{"id":10825,"date":"2020-08-24T11:01:28","date_gmt":"2020-08-24T11:01:28","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=10825"},"modified":"2020-08-31T21:37:30","modified_gmt":"2020-08-31T21:37:30","slug":"inteligencia-artificial-deixa-ressonancia-magnetica-mais-rapida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2020\/08\/24\/inteligencia-artificial-deixa-ressonancia-magnetica-mais-rapida\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia artificial deixa resson\u00e2ncia magn\u00e9tica mais r\u00e1pida"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Usando IA (intelig\u00eancia artificial), um grupo de pesquisadores criou um mecanismo que promete acelerar exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica em at\u00e9 quatro vezes. Os resultados foram divulgados nesta ter\u00e7a-feira (18) e constam em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ajronline.org\/doi\/abs\/10.2214\/AJR.20.23313\">artigo ainda n\u00e3o publicado<\/a>, mas j\u00e1 aceito para publica\u00e7\u00e3o, pelo \u201cAmerican Journal of Roentgenology\u201d.<\/p>\n<p>A nova t\u00e9cnica \u00e9 fruto de uma iniciativa batizada de \u201cFastMRI\u201d (\u201cresson\u00e2ncia magn\u00e9tica r\u00e1pida\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Ela une especialistas do Facebook e do NYU Langone Medical Center, hospital universit\u00e1rio ligado \u00e0 Universidade de Nova York.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a resson\u00e2ncia mais r\u00e1pida pode aumentar a capacidade de atendimentos nos hospitais e, com isso, baratear o procedimento.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m torna a experi\u00eancia menos desconfort\u00e1vel para os pacientes, que precisam ficar menos tempo dentro do tubo que faz os exames \u2014a depender da complexidade, pode ser necess\u00e1rio que a pessoa fique im\u00f3vel por at\u00e9 uma hora dentro da m\u00e1quina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a modalidade pode ampliar o leque de aplica\u00e7\u00f5es da resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, possibilitando o uso em emerg\u00eancias, por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cSe algu\u00e9m est\u00e1 tendo um derrame, normalmente fazemos uma tomografia. Uma resson\u00e2ncia traria imagens mais detalhadas, mas demora demais. Se conseguirmos faz\u00ea-la em cinco minutos, no entanto, abrimos uma nova \u00e1rea para a qual podemos usar a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica\u201d, diz Michael Recht, chefe do departamento de radiologia do NYU Langone Medical Center.<\/p>\n<p>A pesquisa analisou os joelhos de 108 pacientes de diferentes g\u00eaneros e faixas et\u00e1rias. Cada um deles foi examinado tanto pelo sistema tradicional quanto pelo m\u00e9todo acelerado por IA.<\/p>\n<p>Seis radiologistas compararam os exames, sem saber qual era qual, e registraram seus diagn\u00f3sticos. Para evitar que os especialistas se lembrassem de algo que tinham visto na an\u00e1lise anterior, as imagens tradicionais e as geradas por IA foram exibidas para eles separadas por um intervalo de um m\u00eas.<\/p>\n<p>Todos os seis acharam melhores as imagens geradas pela intelig\u00eancia artificial, e cinco n\u00e3o sabiam diferenciar qual era qual. Comparados, os diagn\u00f3sticos tiveram discrep\u00e2ncias em 4% dos casos, valor considerado irrelevante pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>Para montar o sistema, os cientistas usaram \u201cdeep learning\u201d (\u201caprendizagem profunda\u201d), uma t\u00e9cnica de IA que\u00a0se popularizou na \u00faltima d\u00e9cada, com diferentes\u00a0aplica\u00e7\u00f5es\u00a0pipocando particularmente na medicina.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 que os usos na \u00e1rea da sa\u00fade normalmente atuam em outra parte do processo: o diagn\u00f3stico em si. No come\u00e7o deste ano, por exemplo, houve grande repercuss\u00e3o e pol\u00eamica no setor ap\u00f3s um sistema feito por pesquisadores do Google e da universidade Imperial College London, da Inglaterra, conseguir\u00a0resultados melhores do que m\u00e9dicos para detectar c\u00e2ncer de mama\u00a0em imagens de raios-X.<\/p>\n<p>No caso da FastMRI, a intelig\u00eancia artificial \u00e9 empregada para criar imagens em alta resolu\u00e7\u00e3o a partir dos dados coletados pelas m\u00e1quinas de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica. O diagn\u00f3stico fica por conta do m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Funciona assim: antes de gerar as imagens, as m\u00e1quinas de resson\u00e2ncia primeiro usam magnetismo para coletar dados da localiza\u00e7\u00e3o dos \u00e1tomos da regi\u00e3o examinada. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 depois repassada para um segundo sistema, para s\u00f3 ent\u00e3o ser a convertida em pixels, os pontinhos coloridos que formam o conte\u00fado das telas de computador e celular.<\/p>\n<p>A IA entra no meio desse caminho. Com dados parciais, vindos de toda a \u00e1rea a ser examinada, ela consegue gerar uma imagem completa. Por precisar de menos informa\u00e7\u00e3o \u2014aproximadamente 25% do que \u00e9 usado normalmente\u2014, o processo \u00e9 mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Segundo Recht, o estudo agora se volta para ampliar a an\u00e1lise para imagens em parceria com outros hospitais, nos EUA e no exterior, e de outras partes do corpo, come\u00e7ando por cabe\u00e7a abd\u00f4men.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 temos tido bons resultados. No c\u00e9rebro, acreditamos que pode ser at\u00e9 10 vezes mais r\u00e1pido que o tradicional\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O sistema criado pelo grupo \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/fastmri.org\/\">distribu\u00eddo gratuitamente<\/a>\u00a0e funciona com diferentes tipos de m\u00e1quinas. Agora, aponta Recht, \u00e9 uma quest\u00e3o de tempo para que ganhe a confian\u00e7a da comunidade m\u00e9dica, passe por regula\u00e7\u00e3o e seja implementado pelas fabricantes dos equipamentos. Tudo deve levar cerca de dois anos, prev\u00ea o especialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Usando IA (intelig\u00eancia artificial), um grupo de pesquisadores criou um mecanismo que promete acelerar exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica em at\u00e9 quatro vezes. 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