{"id":1333,"date":"2015-10-05T12:25:04","date_gmt":"2015-10-05T12:25:04","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=1333"},"modified":"2015-10-05T12:25:04","modified_gmt":"2015-10-05T12:25:04","slug":"veja-os-cinco-maiores-entraves-a-novos-tratamentos-contra-o-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/10\/05\/veja-os-cinco-maiores-entraves-a-novos-tratamentos-contra-o-cancer\/","title":{"rendered":"Veja os cinco maiores entraves a novos tratamentos contra o c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1334\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/celula_cancer-300x225.jpg\" alt=\"celula_cancer\" width=\"300\" height=\"225\" \/>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, morreremos cada vez mais de c\u00e2ncer, e nunca as farmac\u00eauticas estiveram t\u00e3o voltadas para a oncologia. O problema \u00e9 que os cientistas esbarram agora em algumas quest\u00f5es dif\u00edceis de contornar.<\/p>\n<p>Veja abaixo cinco delas, do papel da gen\u00e9tica no diagn\u00f3stico ao uso do sistema imune do paciente para criar novas drogas.<\/p>\n<p><b>\u00c9 poss\u00edvel usar a gen\u00e9tica para prevenir o c\u00e2ncer?<\/b><br \/>\nTalvez o c\u00e2ncer seja uma doen\u00e7a que todo mundo teria se vivesse o suficiente. O problema \u00e9 que algumas pessoas desenvolvem a doen\u00e7a justamente nos primeiros 100 anos de vida \u2013e cada vez mais pessoas est\u00e3o chegando l\u00e1.<br \/>\nO barateamento do sequenciamento gen\u00e9tico permite tentar saber quem ser\u00e3o os azarados. A ideia \u00e9 que os cientistas vejam quais muta\u00e7\u00f5es est\u00e3o associadas a cada tipo de tumor e at\u00e9 mesmo quais drogas funcionam melhor em cada caso, embora apenas uma parcela pequena dos pacientes possa, de fato, se beneficiar desses avan\u00e7os.<br \/>\nOs exames da moda s\u00e3o os pain\u00e9is gen\u00f4micos, que pesquisam alguns genes-chave e buscam altera\u00e7\u00f5es que podem indicar a propens\u00e3o a desenvolver um c\u00e2ncer. A efic\u00e1cia desse tipo de exame, no entanto, ainda est\u00e1 longe de ser alta ou universal.<\/p>\n<p><b>Como o tumor se relaciona com o organismo?<\/b><br \/>\nEstuda-se cada vez mais o chamado microambiente tumoral. &#8220;Al\u00e9m das c\u00e9lulas que est\u00e3o se proliferando, outras do organismo colaboram para o desenvolvimento do tumor&#8221;, diz o oncologista e professor da Universidade John Hopkins (EUA) Gilberto Leite.<br \/>\nOutro mecanismo que pode mudar o trajeto de uma c\u00e9lula e transform\u00e1-la em um maligna s\u00e3o altera\u00e7\u00f5es epigen\u00e9ticas, isto \u00e9, que n\u00e3o alteram a sequ\u00eancia gen\u00e9tica, mas que pode aumentar ou diminuir a express\u00e3o de uma prote\u00edna importante para a prolifera\u00e7\u00e3o celular, por exemplo.<br \/>\nOs estudos ainda buscam entender que h\u00e1bitos das pessoas levam a isso ou que tipo de drogas poderiam influenciar a express\u00e3o dos genes.<\/p>\n<p><b>Qual ser\u00e1 o papel da pesquisa em imunologia?<\/b><br \/>\nOs imunoter\u00e1picos s\u00e3o a grande novidade da \u00e1rea. As drogas v\u00eam sendo testadas e aprovadas por ag\u00eancias reguladoras, como o FDA nos EUA, e s\u00e3o a aposta de v\u00e1rias ind\u00fastrias farmac\u00eauticas para ganhar espa\u00e7o no crescente mercado de tratamentos contra o c\u00e2ncer.<br \/>\nAlgumas funcionam &#8220;soltando o freio&#8221; imposto pelos tumores ao sistema imunol\u00f3gico ou mesmo bloqueando as a\u00e7\u00f5es de prote\u00ednas que favorecem o desenvolvimento tumoral.<br \/>\nEssas drogas funcionam como &#8220;agentes infiltrados&#8221;, que possuem uma miss\u00e3o bastante espec\u00edfica de neutralizar os inimigos-chave. O grande desafio das novas t\u00e9cnicas \u00e9 ganhar aplicabilidade mais geral: poucos pacientes possuem o perfil em que as drogas t\u00eam seu melhor desempenho, o que torna o desenvolvimento de mol\u00e9culas mais personalizadas um desafio.<\/p>\n<p><b>Estudar c\u00e2ncer em roedores \u00e9 mesmo \u00fatil?<\/b><br \/>\nSim, mas o grande problema \u00e9 que eles nem sempre reproduzem as condi\u00e7\u00f5es presentes em humanos, como o microambiente tumoral ou mesmo o metabolismo e bioqu\u00edmica do corpo humano.<br \/>\nOutro problema \u00e9 que, at\u00e9 por uma quest\u00e3o de padroniza\u00e7\u00e3o da pesquisa, os animais de experimenta\u00e7\u00e3o t\u00eam pouqu\u00edssima varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica entre si \u2013os tumores s\u00e3o sempre muito parecidos. Em humanos, por\u00e9m, com tanta diversidade gen\u00e9tica e de influ\u00eancia do ambiente, cada tumor \u00e9 \u00fanico, e cada um responde de um jeito aos tratamentos.<br \/>\nOs cientistas est\u00e3o apostando agora em modelos diferentes, como o desenvolvimento do tecido tumoral em um gel, ou mesmo alterando a biologia dos modelos animais para que o progresso da doen\u00e7a nos seus organismos se pare\u00e7a mais com o que acontece em nossa esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><b>Existe chance de uma cura definitiva para a doen\u00e7a?<\/b><br \/>\nExiste a cura do ponto de vista cient\u00edfico \u2013aus\u00eancia completa de c\u00e9lulas tumorais no organismo\u2013 ou do ponto de vista do paciente, que se sente &#8220;curado&#8221; quando a doen\u00e7a est\u00e1 controlada.<br \/>\n&#8220;Os exames de imagem n\u00e3o mostram altera\u00e7\u00f5es, e o paciente est\u00e1 vivendo bem, podendo inclusive falecer outras causas&#8221;, diz Marcelo Cruz, oncologista do Hospital S\u00e3o Jos\u00e9. Para os c\u00e2nceres de mama e de intestino descobertos precocemente, a chance de cura pode superar os 90%.<br \/>\nO problema s\u00e3o as doen\u00e7as em est\u00e1gios avan\u00e7ados e alguns tipos de tumor mais agressivos, como o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas.<br \/>\nUma perspectiva otimista e veross\u00edmil \u00e9 que a o c\u00e2ncer se torne, ao longo do s\u00e9culo, a depender da produ\u00e7\u00e3o de novas drogas, uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, como o diabetes e a Aids, diz Mauro Zukin, oncologista do Grupo COI, no Rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, morreremos cada vez mais de c\u00e2ncer, e nunca as farmac\u00eauticas estiveram t\u00e3o voltadas para a oncologia. O problema \u00e9 que os cientistas esbarram agora em algumas quest\u00f5es dif\u00edceis de contornar. Veja abaixo cinco delas, do papel da gen\u00e9tica no diagn\u00f3stico ao uso do sistema imune do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1333","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"gutentor_comment":0,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1333"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1335,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1333\/revisions\/1335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}