{"id":10776,"date":"2020-08-17T12:01:36","date_gmt":"2020-08-17T12:01:36","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=10776"},"modified":"2020-08-18T11:31:39","modified_gmt":"2020-08-18T11:31:39","slug":"justica-federal-mantem-proibida-divulgacao-de-imagens-de-antes-e-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2020\/08\/17\/justica-federal-mantem-proibida-divulgacao-de-imagens-de-antes-e-depois\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a Federal mant\u00e9m proibida divulga\u00e7\u00e3o de imagens de \u201cantes e depois\u201d"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CFM<\/p>\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o, em Porto Alegre (RS), negou recurso a senten\u00e7a proferida sobre a publica\u00e7\u00e3o de trabalho nas redes sociais com imagens de \u201cantes e depois\u201d. Com a a\u00e7\u00e3o, a impetrante visava permiss\u00e3o para divulga\u00e7\u00e3o na internet com a veicula\u00e7\u00e3o de fotos de pacientes, desde que preservada a identidade ou obtida a autoriza\u00e7\u00e3o para divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/relatoriodecisaotrf4_antesedepois.pdf\" target=\"_parent\">ACESSE AQUI<\/a><\/strong>\u00a0o relat\u00f3rio do TRF 4 sobre a decis\u00e3o, com o voto do desembargador\u00a0federal relator Novely Vilanova da Silva Reis.\u00a0No despacho, o magistrado se baseou em artigos da\u00a0<a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/visualizar\/resolucoes\/BR\/2011\/1974\" target=\"_parent\"><em>Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 1.974\/2011<\/em>,\u00a0<\/a>que disciplina a propaganda em medicina,\u00a0e tamb\u00e9m citou trechos do C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica.<\/p>\n<p>O objetivo da a\u00e7\u00e3o foi tornar nula ou inaplic\u00e1vel a norma do Conselho e alegou que a regra \u201cest\u00e1 tolhendo os direitos \u00e0 liberdade de express\u00e3o e ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o\u201d, informou relat\u00f3rio do TRF 4 sobre a decis\u00e3o. Segundo o Tribunal, ela argumentou que a \u201cproibi\u00e7\u00e3o reveste-se de ilegalidade, j\u00e1 que foi criada por meio de uma Resolu\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio CFM, instrumento que afirma ser inapto para criar direitos ou obriga\u00e7\u00f5es, e que o Conselho n\u00e3o possui compet\u00eancia para regulamentar a profiss\u00e3o de m\u00e9dico ou a forma como este faz publicidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Amparo legal<\/strong>\u00a0\u2013 A decis\u00e3o questionada foi assinada pelo juiz federal Ricardo Soriano Fay. Na senten\u00e7a, ele ressaltou que a Resolu\u00e7\u00e3o CFM \u00e9 amparada pela Lei 3.268\/1957, que instituiu os Conselhos de Medicina como \u00f3rg\u00e3os supervisores da \u00e9tica profissional m\u00e9dica. Apontou ainda que a regra \u201cn\u00e3o introduziu nenhuma novidade para os profissionais de medicina e apenas reproduz, com ligeiras modifica\u00e7\u00f5es sem\u00e2nticas, o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica. O documento veda ao m\u00e9dico \u00b4divulgar informa\u00e7\u00e3o sobre assunto m\u00e9dico de forma sensacionalista, promocional ou de conte\u00fado inver\u00eddico\u201d, destacou o magistrado.<\/p>\n<p>Apesar das argumenta\u00e7\u00f5es, a 4\u00aa Turma do TRF decidiu, por unanimidade, rejeitar a apela\u00e7\u00e3o. Em voto do desembargador federal relator C\u00e2ndido Alfredo Silva Leal Junior, o magistrado declarou que o que foi trazido nas raz\u00f5es de recurso n\u00e3o lhe \u201cpareceu suficiente para alterar o que foi decidido, mantendo o resultado do processo e n\u00e3o vendo motivo para reforma da senten\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o reafirma parecer da Justi\u00e7a Federal sobre o tema. No ano passado, tamb\u00e9m o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1\u00aa Regi\u00e3o suspendeu efeito de liminar que dava direito \u00e0 m\u00e9dica Patr\u00edcia Leite Nogueira de utilizar imagens do tipo \u201cantes e depois\u201d em propagandas dos\u00a0 servi\u00e7os prestados por ela. A decis\u00e3o foi tomada em resposta ao pedido de agravo de instrumento impetrado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o, em Porto Alegre (RS), negou recurso a senten\u00e7a proferida sobre a publica\u00e7\u00e3o de trabalho nas redes sociais com imagens de \u201cantes e depois\u201d. 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