{"id":1836,"date":"2016-03-01T11:11:39","date_gmt":"2016-03-01T11:11:39","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=1836"},"modified":"2016-03-01T13:05:35","modified_gmt":"2016-03-01T13:05:35","slug":"estudo-revela-existencia-de-4-tipos-de-cancer-de-pancreas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2016\/03\/01\/estudo-revela-existencia-de-4-tipos-de-cancer-de-pancreas\/","title":{"rendered":"Estudo revela exist\u00eancia de 4 tipos de c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1837\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cancer_pancreas-300x180.jpg\" alt=\"cancer_pancreas\" width=\"300\" height=\"180\" \/>fonte: O Globo<\/p>\n<p>Considerado um dos tumores mais agressivos e de dif\u00edcil diagn\u00f3stico, o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 tamb\u00e9m mais complexo do que se imaginava. Um novo estudo publicado na revista \u201cNature\u201d mostra que a doen\u00e7a, at\u00e9 hoje abordada de forma \u00fanica, tem na verdade quatro subtipos, cada qual com diferentes gatilhos gen\u00e9ticos e taxas de sobrevida. Conhecer esta classifica\u00e7\u00e3o pode levar a melhorias na detec\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento de rem\u00e9dios mais adequados para cada paciente.<\/p>\n<p>O levantamento, capitaneado por pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austr\u00e1lia, examinou 456 casos de tumores do p\u00e2ncreas. Foram identificados 32 genes que passam por muta\u00e7\u00f5es que danificam o tecido do \u00f3rg\u00e3o. A an\u00e1lise desses genes revelou quatro subtipos do c\u00e2ncer \u2014 escamosos, progenitores pancre\u00e1ticos, imunog\u00eanicos e de c\u00e9lulas aberrantes diferenciadas end\u00f3crinas e ex\u00f3crinas (Adex).<\/p>\n<p>Principal autor do estudo e pesquisador do Instituto de Bioci\u00eancia Molecular em Melbourne, Sean Grimmond alerta para a necessidade de obter mais informa\u00e7\u00f5es sobre as pouco conhecidas causas gen\u00e9ticas do tumor pancre\u00e1tico, j\u00e1 que a maioria dos pacientes vive s\u00f3 alguns meses ap\u00f3s o diagn\u00f3stico. Acredita-se que este ser\u00e1 o segundo tipo de c\u00e2ncer mais comum nos pa\u00edses ocidentais na pr\u00f3xima d\u00e9cada, atr\u00e1s apenas do tumor de pulm\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 O modelo de tratamento para o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas n\u00e3o mudou muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u2014 conta Grimmond, acrescentando que a taxa de sobrevida de dez anos \u00e9 vista em apenas 1% dos casos. \u2014 H\u00e1 muitas op\u00e7\u00f5es de quimioterapia, mas normalmente n\u00e3o s\u00e3o seletivas. \u00c9 como combater a doen\u00e7a de olhos fechados. Se soubermos o subtipo do paciente, o m\u00e9dico ter\u00e1 mais recomenda\u00e7\u00f5es para o tratamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de descobrir os quatro subtipos, a equipe de Grimmond identificou dez vias gen\u00e9ticas que transformam o tecido pancre\u00e1tico normal em cancer\u00edgeno. Alguns destes processos est\u00e3o relacionados a outros \u00f3rg\u00e3os, como a bexiga e o pulm\u00e3o \u2014 assim, o tratamento do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas poderia se aproveitar de rem\u00e9dios que, hoje, s\u00e3o destinados a doen\u00e7as de outras partes do organismo.<\/p>\n<p>\u2014 Algumas linhagens de c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas t\u00eam uma associa\u00e7\u00e3o inesperada com muta\u00e7\u00f5es normalmente relacionadas ao c\u00e2ncer de c\u00f3lon ou \u00e0 leucemia, por exemplo, doen\u00e7as para as quais j\u00e1 existem drogas experimentais dispon\u00edveis \u2014 explica o pesquisador.<\/p>\n<p>O oncologista Fernando Meton destaca que, no in\u00edcio, o c\u00e2ncer era tratado pela anatomia \u2014 a cada \u00f3rg\u00e3o era destinado um determinado rem\u00e9dio, sem outra discrimina\u00e7\u00e3o. Hoje, no entanto, j\u00e1 se sabe que os tumores t\u00eam \u201csobrenome e um n\u00famero de identidade\u201d. Suas caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas, que n\u00e3o eram analisadas, s\u00e3o cruciais para que os m\u00e9dicos acompanhem o comportamento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2014 O estudo mostra a import\u00e2ncia em tratar as altera\u00e7\u00f5es moleculares \u2014 ressalta Meton, diretor m\u00e9dico do Grupo Cl\u00ednicas Oncol\u00f3gicas Integradas. \u2014 Desta forma conseguiremos investir em uma quimioterapia que ataque somente as c\u00e9lulas problem\u00e1ticas e que passam por muta\u00e7\u00f5es, poupando as saud\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>AVAN\u00c7O NA MEDICINA ESPECIALIZADA<\/strong><\/p>\n<p>Professor do Instituto de Bioqu\u00edmica M\u00e9dica da UFRJ, Jerson Lima Silva avalia que a maior contribui\u00e7\u00e3o do estudo foi mostrar como a separa\u00e7\u00e3o dos tipos de c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas pode levar a avan\u00e7os m\u00e9dicos semelhantes aos vistos no combate de outros tumores.<\/p>\n<p>\u2014 Ao analisar as muta\u00e7\u00f5es dos genes, os pesquisadores viram como alguns tumores t\u00eam semelhan\u00e7as com grupos como os de c\u00e2ncer de c\u00f3lon ou pulm\u00e3o, entre tantos outros. Desta forma, podemos redirecionar a terapia para investir em tratamentos pr\u00f3prios, a chamada medicina individualizada.<\/p>\n<p>No Brasil, o tumor pancre\u00e1tico \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 2% de todos os tipos de c\u00e2ncer diagnosticados e por 4% das mortes pela doen\u00e7a \u2014 8.710 pessoas \u2014 segundo dados do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo Considerado um dos tumores mais agressivos e de dif\u00edcil diagn\u00f3stico, o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 tamb\u00e9m mais complexo do que se imaginava. 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