{"id":1562,"date":"2015-12-01T13:15:20","date_gmt":"2015-12-01T13:15:20","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=1562"},"modified":"2015-12-07T12:50:02","modified_gmt":"2015-12-07T12:50:02","slug":"paciente-do-sus-tem-tres-vezes-menos-medicos-que-o-de-plano-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/12\/01\/paciente-do-sus-tem-tres-vezes-menos-medicos-que-o-de-plano-de-saude\/","title":{"rendered":"Paciente do SUS tem tr\u00eas vezes menos m\u00e9dicos que o de plano de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-337\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/logo-do-sus-300x120.jpg\" alt=\"logo-do-sus\" width=\"300\" height=\"120\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/logo-do-sus-300x120.jpg 300w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/logo-do-sus-1024x409.jpg 1024w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/logo-do-sus-600x240.jpg 600w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/logo-do-sus.jpg 1651w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>fonte: O Globo<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas vezes mais m\u00e9dicos no setor privado do que no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) em rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico que \u00e9 atendido em cada uma dessas redes. A conclus\u00e3o \u00e9 da pesquisa Demografia M\u00e9dica no Brasil 2015, divulgada nesta segunda-feira e contabiliza que 73,1% dos profissionais no pa\u00eds atuam na rede p\u00fablica, que cobre 150 milh\u00f5es de pessoas. J\u00e1 na rede privada, que conta com 78,4% da for\u00e7a de trabalho, a clientela \u00e9 bem menor, de 50 milh\u00f5es de pessoas. As propor\u00e7\u00f5es s\u00e3o semelhantes porque 51,5% dos m\u00e9dicos brasileiros trabalham nas duas esferas, 21,6% apenas no SUS, e 26,9% exclusivamente na iniciativa privada.<\/p>\n<p>&#8211; Esse dado significa que o paciente do SUS tem tr\u00eas vezes mais dificuldades do que na rede privada. Isso pode melhorar com pol\u00edticas p\u00fablicas, com mais investimentos. Nos \u00faltimos 13 anos, perdemos R$ 171 bilh\u00f5es que estavam dispon\u00edveis, mas n\u00e3o foram usados. Isso \u00e9 inaceit\u00e1vel num or\u00e7amento que j\u00e1 \u00e9 pequeno &#8211; disse o presidente do Conselho Federal de Medicina Carlos Vital Tavares C\u00f4rrea Lima.<\/p>\n<p>Os dados revelam ainda que, do total de 399.692 m\u00e9dicos no pa\u00eds, 33.178 (7,6%) t\u00eam mais de um registro, o que pode indicar atua\u00e7\u00e3o em dois estados ou mais. O total de registros ativos, considerados na pesquisa para analisar determinadas vari\u00e1veis, como indicadores regionais, \u00e9 de 432.870. Para dados de perfil, como sexo, idade e outros, a base \u00e9 o n\u00famero de profissionais. O estudo foi feito pela Faculdade de Medicina da USP com apoio do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp).<\/p>\n<p>A desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos pelo pa\u00eds se repete quando se verifica onde est\u00e3o os especialistas. Embora quase 60% dos profissionais brasileiros tenham alguma especializa\u00e7\u00e3o, Sul e Sudeste concentram 71,63% deles. O Distrito Federal tem a melhor situa\u00e7\u00e3o, com 2,72 especialistas para cada m\u00e9dico generalista (sem t\u00edtulo de especialista emitido por sociedade m\u00e9dica ou obtido via resid\u00eancia) &#8212; acima da m\u00e9dia nacional de 1,41. Na outra ponta, est\u00e3o os seis estados em que o n\u00famero de generalistas \u00e9 maior, entre eles o Rio de Janeiro, acompanhado de Par\u00e1, Maranh\u00e3o, Pernambuco, Tocantins e Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>Quase 50% dos m\u00e9dicos especialistas no Brasil est\u00e3o concentrados em seis das 53 \u00e1reas reconhecidas. O campe\u00e3o \u00e9 a cl\u00ednica m\u00e9dica, com 35.060 m\u00e9dicos titulados, ou 10,6% de todos os especialistas do pa\u00eds. Em seguida v\u00eam pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetr\u00edcia, anestesiologia e cardiologia. Nove \u00e1reas t\u00eam menos de 1.000 m\u00e9dicos, entre elas a radioterapia, cirurgia de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o, medicina legal e per\u00edcia m\u00e9dica, e cirurgia da m\u00e3o. Mulheres s\u00e3o maioria em campos como dermatologia e pediatria. Homens se sobressaem na cirurgia geral. Mas, em termos gerais, o percentual de m\u00e9dicos e m\u00e9dicas com especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante: 59%.<\/p>\n<p>O estudo aponta que a classe m\u00e9dica cresceu mais que a popula\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. De 2000 a 2010, o n\u00famero de profissionais subiu 24,95%, contra aumento populacional de 12,48%. Mesmo assim, o pa\u00eds, que tem 2,11 m\u00e9dicos por mil habitantes, ainda est\u00e1 abaixo do \u00edndice de na\u00e7\u00f5es que s\u00e3o refer\u00eancia, como Estados Unidos (2,5) e Canad\u00e1 (2,4). A meta do governo \u00e9 chegar a 2,7 profissionais a cada mil habitantes em 2026. Al\u00e9m de aumentar o contingente, ser\u00e1 preciso tamb\u00e9m reduzir a concentra\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, com estrat\u00e9gias para levar o m\u00e9dico a localidades distantes. Capitais e regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds concentram 23,8% da popula\u00e7\u00e3o, mas t\u00eam 55,2% dos m\u00e9dicos, com uma rela\u00e7\u00e3o de 4,84 profissionais por mil habitantes. No interior, essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1,23, j\u00e1 que 76,2% da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o atendidos por 44,7% dos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>&#8211; O m\u00e9dico \u00e9 um profissional que demora pelo menos 12 anos para se formar. Ele n\u00e3o vai trabalhar em qualquer cidadezinha caso n\u00e3o tenha perspectiva de vida para a fam\u00edlia dele. Porque, at\u00e9 ent\u00e3o, o governo n\u00e3o desenvolveu um projeto para levar os m\u00e9dicos at\u00e9 aquele lugar. Abrir escolas da maneira com que o governo vem fazendo n\u00e3o vai resolver o problema. A maioria desses indiv\u00edduos vai continuar trabalhando em grandes cidades, que s\u00e3o as que t\u00eam melhores condi\u00e7\u00f5es de vida &#8211; afirmou Br\u00e1ulio Luna Filho, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8211; Mesmo com 400 mil m\u00e9dicos no pa\u00eds, ainda temos \u00e1reas que s\u00e3o verdadeiros desertos, ou seja, falta localizada de profissionais em determinadas regi\u00f5es &#8211; complementou o professor M\u00e1rio Scheffer, da Faculdade de Medicina da USP, coordenador da pesquisa.<\/p>\n<p>Sobre os fatores que levariam o profissional a se fixar em um local de trabalho, as respostas mais mencionadas por uma amostra de m\u00e9dicos entrevistados foram \u201csal\u00e1rio\/remunera\u00e7\u00e3o\u201d e \u201ccondi\u00e7\u00e3o de trabalho\u201d, com 98% de men\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>CONSULT\u00d3RIOS E PLANT\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 entre os m\u00e9dicos que atuam no setor privado, a pesquisa mostra que o lugar de trabalho principal \u00e9 o consult\u00f3rio particular (40,1%). A segunda op\u00e7\u00e3o \u00e9 o hospital privado (38,1%). Os outros locais s\u00e3o a cl\u00ednica ou ambulat\u00f3rio privado (31,1%), universidade privada (5,3%), servi\u00e7o m\u00e9dico de empresa (4,8%) e laborat\u00f3rios e servi\u00e7os de diagn\u00f3sticos e terapia (1,8%). H\u00e1 ainda uma parcela de 2,2%, tanto no setor p\u00fablico quanto no privado, que citou outros locais, como cargo em ind\u00fastria farmac\u00eautica ou auditoria do INSS.<\/p>\n<p>O plant\u00e3o em hospitais ou unidades de pronto-atendimento \u00e9 realizado por 44,6% dos m\u00e9dicos. Entre os m\u00e9dicos formados h\u00e1 menos de 10 anos, 45,1% s\u00e3o plantonistas, j\u00e1 entre os que se formaram h\u00e1 30 anos ou mais, apenas 16,4% fazem plant\u00e3o. No grupo das pessoas com mais de 60 anos, apenas 9% s\u00e3o plantonistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo H\u00e1 tr\u00eas vezes mais m\u00e9dicos no setor privado do que no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) em rela\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico que \u00e9 atendido em cada uma dessas redes. 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