{"id":17793,"date":"2025-05-13T08:10:24","date_gmt":"2025-05-13T11:10:24","guid":{"rendered":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=17793"},"modified":"2025-05-13T08:10:24","modified_gmt":"2025-05-13T11:10:24","slug":"dii-principais-classificacoes-endoscopicas-e-rastreio-de-displasia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2025\/05\/13\/dii-principais-classificacoes-endoscopicas-e-rastreio-de-displasia\/","title":{"rendered":"DII: principais classifica\u00e7\u00f5es endosc\u00f3picas e rastreio de displasia"},"content":{"rendered":"<p>por Ana Teresa Pugas Carvalho<br \/>\nProf. Titular e Coordenadora da Disciplina de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do HUPE da UERJ; Chefe do ambulat\u00f3rio de DII da UERJ<\/p>\n<p><strong>INDICA\u00c7\u00c3O DE EXAME ENDOSC\u00d3PICO NA DII E INTERVALOS:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>No 1\u00ba exame do diagnostico, sempre alcan\u00e7ando o \u00edleo, descrevendo as principais altera\u00e7\u00f5es e realizando pelo menos 4 biopsias do \u00edleo, colon direito, transverso, colon esquerdo e reto para avalia\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o inicial da doen\u00e7a.<\/li>\n<li>Para controle de tratamento e cicatriza\u00e7\u00e3o da mucosa alguns meses (6 a 8 meses a crit\u00e9rio do MA) ap\u00f3s tratamento inicial, n\u00e3o havendo necessidade de biopsiar quando o diagn\u00f3stico estiver firmado, a menos que seja para diagnostico diferencial de colite infecciosa em paciente imunossuprimido.<\/li>\n<li>Para pacientes com RCUI no controle de resposta ao tratamento basta a RSC flex\u00edvel alcan\u00e7ando pelo menos do sigmoide proximal. Biopsias para avaliar a remiss\u00e3o microsc\u00f3pica ainda s\u00e3o controversas.<\/li>\n<li>A cada 5 anos, para avaliar se n\u00e3o houve progress\u00e3o da extens\u00e3o proximal da doen\u00e7a ao longo dos anos.<\/li>\n<li>Rastreio de displasia e c\u00e2ncer coloretal<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>RASTREIO DE DISPLASIA E C\u00c2NCER COLORETAL: QUEM, QUANDO E COMO?<\/strong><\/p>\n<p>O risco de CCR vem diminuindo com o controle da inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A &#8211; Quem:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>todos (RCUI e doen\u00e7a de Crohn de colon)<\/li>\n<li>pacientes com proctite isolada ou Crohn de delgado exclusivo n\u00e3o tem risco aumentado de CCR e seguem com o rastreio da popula\u00e7\u00e3o geral<\/li>\n<li>aqueles submetidos a proctocolectomia total com bolsa \u00edleo-anal<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>B- <\/strong><strong>Quando:<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s 8 anos de in\u00edcio dos sintomas e a qualquer momento nos pacientes com colangite esclerosante prim\u00e1ria (CEP). Estratificar o risco de CCR nos pacientes com DII para definir o intervalo das colonoscopias.<\/p>\n<p><strong>Alto risco: <\/strong>realizar colonoscopia anual<\/p>\n<ul>\n<li>Inflama\u00e7\u00e3o persistente,<\/li>\n<li>CEP,<\/li>\n<li>familiar Ca coloretal em parente de 1\u00ba grau com &lt; 50 anos<\/li>\n<li>Area\/segmento com in\u00fameros pseudopolipos \u2013 porque dificulta a avalia\u00e7\u00e3o da mucosa<\/li>\n<li>Relato de displasia previa &lt; 5 anos<\/li>\n<li>Aqueles submetidos a proctocolectomia total com bolsa \u00edleo-anal: pacientes com passado de CCR, <em>pouchite<\/em> de repeti\u00e7\u00e3o, passado de displasia<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Risco intermedi\u00e1rio:<\/strong> realizar colonoscopia a cada 2 \u2013 3 anos<\/p>\n<ul>\n<li>Colite endosc\u00f3pica leve<\/li>\n<li>familiar Ca coloretal em parente de 1\u00ba grau com &gt; 50 anos<\/li>\n<li>Relato de displasia previa &gt; 5 anos<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Baixo risco: <\/strong>realizar colonoscopia a cada 5 anos<\/p>\n<ul>\n<li>Doen\u00e7a em remiss\u00e3o por longos per\u00edodos desde a ultima colonoscopia<\/li>\n<li>Mais de 2 colonos consecutivas sem displasia<\/li>\n<li>Colite esquerda<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>C &#8211; Como:<\/strong> Endoscopia de alta defini\u00e7\u00e3o com luz branca, cromoendoscopia com corantes ou cromoendoscopia digital.<\/p>\n<p>Os trabalhos mostram resultados semelhantes entre as 3 t\u00e9cnicas. Manter a cromoendoscopia para os grupos de alto risco. Manter biopsias rand\u00f4micas a cada 10cm nos segmentos colonicos quando a unidade n\u00e3o possuir aparelhos de alta defini\u00e7\u00e3o. Realizar o exame com preparo excelente e em remiss\u00e3o endosc\u00f3pica.<\/p>\n<p>Se for usar a cromoendoscopia com corantes: <u>Azul de metileno 0,1% ou \u00edndigo carmin (0,03-0,5%)<\/u>. Usar cateter spray ou usar o canal de \u00e1gua com pedal. O corante intensifica o relevo, delimita as margens, avalia melhor o tamanho ap\u00f3s a visualiza\u00e7\u00e3o da les\u00e3o e deixa as \u00e1reas displ\u00e1sicas sem colora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diluir o corante em 250ml SF0.9% e come\u00e7ar a corar na retirada do ceco, por segmentos. Aspirar o excesso e avaliar a mucosa corada. Identificando alguma les\u00e3o suspeita, deve-se concentrar mais o corante.<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o ap\u00f3s retirada da les\u00e3o displ\u00e1sica:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>3- 6 meses: <\/strong>displasia de alto grau ou ressec\u00e7\u00e3o incompleta, LST, les\u00f5es &gt;2cm<\/li>\n<li><strong>12 meses: <\/strong>les\u00f5es &gt; 1cm, displasia de baixo grau<\/li>\n<li><strong>24 meses: <\/strong>les\u00f5es &lt; 1cm ou polipos pediculados com displasia de baixo grau<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>PRINCIPAIS SCORES NA DII:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/endoscopiaterapeutica.net\/pt\/escore-de-mayo-retocolite-ulcerativa\/\">escore de Mayo <\/a>\u00e9 simples, f\u00e1cil e o mais utilizado nos estudos. Como limita\u00e7\u00f5es, temos a falta de valida\u00e7\u00e3o, a incapacidade de distin\u00e7\u00e3o entre \u00falceras superficiais e profundas e a classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 &nbsp;baseada no segmento do c\u00f3lon pior avaliado em atividade. Devemos, portanto, fazer uma conclus\u00e3o mais descritiva utilizando o score de Mayo na conclus\u00e3o de forma segmentar.<\/li>\n<\/ul>\n<figure id=\"attachment_17794\" aria-describedby=\"caption-attachment-17794\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17794 size-medium\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/escoremayo-300x275.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"275\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/escoremayo-300x275.jpg 300w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/escoremayo-1024x939.jpg 1024w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/escoremayo-768x704.jpg 768w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/escoremayo.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-17794\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1. Aspectos endosc\u00f3picos Mayo 0 \u2013 4 &#8211;&nbsp; O score 0 e 1 demonstram remiss\u00e3o endosc\u00f3pica e o 2 e 3 atividade<\/figcaption><\/figure>\n<ul>\n<li><strong>O SES-CD<\/strong> foi desenvolvido como uma simplifica\u00e7\u00e3o do CDEIS e tem boa correla\u00e7\u00e3o com o mesmo. Ele inclui quatro vari\u00e1veis (tamanho da \u00falcera, extens\u00e3o da superf\u00edcie ulcerada, extens\u00e3o da superf\u00edcie afetada e estenose) em 5 segmentos do c\u00f3lon. Estudos cl\u00ednicos t\u00eam definido remiss\u00e3o quando o escore se apresenta &lt; 3 .<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17795\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dii2.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"306\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dii2.jpg 567w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dii2-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li><strong>O escore de Rutgeerts<\/strong> \u00e9 usado exclusivamente para avalia\u00e7\u00e3o da recidiva endosc\u00f3pica da doen\u00e7a de Crohn no neo\u00edleo e na &nbsp;anastomose ap\u00f3s ressec\u00e7\u00f5es ileocol\u00f4nicas. O score i0 e i1 retratam remiss\u00e3o endosc\u00f3pica e o i 2,3 e 4: recidiva. Cuidado porque ulcera\u00e7\u00f5es na linha da anastomose exclusivamente muitas vezes s\u00e3o isqu\u00eamicas e n\u00e3o significam atividade.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17796\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dii3.jpg\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dii3.jpg 567w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/dii3-300x141.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/p>\n<p><strong>Todos esses scores podem ser acessados facilmente pelo seu <em>smarthphone<\/em> no aplicativo do Gediib, com c\u00e1lculo imediato do score final e de f\u00e1cil preenchimento: \u00e9 s\u00f3 baixar no seu celular o aplicativo: <em>GEDIIB SCORES<\/em> &nbsp;e come\u00e7ar a usar sem precisar decorar!<\/strong><\/p>\n<p>Referencias:<\/p>\n<ul>\n<li><em>Laine L, Kaltenbach T, Barkun A, et al. Gastroenterology. 2015;148:639\u2013651<\/em><\/li>\n<li><em>AGA Expert Review: Dysplasia in IBD;Gastroenterology 2021,161:1043-51<\/em><\/li>\n<li>Jordan E. Axelrad and David T. Rubin, The Management of Colorectal Neoplasia in Patients With Inflammatory Bowel Disease Clinical Gastroenterology and Hepatology 2024;22:1181\u20131185<\/li>\n<li>Bo Shen, Maria T. Abreu, Erica R. Cohen, Francis A. Farraye,&nbsp; Monika Fischer,&nbsp; Paul Feuerstadt, Saurabh Kapur, Huaibin M. Ko,&nbsp; Gursimran S. Kochhar,&nbsp; Xiuli Liu,&nbsp; Uma Mahadevan,&nbsp; Deborah L. McBride,&nbsp; Udayakumar Navaneethan, Miguel Regueiro Tim Ritter, Prateek Sharma,&nbsp; Gary R. Lichtenstein, Endoscopic diagnosis and management of adult inflammatory bowel disease: a consensus document from the American Society for Gastrointestinal Endoscopy IBD Endoscopy Consensus Panel Prepared by: THE ASGE IBD ENDOSCOPY CONSENSUS PANEL; Volume 101, No.2: 2025 GASTROINTESTINAL ENDOSCOPY 295.<\/li>\n<li>Limdi JK, Picco M, Farraye FA, A Review of endoscopic scoring systems and their importance in a \u201ctreat to target\u201d approach in inflammatory bowel disease. Gastrointestinal Endoscopy 2020 Apr;91(4):733-745.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Ana Teresa Pugas Carvalho Prof. Titular e Coordenadora da Disciplina de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do HUPE da UERJ; Chefe do ambulat\u00f3rio de DII da UERJ INDICA\u00c7\u00c3O DE EXAME ENDOSC\u00d3PICO NA DII E INTERVALOS: No 1\u00ba exame do diagnostico, sempre alcan\u00e7ando o \u00edleo, descrevendo as principais altera\u00e7\u00f5es e realizando pelo menos 4 biopsias do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17798,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[58],"tags":[],"class_list":["post-17793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-revisoes-sobedrj"],"aioseo_notices":[],"gutentor_comment":0,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17793"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17793\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17797,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17793\/revisions\/17797"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17798"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}