{"id":1274,"date":"2015-09-18T11:30:18","date_gmt":"2015-09-18T11:30:18","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=1274"},"modified":"2015-09-21T12:47:18","modified_gmt":"2015-09-21T12:47:18","slug":"ministro-diz-que-brasil-trara-medicos-estrangeiros-ate-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/09\/18\/ministro-diz-que-brasil-trara-medicos-estrangeiros-ate-2026\/","title":{"rendered":"Ministro diz que Brasil trar\u00e1 m\u00e9dicos estrangeiros at\u00e9 2026"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1279\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/medico_cubano-300x225.jpg\" alt=\"medico_cubano\" width=\"300\" height=\"225\" \/>fonte: G1<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos, os primeiros estrangeiros bolsistas do Mais M\u00e9dicos come\u00e7aram a chegar aos munic\u00edpios onde atuariam. O programa federal propunha aumentar o n\u00famero de m\u00e9dicos atuando na rede de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do Sistema \u00danico de S\u00fade (SUS) em regi\u00f5es carentes desses profissionais.<\/p>\n<p>Anunciado no dia 8 de julho de 2013, o programa previa inicialmente a cria\u00e7\u00e3o de 10 mil novos postos de trabalho para m\u00e9dicos. Os primeiros estrangeiros recrutados pelo governo come\u00e7aram a atender a partir de 23 de setembro e a lei do Mais M\u00e9dicos foi promulgada em 22 de outubro daquele ano.<\/p>\n<p>Hoje, h\u00e1 18.240 m\u00e9dicos atuando no programa, sendo 11.429 cubanos contratados via conv\u00eanio com a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana da Sa\u00fade (Opas), 1.537 formados no exterior e 5.274 brasileiros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1275\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maismedicosselo1-300x230.jpg\" alt=\"maismedicosselo1\" width=\"300\" height=\"230\" \/>Em entrevista ao <strong>G1<\/strong>, o ministro da Sa\u00fade, Arthur Chioro, diz ter a expectativa de que o pa\u00eds deixe de depender de m\u00e9dicos estrangeiros em 2026, quando devem ter conclu\u00eddo a resid\u00eancia as primeiras turmas formadas em cursos j\u00e1 adaptados \u00e0s mudan\u00e7as estabelecidas pelo programa, que visam a priorizar a forma\u00e7\u00e3o generalista para atua\u00e7\u00e3o na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Dois anos depois do in\u00edcio do programa, h\u00e1 cidades no Brasil que passaram a ter, pela primeira vez, um m\u00e9dico do SUS residindo e atendendo no local. Em outras regi\u00f5es, a presen\u00e7a dos bolsistas n\u00e3o proporcionou uma melhora percept\u00edvel do atendimento, segundo a popula\u00e7\u00e3o. Mesmo em localidades em que os moradores comemoram a chegada dos m\u00e9dicos do programa, a falta de medicamentos e estrutura para exames continua comprometendo a qualidade do atendimento.<\/p>\n<p>O <strong>G1<\/strong> revisitou cidades em todas as cinco regi\u00f5es do Brasil que, em 2013, apresentavam problemas devido \u00e0 falta de m\u00e9dicos e questionou a popula\u00e7\u00e3o e os profissionais do Mais M\u00e9dicos sobre como o programa impactou a sa\u00fade dos moradores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1276\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maismedicosselo2-300x230.jpg\" alt=\"maismedicosselo2\" width=\"300\" height=\"230\" \/>Programa chegou a 73% dos munic\u00edpios<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio do programa, 700 munic\u00edpios brasileiros n\u00e3o tinham nenhum m\u00e9dico na rede p\u00fablica, segundo estimativa apresentada na \u00e9poca pela ministra de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Ideli Salvatti. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o soube informar se continua havendo munic\u00edpios sem m\u00e9dicos no pa\u00eds, apenas que os integrantes do programa chegaram a 4.058 munic\u00edpios, 73% do total de cidades brasileiras. &#8220;N\u00e3o obrigamos ningu\u00e9m a aderir ao Mais M\u00e9dicos, foi uma ades\u00e3o volunt\u00e1ria&#8221;, disse o ministro.<\/p>\n<p>Antes carente de profissionais para a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, Cachoreiro de Itapemirim, no Esp\u00edrito Santo, foi uma das cidades beneficiadas pelo programa. Hoje, o pastor Geilson Meireles, que vive no distrito de Pacotuba, n\u00e3o precisa andar grandes dist\u00e2ncias para levar a filha ao m\u00e9dico. &#8220;O m\u00e9dico est\u00e1 sempre aqui, em hor\u00e1rio integral e isso nos d\u00e1 um conforto, uma tranquilidade, em saber que a gente pode chegar a qualquer momento e ser atendido. Antes, t\u00ednhamos essa dificuldade.&#8221;<\/p>\n<p>Em Roraima, a Comunidade Ind\u00edgena Malacacheta deixou de depender da capital, Boa Vista, para atendimentos m\u00e9dicos b\u00e1sicos com a vinda do cubano Ricardo Viota. &#8220;Ajudou muito. Nossa popula\u00e7\u00e3o vem crescendo e em Boa Vista n\u00e3o \u00e9 diferente, onde os hospitais est\u00e3o sempre lotados. Com o m\u00e9dico na comunidade, as doen\u00e7as mais simples podem ser tratadas por aqui&#8221;, disse o l\u00edder ind\u00edgena Sime\u00e3o Mecias.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1277\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maismedicosselo4-300x230.jpg\" alt=\"maismedicosselo4\" width=\"300\" height=\"230\" \/>Munic\u00edpios falhavam em fixar m\u00e9dicos<\/strong><br \/>\nUm dos problemas relatados por munic\u00edpios do interior dos estados era a falta de interesse dos m\u00e9dicos em viver na cidade e l\u00e1 atender com exclusividade. &#8220;Havia uma desist\u00eancia dos m\u00e9dicos, que ficavam pouco tempo na cidade. A maioria tinha que voltar para a capital ou atender em outros munic\u00edpios. Com o programa Mais M\u00e9dicos, os profissionais passaram a residir na cidade&#8221;, diz o prefeito de Careiro Castanho, no Amazonas, Hamilton Alves Villar.<\/p>\n<p>Com o programa, a moradora de Careiro Castanho Gelcilane Nascimento Paiva, de 39 anos, p\u00f4de fazer seu pr\u00e9-natal de gravidez de risco perto de casa. Se n\u00e3o fosse por isso, teria de ter enfrentado mensalmente mais de 40 km de rios e estradas para comparecer \u00e0s consultas.<\/p>\n<p>Sobre a dificuldade que os munic\u00edpios tinham de fixar m\u00e9dicos antes do programa federal, o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, observa que o m\u00e9dico \u00e9 um profissional que, como outro qualquer, tem seu interesse regulado pelo mercado. \u201cNesses locais onde o mercado n\u00e3o permite ao m\u00e9dico ter renda suficiente para sustentar sua fam\u00edlia, defendemos que o estado brasileiro, atrav\u00e9s do governo, fa\u00e7a a mesma coisa que faz para promotores e ju\u00edzes: uma carreira de estado.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1278\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/maismedicosselo5-300x230.jpg\" alt=\"maismedicosselo5\" width=\"300\" height=\"230\" \/>Muito cr\u00edtico ao programa Mais M\u00e9dicos, o CFM defende que a solu\u00e7\u00e3o para atrair m\u00e9dicos para as regi\u00f5es mais distantes do pa\u00eds seria criar um plano de carreira atrativo ao qual os m\u00e9dicos poderiam se candidatar por meio de concurso, em vez de trazer m\u00e9dicos estrangeiros ao pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Para m\u00e9dicos, estrutura \u00e9 maior problema<\/strong><br \/>\nUm dos problemas relatados por m\u00e9dicos do programa federal ouvidos pelo <strong>G1<\/strong> foi a falta de medicamentos e de estrutura para atender os pacientes de forma adequada. O casal de cubanos Osmayki Martin Junco e Arianna Mallea Garcia, que chegou ao Brasil em 2013 para trabalhar em Cocal, no Piau\u00ed, conta que at\u00e9 os exames mais simples precisam ser feitos na cidade mais pr\u00f3xima, que fica a 64 km.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico espanhol Rafael de Quinta Frutos, que chegou em 2013 \u00e0 Ba\u00eda da Trai\u00e7\u00e3o, na Para\u00edba, vive uma situa\u00e7\u00e3o parecida. Ele descreveu a infraestrutura do local onde atende como prec\u00e1ria. &#8220;Na Espanha, eu s\u00f3 pegava na caneta para assinar, era tudo no computador. N\u00e3o era necess\u00e1rio nem imprimir a receita, ela ficava registrada no cart\u00e3o do \u2018SUS\u2019 de l\u00e1. Aqui n\u00e3o tem nem computador.&#8221; Outra queixa foi a falta de rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>Segundo o ministro Arthur Chioro, o Mais M\u00e9dicos tamb\u00e9m tem a meta de melhorar a infraestrutura da sa\u00fade b\u00e1sica. O plano \u00e9 construir ou reformar 26 mil unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade, das quais 11 mil j\u00e1 est\u00e3o conclu\u00eddas. Ao todo, o pa\u00eds tem 40 mil unidades desse tipo.<\/p>\n<p>A falta de estrutura de sa\u00fade no interior do pa\u00eds \u00e9 um dos principais pontos criticados pelo CFM em rela\u00e7\u00e3o ao Mais M\u00e9dicos. &#8220;N\u00e3o adianta querer interiorizar o m\u00e9dico, tem que interiorizar o sistema de sa\u00fade do qual o m\u00e9dico \u00e9 apenas um componente. \u00c9 preciso ter m\u00e9dico, enfermeiro, t\u00e9cnico de enfermagem, laborat\u00f3rio b\u00e1sico e uma estrutura m\u00ednima de atendimento de forma que possam ter resolutividade&#8221;, diz Mauro Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o aprova, mas continua esperando por consultas<\/strong><br \/>\nNas cidades visitadas pelo <strong>G1<\/strong>, os pacientes atendidos pelos profissionais do Mais M\u00e9dicos contaram estarem satisfeitos com a aten\u00e7\u00e3o recebida: eles citam um atendimento mais humanizado e mais cuidadoso do que aquele com que estavam acostumados. Por\u00e9m, em muitas regi\u00f5es, grande parte da popula\u00e7\u00e3o nunca teve a experi\u00eancia de se consultar com um desses m\u00e9dicos e continua esperando muito tempo para conseguir uma consulta.<\/p>\n<p>\u00c9 a situa\u00e7\u00e3o observada na periferia de Suzano, no interior de S\u00e3o Paulo, que <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/mogi-das-cruzes-suzano\/noticia\/2013\/12\/falta-de-medicos-preocupa-populacao-de-suzano.html\" target=\"_blank\">desde 2013 tinha problemas com a falta de m\u00e9dicos<\/a>. &#8220;Eu n\u00e3o sinto diferen\u00e7a nenhuma nestes \u00faltimos dois anos, com a implanta\u00e7\u00e3o do Mais M\u00e9dicos. (&#8230;) Eles [o posto] abrem a agenda para marcar consultas apenas uma vez por m\u00eas, isso quando abrem. N\u00e3o podemos esperar tanto tempo para receber atendimento assim&#8221;, diz o aposentado Francisco Lucas.<\/p>\n<p>Em Goi\u00e2nia, que enfrentava uma crise no atendimento b\u00e1sico no final de 2012, um cl\u00ednico geral que n\u00e3o \u00e9 do Mais M\u00e9dicos e que atua em uma UBS da cidade disse que a chegada do programa &#8220;deu um f\u00f4lego&#8221; na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, j\u00e1 que os profissionais do programa ficam mais tempo nos postos. Mas isso n\u00e3o foi suficiente para eliminar as longas esperas dos pacientes.<\/p>\n<p>A pensionista Almezina Santos Cabral, de 70 anos, est\u00e1 entre os pacientes que fazem uma peregrina\u00e7\u00e3o para conseguir atendimento. Com sintomas de depress\u00e3o e precisando de uma cirurgia de h\u00e9rnia, ela conta que estava h\u00e1 mais de um m\u00eas em busca de uma consulta com um cl\u00ednico geral.<\/p>\n<p>Outra cidade em que faltavam m\u00e9dicos antes do in\u00edcio do programa \u00e9 Porto Velho, em Rond\u00f4nia. L\u00e1, o impacto do Mais M\u00e9dicos n\u00e3o foi sentido por todos: o casal Max Ferreira e Alana de Souza, por exemplo, nem sabia sobre a exist\u00eancia do programa federal. Insatisfeitos com o SUS, resolveram migrar para o atendimento particular recentemente. A aposentada Arlete Viturini conta que continua esperando at\u00e9 40 dias para conseguir ser atendida por um m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Mais M\u00e9dicos determina mudan\u00e7as em educa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nApesar de a importa\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos estrangeiros ter sido o aspecto mais debatido na \u00e9poca do an\u00fancio do programa (as entidades m\u00e9dicas brasileiras contestam o fato de os estrangeiros n\u00e3o terem de revalidar o diploma no pa\u00eds e criticam o regime de trabalho diferenciado dos profissionais cubanos), o Mais M\u00e9dicos tamb\u00e9m determinou v\u00e1rias mudan\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no Brasil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de propor o aumento de vagas de gradua\u00e7\u00e3o em medicina e de resid\u00eancia m\u00e9dica, o programa determina a mudan\u00e7a do perfil dos cursos, que devem passar a priorizar a forma\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos generalistas, voltados para a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em sa\u00fade, segundo Vinicius Ximenes Muricy da Rocha, m\u00e9dico sanitarista e diretor de Desenvovlimento da Educa\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Ele observa que as mudan\u00e7as t\u00eam o objetivo de que &#8220;todo m\u00e9dico brasileiro, independentemente de ser um superespecialista, tenha uma forte base de medicina geral&#8221;.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do programa, foram criadas 5.306 novas vagas de gradua\u00e7\u00e3o em medicina, tanto em cursos privados e p\u00fablicos j\u00e1 existentes quanto em 20 novos cursos em universidades federais que foram autorizados nesse per\u00edodo e j\u00e1 est\u00e3o em funcionamento. Outros tr\u00eas cursos federais j\u00e1 foram autorizados, mas ainda n\u00e3o iniciaram as aulas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 36 munic\u00edpios j\u00e1 foram selecionados para receber novos cursos privados de medicina. A previs\u00e3o \u00e9 que eles possam abrir vagas j\u00e1 em 2016. Outros 22 munic\u00edpios pr\u00e9-selecionados ainda passam por avalia\u00e7\u00e3o para verificar se t\u00eam estrutura adequada para receber os cursos.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es devem oferecer 10% das vagas para alunos de baixa renda, que ter\u00e3o bolsa integral. Somado a outros programas do governo como o Prouni e o Fies, o benef\u00edcio deve garantir que uma grande parcela dos estudantes venham de fam\u00edlias mais pobres, segundo Rocha. Existe uma meta de que, at\u00e9 2017, o programa tenha criado um total de 11,5 mil vagas de gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Resid\u00eancia em sa\u00fade da fam\u00edlia gera pol\u00eamica<\/strong><br \/>\nOutra mudan\u00e7a determinada pelo programa foi tornar obrigat\u00f3ria para quase todos os formandos a resid\u00eancia em Medicina Geral de Fam\u00edlia e Comunidade, cuja dura\u00e7\u00e3o pode variar de um a dois anos dependendo da especialidade que ser\u00e1 buscada pelo profissional posteriormente. A medida deve ser implementada em 2018, quando o programa espera ter criado 12,4 mil novas vagas de resid\u00eancia no pa\u00eds, e foi recebida com cr\u00edticas pelo CFM.<\/p>\n<p>O conselho avalia, segundo Mauro Ribeiro, que a medida tem o interesse de colocar o m\u00e9dico rec\u00e9m-formado na assist\u00eancia e n\u00e3o priorizar o processo de ensino de qualidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 o m\u00e9dico Roberto Queiroz Padilha, superintendente de Ensino do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, avalia que a mudan\u00e7a tende a ter resultados positivos. \u201cA mudan\u00e7a de cen\u00e1rio, sair dos muros da escola para trabalhar com a realidade e, a partir dela, construir as compet\u00eancias que o m\u00e9dico deve ter para atender as necessidades da popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma mudan\u00e7a fundamental para a forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no Brasil.\u201d<\/p>\n<p><strong>Estrangeiros at\u00e9 2026<\/strong><br \/>\nChioro enfatiza que o principal objetivo do programa, a longo prazo, \u00e9 que o pa\u00eds seja autossuficiente em profissionais com perfil voltado para atendimento em aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. \u201cComo demoram 6 anos para formar e mais 2 anos na resid\u00eancia, n\u00e3o podemos pensar que isso v\u00e1 ocorrer antes da segunda metade de 2026\u201d, disse o ministro, levando em conta que a obrigatoriedade da resid\u00eancia em Medicina Geral de Fam\u00edlia e Comunidade passar\u00e1 a valer a partir de 2018.<\/p>\n<p>Mesmo com o cen\u00e1rio de crise econ\u00f4mica, Chioro afirma que o programa n\u00e3o deve ser afetado. \u201cA presidente diz o tempo inteiro a mim que n\u00e3o mexer\u00e1 no programa Mais M\u00e9dicos\u201d, diz o ministro. \u201cO programa mudou a hist\u00f3ria da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no Brasil. Pela primeira vez, aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica passou a ser ofertada em todo o pa\u00eds.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: G1 H\u00e1 dois anos, os primeiros estrangeiros bolsistas do Mais M\u00e9dicos come\u00e7aram a chegar aos munic\u00edpios onde atuariam. O programa federal propunha aumentar o n\u00famero de m\u00e9dicos atuando na rede de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do Sistema \u00danico de S\u00fade (SUS) em regi\u00f5es carentes desses profissionais. 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