{"id":150,"date":"2015-02-02T18:29:10","date_gmt":"2015-02-02T18:29:10","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=150"},"modified":"2025-01-21T11:00:40","modified_gmt":"2025-01-21T14:00:40","slug":"prevencao-do-cancer-de-estomago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/02\/02\/prevencao-do-cancer-de-estomago\/","title":{"rendered":"Preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de est\u00f4mago"},"content":{"rendered":"<p><b>Preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de est\u00f4mago<\/b><\/p>\n<p><i>Pr\u00e9vention du cancer de l\u00b4estomac. Acta Endosc (2014) 44:219-222. Traduzido do original em franc\u00eas, por Dra. Yolanda Tolentino, Dr. Rodrigo Dias, Dra. Viviane Fittipaldi e Dra. Priscila Pollo.<\/i><\/p>\n<p><b>Frequ\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de est\u00f4mago \u00e9 muito frequente, com um milh\u00e3o de novos casos diagnosticados em todo mundo por ano, sendo o quarto mais frequente e a segunda causa de morte por c\u00e2ncer. Na Fran\u00e7a, \u00e9 o quinto mais frequente dentre todos os tipos de c\u00e2ncer e o segundo dentre os do aparelho digestivo, com quase 6500 novos casos e 4500 \u00f3bitos em 2011. O c\u00e2ncer de est\u00f4mago acomete principalmente indiv\u00edduos com mais de 65 anos e homens.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 50 anos, a frequ\u00eancia do c\u00e2ncer de est\u00f4mago diminuiu nos pa\u00edses ocidentais, paralelamente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia de infec\u00e7\u00e3o pelo <i>Helicobacter pylori<\/i>, melhora da conserva\u00e7\u00e3o de alimentos e das condi\u00e7\u00f5es de higiene explicam esse efeito. A diminui\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia refere-se essencialmente ao tipo intestinal. Quanto ao c\u00e2ncer g\u00e1strico do tipo difuso, que acomete o est\u00f4mago proximal e indiv\u00edduos mais jovens, observamos um aumento na incid\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Fatores de risco<\/b><\/p>\n<p>Aproximadamente 80 % dos casos de c\u00e2ncer de est\u00f4mago t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o com <i>H. pylori<\/i>, que coloniza a mucosa g\u00e1strica e persiste por toda vida, sem ter sido erradicado com um tratamento apropriado. Essa infec\u00e7\u00e3o se adquire na inf\u00e2ncia por transmiss\u00e3o fecal-oral. Na Fran\u00e7a, acomete 20 a 30% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos epidemiol\u00f3gicos confirmaram o papel da infec\u00e7\u00e3o pelo <i>H. pylori<\/i> na carcinog\u00eanese g\u00e1strica. Em 1994, a OMS classificou o <i>H. pylori<\/i> entre os agentes carcinog\u00eanicos tipo 1, diretamente respons\u00e1vel pelo c\u00e2ncer de est\u00f4mago. Estima-se que 1% dos infectados pela bact\u00e9ria v\u00e3o desenvolver c\u00e2ncer de est\u00f4mago durante a vida. &nbsp;Outros fatores relacionados \u00e0 sua ocorr\u00eancia s\u00e3o o consumo excessivo de sal, o baixo consumo de frutas e de legumes, a ingest\u00e3o de subst\u00e2ncias carcinog\u00eanicas presentes no \u00e1lcool e certos alimentos e o tabagismo.<\/p>\n<p>Certas condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas favorecem ao c\u00e2ncer de est\u00f4mago, sendo estas a doen\u00e7a de Biermer, a doen\u00e7a de M\u00e9n\u00e9trier, os p\u00f3lipos g\u00e1stricos adenomatosos, antecedente de \u00falcera g\u00e1strica (UG) ou a ressec\u00e7\u00e3o cir\u00fargica (gastrectomia parcial). Certas doen\u00e7as gen\u00e9ticas s\u00e3o acompanhadas de um risco aumentado de c\u00e2ncer de est\u00f4mago, como o c\u00e2ncer g\u00e1strico difuso heredit\u00e1rio, a polipose adenomatosa familiar e a s\u00edndrome de Lynch.<\/p>\n<p><b>Risco familiar de c\u00e2ncer de est\u00f4mago &#8211; medidas de preven\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Os estudos t\u00eam demonstrado que os parentes de primeiro grau (pais, irm\u00e3os e filhos) de um paciente acometido pelo c\u00e2ncer de est\u00f4mago possuem um risco maior que a popula\u00e7\u00e3o geral de desenvolv\u00ea-lo ao longo da vida. Esses parentes s\u00e3o frequentemente infectados pelo H. pylori, podendo estar assintom\u00e1ticos, ainda que tenham les\u00f5es que favore\u00e7am o aparecimento de c\u00e2ncer (atrofia e metaplasia), o que justifica medidas espec\u00edficas de preven\u00e7\u00e3o. Eles devem procurar um servi\u00e7o m\u00e9dico, a fim de realizar a pesquisa da bact\u00e9ria:<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;parentes com menos de 40 anos podem ser submetidos a teste respirat\u00f3rio ou sorologia;<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;parentes com mais de 40 anos devem fazer uma explora\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica para pesquisar o H. pylori e les\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas.<\/p>\n<p><b>Sujeitos sob risco de c\u00e2ncer: vigil\u00e2ncia e preven\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Em pa\u00edses com alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer de est\u00f4mago, recomenda-se rastreamento em massa da infec\u00e7\u00e3o pelo <i>H. pylori<\/i>, tratar preventivamente o mais cedo poss\u00edvel, antes do aparecimento de les\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses cuja incid\u00eancia \u00e9 muito baixa, como na Fran\u00e7a, uma pesquisa em massa n\u00e3o \u00e9 recomendada. Nessa condi\u00e7\u00e3o, seria adequado selecionar os casos de alto risco e tratar uma poss\u00edvel infec\u00e7\u00e3o pelo <i>H.pylori<\/i>. As principais categorias de risco s\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;hist\u00f3ria familiar positiva de c\u00e2ncer de est\u00f4mago para parentes de primeiro grau;<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;gastrectomia parcial por c\u00e2ncer ou tratamento endosc\u00f3pico pr\u00e9vio para neoplasia superficial (mucosectomia ou dissec\u00e7\u00e3o de submucosa);<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;paciente com les\u00e3o pr\u00e9-cancer\u00edgena: pangastrite severa ou com predom\u00ednio em corpo, atrofia severa ou metaplasia intestinal extensa, displasia, doen\u00e7a de Biermer, doen\u00e7a de M\u00e9n\u00e8trier;<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;pacientes em tratamento com inibidor de bomba de pr\u00f3tons (IBP) por mais de um ano;<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;pessoas oriundas de pa\u00edses com alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer (pa\u00edses asi\u00e1ticos e sul-americanos)<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;pessoas com alguma s\u00edndrome que predisponha o aparecimento da c\u00e2ncer no trato digestivo (HNPCC\/Lynch).<\/p>\n<p>Pacientes que passar\u00e3o por uma cirurgia bari\u00e1trica por <i>by-pass<\/i>, n\u00e3o est\u00e3o sob risco de c\u00e2ncer g\u00e1strico; entretanto a pesquisa e erradica\u00e7\u00e3o do <i>H. pylori<\/i> deve ser realizada porque o procedimento deixar\u00e1 o est\u00f4mago inacess\u00edvel a novos exames.<\/p>\n<p><b>Explora\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica de pacientes com risco aumentado de c\u00e2ncer g\u00e1strico<\/b><\/p>\n<p>Uma EDA deve ser proposta como primeira escolha para pacientes com mais de 40 anos e risco aumentado; ela permite pesquisar o H. pylori e detectar les\u00f5es g\u00e1stricas pr\u00e9-cancer\u00edgenas (atrofia, metaplasia intestinal e displasia). O exame da mucosa deve ser meticuloso. A cromoscopia convencional e a cromoscopia virtual podem ajudar a detectar focos de metaplasia. Na aus\u00eancia de sinais endosc\u00f3picos evidentes de atrofia g\u00e1strica, a realiza\u00e7\u00e3o de bi\u00f3psias g\u00e1stricas deve ser sistem\u00e1tica, mesmo na aus\u00eancia de les\u00e3o evidente. As recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o: realizar ao menos cinco bi\u00f3psias, duas no antro, uma na <i>incisura<\/i> <i>angularis<\/i> e duas no corpo (8 a 10 cm abaixo do c\u00e1rdia).<\/p>\n<p><b>Tratamento para erradica\u00e7\u00e3o do <\/b><b><i>H. pylori<\/i><\/b><\/p>\n<p>Em caso de infec\u00e7\u00e3o pelo <i>H. pylori<\/i>, um tratamento de erradica\u00e7\u00e3o \u00e9 justificada quaisquer que sejam as les\u00f5es na mucosa g\u00e1strica. O esquema tr\u00edplice cl\u00e1ssico (IBP + claritromicina + amoxicilina) \u00e9 ineficaz em mais de 30% dos casos, em virtude de alta resist\u00eancia a claritromicina. Novos modelos de tratamento foram propostos pelo consenso europeu Maastrich IV\/Florence como primeira escolha: esquema de tratamento sequencial ou qu\u00e1druplo \u00e0 base de bismuto. A erradica\u00e7\u00e3o deve ser controlada por um teste respirat\u00f3rio com ureia marcada no carbono 13, quatro semanas ap\u00f3s o t\u00e9rmino dos antimicrobianos e duas semanas ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o do IBP. A sorologia n\u00e3o \u00e9 adequada para controle da erradica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Efeito do tratamento de erradica\u00e7\u00e3o do H. pylori nas les\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas<\/b><\/p>\n<p>O risco de c\u00e2ncer g\u00e1strico \u00e9 ligado \u00e0 gravidade e extens\u00e3o da atrofia, metaplasia intestinal e displasia. A quest\u00e3o principal \u00e9 saber se com a erradica\u00e7\u00e3o do <i>H. pylori<\/i>, as les\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas regressar\u00e3o e se o processo de carcinog\u00eanse ser\u00e1 interrompido.<\/p>\n<p>A reversibilidade da atrofia e da metaplasia g\u00e1strica \u00e9 controversa. &nbsp;Uma metan\u00e1lise demonstrou diminui\u00e7\u00e3o significativa de les\u00f5es g\u00e1stricas atr\u00f3ficas no corpo; em antro, as mesmas n\u00e3o foram significativas. De forma diametralmente oposta, n\u00e3o foram demonstradas regress\u00e3o da metaplasia intestinal. A erradica\u00e7\u00e3o precoce do <i>H. pylori<\/i> pode, ent\u00e3o, prevenir o desenvolvimento de c\u00e2ncer g\u00e1strico pois existe um ponto de \u201cn\u00e3o retorno\u201d, a partir do qual a erradica\u00e7\u00e3o do <i>H. pylori<\/i> j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais eficiente em termos de preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer g\u00e1strico.<\/p>\n<p><b>Vigil\u00e2ncia endosc\u00f3pica das les\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas<\/b><\/p>\n<p>Os pacientes que apresentam les\u00f5es como atrofia severa ou metaplasia intestinal em todo est\u00f4mago ou em sua parte proximal, devem realizar vigil\u00e2ncia regular. Na aus\u00eancia de displasia, o controle endosc\u00f3pico deve ser feito a cada tr\u00eas anos. Em caso de displasia de alto grau sem les\u00e3o endosc\u00f3pica vis\u00edvel, uma reavalia\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica \u00e9 necess\u00e1ria imediatamente, com realiza\u00e7\u00e3o de bi\u00f3psias m\u00faltiplas; endoscopias de controle devem ser realizadas em seguida de seis em seis meses, todos os anos. Em caso de les\u00e3o endosc\u00f3pica vis\u00edvel, uma ressec\u00e7\u00e3o deve ser considerada afim de obter um diagn\u00f3stico histol\u00f3gico mais preciso.<\/p>\n<p><i>Doen\u00e7a de Biermer<\/i><\/p>\n<p>A preval\u00eancia de adenocarcionma g\u00e1strico em caso de gastrite cr\u00f4nica atr\u00f3fica tipo A se situa entre de 1 a 3%, enquanto a de tumor carcin\u00f3ide g\u00e1strico fica entre 1 e 7%. O risco parece ser mais elevado no primeiro ano de diagn\u00f3stico. Ent\u00e3o, uma endoscopia inicial \u00e9 recomendada quando feito o diagn\u00f3stico de doen\u00e7a de Biermer, a fim de procurar por les\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas ou tumores carcin\u00f3ides. O valor de monitoramento futuro n\u00e3o foi demonstrado.<\/p>\n<p><i>P\u00f3lipos g\u00e1stricos adenomatosos<\/i><\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica de um ou v\u00e1rios p\u00f3lipos g\u00e1stricos adenomatosos, um controle em um ano \u00e9 uma medida razo\u00e1vel, a fim de pesquisar recidiva local ou o aparecimento de outros p\u00f3lipos. Em caso de controle negativo, uma vigil\u00e2ncia endosc\u00f3pica deve ser feita a cada tr\u00eas a cinco anos.<\/p>\n<p><i>Gastrectomia parcial<\/i><\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma gastrectomia parcial, os estudos de acompanhamento demonstraram a ocorr\u00eancia de c\u00e2ncer de coto g\u00e1strico em 4 a 6%. O risco aumenta em 15 a 20 anos ap\u00f3s uma gastrectomia. Os dados da literatura s\u00e3o insuficientes para recomendar uma vigil\u00e2ncia endosc\u00f3pica sistem\u00e1tica de pacientes submetidos a uma gastrectomia parcial. Uma endoscopia inicial \u00e9 necess\u00e1ria para pesquisar uma infec\u00e7\u00e3o pelo H. pylori e de les\u00f5es pr\u00e9-cancer\u00edgenas na anastomose e no coto g\u00e1strico. Na aus\u00eancia de les\u00e3o, uma vigil\u00e2ncia deve ser iniciada ap\u00f3s um intervalo de 15 a 20 anos.<\/p>\n<p><b>Preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer g\u00e1strico em caso de doen\u00e7as gen\u00e9ticas<\/b><\/p>\n<p><i>C\u00e2ncer g\u00e1strico difuso heredit\u00e1rio<\/i><\/p>\n<p>As formas heredit\u00e1rias do c\u00e2ncer g\u00e1strico do tipo difuso s\u00e3o caracterizadas por um modelo de transmiss\u00e3o autoss\u00f4mico dominante, com penetr\u00e2ncia elevada. O diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer g\u00e1strico heredit\u00e1rio do tipo difuso \u00e9 geralmente mais precoce que a formas espor\u00e1dicas. Uma muta\u00e7\u00e3o delet\u00e9ria na linhagem germinativa do gene CDH1, respons\u00e1vel pela codifica\u00e7\u00e3o da prote\u00edna de ades\u00e3o intracelular E-caderina, \u00e9 identificado em cerca de 50% dos casos. Essa altera\u00e7\u00e3o \u00e9 igualmente associada a um risco maior de carcinoma mam\u00e1rio do tipo lobular infiltrante e de adenocarcinoma colorretal. A muta\u00e7\u00e3o do gene CDH1 deve ser pesquisada nos indiv\u00edduos nas seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;pelo menos dois casos de c\u00e2ncer g\u00e1strico do tipo difuso comprovado em parentes de primeiro ou segundo grau, com um caso diagnosticado antes de 50 anos;<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;pelo menos tr\u00eas casos de c\u00e2ncer g\u00e1strico do tipo difuso comprovado em parentes de primeiro ou segundo grau, qualquer que seja a idade do diagn\u00f3stico;<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;c\u00e2ncer g\u00e1strico do tipo difuso diagnosticado em idade inferior a 45 ou 40 anos;<\/p>\n<p>&#8211; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;associa\u00e7\u00e3o de um c\u00e2ncer g\u00e1strico do tipo difuso com um carcinoma mam\u00e1rio do tipo lobular infiltrante ou colorretal em um mesmo indiv\u00edduo ou em dez parentes de primeiro ou segundo grau.<\/p>\n<p>Essa pesquisa pode ser tamb\u00e9m indicada em caso de grupos familiares com carcinoma mam\u00e1rio do tipo lobular infiltrante n\u00e3o ligado ao BRCA, na aus\u00eancia de um antecedente familiar de c\u00e2ncer g\u00e1strico. Devido \u00e0 falta de efic\u00e1cia demonstrada frente \u00e0 vigil\u00e2ncia endosc\u00f3pica e de um tratamento m\u00e9dico preventivo capaz de diminuir o risco de c\u00e2ncer e da gravidade do quadro, &nbsp;uma gastrectomia total profil\u00e1tica deve ser considerada em pacientes portadores da muta\u00e7\u00e3o do gene CDH1.<\/p>\n<p><i>S\u00edndrome de Lynch<\/i><\/p>\n<p>Em caso de S\u00edndrome de Lynch, o risco acumulado de c\u00e2ncer de est\u00f4mago \u00e9 de 5% acima de 70 anos. Em pa\u00edses com alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer g\u00e1strico (Cor\u00e9ia, Jap\u00e3o), o risco de desenvolver c\u00e2ncer de est\u00f4mago \u00e9 maior, sugerindo participa\u00e7\u00e3o de fatores ambientais. A maioria deles \u00e9 do tipo intestinal (73 a 79%).<\/p>\n<p>A vigil\u00e2ncia endosc\u00f3pica em pacientes com S\u00edndrome de Lynch n\u00e3o \u00e9 indicada pela sociedade europeia. Uma EDA pode ser proposta juntamente com a colonoscopia inicial para pesquisa do <i>H. pylori<\/i>, a fim de erradic\u00e1-lo. Uma vigil\u00e2ncia endosc\u00f3pica pode, entretanto, ser indicada em pa\u00edses com alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer de est\u00f4mago.<\/p>\n<p><i>Polipose adenomatosa familiar<\/i><\/p>\n<p>O risco de c\u00e2ncer de est\u00f4mago \u00e9 baixo em caso de polipose adenomatosa familiar, ao contr\u00e1rio do c\u00e2ncer de duodeno ou de jejuno proximal, que \u00e9 300 vezes mais comum em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o geral. O in\u00edcio da vigil\u00e2ncia endosc\u00f3pica do trato digestivo alto come\u00e7a entre 20 e 30 anos, &nbsp;com aten\u00e7\u00e3o maior para o &nbsp;duodeno e jejuno proximal. N\u00e3o est\u00e1 recomendado vigil\u00e2ncia para p\u00f3lipos de gl\u00e2ndula f\u00fandica. P\u00f3lipos adenomatosos de antro g\u00e1strico devem ser ressecados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de est\u00f4mago Pr\u00e9vention du cancer de l\u00b4estomac. Acta Endosc (2014) 44:219-222. Traduzido do original em franc\u00eas, por Dra. Yolanda Tolentino, Dr. Rodrigo Dias, Dra. Viviane Fittipaldi e Dra. Priscila Pollo. 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