{"id":1442,"date":"2015-10-26T11:31:53","date_gmt":"2015-10-26T11:31:53","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=1442"},"modified":"2015-10-26T12:10:18","modified_gmt":"2015-10-26T12:10:18","slug":"com-versao-em-portugues-instagram-para-medicos-aposta-no-brasil-para-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/10\/26\/com-versao-em-portugues-instagram-para-medicos-aposta-no-brasil-para-crescer\/","title":{"rendered":"Com vers\u00e3o em portugu\u00eas, \u2018Instagram para m\u00e9dicos\u2019 aposta no Brasil para crescer"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1443\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Figure1.2-300x169.jpg\" alt=\"Figure1.2\" width=\"300\" height=\"169\" \/>fonte: BBC Brasil<\/p>\n<p>Aplicativo criado por m\u00e9dico canadense permite que m\u00e9dicos compartilhem e discutam casos<\/p>\n<p>O m\u00e9dico canadense Joshua Landy n\u00e3o se esquece do caso de uma jovem que morreu pouco mais de uma semana depois de retornar de uma viagem na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Dias depois da interna\u00e7\u00e3o, a equipe que acompanhava a paciente conseguiu finalmente chegar a um diagn\u00f3stico: queimadura por taturana.<\/p>\n<p>Eles entraram em contato com especialistas brasileiros, que lhes enviariam dentro de 48 horas um soro para fazer o tratamento. Mas a jovem acabou morrendo antes disso.<\/p>\n<p>E Joshua sempre pensa que talvez o aplicativo que ele inventou teria ajudado a salv\u00e1-la.<\/p>\n<p>Apelidado de &#8220;Instagram dos m\u00e9dicos&#8221;, o Figure1 \u00e9 um aplicativo de compartilhamento de imagens dedicado a profissionais da sa\u00fade, em que eles podem postar exames ou fotos de pacientes (sem identific\u00e1-los) para discutir casos.<\/p>\n<p>Usu\u00e1rio do aplicativo Figure1 compartilha foto com problema ocular que afeta homem de 45 anos e que reclama de vis\u00e3o emba\u00e7ada<\/p>\n<p>&#8220;Com o app, \u00e9 poss\u00edvel entrar em contato instantaneamente com m\u00e9dicos e outros profissionais da sa\u00fade de diferentes pa\u00edses e forma\u00e7\u00f5es. Se o caso \u00e9 sobre uma doen\u00e7a que voc\u00eas n\u00e3o conhece bem, como queimadura de taturana, algu\u00e9m no outro canto do mundo pode ser especialista nisso. E um tratamento pode ser feito de maneira mais r\u00e1pida&#8221;, disse Joshua \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<p>Para facilitar as buscas, as fotos postadas s\u00e3o divididas por especialidade m\u00e9dica (alergia, dermatologia, medicina familiar, laborat\u00f3rio, neurocirurgia, radiologia, etc.) ou por anatomia (pulm\u00e3o, olhos, vias a\u00e9reas, membros inferiores, etc.).<\/p>\n<p>Qualquer um que se cadastrar no app pode ver as imagens, mas apenas os profissionais m\u00e9dicos cujo perfil foi checado \u2013 o aplicativo tem uma equipe que verifica os cadastrados \u2013 podem publicar fotos e comentar.<\/p>\n<p>Imagem compartilhada no aplicativo mostra um paciente com uma rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica pouco comum<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado em 2013, o n\u00famero de profissionais cadastrados do Figure1 subiu de 100 mil no ano passado para 500 mil neste ano. S\u00e3o m\u00e9dicos, profissionais de enfermagem e dentistas de 170 pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;Esse alcance \u00e9 muito importante. Eu mesmo tive a ideia do app de madrugada, quando estava de plant\u00e3o querendo ouvir outras opini\u00f5es sobre um caso, e a maioria dos meus colegas estava dormindo. Mas no Jap\u00e3o, os m\u00e9dicos j\u00e1 estavam trabalhando a todo vapor.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Mercado brasileiro<\/strong><br \/>\nJoshua conta que uma das pr\u00f3ximas estrat\u00e9gias do app \u00e9 investir em vers\u00f5es em outros idiomas \u2013 atualmente, ele s\u00f3 est\u00e1 dispon\u00edvel em ingl\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;A primeira vers\u00e3o do Figure 1 em l\u00edngua n\u00e3o inglesa ser\u00e1 em portugu\u00eas do Brasil e deve ficar pronta nos pr\u00f3ximos meses. Temos um n\u00famero expressivo e crescente de usu\u00e1rios no Brasil, especialmente de estudantes de medicina&#8221;, conta Joshua, que prefere n\u00e3o revelar os n\u00fameros exatos de brasileiros cadastrados.<\/p>\n<p>&#8220;Estudantes, residentes e rec\u00e9m-formados, seja do Brasil ou de qualquer outro pa\u00eds, cresceram com o celular nas m\u00e3os. Ent\u00e3o, para eles, \u00e9 algo natural usar um aplicativo como parte do trabalho ou dos estudos.&#8221;<\/p>\n<p>O canadense \u2013 que apesar da nova carreira de empreendedor no mundo da tecnologia segue trabalhando como intensivista \u2013 conta que eles recebem diariamente hist\u00f3rias de usu\u00e1rios contando como o aplicativo os ajudou a solucionar casos dif\u00edceis ou a aprender mais sobre determinado tema.<\/p>\n<p>Para o criardor do app, Joshua Landy, vantagens incluem trocar conhecimento com profissionais em todas as partes do mundo e n\u00e3o identificar pacientes<\/p>\n<p>&#8220;Temos desde casos com exames sofisticados at\u00e9 m\u00e9dicos que trabalham em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias. Um deles nos contou que trabalha em vilarejos da Amaz\u00f4nia peruana e, isolado e sem possibilidade de pedir exames, usa o Figure1 para ajudar em seus diagn\u00f3sticos.&#8221;<\/p>\n<p>Para Joshua, o Figure1 \u00e9 um passo al\u00e9m dos aplicativos de mensagens instant\u00e2neas, como o Whatsapp \u2013 j\u00e1 muito usado por m\u00e9dicos para discutir casos em grupos formado por colegas da mesma especialidade \u2013 por conta do alcance e do dispositivo que bloqueia a face do paciente ou marcas que o identificam (como tatuagens) para manter sua privacidade..<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que os m\u00e9dicos brasileiros concordam? A BBC Brasil ouviu a opini\u00e3o de cinco deles sobre como o Figure1 facilita (ou n\u00e3o) suas vidas.<\/p>\n<p><strong>Mayra Gasparetti, 32 anos, residente de Anestesiologia<\/strong><br \/>\n&#8220;Achei positiva a separa\u00e7\u00e3o por categorias. \u00c9 algo que ajuda bastante. Tamb\u00e9m gostei do fato de, pelo menos na minha \u00e1rea, v\u00e1rios dos casos j\u00e1 terem diagn\u00f3sticos e evolu\u00e7\u00e3o do tratamento. Isso ajuda bastante no aprendizado.<\/p>\n<p>Um ponto negativo \u00e9 que normalmente n\u00e3o temos como esperar para receber uma resposta. Temos que rapidamente pedir exames e iniciar um tratamento. Ent\u00e3o, eu geralmente discuto d\u00favidas de diagn\u00f3sticos com meus colegas. Isso porque no meu caso, h\u00e1 geralmente outro colega de plant\u00e3o. J\u00e1 uso bastante outros apps, como os que calculam doses de anestesia para crian\u00e7as, al\u00e9m do Whatsapp.<\/p>\n<p>Acho que o Figure1 \u00e9 \u00fatil para reconhecer casos raros e lembrar da conduta a ser tomada.&#8221;<\/p>\n<p>Mariana Franco de Oliveira, 33 anos, estudante da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas de Santos<\/p>\n<p>&#8220;Gostei muito do app. Ele realmente ajuda na discuss\u00e3o de casos cl\u00ednicos. Como ainda estou no segundo ano, n\u00e3o tive a oportunidade de us\u00e1-lo na pr\u00e1tica, mas me ajudou a identificar altera\u00e7\u00f5es discutidas em aula.<\/p>\n<p>Uso o Whatsapp para debater casos, mas nosso grupo tem apenas membros do est\u00e1gio. Ent\u00e3o, pretendo continuar usando o Figure1.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Denise Borges, 34 anos, alergista<\/strong><br \/>\n&#8220;Gostei do aplicativo e achei \u00fatil para dar uma olhada em casos t\u00edpicos da minha especialidade. Senti falta de uma discuss\u00e3o mais aprofundada em alguns casos.<\/p>\n<p>O ponto negativo, para mim, \u00e9 o fato de n\u00e3o sabermos exatamente quem est\u00e1 opinando, se s\u00e3o pessoas capacitadas ou n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Barros, 34 anos, radiologista<\/strong><br \/>\n&#8220;Achei o app muito interessante, principalmente para m\u00e9dicos que fazem plant\u00e3o em pronto-socorros e emerg\u00eancias. Achei a ideia inovadora, uma ferramenta de estudo r\u00e1pida e pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Mas achei que peca um pouco no debate final dos casos \u2013 muitos deles ficam sem resposta. Na minha \u00e1rea, existem sites mais completos, com mais conte\u00fado, como \u00e9 o caso do Aunt Minnie.&#8221;<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Victor de Sousa Cabral, 23 anos, estudante de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (embaixador do Figure1 no Brasil)<\/p>\n<p>&#8220;Eu uso muitos sites, grupos no Facebook e aplicativos para ajudar a discutir hip\u00f3teses ou fechar diagn\u00f3sticos de casos estudados em aula (estou no 4\u00ba ano) ou nos est\u00e1gios no hospital.<\/p>\n<p>Acho o Figure1 \u00fatil para aprender mais sobre alguns temas. No semestre passado, estava estudando eletrocardiograma e no app vi muitos casos que me ajudaram a consolidar o que foi passado na classe. Tamb\u00e9m acho interessante ter profissionais de fora do Brasil.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: BBC Brasil Aplicativo criado por m\u00e9dico canadense permite que m\u00e9dicos compartilhem e discutam casos O m\u00e9dico canadense Joshua Landy n\u00e3o se esquece do caso de uma jovem que morreu pouco mais de uma semana depois de retornar de uma viagem na Am\u00e9rica Latina. 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