{"id":1103,"date":"2015-08-24T11:32:10","date_gmt":"2015-08-24T11:32:10","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=1103"},"modified":"2015-08-27T20:55:47","modified_gmt":"2015-08-27T20:55:47","slug":"cursos-de-medicina-sem-estrutura-crescem-e-chegam-a-custar-r-7-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/08\/24\/cursos-de-medicina-sem-estrutura-crescem-e-chegam-a-custar-r-7-mil\/","title":{"rendered":"Cursos de medicina sem estrutura crescem e chegam a custar R$ 7 mil"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Fant\u00e1stico\/Rede Globo<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pmzecMEmASs\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-614\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/6bc8c9516a69ef41f77ff0355ffcca4c-300x200.jpg\" alt=\"medicos\" width=\"300\" height=\"200\" \/>Que m\u00e9dicos est\u00e3o sendo formados pelas faculdades de medicina? Um levantamento in\u00e9dito do Conselho Federal de Medicina mostrou que elas viraram um balc\u00e3o de neg\u00f3cios. A qualidade do ensino fica em segundo plano. O Fant\u00e1stico percorreu o pa\u00eds e encontrou escolas sem nenhuma estrutura para formar um m\u00e9dico. E at\u00e9 estudantes atendendo pacientes sozinhos, sem a supervis\u00e3o de professores.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 Natal, nem r\u00e9veillon. Mas a rodovi\u00e1ria da pequena Mineiros, no interior de Goi\u00e1s, est\u00e1 lotada. \u00c9 fim de julho e quem chega com as malas s\u00e3o todos jovens, com uma mesma expectativa. O objetivo \u00e9 um s\u00f3: fazer vestibular para medicina.<\/p>\n<p>Mais de tr\u00eas mil alunos vieram de longe pro vestibular da faculdade particular Fama.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos, Marcela tenta entrar em medicina. J\u00e1 encarou mais de vinte vestibulares.<br \/>\nE quando soube de um curso novo em Goi\u00e1s, ficou animada e viajou 1.200 quil\u00f4metros. O vestibular \u00e9 s\u00f3 o primeiro passo de uma longa carreira. Mas o que esses estudantes podem encontrar pela frente est\u00e1 longe de ser um sonho.<\/p>\n<p>Um estudo in\u00e9dito do Conselho Federal de Medicina fez uma radiografia do ensino m\u00e9dico no Brasil. E exp\u00f4s uma realidade preocupante: o n\u00famero de faculdades disparou nos \u00faltimos anos. S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es em sua maioria particulares, com mensalidades muito altas, que chegam a R$ 11 mil. S\u00f3 que pre\u00e7o nem sempre quer dizer qualidade.<\/p>\n<p>\u201cLamentavelmente hoje virou um balc\u00e3o de neg\u00f3cios a abertura de cursos m\u00e9dicos. Isso \u00e9 triste. A medicina brasileira est\u00e1 em decad\u00eancia\u201d, afirma Jos\u00e9 Hiram Gallo, conselheiro do Conselho Federal de Medicina.<\/p>\n<p>Na nova faculdade de Mineiros, as salas de aula e os laborat\u00f3rios j\u00e1 est\u00e3o prontos. Os bonecos de pl\u00e1stico est\u00e3o no lugar. Mas falta o espa\u00e7o para a forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Os \u00faltimos dois anos do curso de medicina s\u00e3o dedicados ao est\u00e1gio, chamado de internato.<\/p>\n<p>\u201cFundamentalmente a medicina precisa de campo de pr\u00e1tica, os alunos precisam ser levados para as enfermarias\u201d, Carlos Vital, presidente do Conselho Federal de Medicina.<\/p>\n<p>Internato \u00e9 diferente de resid\u00eancia, que vem depois da formatura, como especializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O MEC exige que, para cada vaga do curso de medicina, deve haver um m\u00ednimo de cinco leitos do SUS, ou conveniados, para o internato.<\/p>\n<p>A Fama abriu 200 vagas. Portanto seriam necess\u00e1rios mil leitos. Mas no lugar do futuro hospital universit\u00e1rio, por enquanto, s\u00f3 tem mato. No lugar onde ser\u00e3o os consult\u00f3rios, tamb\u00e9m. E onde ser\u00e1 constru\u00eddo um campus exclusivo pra faculdade de medicina, s\u00f3 se v\u00ea terra.<\/p>\n<p>A rede p\u00fablica da regi\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o comportaria os alunos. S\u00f3 tem 379 leitos. Faltariam mais de 600 leitos para cumprir a exig\u00eancia do MEC.<\/p>\n<p>O diretor da faculdade garante que fez conv\u00eanios para ter todos os mil leitos. Para atingir a cota, a faculdade promete vagas de est\u00e1gio em Goi\u00e2nia, a mais de 400 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Alessandro Rezende, diretor da Faculdade Mineirense &#8211; Fama: <\/strong>A gente tem 1050 leitos conveniados em Goi\u00e1s.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico: <\/strong>E s\u00e3o quais hospitais?<br \/>\n<strong>Alessandro Rezende: <\/strong>S\u00e3o tr\u00eas em Mineiros, 14 hospitais no interior de Goi\u00e1s e s\u00e3o mais tr\u00eas grandes hospitais aqui de Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o precisa ser uma pessoa que viva na \u00e1rea da sa\u00fade para saber que essa dist\u00e2ncia \u00e9 absolutamente incompat\u00edvel com esse processo de ensino de aprendizado\u201d, observa Carlos Vital.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Secretaria Estadual de Sa\u00fade de Goi\u00e1s diz que o conv\u00eanio n\u00e3o existe. \u201cN\u00e3o foi feito nenhum contato conosco, at\u00e9 o momento, dessa faculdade para a busca de nenhuma possibilidade de nenhuma oferta de campo de est\u00e1gio\u201d, afirma Nelson Bezerra, da Secretaria Estadual de Sa\u00fade de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Por causa da falta de leitos para o est\u00e1gio, o MEC n\u00e3o autorizou a abertura do curso. Mas a faculdade conseguiu uma liminar na Justi\u00e7a para funcionar. Os alunos que passaram no vestibular come\u00e7am as aulas nesta segunda (24), pagando R$ 7 mil por m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong> O aluno que vai estudar l\u00e1 pode sair mal formado?<br \/>\n<strong>Maria do Socorro de Souza, presidente do Conselho Nacional de Sa\u00fade:<\/strong> Pode. Pode sair mal formado sim. E \u00e9 lament\u00e1vel porque \u00e9 um custo caro pra fam\u00edlia, \u00e9 um custo caro para a sociedade porque muitos deles podem dispor do cr\u00e9dito educativo.<\/p>\n<p>S\u00f3 nos \u00faltimos cinco anos, foram abertas 81 escolas m\u00e9dicas. Quase a metade do total de faculdades de medicina criadas em mais de 200 anos. O governo federal diz que a abertura de novas faculdades \u00e9 necess\u00e1ria porque faltam m\u00e9dicos no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos ainda muito abaixo do que se espera para que n\u00f3s possamos atender a nossa popula\u00e7\u00e3o com o n\u00famero de m\u00e9dicos que queremos\u201d, diz Luiz Cl\u00e1udio Costa, secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente, o Brasil tem 1,8 m\u00e9dico por mil habitantes. A m\u00e9dia das Am\u00e9ricas, incluindo Estados Unidos, \u00e9 de 2,2. E a da Europa \u00e9 3,3.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil est\u00e1 muito abaixo ainda do desej\u00e1vel no mundo, at\u00e9 dos nossos pa\u00edses vizinhos\u201d, afirma Luiz Cl\u00e1udio Costa.<\/p>\n<p>Um especialista em educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica estudou o surgimento recente de escolas de medicina. E afirma que o n\u00famero de faculdades existentes hoje j\u00e1 seria suficiente para ultrapassar at\u00e9 os padr\u00f5es europeus.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 mais necessidade de nenhum curso de medicina novo no Brasil. O Brasil tem falta de m\u00e9dicos, com certeza, mas j\u00e1 houve uma expans\u00e3o t\u00e3o grande no n\u00famero de cursos de medicina que essa falta de m\u00e9dicos vai ser resolvida com os cursos de medicina que j\u00e1 existem. O que o Brasil precisa \u00e9 de m\u00e9dicos com forma\u00e7\u00e3o de qualidade\u201d, informa professor titular de Faculdade de Medicina da USP Milton de Arruda Martins.<\/p>\n<p>E qual ser\u00e1 a qualidade dos m\u00e9dicos que o Brasil est\u00e1 formando? Uma das respostas pode estar nos est\u00e1gios que as faculdades oferecem.<\/p>\n<p>Em Porto Velho, existem tr\u00eas faculdades de medicina. Nenhuma tem um local pr\u00f3prio para est\u00e1gio.<\/p>\n<p>O estudante Jo\u00e3o Otavio Salles Braga est\u00e1 quase se formando pela Universidade Federal de Rond\u00f4nia. Ele faz est\u00e1gio no Hospital Estadual Jo\u00e3o Paulo II, que est\u00e1 abarrotado de estudantes. \u201cTem um excesso de alunos, \u00e0s vezes sete, oito ali para dez leitos\u201d, conta.<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o, os pacientes \u00e0s vezes se sentem incomodados com tantos alunos: \u201cImagina, sete, oito pessoas apalparem aquele mesmo lugar. Eu tive paciente que falou: \u2018N\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o aperta mais n\u00e3o. J\u00e1 t\u00e1 doendo, eu sei que t\u00e1 doendo\u2019. \u00c9 um ambiente relativamente pequeno para acomodar todos os pacientes ali, mas os m\u00e9dicos, se voc\u00ea bota mais acad\u00eamicos ali dentro, fica mais sobrecarregado&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Um funcion\u00e1rio diz que os alunos ficam a maior parte do tempo sem supervis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Funcion\u00e1rio: <\/strong>Foi um corte que ele teve na face, ent\u00e3o foi feita a sutura de forma inadequada.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico: <\/strong>Mas o estudante fez a sutura sozinho?<br \/>\n<strong>Funcion\u00e1rio: <\/strong>Sozinho.<\/p>\n<p>Um professor alerta.<\/p>\n<p><strong>Professor:<\/strong> As pessoas que est\u00e3o se formando ali v\u00e3o atender seres humanos daqui a pouco e isso \u00e9 muito desagrad\u00e1vel, pois v\u00e3o dar um mau atendimento.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico: <\/strong>Qual pode ser a consequ\u00eancia disso?<br \/>\n<strong>Professor:<\/strong> A morte do doente.<\/p>\n<p>O Fant\u00e1stico visitou o Hospital Infantil Cosme e Dami\u00e3o, tamb\u00e9m em Porto Velho. Durante duas horas, nossa equipe flagrou v\u00e1rios estudantes, como uma jovem examinando uma crian\u00e7a na emerg\u00eancia, sem nenhum professor acompanhando. Outra aluna atendia uma crian\u00e7a que passava mal.<\/p>\n<p>Mostramos as imagens para o representante de Rond\u00f4nia no Conselho Federal de Medicina.<\/p>\n<p>\u201cApalpou, auscultou, fez tudo que n\u00e3o era da compet\u00eancia dela. E sim do m\u00e9dico. Ela poderia at\u00e9 faz\u00ea-lo, mas do lado do m\u00e9dico professor\u201d, avalia Jos\u00e9 Hiram Gallo.<\/p>\n<p>E o segundo caso? \u201cEssa crian\u00e7a precisava de um atendimento m\u00e9dico que estivesse um m\u00e9dico pr\u00f3ximo, essa crian\u00e7a poder\u00e1 ter at\u00e9 a morte por falta de um atendimento\u201d, alerta Jos\u00e9 Hiram Gallo.<\/p>\n<p>\u201cSe esse tipo de den\u00fancia chega pra gente, a primeira coisa que se faria, se houvesse, era demitir o professor preceptor\u201d, afirma Nina Lee Magalh\u00e3es, coordenadora acad\u00eamica da Faculdades Integradas Apar\u00edcio Carvalho.<\/p>\n<p>\u201cEu vou apurar e ser\u00e1&#8230; Esse supervisor ser\u00e1 desligado do servi\u00e7o\u201d, garante Maria Eliza de Aguiar, diretora da Faculdade S\u00e3o Lucas.<\/p>\n<p>O coordenador de est\u00e1gio da Universidade Federal de Rond\u00f4nia diz que a presen\u00e7a do professor \u00e9 indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cSe ele realizar alguma conduta isso \u00e9 absolutamente ilegal porque ele n\u00e3o \u00e9 m\u00e9dico, ele \u00e9 um aprendiz e est\u00e1 ali pra aprender uma profiss\u00e3o\u201d, diz Jos\u00e9 Ferrari.<\/p>\n<p>Condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de est\u00e1gio s\u00e3o apenas uma das defici\u00eancias de escolas m\u00e9dicas brasileiras. Dados in\u00e9ditos do Conselho Federal de Medicina mostram que nenhuma faculdade de medicina do pa\u00eds tirou a nota m\u00e1xima na \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o do Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Numa escala de um a cinco, mais da metade teve nota menor ou igual a tr\u00eas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das notas baixas, o estudo chama aten\u00e7\u00e3o para a abertura de escolas em cidades pequenas, que n\u00e3o t\u00eam estrutura para est\u00e1gio. Nos \u00faltimos dois anos, foram 20 casos assim.<\/p>\n<p>\u201cA interioriza\u00e7\u00e3o dos cursos de medicina com condi\u00e7\u00f5es de fixa\u00e7\u00e3o \u00e9 que nos v\u00e3o garantir que esses m\u00e9dicos n\u00e3o v\u00e3o ser atra\u00eddos somente para trabalhar nas capitais\u201d, afirma Luiz Cl\u00e1udio Costa.<\/p>\n<p>O professor da Faculdade de Medicina da USP M\u00e1rio Scheffer analisou m\u00e9dicos formados no interior, nos \u00faltimos 30 anos. E concluiu: apenas um em cada cinco permanece na cidade onde se formou.<\/p>\n<p>\u201cA interioriza\u00e7\u00e3o dos cursos de medicina \u00e9 totalmente insuficiente para fixar m\u00e9dicos no lugar. Os m\u00e9dicos formados nesses pequenos munic\u00edpios migram para os grandes centros em busca de empregos e condi\u00e7\u00f5es de trabalho e remunera\u00e7\u00e3o mais atraentes\u201d, diz M\u00e1rio Scheffer.<\/p>\n<p>O estado de S\u00e3o Paulo concentra o maior n\u00famero de escolas m\u00e9dicas do pa\u00eds: 44. O Conselho Regional de Medicina do estado \u00e9 o \u00fanico que aplica uma prova para rec\u00e9m-formados. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, o desempenho das particulares foi bem pior que o das p\u00fablicas.<\/p>\n<p>No ano passado, 67% dos alunos da rede p\u00fablica foram aprovados na avalia\u00e7\u00e3o. Na rede privada, apenas 35% passaram.<\/p>\n<p>Da universidade Camilo Castelo Branco, em Fernand\u00f3polis, onde a mensalidade custa cerca de R$ 6 mil, s\u00f3 23% dos alunos passaram na prova. O curso est\u00e1 entre os tr\u00eas piores do estado.<\/p>\n<p>\u201cO risco de um m\u00e9dico mal formado s\u00e3o 43 anos, \u00e9 a m\u00e9dia que um m\u00e9dico depois de formado exerce a profiss\u00e3o, fazendo uma medicina de m\u00e1 qualidade\u201d, diz Br\u00e1ulio Luna Filho, presidente do Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O n\u00famero de den\u00fancias de erros m\u00e9dicos no Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo cresceu de 5 para 18 por dia, nos \u00faltimos 20 anos. O presidente do conselho atribui o aumento \u00e0 m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o dos profissionais.<\/p>\n<p>\u201cAntigamente eram denunciados m\u00e9dicos com mais de 15, 20 anos de formado. Agora, n\u00e3o. S\u00e3o m\u00e9dicos com tr\u00eas, quatro, cinco anos de formado. Foi o que nos levou a fazer o exame do conselho\u201d, diz Br\u00e1ulio Luna Filho.<\/p>\n<p>Pelas leis atuais, aprovados ou reprovados, todos os formados podem exercer a medicina. Mas o Cremesp prop\u00f5e que s\u00f3 possam trabalhar como m\u00e9dicos os que forem aprovados no exame do conselho.<\/p>\n<p>Em Cuiab\u00e1, num dia de festa t\u00e3o simb\u00f3lico, essa ideia divide opini\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cO bom aluno que estudou, que dedicou, ele n\u00e3o vai ter medo dessa prova, dessa avalia\u00e7\u00e3o, visando o bem comum, que \u00e9 a melhora da medicina e consequentemente da qualidade de vida das pessoas\u201d, opina Pedro Vitor Magalh\u00e3es, formando em medicina.<\/p>\n<p>\u201cDepois da nossa faculdade, muitos fazem a resid\u00eancia, e pra voc\u00ea passar na resid\u00eancia \u00e9 necess\u00e1rio passar por um novo processo seletivo, uma nova prova. Ent\u00e3o acho que seria desnecess\u00e1rio\u201d, comenta a formanda Camila Leite Teixeira.<\/p>\n<p>Para esses rec\u00e9m-formados, existem duas certezas: o caminho at\u00e9 aqui n\u00e3o foi f\u00e1cil. E o futuro \u00e9 cheio de sonhos.<\/p>\n<p>E a Marcela, aquela estudante do come\u00e7o da reportagem, ainda n\u00e3o passou no vestibular de Mineiros, em Goi\u00e1s. J\u00e1 houve seis listas, e ela ainda n\u00e3o foi chamada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Fant\u00e1stico\/Rede Globo Que m\u00e9dicos est\u00e3o sendo formados pelas faculdades de medicina? Um levantamento in\u00e9dito do Conselho Federal de Medicina mostrou que elas viraram um balc\u00e3o de neg\u00f3cios. A qualidade do ensino fica em segundo plano. O Fant\u00e1stico percorreu o pa\u00eds e encontrou escolas sem nenhuma estrutura para formar um m\u00e9dico. 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