{"id":10859,"date":"2020-08-29T00:48:06","date_gmt":"2020-08-29T00:48:06","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=10859"},"modified":"2020-09-22T12:46:00","modified_gmt":"2020-09-22T12:46:00","slug":"perfil-dr-jose-augusto-messias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2020\/08\/29\/perfil-dr-jose-augusto-messias\/","title":{"rendered":"Perfil: Dr. Jos\u00e9 Augusto Messias"},"content":{"rendered":"<p>Cl\u00ednico Geral e Especialista em Gastroenterologia, Dr. Jos\u00e9 Augusto Messias tamb\u00e9m \u00e9 reconhecido pela significativa atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Endoscopia Digestiva. Na d\u00e9cada de 70, em que a endoscopia estava germinando e crescendo, ele j\u00e1 participava da rotina do setor de Endoscopia, mesmo sendo residente de Cl\u00ednica M\u00e9dica do ent\u00e3o Hospital de Clinicas do Pedro Ernesto.<\/p>\n<p>\u201cMe honra muito ter sido um dos fundadores da SOBED-RJ e ter feito endoscopia durante 25 anos ou mais, desde que me formei pela Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ. Comecei a fazer endoscopia com o Dr. Edson Jurado, em 1973, no meu internato, junto tamb\u00e9m com o Dr. Alexandre Abr\u00e3o, hoje chefe do Setor de Gastroenterologia e Endoscopia do Pedro Ernesto. Os fibrosc\u00f3pios ainda eram uma miragem para n\u00f3s em 1974. Conseguimos um certo apoio da dire\u00e7\u00e3o do hospital para atualizar o equipamento e n\u00f3s (Edson Jurado, Alexandre Abr\u00e3o e eu) montamos um time para dar cobertura \u00e0s endoscopias de urg\u00eancia dentro do Pedro Ernesto. Funcionava 24 horas, 7 dias na semana. Com isso, a dire\u00e7\u00e3o do hospital comprou equipamentos mais modernos, como: colonosc\u00f3pio, fibrosc\u00f3pio e endosc\u00f3pio alto. Ao fim da minha resid\u00eancia, tanto eu como o Dr. Alexandre nos tornamos professores da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas e continuamos desenvolvendo o trabalho no Hospital Universit\u00e1rio. Eu trabalhava em dois turnos fazendo endoscopia de rotina dos servi\u00e7os. E isso permaneceu durante d\u00e9cadas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, Dr. Messias e Dr. Alexandre j\u00e1 eram amigos de longa data. Estudaram juntos desde o 1\u00ba ano do Gin\u00e1sio (que correspondia aos \u00faltimos quatro anos do\u00a0atual Ensino Fundamental). Depois, fizeram faculdade juntos, trabalharam no mesmo hospital, se formaram na mesma turma e atuaram no mesmo consult\u00f3rio. Uma amizade de 60 anos, desde 1959.<\/p>\n<p>\u201cQuando come\u00e7amos a fazer endoscopia com o Dr. Jurado, o aparelho dispon\u00edvel para ver o es\u00f4fago era um tubo r\u00edgido que se chamava: Chevalier Jackson. E o aparelho para ver o est\u00f4mago era uma gastroc\u00e2mera, que foi o 1\u00ba desenvolvido a partir da escola japonesa. Voc\u00ea simplesmente fotografava a partir de um determinado protocolo e depois examinava as fotos para poder fazer a impress\u00e3o diagn\u00f3stica, voc\u00ea n\u00e3o conseguia nem biopsiar. Em 1976, quando n\u00f3s tr\u00eas montamos aquele grupo que dava suporte \u00e0s emerg\u00eancias do Pedro Ernesto \u00e9 que incorporaram os primeiros fibrosc\u00f3pios, como um fibroendosc\u00f3pico que conseguia chegar no duodeno, e um colonosc\u00f3pico que nos permitiu realizar colonoscopias. Era uma \u00e9poca que eu chamaria de pr\u00e9-hist\u00f3rica. Ent\u00e3o, a gente fazia n\u00e3o s\u00f3 a endoscopia do es\u00f4fago com esse tubo r\u00edgido, como fazia tamb\u00e9m uma broncoscopia com broncosc\u00f3pio r\u00edgido pra examinar a traqueia. Depois, come\u00e7aram a surgir as escleroses, a escleroterapia, at\u00e9 que eu cheguei junto com a incorpora\u00e7\u00e3o da chamada ligadura el\u00e1stica para varizes e es\u00f4fago. Nesse per\u00edodo, em 2000 em diante, a endoscopia havia se tornado bastante tecnol\u00f3gica, o que fugiu um pouco do meu escopo profissional\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica endosc\u00f3pica tem lugar especial na carreira do Dr. Messias e apesar dele ter se desligado do setor nos \u00faltimos 15 anos, mant\u00e9m forte rela\u00e7\u00e3o com o grupo de endoscopistas da SOBED-RJ.<\/p>\n<p>\u201cHoje a minha liga\u00e7\u00e3o com esse grupo se d\u00e1 pela minha pratica cl\u00ednica, j\u00e1 que trato muitos casos de gastroenterologia, como pacientes com c\u00e2ncer de es\u00f4fago em que que foram retiradas por endoscopia a famosa mucosectomia por via endosc\u00f3pica. E eu me lembro da \u00e9poca em que a gente trabalhava no Pedro Ernesto e a cirurgia de c\u00e2ncer de es\u00f4fago era uma das cirurgias que mais dava frio na barriga, devido a quantidade de complica\u00e7\u00f5es, e a cirurgia quase sempre implicava em retirar o es\u00f4fago. Hoje, com a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia, o cen\u00e1rio mudou\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Dr. Messias revela que sempre frequentou congressos para se atualizar e teve muitos trabalhos publicados, principalmente aqueles focados na quest\u00e3o do adolescente.<\/p>\n<p>\u201cNa d\u00e9cada de 80 e 90, a gente demonstrou que a realiza\u00e7\u00e3o de endoscopia diagn\u00f3stica em adolescentes era poss\u00edvel. Utilizamos um protocolo e conseguimos fazer a maior parte das endoscopias como faz\u00edamos em adultos. Dava um pouco mais de trabalho de conversa e de convencimento, mas n\u00e3o havia nenhuma diferen\u00e7a m\u00e9dica para n\u00e3o fazer a famosa anestesia na garganta e uma pequena seda\u00e7\u00e3o endovenosa, como era o protocolo da \u00e9poca. Como consequ\u00eancia disso, eu me tornei professor Titular de Cl\u00ednica M\u00e9dica da UERJ e uma das minhas teses ao longo da vida foi justamente sobre c\u00e2ncer g\u00e1strico. Aproveitei todo material da \u00e1rea da gastroenterologia, com 317 doentes, numa \u00e9poca em que infelizmente a gente ainda tinha muito menos recurso de fazer um diagn\u00f3stico mais precoce e de fazer uma proposta terap\u00eautica mais efetiva pra esses doentes. O c\u00e2ncer g\u00e1strico ainda \u00e9 um desafio mas com a hist\u00f3ria do H. Pylori e com esses equipamentos endosc\u00f3picos o que temos \u00e9 uma vis\u00e3o muito mais detalhada\u201d.<\/p>\n<p>Dr. Messias tamb\u00e9m \u00e9 diretor do N\u00facleo de Estudos da Sa\u00fade do Adolescente, uma \u00e1rea pioneira dentro da UERJ. O NESA possuiu uma enfermaria, um ambulat\u00f3rio grande, e um grupo que lida com aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Trata-se de um servi\u00e7o referencial n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, como no exterior.<\/p>\n<p>Sobre fazer parte da hist\u00f3ria da SOBED-RJ, Dr. Messias guarda com muito orgulho de sua participa\u00e7\u00e3o no Congresso em Curitiba, em 1974, quando ainda era residente.<\/p>\n<p>\u201cEu estava naquele congresso e houve uma reuni\u00e3o dos gastroenterologistas e dos profissionais que tamb\u00e9m tinham j\u00e1 a pr\u00e1tica da endoscopia. Fizemos a reuni\u00e3o, na presen\u00e7a do Dr. Glaciomar, Dr. Jorge, Dr. Luis Leite Luna, e de v\u00e1rios outros da 1\u00aa gera\u00e7\u00e3o de endoscopistas, e fundou-se a Sociedade. Quem assinou essa ata recebeu o t\u00edtulo de s\u00f3cio-fundador. Eu sou um deles, assim como o Dr. Alexandre Abr\u00e3o. \u00c9 uma hist\u00f3ria que guardo com muito orgulho!\u201d, relata Dr. Messias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00ednico Geral e Especialista em Gastroenterologia, Dr. Jos\u00e9 Augusto Messias tamb\u00e9m \u00e9 reconhecido pela significativa atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Endoscopia Digestiva. Na d\u00e9cada de 70, em que a endoscopia estava germinando e crescendo, ele j\u00e1 participava da rotina do setor de Endoscopia, mesmo sendo residente de Cl\u00ednica M\u00e9dica do ent\u00e3o Hospital de Clinicas do Pedro Ernesto. 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