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, o CFM solicita, em seu documento, “que todos continuem a apoiar as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde, desde o início dessa pandemia no País, por serem de ordem técnico-científicas e baseadas nas experiências de outros países, que também estão sofrendo com esta doença.”

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A NOTA

O texto ressalta que o Brasil está apenas no início da epidemia de COVID-19, prevendo-se que os indicadores epidemiológicos registrem uma piora nas próximas semanas. Na avaliação do Conselho, os gráficos que acompanham o avanço da doença apontam curvas ascendentes, o que indica que grande número de pessoas serão infectadas.

Diante disso, a autarquia destaca no comunicado que não deve haver politização dessa situação grave, por parte dos governos e parlamentares, para que a população brasileira não sofra as consequências com maior número de infectados e possível aumento exponencial no total de mortes.

O CFM aproveitou para enaltecer a atuação dos médicos brasileiros, que, neste difícil momento, empenham todos os esforços para ajudar a população e o Governo a dar a melhor assistência aos que padecem da Covid-19 e suas complicações. “Permaneçam em seus postos de trabalho, porque é nesta posição que poderão exercer a função mais relevante de suas existências, o papel o de guardiões da vida”, pontua a nota.

Desinfecção de locais públicos: cheque os procedimentos

fonte: Anvisa

A fim de esclarecer os procedimentos de desinfecção em locais públicos das cidades brasileiras, a Anvisa elaborou a Nota Técnica (NT) 22/2020.O documento, que contém orientações e alertas, é destinado a estados e municípios.

A NT reúne informações sobre as medidas mais indicadas pelos organismos nacionais e internacionais no combate à pandemia do novo coronavírus e a função da desinfecção de áreas públicas. Ademais, faz recomendações sobre o uso de determinados produtos, com instruções específicas, e sobre os equipamentos de aplicação dos desinfetantes.

O documento trata também da proteção da saúde dos trabalhadores e da população em geral, que podem ser eventualmente expostos durante os procedimentos. Com relação à proteção da saúde dos trabalhadores, há orientações sobre os equipamentos de proteção individual (EPIs) que devem ser utilizados pelas equipes que realizam a desinfecção e os procedimentos a serem observados pelos empregadores dessas equipes.

Acesse a íntegra da Nota Técnica 22/2020.

Cloroquina poderá ser usada em casos graves do coronavírus

fonte: Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde começa a distribuir aos estados, a partir desta sexta-feira (27), 3,4 milhões de unidades dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina para uso em pacientes com formas graves da Covid-19. Por ser uma doença nova, ainda não há evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia do medicamento para casos de coronavírus. No entanto, há estudos promissores que demonstram o benefício do uso em pacientes graves.

Acesse aqui a Nota Técnica enviada aos estados

O protocolo prevê cinco dias de tratamento e é indicado apenas para pacientes hospitalizados. A cloroquina e hidroxicloroquina irão complementar todos os outros suportes utilizados no tratamento do paciente no Brasil, como assistência ventilatória e medicações para os sintomas, como febre e mal-estar. Tanto a cloroquina e a hidroxicloroquina não são indicadas para prevenir a doença e nem tratar casos leves.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ainda existem poucas evidências sobre o medicamento, porém, o Ministério da Saúde irá deixar ao alcance do profissional médico caso ele entenda que o paciente grave possa se beneficiar com o uso. “Esse medicamento já provou que tem ação na evolução do ciclo do vírus, mas os estudos em humanos estão em curso. Essa é uma alternativa terapêutica que estamos dando aos profissionais de saúde para tratarmos esses pacientes graves que estão internados”, disse Luiz Henrique Mandetta.

O ministro fez ainda um alerta às pessoas que vão às farmácias em busca da cloroquina: “Quero fazer um pedido à população: não usem esse medicamento fora do ambiente hospitalar. Esse medicamento tem muitos efeitos colaterais que podem prejudicar a saúde”, concluiu o ministro da Saúde.

Medicamentos dessa classe terapêutica já são disponibilizados no SUS para tratamentos de outras doenças, como a malária, lúpus e artrite reumatóide. Até o momento, o Ministério da Saúde esclarece que não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo coronavírus.

Alerta constante pode causar transtornos a profissionais de saúde

fonte: Agência Brasil

A incansável e permanente luta de profissionais de saúde contra o novo coronavírus pode levar médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem a sofrerem transtornos ligados ao estresse e à ansiedade. Mesmo para quem está acostumado a trabalhar na linha de frente e batalhar na fronteira da cura e da morte, a covid-19 impõe desafios inéditos.

“O sentimento de impotência, bem como o aumento intenso da carga de trabalho, gera sensações de perda de sentido e desmotivação em muitos profissionais”, avaliam o psicanalista Igor Banin Bezerra da Silva e o terapeuta Caio Henrique Ferreira da Costa em entrevista por escrito à Agência Brasil.

Os dois trabalham na Sociedade de Psicólogos, que funciona em São Paulo, e preparam para este fim de semana um curso on-line para colegas de profissão em todo o Brasil, que estão lidando com pessoas impactadas pelas mudanças impostas pela pandemia, como o confinamento ou o isolamento social.

“Por mais que os profissionais [de saúde] sejam ensinados e capacitados a lidar com emergências e desastres, o que estamos vivendo é, a nível prático, algo sem precedentes, seja pela novidade do novo coronavírus, pela grande mobilização internacional ou pela alta e inesperada carga de trabalho”, destacam os especialistas.

Na avaliação deles, os profissionais de saúde ainda têm de lidar com a possibilidade de um colapso no sistema de saúde nacional, com a continuidade de outras doenças além da covid-19 e com preocupações econômicas e trabalhistas relacionadas às recomendações distanciamento social.

Bem-estar mental de profissionais de saúde

Em entrevista à Agência Brasil, os dois expõem as preocupações relacionadas ao bem-estar mental de profissionais de saúde e dão dicas de como lidar com o estresse e reforçar pensamentos e comportamentos positivos.

Agência Brasil: Que desgastes a mais médicos, enfermeiras e auxiliares têm sofrido nesse período de pandemia?
Igor Silva e Caio Henrique Costa: De modo geral, podemos pensar em alguns efeitos psicopatológicos dentro do espectro de transtornos de ansiedade. Podemos pensar no desenvolvimento de Transtornos de Estresse Pós-Traumático, além do chamado Transtorno de Ansiedade Generalizada. Eles decorrem, dentre outras coisas, da exposição excessiva aos noticiários e pelo estado constante de alerta.

Agência Brasil: A capacidade do atendimento hospitalar e nos postos de saúde afligem o ânimo desses profissionais?
Silva e Costa: Certamente, o sentimento de impotência, bem como o aumento intenso da carga de trabalho, gera sensações de perda de sentido e desmotivação em muitos profissionais.

Agência Brasil: Os profissionais de saúde são há muito tempo acostumados a lidar com problemas e urgências. O que uma pandemia como a covid-19 agrava?
Silva e Costa: Essa pandemia já é considerada, por muitos especialistas, como o maior problema sanitário da contemporaneidade ou da geração atual. Por mais que os profissionais sejam ensinados e capacitados a lidar com emergências e desastres, o que estamos vivendo é, a nível prático, algo sem precedentes, seja pela novidade do novo coronavírus, pela grande mobilização internacional, pela alta e inesperada carga de trabalho, pela possibilidade de um colapso no sistema de saúde nacional, pela continuidade de outras doenças que vão acontecer paralelamente à covid-19, pela preocupação econômica e trabalhista relacionada às recomendações de isolamento e distanciamento social, pelos novos hábitos e comportamentos que temos de ter acerca da prevenção, por eventuais lutos que vamos nos deparar, entre outros fatores. De forma geral, essa pandemia nos obriga a refletir e a encontrar novas formas de nos comportarmos e de nos relacionarmos conosco, com o outro e com o nosso meio.

Agência Brasil: Como o pessoal da saúde pode lidar com o estresse em casos assim?
Silva e Costa: Todo comportamento e experiência humana estão vinculados ao campo (contexto, ambiente e relações) que a pessoa se encontra. Toda novidade e mudança sobre a rotina de uma pessoa pode se relacionar com a ansiedade e com o estresse. A partir daí, algumas pessoas utilizam o que chamamos de homeostase e restauram, de forma natural, o seu equilíbrio, enquanto outras pessoas são transformadas. Essa transformação pode ser positiva, vinculada à aprendizagem e ao crescimento pessoal, mas também pode ser negativa, relacionada ao sofrimento, ao trauma e ao aparecimento de sintomas. Há várias formas de compreender e trabalhar com esse estresse e ansiedade, mas não há “receita de bolo”, pois cada pessoa experimenta a situação de forma única. Mesmo em caso de situações partilhadas, elas são vividas, sentidas e compreendidas de maneira idiossincrática. Em resumo, as pessoas podem trabalhar com esses componentes desde uma meditação, passando pela pintura ou criação de poesia, até uma prática esportiva, por exemplo. Vai depender da pessoa, mas o ideal é que seja compreendida e acompanhada de um profissional da saúde mental.

Agência Brasil: Que dicas vocês têm para reforçar pensamentos e comportamentos positivos?
Silva e Costa: Uma das primeiras coisas que as pessoas podem fazer é limitar o acesso às notícias, uma vez que estamos sendo bombardeados com muitas informações ao longo do dia. Dessa forma, o ideal é que escolham um horário no seu dia para se informar sobre o que está acontecendo no país e no mundo, buscando fontes confiáveis, preferencialmente, das autoridades de saúde e se atentando também para as notícias positivas, como novas perspectivas de tratamento e vacinação, diminuição da contaminação e casos já recuperados, por exemplo. Para entrar em contato com as emoções positivas, as pessoas têm duas oportunidades. A primeira delas envolve atividades que a pessoa gosta de fazer e aquilo que a motiva a viver: pode se entreter ao assistir shows, séries e filmes, ouvir música, jogar um jogo, se exercitar, ler o livro de cabeceira ou começar uma nova leitura, bem como por meio do contato com sua expressão criativa, o que inclui o cantar, tocar ou aprender um instrumento musical, desenhar, pintar, bordar, desenvolver um projeto, escrever e buscar uma nova perspectiva sobre as atividades diárias, sobre as novas rotinas e sobre o seu propósito ou sentido na vida. A outra oportunidade diz respeito à interação positiva com os outros, sejam as pessoas da própria casa, colegas de trabalho ou com a própria comunidade. Distanciamento e isolamento social não significam, necessariamente, solidão. E o momento atual nos permite escutar mais as pessoas e suas necessidades. Dessa forma, nós podemos ajudar, seja por uma distância social segura, ou por meio da internet, as pessoas em suas novas dificuldades e enfrentamentos. Uma coisa que costumamos sugerir, por exemplo, é auxiliar a população idosa (inclusa no grupo de risco e com a recomendação de quarentena domiciliar) a utilizar os serviços online para interagir com seus amigos e familiares, bem como a realizarem compras (mercados e farmácias) ou a pagarem despesas por meio de aplicativos dos respectivos bancos.

Recomendações da WEO sobre endoscopia digestiva e a pandemia de COVID-19

fonte: WEO

A doença de COVID-19 é devida ao novo coronavírus SARS-CoV-2. É altamente infeccioso e possui uma taxa de letalidade de 1% a 3%. Os pacientes com maior risco de resultados adversos são os idosos e aqueles com doenças crônicas graves e imunossupressão. É espalhada pelo contato e por gotículas respiratórias e aerossóis. Embora a febre e os sintomas respiratórios sejam as características de apresentação mais comuns, a maioria dos pacientes terá anorexia, com 1/3 ou mais com diarréia. Os endoscopistas precisam estar vigilantes e tomar precauções.

A Organização Mundial de Endoscopia (WEO) recomenda que os endoscopistas sigam os conselhos locais e as diretrizes institucionais para o controle de infecções. As seguintes recomendações da WEO têm como objetivo fornecer orientação aos endoscopistas, pois eles procuram otimizar a prática em seus centros de endoscopia, conforme as condições locais o permitam.

Para ler o documento completo, consulte aqui:

WEO_Advice_To_Endoscopists_COVID-19_032020

COVID-19: Ministério da Saúde divulga protocolos e orientações aos profissionais e serviços de saúde

fonte: Conasems

Visando agilizar as informações aos profissionais e serviços de saúde nos municípios, o CONASEMS consolidou as informações inerentes aos atendimentos da população no combate ao COVID-19

Acesse aqui todas as informações sobre Coronavírus direcionadas aos profissionais e gestores da saúde 

PROTOCOLOS E ORIENTAÇÕES AOS PROFISSIONAIS E SERVIÇOS DE SAÚDE SOBRE ATENDIMENTOS – COVID-19

ATENÇÃO BÁSICA:

– FLUXO DE MANEJO CLÍNICO

– PROTOCOLO DE MANEJO CLÍNICO

– FAST TRACK

– FAST TRACK (GUIA DE BOLSO)

-PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRONIZADO

-ISOLAMENTO DOMICILIAR

-ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO

-FLUXO DE ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO

-EQUIPES DE CONSULTÓRIO DE RUA

-CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A INFLUENZA E O SARAMPO NA AB

NOVO CORONAVÍRUS – 10 PASSOS PARA QUALIFICAR A GESTÃO DA APS

ATENÇÃO ESPECIALIZADA:

-FLUXO DE MANEJO CLÍNICO DO ADULTO E IDOSO NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA

-FLUXOGRAMAS DE ATENDIMENTOS RÁPIDOS AO COVID-19 NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA

-FLUXOGRAMA PARA ATENDIMENTO E DETECÇÃO PRECOCE DE COVID-19 EM PRONTO ATENDIMENTO UPA 24 HORAS E UNIDADE HOSPITALAR NÃO DEFINIDA COMO REFERÊNCIA

-FLUXOGRAMA PARA ATENDIMENTO E DETECÇÃO PRECOCE DE COVID-19 EM HOSPITAL DE REFERÊNCIA PARA INDIVÍDUOS POR DEMANDA ESPONTÂNEA

-FLUXO DE ATENDIMENTO NO HOSPITAL DE REFERÊNCIA PARA PACIENTE REFERENCIADO DE OUTROS SERVIÇOS DE SAÚDE

-FLUXO DE MANEJO CLÍNICO DO ADULTO E IDOSO NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA

-FLUXO DE MANEJO CLÍNICO DE GESTANTES NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA

-FLUXO DE MANEJO CLÍNICO PEDIÁTRICO NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA

-FLUXO DE ATENDIMENTO TELEFÔNICO – SAMU 192

-FLUXO DE LIBERAÇÃO DE RESULTADO DE EXAMES