{"id":17870,"date":"2025-06-10T14:24:22","date_gmt":"2025-06-10T17:24:22","guid":{"rendered":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=17870"},"modified":"2025-06-11T15:07:22","modified_gmt":"2025-06-11T18:07:22","slug":"capsula-endoscopica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2025\/06\/10\/capsula-endoscopica\/","title":{"rendered":"C\u00e1psula endosc\u00f3pica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Autoras:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>B\u00e1rbara Cathala Esberard<\/strong><br \/>\nM\u00e9dica da Disciplina de Gastroenterologia e Endoscopia do Hupe\/ UERJ; supervisora do ambulat\u00f3rio de DII da UERJ, Mestre em Ci\u00eancias m\u00e9dicas pela UERJ, Membro Titular da SOBED, FBG e GEDIIB<\/li>\n<li><strong>Fabiana Sartore<\/strong><br \/>\nMembro titular da SOBED; M\u00e9dica servi\u00e7o de endoscopia Hospital Samaritano Botafogo; M\u00e9dica Servi\u00e7o de endoscopia Casa de Sa\u00fade S\u00e3o Jos\u00e9<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>C\u00e1psula endosc\u00f3pica<\/strong>:<\/p>\n<p>Dispositivo que disp\u00f5e de microc\u00e2mera capaz de fazer sequ\u00eancias de fotos, permitindo a n\u00edtida visualiza\u00e7\u00e3o da mucosa. Exame padr\u00e3o ouro para a avalia\u00e7\u00e3o da mucosa do intestino delgado de forma n\u00e3o invasiva.<\/p>\n<p><strong>Objetivo:<\/strong><\/p>\n<p>Diagnosticar doen\u00e7as do intestino delgado localizadas entre a papila de Vater e a v\u00e1lvula ileocecal, segmento longo e de dif\u00edcil acesso do trato gastrointestinal (TGI).<\/p>\n<p><strong>Contraindica\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Obstru\u00e7\u00e3o\/ suboclus\u00e3o intestinal conhecida: contraindica\u00e7\u00e3o absoluta<\/li>\n<li>Suspeita de obstru\u00e7\u00e3o intestinal ou f\u00edstula: realizar exame de imagem (enterografia por RM ou TC) ou c\u00e1psula de pat\u00eancia previamente<\/li>\n<li>Hemorragia maci\u00e7a: por dificuldade na identifica\u00e7\u00e3o da causa do sangramento<\/li>\n<li>Anatomia alterada (Y Roux): enteroscopia assistida deve ser 1\u00aa escolha<\/li>\n<li>Gesta\u00e7\u00e3o: faltam estudos<\/li>\n<li>Marcapasso, dispositivos eletromagn\u00e9ticos implant\u00e1veis: n\u00e3o s\u00e3o mais considerados contraindica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Dificuldade de degluti\u00e7\u00e3o: n\u00e3o \u00e9 uma contraindica\u00e7\u00e3o, pois a c\u00e1psula pode ser posicionada por um dispositivo diretamente no duodeno<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17871 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/figura-1.jpg\" alt=\"\" width=\"138\" height=\"100\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 1 (arquivo pessoal): dispositivo para posicionamento da c\u00e1psula por endoscopia<\/h6>\n<p><strong>Quando indicar?<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Sangramento de origem obscura (sangramento do intestino m\u00e9dio), incluindo a anemia ferropriva<\/li>\n<li>Doen\u00e7a de Crohn<\/li>\n<li>Suspeita de tumores do delgado e acompanhamento de s\u00edndromes polipoides<\/li>\n<li>S\u00edndromes disabsortivas<\/li>\n<li>Doen\u00e7as inflamat\u00f3rias e infecciosas<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Qual o preparo para o exame?<\/strong><\/p>\n<p>O preparo varia de acordo com o servi\u00e7o, mas \u00e9 indispens\u00e1vel o jejum de 8h. \u00c9 sugerida dieta sem res\u00edduo e clara na v\u00e9spera do exame, associada \u00e0 simeticona. Pode-se associar laxantes osm\u00f3ticos. Na nossa experi\u00eancia, evitamos manitol, pois o l\u00edquido intestinal fica escuro. O uso de procin\u00e9ticos tem efeito de acelerar a sa\u00edda da c\u00e1psula do est\u00f4mago.<\/p>\n<p><strong>Como iniciar o exame?<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o jejum, coloca-se um cinto no abdome do paciente que est\u00e1 ligado ao gravador de imagem e a c\u00e1psula \u00e9 engolida com \u00e1gua e simeticona.<\/p>\n<p>Pode-se posicionar a c\u00e1psula por endoscopia nos casos de incapacidade de degluti\u00e7\u00e3o, volumosas h\u00e9rnias de hiato e nos portadores de anatomia alterada.<\/p>\n<p>Oficialmente, o exame come\u00e7a quando a c\u00e1psula alcan\u00e7a o duodeno. O paciente deve permanecer na cl\u00ednica \/ambulat\u00f3rio durante esse per\u00edodo. Na nossa pr\u00e1tica, caso a c\u00e1psula permane\u00e7a no est\u00f4mago durante 60 minutos, administramos procin\u00e9tico oral e ap\u00f3s 120 minutos, realizamos endoscopia para posicionar a c\u00e1psula no duodeno, reduzindo o risco de um estudo incompleto.<\/p>\n<p><strong>Quando encerrar o exame?<\/strong><\/p>\n<p>O exame termina quando a c\u00e1psula alcan\u00e7a o c\u00f3lon, que pode ser avaliado pelo real time do gravador, ao t\u00e9rmino da bateria (cerca de 12h) ou caso o paciente identifique a elimina\u00e7\u00e3o da c\u00e1psula nas fezes.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 c\u00e1psula de pat\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>Dispositivo formado por b\u00e1rio e lactose que tem mesma dimens\u00e3o e peso da c\u00e1psula endosc\u00f3pica e \u00e9 radiopaco. Permite avalia\u00e7\u00e3o de estenoses do intestino delgado, prevenindo a reten\u00e7\u00e3o da c\u00e1psula. S\u00e3o realizadas radiografias de abdome seriadas para acompanhar sua elimina\u00e7\u00e3o. Caso n\u00e3o alcance o c\u00f3lon em 30h, o material dissolve e est\u00e1 confirmada a presen\u00e7a de estenose.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17872 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig2e3.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig2e3.jpg 500w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig2e3-300x145.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figuras 2 e 3 (arquivo pessoal): c\u00e1psula de pat\u00eancia e identifica\u00e7\u00e3o por radiografia<\/h6>\n<p><strong>Como iniciar a pr\u00e1tica de c\u00e1psula endosc\u00f3pica? O que as sociedades m\u00e9dicas recomendam?<\/strong><\/p>\n<p>Ter experi\u00eancia pr\u00e9via em endoscopia e colonoscopia.<\/p>\n<p>Participa\u00e7\u00e3o em cursos: 50% hands-on.<\/p>\n<p>Realizar exames supervisionados por endoscopista experiente:<\/p>\n<ul>\n<li>ESGE: 30-50 exames supervisionados<\/li>\n<li>ASGE: m\u00ednimo 20 exames supervisionados<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nossa sugest\u00e3o: assistir v\u00eddeos curtos, acompanhar todo o procedimento, discutindo indica\u00e7\u00f5es, contraindica\u00e7\u00f5es, riscos, achados dos exames e correla\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Treinar normatiza\u00e7\u00e3o de laudos.<\/p>\n<p><strong>Como elaborar um bom laudo de enteroscopia por c\u00e1psula?<\/strong><\/p>\n<p>Utilizar escores e classifica\u00e7\u00f5es bem definidos:<\/p>\n<ul>\n<li>Classifica\u00e7\u00e3o de Saurin para portencial hemorr\u00e1gico (P0-3)<\/li>\n<li>Classifica\u00e7\u00e3o de Yano-Yamamoto para les\u00f5es vasculares do delgado<\/li>\n<li>Capsule Endoscopy Crohn\u2019s Disease ActivityIndex (CECDAI)<\/li>\n<li>Classifica\u00e7\u00e3o SPICE (Smooth Protruding lesion Indexat Capsule Endoscopy), para diferenciar les\u00e3o protusa (prega inocente x les\u00e3o subepitelial)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Estabelecer a relev\u00e2ncia cl\u00ednica dos achados no sangramento. O laudo define se o paciente ser\u00e1 encaminhado para endoscopia terap\u00eautica, cirurgia ou seguir\u00e1 em acompanhamento cl\u00ednico.<\/p>\n<p>Estimativa de localiza\u00e7\u00e3o (tempo de tr\u00e2nsito do delgado): auxilia a terap\u00eautica.<\/p>\n<p><strong>Sangramento do intestino m\u00e9dio:<\/strong><\/p>\n<p>Corresponde entre 5-10% das causas de sangramento do TGI. Pode se apresentar com sangramento oculto ou vis\u00edvel. Neste caso h\u00e1 maior acur\u00e1cia do exame se realizado em at\u00e9 48h do sangramento.<\/p>\n<p>CE \u00e9 o exame de primeira linha na investiga\u00e7\u00e3o do sangramento do intestino m\u00e9dio para pacientes est\u00e1veis hemodinamicamente e sem suspeita de obstru\u00e7\u00e3o intestinal. O termo sangramento obscuro fica reservado aos casos em que a etiologia n\u00e3o foi identificada ap\u00f3s toda a avalia\u00e7\u00e3o do TGI.<\/p>\n<p>Repetir EDA e colono deve ser considerada conforme achados cl\u00ednicos e qualidade dos exames realizados. O guideline japon\u00eas sugere a realiza\u00e7\u00e3o de tomografia de abdome antes da CE.<\/p>\n<p>Em pacientes acima de 60 anos, as angioectasias s\u00e3o a principal causa do sangramento e as doen\u00e7as inflamat\u00f3rias predominam nos pacientes abaixo de 40 anos. Les\u00e3o de Dieulafoy e neoplasias est\u00e3o na 2a e 3a posi\u00e7\u00e3o para os dois grupos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17873 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig4e5.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig4e5.jpg 500w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig4e5-300x145.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figuras 4 e 5 (arquivo pessoal): angioectasias (Yano 1b)<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17874 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig6.jpg\" alt=\"\" width=\"194\" height=\"185\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 6 (arquivo pessoal). Les\u00e3o de Dieulafoy com sangramento ativo (Yano 2b)<\/h6>\n<p><strong>Divert\u00edculo de Meckel (DM):<\/strong><\/p>\n<p>Pacientes jovens com sangramento maci\u00e7o, considerar DM com mucosa g\u00e1strica ect\u00f3pica ulcerada. O diagn\u00f3stico pode ser feito por cintilografia com Tc99 pertecnetato, c\u00e1psula endosc\u00f3pica ou enteroscopia assistida por bal\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17875 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig789.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig789.jpg 500w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig789-300x145.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figuras 7,8 e 9 (arquivo pessoal): DM identificado pela c\u00e1psula, \u00falcera em mucosa g\u00e1strica ect\u00f3pica; pe\u00e7a cir\u00fargica<\/h6>\n<p><strong>Doen\u00e7a de Crohn (DC):<\/strong><\/p>\n<p>A CE pode ser utilizada para o diagn\u00f3stico da DC, an\u00e1lise da sua extens\u00e3o e controle de cicatriza\u00e7\u00e3o da mucosa ap\u00f3s o tratamento. Quadro cl\u00ednico sugestivo associado a marcadores inflamat\u00f3rios aumentam a chance de enteroscopia positiva.<\/p>\n<p>Exames de imagem como enterografia por RM ou TC t\u00eam a capacidade de avaliar o componente extra luminal da DC e afastam estenoses ou f\u00edstulas. Na suspeita de estenose, podemos utilizar exame de imagem ou a c\u00e1psula de pat\u00eancia.<\/p>\n<p>A CE \u00e9 superior que os exames de imagem para a identifica\u00e7\u00e3o das les\u00f5es proximais e les\u00f5es superficiais da mucosa. Em casos selecionados, o diagn\u00f3stico da DC \u00e9 feito apenas pela enteroscopia por c\u00e1psula.<\/p>\n<p>Escores endosc\u00f3picos utilizados: Lewis e o CECDAI.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17876 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1011121314.jpg\" alt=\"\" width=\"303\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1011121314.jpg 303w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1011121314-300x297.jpg 300w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1011121314-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 303px) 100vw, 303px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figuras 10, 11, 12 e 13 (arquivo pessoal): doen\u00e7a de Crohn em atividade<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17877 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig14.jpg\" alt=\"\" width=\"136\" height=\"136\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 14 (arquivo pessoal): doen\u00e7a de Crohn em cicatriza\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17878 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig15.jpg\" alt=\"\" width=\"136\" height=\"136\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 15 (arquivo pessoal): estenose na doen\u00e7a de Crohn<\/h6>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico diferencial das doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais do delgado:<\/strong><\/p>\n<p>Infec\u00e7\u00e3o por citomegalov\u00edrus (CMV), enteropatia por AINEs, Doen\u00e7a de Beh\u00e7et<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17879 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1617.jpg\" alt=\"\" width=\"341\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1617.jpg 341w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1617-300x163.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figuras 16 e 17 (arquivo pessoal): les\u00f5es por antiinflamat\u00f3rios<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17880 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig18.jpg\" alt=\"\" width=\"159\" height=\"155\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 18 (arquivo pessoal): \u00falcera por CMV<\/h6>\n<p><strong>Poliposes com acometimento no intestino delgado:<\/strong><\/p>\n<p>A polipose adenomatosa familiar apresenta risco aumentado de neoplasia no delgado, principalmente no duodeno. CE est\u00e1 indicada na presen\u00e7a de escore de Spilgeman III ou IV durante a endoscopia digestiva alta, para pacientes sintom\u00e1ticos ou em pr\u00e9-operat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A S\u00edndorme de Peutz- Jeghers, doen\u00e7a autoss\u00f4mica dominante, cursa com p\u00f3lipos hamartomatosos em todo o TGI (exceto o es\u00f4fago) e les\u00f5es mucocut\u00e2neas t\u00edpicas. Os p\u00f3lipos do delgado aparecem na inf\u00e2ncia e a primeira intussuscep\u00e7\u00e3o ocorre por volta dos 16 anos, com indica\u00e7\u00e3o de cirurgia. Endoscopia digestiva alta, colonoscopia e estudo do delgado est\u00e3o indicados a partir dos 8 anos com seguimento a cada 2-3 anos para os assintom\u00e1ticos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17881 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1921.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1921.jpg 320w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig1921-300x281.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figuras 19, 20, 21 e 22 (arquivo pessoal): S. Peutz Jeghers<\/h6>\n<p><strong>Tumores do delgado:<\/strong><\/p>\n<p>Tumores malignos mais frequentes:<\/p>\n<ul>\n<li>Tumores neuroend\u00f3crinos (TNE)<\/li>\n<li>Adenocarcinoma \u2013 mais comum no duodeno<\/li>\n<li>Linfoma<\/li>\n<li>Les\u00f5es metast\u00e1ticas: melanoma, pulm\u00e3o, ov\u00e1rio, est\u00f4mago e c\u00f3lon<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17882 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig2326.jpg\" alt=\"\" width=\"521\" height=\"138\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig2326.jpg 521w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig2326-300x79.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figuras 23, 24, 25 e 26 (arquivo pessoal): TNE identificado por CE e durante cirurgia<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17883 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig27.jpg\" alt=\"\" width=\"139\" height=\"138\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 27 (arquivo pessoal): adenocarcinoma<\/h6>\n<p>Tumores benignos:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17884 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig28.jpg\" alt=\"\" width=\"139\" height=\"138\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 28 (arquivo pessoal): GIST<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17885 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig2930.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"147\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figuras 29 e 30 (arquivo pessoal): tumor miofibrobl\u00e1stico inflamat\u00f3rio ulcerado<\/h6>\n<p><strong>S\u00edndromes disabsortivas refrat\u00e1rias:<\/strong><\/p>\n<p>A CE pode ser indicada para casos de doen\u00e7a cel\u00edaca refrat\u00e1ria, n\u00e3o s\u00f3 para avalia\u00e7\u00e3o da mucosa em toda extens\u00e3o, mas para avalia\u00e7\u00e3o de complica\u00e7\u00f5es como linfoma e adenocarcinoma do delgado. Tamb\u00e9m pode auxiliar no diagn\u00f3stico diferencial, de outras s\u00edndromes disabsortivas como a Doen\u00e7a de Whipple, a doen\u00e7a linfoproliferativa do intestino delgado (IPSID) e a macroglobulinemia de Waldenstron.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17886 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fig31.jpg\" alt=\"\" width=\"147\" height=\"147\"><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 31: macroglobulinemia de Waldenstron<\/h6>\n<p>Refer\u00eancias :<\/p>\n<p>1 &#8211; Mishkin DS, et al. Technology Assessment Committee, American Society for Gastrointestinal.Endoscopy. ASGE Technology Status Evaluation Report: wireless capsule endoscopy. Gastrointest Endosc. 2006 Apr;63(4):539-45.<\/p>\n<p>2 &#8211; Mizutani Y, et al. Specific characteristics of hemorrhagic Meckel&#8217;s diverticulum at double-balloon endoscopy. Endosc Int Open. 2017 Jan;5(1):E35-E40.<\/p>\n<p>3 &#8211; Paredes A, Esberard BC. Doen\u00e7a de Crohn do intestino delgado. In: Averbach M. SOBED &#8211; Tratado Ilustrado de Endoscopia Digestiva. 2024. Thieme Revinter. Cap. 54.<\/p>\n<p>4 &#8211; Rondonotti E, et al. Small-bowel capsule endoscopy and device-assisted enteroscopy for diagnosis and treatment of small-bowel disorders: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) Technical Review. Endoscopy. 2018 Apr;50(4):423-446.<\/p>\n<p>5 &#8211; Rosa, B.,et al. Scoring systems in clinical small-bowel capsule endoscopy: all you need to know! Endoscopy International Open. 2021; 9(6):C6.<\/p>\n<p>6 &#8211; Sidhu Reena et al. Small-bowel endoscopy curriculum. Endoscopy 2020; 52<\/p>\n<p>7 &#8211; Spada Cristiano et al. Small-bowel endoscopy: ESGE performance measures. Endoscopy 2019; 51.<\/p>\n<p>8 &#8211; Van Leerdam M et al.ESGE &#8211; Endoscopic management of polyposis syndromes. Endoscopy2019;51:877\u201395.<\/p>\n<p>9 &#8211; Yamamoto H et al.Clinical Guidelines for diagnosis and management of PJS in children and adults. 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