{"id":13474,"date":"2021-11-08T14:26:00","date_gmt":"2021-11-08T14:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=13474"},"modified":"2021-11-09T19:44:57","modified_gmt":"2021-11-09T19:44:57","slug":"plano-de-saude-sobe-acima-da-inflacao-com-retomada-de-consultas-e-exames","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2021\/11\/08\/plano-de-saude-sobe-acima-da-inflacao-com-retomada-de-consultas-e-exames\/","title":{"rendered":"Plano de sa\u00fade sobe acima da infla\u00e7\u00e3o com retomada de consultas e exames"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da\u00a0vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid no Brasil, na segunda metade de janeiro deste ano, pulularam no Instagram e no Facebook fotos de gente com mangas de camisa arrega\u00e7adas, empunhando com orgulho a\u00a0carteirinha do SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade), felizes por terem se imunizado contra o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Mas a alegria com a sa\u00fade p\u00fablica termina a\u00ed. Hoje, ter um\u00a0plano privado de sa\u00fade\u00a0\u00e9 o terceiro bem mais importante para o brasileiro, depois de moradia e educa\u00e7\u00e3o, segundo pesquisa do IESS (Instituto de Estudos de Sa\u00fade Suplementar), divulgada em junho. Algo acess\u00edvel para menos de um quarto da popula\u00e7\u00e3o (23%), ou 48,3 milh\u00f5es de pessoas, segundo a ANS (Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar), que regula o setor.<\/p>\n<p>A restri\u00e7\u00e3o decorre da natureza do neg\u00f3cio: a maior parte dos planos de sa\u00fade hoje no Brasil s\u00e3o coletivos empresariais (68%), ou seja, \u00e9\u00a0oferecido como benef\u00edcio para quem est\u00e1 empregado. Outros 13% s\u00e3o planos coletivos por ades\u00e3o, contratados por meio de sindicatos e associa\u00e7\u00f5es. Apenas 19% s\u00e3o individuais ou familiares \u2013a maioria dos planos n\u00e3o se interessa por esta categoria porque nela o reajuste \u00e9 ditado pela ANS.<\/p>\n<p>Este ano, os benefici\u00e1rios de planos de sa\u00fade empresariais v\u00e3o sentir uma alta de 11% no custo do servi\u00e7o, como um dos reflexos da pandemia. No ano que vem, a dor no bolso vai ser ainda maior: o reajuste deve ficar em 13%, j\u00e1 incluindo a infla\u00e7\u00e3o, de acordo com a consultoria Mercer Marsh Benef\u00edcios.<\/p>\n<div>\n<div id=\"infographic-1\" class=\"widget-infographic js-widget-infographic rs_skip\" data-url=\"https:\/\/arte.folha.uol.com.br\/graficos\/qqsWI\/\" data-infographic-id=\"infographic-1\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/arte.folha.uol.com.br\/graficos\/qqsWI\/?initialWidth=630&amp;childId=infographic-1&amp;parentTitle=Plano%20de%20sa%C3%BAde%20sobe%20acima%20da%20infla%C3%A7%C3%A3o%20com%20retomada%20de%20consultas%20e%20exames%20-%2029%2F10%2F2021%20-%20Mercado%20-%20Folha&amp;parentUrl=https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fmercado%2F2021%2F10%2Fplano-de-saude-sobe-acima-da-inflacao-com-retomada-de-consultas-e-exames.shtml\" width=\"100%\" height=\"639px\" frameborder=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Em 2020, consultas, exames preventivos e cirurgias eletivas foram postergados por receio de contamina\u00e7\u00e3o, mas em 2021, a realidade \u00e9 inversa, est\u00e1 todo mundo voltando&#8221;, diz Fernanda Rodrigues, analista setorial da Lafis Consultoria. &#8220;Isso exerce uma forte press\u00e3o sobre os custos do setor, que tamb\u00e9m precisou enfrentar um maior n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es por Covid este ano em rela\u00e7\u00e3o a 2020&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo a FenaSa\u00fade (Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade Suplementar), que re\u00fane as maiores operadoras de planos de sa\u00fade do pa\u00eds, em julho de 2020, para cada 100 mil benefici\u00e1rios, havia 60 pacientes internados.<\/p>\n<p>&#8220;Em abril deste ano, o n\u00famero quase dobrou para 114&#8221;, diz Vera Valente, diretora da FenaSa\u00fade. &#8220;O ano que vem vai refletir o aumento dos custos deste ano, assim como a maior frequ\u00eancia de uso&#8221;, diz ela, que tamb\u00e9m aponta o aumento &#8220;absurdo&#8221; de insumos m\u00e9dicos, como luvas, m\u00e1scaras e aventais, que supera em muito a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2020, segundo dados apontados em relat\u00f3rio da Lafis, o setor faturou R$ 227,5 bilh\u00f5es, um aumento de 5% na compara\u00e7\u00e3o anual, motivado justamente pelo adiamento de procedimentos m\u00e9dicos, por conta da Covid. As operadoras passam cerca de 85% desse total aos prestadores de servi\u00e7os (hospitais, cl\u00ednicas e especialistas), de acordo com a FenaSa\u00fade.<\/p>\n<p>Nos planos de sa\u00fade empresariais, existem duas formas de compartilhamento de custos com usu\u00e1rios: por coparticipa\u00e7\u00e3o (74%), em que o benefici\u00e1rio paga uma parte do servi\u00e7o quando usa, e por m\u00e9dia de desconto, quando um valor fixo \u00e9 descontado todo m\u00eas da folha de pagamento.<\/p>\n<p>&#8220;A fatia da coparticipa\u00e7\u00e3o vem crescendo ao longo dos \u00faltimos anos, porque \u00e9 uma maneira de aumentar a consci\u00eancia do usu\u00e1rio: ele n\u00e3o vai fazer qualquer exame por fazer, s\u00f3 vai fazer aquilo que realmente precisa&#8221;, diz Mariana Dias Lucon, diretora da consultoria Mercer Marsh Benef\u00edcios.<\/p>\n<p>De acordo com a consultoria, o custo total do plano de sa\u00fade este ano por funcion\u00e1rio \u00e9 de R$ 427,09. &#8220;O plano de sa\u00fade representa 13,95% da folha de pagamento, \u00e9 a segunda maior fonte de custo para as empresas empregadoras, depois do sal\u00e1rio&#8221;, diz ela, que tamb\u00e9m v\u00ea a frequ\u00eancia de uso de planos de sa\u00fade aumentando este ano por conta do tratamento das sequelas de quem contraiu Covid.<\/p>\n<p>Para fechar a conta, as empresas de sa\u00fade suplementar v\u00eam aumentando o ritmo de fus\u00f5es de aquisi\u00e7\u00f5es na tentativa de diminuir custos. Neste sentido, uma das tend\u00eancias \u00e9 a\u00a0verticaliza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio: a operadora passa a ter tamb\u00e9m hospital e cl\u00ednicas de exames e diagn\u00f3sticos.<\/p>\n<p>\u00c9 a estrat\u00e9gia usada pela segunda e terceira maiores companhias do setor, o GNDI (Grupo NotreDame Interm\u00e9dica) e a Hapvida, respectivamente. As duas anunciaram em fevereiro uma fus\u00e3o, que ainda est\u00e1 em an\u00e1lise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade).<\/p>\n<p>&#8220;O setor ainda \u00e9 muito pulverizado e o ritmo de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es deveria estar at\u00e9 mais acelerado, se n\u00e3o fosse o momento de instabilidade econ\u00f4mica e pol\u00edtica que o pa\u00eds enfrenta&#8221;, diz Jos\u00e9 Cechin, superintendente do IESS. A institui\u00e7\u00e3o, assim como a FenaSa\u00fade, ligadas \u00e0s operadoras, defendem a revis\u00e3o do marco legal do setor, uma vez que a legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 tem 23 anos.<\/p>\n<p>&#8220;A regra de precifica\u00e7\u00e3o da ANS precisa ser alterada&#8221;, diz Cechin. Nos planos individuais, a ag\u00eancia limita o percentual de reajuste das mensalidades. Este ano, por exemplo, ela indicou um reajuste negativo de 8%, ou seja, os planos individuais tiveram que diminuir os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8220;Como um operador pode se interessar por um mercado como este?&#8221;, questiona Cechin. &#8220;Os custos de sa\u00fade cresceram mais que a infla\u00e7\u00e3o e, em vez de repassar ao consumidor, o plano baixa a mensalidade&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso dos planos de sa\u00fade coletivos, a ANS apenas acompanha os reajustes, que s\u00e3o negociados diretamente entre a operadora e a empresa ou sindicato.<\/p>\n<p>Mas para Cechin, o principal motivo para a ANS rever a regra de precifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 no envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. O gasto de sa\u00fade com os mais velhos \u00e9 subsidiado em parte do que se cobra dos mais novos, diz ele \u2013mas, em um momento em que a faixa et\u00e1ria m\u00e9dia sobe, a conta n\u00e3o fecha.<\/p>\n<p>Vera Valente, da FenaSa\u00fade, concorda. &#8220;\u00c9 preciso uma revis\u00e3o geral da lei 9656\/98, que regula os planos de sa\u00fade, uma comiss\u00e3o especial na C\u00e2mara dos Deputados est\u00e1 discutindo o assunto&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>Hoje, a legisla\u00e7\u00e3o define uma listagem m\u00ednima e obrigat\u00f3ria de exames, consultas, cirurgias e outros procedimentos que um plano de sa\u00fade deve oferecer.\u00a0A FenaSa\u00fade prop\u00f5e que as operadoras possam oferecer planos mais segmentados e, consequentemente, mais baratos.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria dos benefici\u00e1rios usa o plano apenas para consultas e exames, mas as operadoras s\u00e3o obrigadas a oferecer ao menos atendimento ambulatorial&#8221;, diz. &#8220;Se o usu\u00e1rio pagar apenas por aquilo que ele usa, o plano seria mais vantajoso para ele e as operadoras poderiam atender um percentual muito maior da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Mariana Dias, da Mercer, lembra que a ANS inclui, a cada dois anos, novos procedimentos no rol de servi\u00e7os m\u00ednimo obrigat\u00f3rio a ser prestado pelas operadoras, o que contribui para aumentar os pre\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, o alto custo da sa\u00fade envolve medicamentos cotados em d\u00f3lar e a mais tecnologia empregada na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, como os rob\u00f4s que fazem cirurgias ou os aparelhos mais sofisticados para exames cl\u00ednicos&#8221;, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Desde o in\u00edcio da\u00a0vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid no Brasil, na segunda metade de janeiro deste ano, pulularam no Instagram e no Facebook fotos de gente com mangas de camisa arrega\u00e7adas, empunhando com orgulho a\u00a0carteirinha do SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade), felizes por terem se imunizado contra o novo coronav\u00edrus. 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