{"id":17605,"date":"2005-03-17T04:49:04","date_gmt":"2005-03-17T07:49:04","guid":{"rendered":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=17605"},"modified":"2025-03-17T04:53:57","modified_gmt":"2025-03-17T07:53:57","slug":"por-que-alguns-medicos-nunca-se-aposentam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2005\/03\/17\/por-que-alguns-medicos-nunca-se-aposentam\/","title":{"rendered":"Por que alguns m\u00e9dicos nunca se aposentam"},"content":{"rendered":"<p>fonte: <a href=\"https:\/\/portugues.medscape.com\/verartigo\/6512442\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MedScape<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aerztezeitung.de\/Politik\/Aerzte-aus-dem-Ruhestand-zurueckholen-So-viele-kaemen-dafuer-infrage-452340.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pesquisas<\/a>&nbsp;recentes mostram que 45.000 m\u00e9dicos com mais de 65 anos ainda est\u00e3o trabalhando, enquanto 100.000 j\u00e1 se aposentaram. O que mant\u00e9m alguns na profiss\u00e3o, enquanto outros se afastam?&nbsp;<em>Coliquio<\/em>, uma plataforma do&nbsp;<em>Medscape<\/em>, entrevistou alguns colegas para explorar suas motiva\u00e7\u00f5es e planos de vida, revelando tr\u00eas das principais raz\u00f5es pelas quais os m\u00e9dicos continuam trabalhando.<\/p>\n<p><b>1. Quest\u00f5es financeiras<\/b><\/p>\n<p>Para alguns, o dinheiro \u00e9 uma raz\u00e3o \u00f3bvia para continuar trabalhando; o sonho de se aposentar sem d\u00edvidas s\u00f3 pode ser realizado se eles permanecerem por mais alguns anos trabalhando. Eles est\u00e3o esperando o momento ideal, ou seja, quando n\u00e3o tiverem empr\u00e9stimos pendentes ou encontrarem um sucessor para seu consult\u00f3rio. Reduzir a carga de trabalho \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, mas se afastar completamente nem sempre \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>&#8220;Sylnlaeg&#8221;, uma ginecologista e usu\u00e1ria do&nbsp;<em>Coliquio<\/em>, compartilhou um dilema familiar: &#8220;Todas as f\u00e9rias, eu me pergunto: quanto eu realmente preciso para viver confortavelmente? Posso me dar ao luxo de reduzir \u2013 talvez abrir m\u00e3o \u2013 25% ou at\u00e9 50% do meu tempo de trabalho?\u201d, questionou ela.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 um debate acerca da possibilidade de incentivos financeiros trazerem m\u00e9dicos aposentados de volta. O Dr. Klaus Reinhardt, m\u00e9dico e presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Alem\u00e3,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aerztezeitung.de\/Politik\/BAeK-Praesident-Reinhardt-fordert-Steuernachlass-fuer-aeltere-Aerztinnen-und-Aerzte-451557.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sugeriu<\/a>&nbsp;uma redu\u00e7\u00e3o de impostos, citando como exemplo o sucesso da Fran\u00e7a em trazer 20.000 m\u00e9dicos de volta ao mercado de trabalho. Ser\u00e1 que isso funcionaria para os 100.000&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bundesaerztekammer.de\/baek\/ueber-uns\/aerztestatistik\/2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">m\u00e9dicos aposentados<\/a> da Alemanha?<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise de uma&nbsp;discuss\u00e3o no f\u00f3rum do&nbsp;<em>Coliquio<\/em>&nbsp;mostra que, para muitos m\u00e9dicos, a ideia soa incompreens\u00edvel, especialmente porque, por muito tempo, houve um limite de idade fixo para a aposentadoria: at\u00e9 2008, os m\u00e9dicos alem\u00e3es eram&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aerzteblatt.de\/archiv\/60966\/Ambulante-Versorgung-Die-Altersgrenze-faellt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">obrigados a se aposentar<\/a>&nbsp;aos 68 anos. Agora, apenas 15 anos depois, alguns acham ir\u00f4nico o esfor\u00e7o para recontratar aposentados.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o entendo esses debates. Enquanto uma propor\u00e7\u00e3o indescritivelmente alta de tempo de trabalho de cl\u00ednicos gerais e m\u00e9dicos de hospitais for desperdi\u00e7ada em tarefas administrativas e de gest\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de vir at\u00e9 mim com tais debates&#8221;, comentou outro usu\u00e1rio, Volker Schlautmann, psiquiatra e psicoterapeuta.<\/p>\n<p>No entanto, a quest\u00e3o de incentivos significativos estimula uma reflex\u00e3o mais profunda. Outro usu\u00e1rio, especialista em cl\u00ednica m\u00e9dica, compartilhou sua vis\u00e3o pessoal na discuss\u00e3o do f\u00f3rum, sonhando com uma profiss\u00e3o m\u00e9dica livre de telem\u00e1tica, processos judiciais, obriga\u00e7\u00f5es de atendimento a emerg\u00eancias e as in\u00fameras regulamenta\u00e7\u00f5es que tiram a alegria do trabalho.<\/p>\n<p>A renda n\u00e3o parece ser a raz\u00e3o mais importante para continuar trabalhando. Uma vez que as principais obriga\u00e7\u00f5es financeiras s\u00e3o liquidadas, outras motiva\u00e7\u00f5es prevalecem.<\/p>\n<p><b>2. Paix\u00e3o pelo trabalho<\/b><\/p>\n<p>Apesar desses desafios, a medicina continua gratificante. O usu\u00e1rio &#8220;urmayr&#8221;, psicoterapeuta, expressou de forma simples:<\/p>\n<p>A profiss\u00e3o d\u00e1 &#8220;a sensa\u00e7\u00e3o de se fazer algo importante, algo que vai durar&#8221;. Isso \u00e9 particularmente enriquecedor quando os pacientes s\u00e3o acompanhados por um longo per\u00edodo ou quando o sucesso do tratamento finalmente se torna vis\u00edvel em casos cr\u00edticos. Para muitos colegas, a gratid\u00e3o e o apre\u00e7o dos pacientes tamb\u00e9m s\u00e3o um dos momentos encantadores que geralmente terminam abruptamente com a aposentadoria.<\/p>\n<p>Para alguns, reduzir horas de trabalho, em vez de se aposentar totalmente, \u00e9 um equil\u00edbrio perfeito. A usu\u00e1ria \u201cmicuebmlfa\u201d, especialista em cl\u00ednica m\u00e9dica, compartilhou sua experi\u00eancia: \u201cAgora, aos 67, trabalhar dois meios per\u00edodos de maneira completamente independente em uma nova cl\u00ednica \u00e9 divertido, pois voc\u00ea pode ter um relacionamento bem-humorado e descontra\u00eddo com a equipe e os pacientes, sem o menor ind\u00edcio de estar sobrecarregada. Isso \u00e9 facilmente fact\u00edvel e desej\u00e1vel na minha \u00e1rea e, desde que n\u00e3o haja autojulgamento equivocado, continuarei a faz\u00ea-lo por um tempo. N\u00e3o preciso de incentivos para isso\u201d.<\/p>\n<p><b>3. Um senso de dever<\/b><\/p>\n<p>Um motivo para continuar trabalhando al\u00e9m da idade de aposentadoria \u00e9 o pr\u00f3prio senso de responsabilidade. A assist\u00eancia m\u00e9dica \u00e9 escassa, principalmente em regi\u00f5es rurais. Muitos m\u00e9dicos valorizam as rela\u00e7\u00f5es pessoais que constru\u00edram com seus pacientes e se sentem comprometidos em continuar a fornecer atendimento. Essa motiva\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi discutida no f\u00f3rum, em que participantes debateram se deixar de atender conv\u00eanios \u2013 independentemente da idade \u2013 pode ser anti\u00e9tico para com os pacientes.<\/p>\n<p>Um neurologista observou que se sentiria culpado por deixar de atender conv\u00eanios, pois muitos de seus pacientes n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar por tratamento m\u00e9dico particular.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo m\u00e9dicos prontos para se aposentar muitas vezes hesitam, preocupados com a assist\u00eancia a seus pacientes. No entanto, a crescente burocracia e a press\u00e3o financeira est\u00e3o fazendo com que esse senso de dever se perca. Uma colega pediatra e hebiatra compartilhou suas impress\u00f5es de que s\u00f3 lhe restam de 5 a 10 minutos para se dedicar \u00e0 papelada depois do atendimento m\u00e9dico, o que \u00e9 frustrante no longo prazo. \u00c0 medida que as pessoas envelhecem, essa percep\u00e7\u00e3o pode se tornar um fator chave na decis\u00e3o de continuar trabalhando. Cada indiv\u00edduo deve decidir se reduz suas horas de trabalho, faz a transi\u00e7\u00e3o para um novo emprego ou muda para uma profiss\u00e3o diferente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: MedScape Pesquisas&nbsp;recentes mostram que 45.000 m\u00e9dicos com mais de 65 anos ainda est\u00e3o trabalhando, enquanto 100.000 j\u00e1 se aposentaram. O que mant\u00e9m alguns na profiss\u00e3o, enquanto outros se afastam?&nbsp;Coliquio, uma plataforma do&nbsp;Medscape, entrevistou alguns colegas para explorar suas motiva\u00e7\u00f5es e planos de vida, revelando tr\u00eas das principais raz\u00f5es pelas quais os m\u00e9dicos continuam trabalhando. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17606,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["post-17605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-teste"],"aioseo_notices":[],"gutentor_comment":0,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17605"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17607,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17605\/revisions\/17607"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}