{"id":1839,"date":"2016-03-01T11:25:36","date_gmt":"2016-03-01T11:25:36","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=1839"},"modified":"2016-03-01T13:05:30","modified_gmt":"2016-03-01T13:05:30","slug":"manter-tumor-sob-controle-e-melhor-que-mata-lo-diz-estudo-com-roedores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2016\/03\/01\/manter-tumor-sob-controle-e-melhor-que-mata-lo-diz-estudo-com-roedores\/","title":{"rendered":"Manter tumor sob controle \u00e9 melhor que mat\u00e1-lo, diz estudo com roedores"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>O tratamento tradicional do c\u00e2ncer que \u00e9 feito nos \u00faltimos 60 anos pode estar com os dias contados. Essa terapia envolve submeter o paciente \u00e0 maior dose toler\u00e1vel de radia\u00e7\u00e3o ou quimioterapia com o objetivo de matar o maior n\u00famero poss\u00edvel de c\u00e9lulas cancerosas.<\/p>\n<p>Mas uma alternativa, a chamada terapia adaptativa, baseada nos princ\u00edpios da evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, mostrou agora que \u00e9 poss\u00edvel obter melhores resultados. Ela basicamente usa doses menores e frequentes da droga e, mantendo o tumor sob controle.<\/p>\n<p>O estudo, feito em camundongos com c\u00e2ncer de mama, foi liderado por Robert Gatenby, do Instituto de Pesquisa e Centro do C\u00e2ncer H. Lee Moffitt, de Tampa, Fl\u00f3rida (EUA), e est\u00e1 publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista &#8220;Science Translational Medicine&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Estrat\u00e9gias de tratamento convencional do c\u00e2ncer presumem que o benef\u00edcio m\u00e1ximo ao paciente \u00e9 conseguido atrav\u00e9s de matar o maior n\u00famero de c\u00e9lulas de tumor. No entanto, atrav\u00e9s da elimina\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas sens\u00edveis \u00e0 terapia, esta estrat\u00e9gia acelera a emerg\u00eancia de c\u00e9lulas resistentes que proliferam sem oposi\u00e7\u00e3o por parte de competidores, um fen\u00f4meno evolutivo chamado &#8216;libera\u00e7\u00e3o competitiva'&#8221;, escrevem os autores do artigo.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, com a quimioterapia tradicional o tumor \u00e9 quase todo destru\u00eddo, mas sobraram c\u00e9lulas resistentes que voltaram a faz\u00ea-lo progredir.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ent\u00e3o testaram um enfoque distinto. Depois de estabilizar o tumor em um &#8220;plat\u00f4&#8221;, eles passaram a usar doses menores e mais frequentes da droga quimioter\u00e1pica. O objetivo era manter uma popula\u00e7\u00e3o est\u00e1vel de c\u00e9lulas sens\u00edveis \u00e0 droga, mas que competem com mais efici\u00eancia pelo substrato do organismo do que suas rivais resistentes.<\/p>\n<p>Resistir a drogas significa um toma-l\u00e1-d\u00e1-c\u00e1 evolutivo. O clone resistente gasta mais energia para produzir, manter e fazer funcionar as &#8220;bombas&#8221; nas membranas que eliminam a droga da c\u00e9lula.<\/p>\n<p>Foram testados dos tipos de c\u00e2ncer de mama nos camundongos, que foram tratados com a droga paclitaxel, que \u00e9 usada em humanos h\u00e1 cerca de vinte anos.<\/p>\n<p>Os cientistas usaram a terapia convencional e duas vers\u00f5es da terapia adaptativa -deixando de dar a droga quando o tumor estava est\u00e1vel, ou ajustando a dosagem continuamente em sequ\u00eancia. Esse \u00faltimo enfoque deu os melhores resultados.<\/p>\n<p>&#8220;Entre 60% a 80% dos animais, o cont\u00ednuo decl\u00ednio no tamanho do tumor permitiu intervalos t\u00e3o longos quanto v\u00e1rias semanas em que o tratamento n\u00e3o foi necess\u00e1rio&#8221;, afirmam Gatenby e colegas.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 coisas curiosas na oncologia. As drogas mudam ao longo tempo. Podem ser melhor toleradas e seu uso pode mudar&#8221;, diz o oncologista brasileiro Max Mano, m\u00e9dico titular de oncologia no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas e professor-assistente da Faculdade de Medicina da USP.<\/p>\n<p>Ele lembra que no come\u00e7o do uso da paclitaxel, a dose usada inicialmente no c\u00e2ncer de mama era de 175 miligramas por m2 da paciente (isto \u00e9, seu peso e altura), a cada 21 dias. J\u00e1 na d\u00e9cada de 2000 v\u00e1rios estudos mostraram que era melhor usar uma dose menor, de 80 mg\/m2, semanalmente. A droga assim administrada era inclusive melhor tolerada.<\/p>\n<p>&#8220;Esse estudos nos EUA contribui para dar explica\u00e7\u00f5es para esses fen\u00f4menos&#8221;, diz Mano.<\/p>\n<p>&#8220;Essa nova vis\u00e3o ecol\u00f3gica apoiada por evid\u00eancia experimental&#8221;, escreveu Giannoula L. Klement, da Universidade Tufts (Boston), na mesma edi\u00e7\u00e3o da revista cient\u00edfica, &#8220;tamb\u00e9m explica observa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas pouco compreendidas, como a dorm\u00eancia de tumores, ou seus padr\u00f5es de dissemina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<div class=\"moveable_w\" data-element-id=\"particle_2d1814ae-07f6-488a-85c6-159da9413318\" data-object-id=\"2d1814ae-07f6-488a-85c6-159da9413318\" data-object-type=\"particle\">\n<div class=\"maintitle\">\n<div class=\"innertext\" data-placeholder=\"\">\n<div class=\"__ig-font-size-multiplier\">\n<p><strong>QUIMIOTERAPIA EVOLUTIVA<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"moveable_w\" data-element-id=\"particle_0a122fa5-9a5b-4399-8096-ea64a0a3a9d7\" data-object-id=\"0a122fa5-9a5b-4399-8096-ea64a0a3a9d7\" data-object-type=\"particle\">\n<div id=\"particle_0a122fa5-9a5b-4399-8096-ea64a0a3a9d7\" class=\"moveable particle body-text ig-theme-group-text\">\n<div class=\"bodytext\">\n<div class=\"innertext\" data-placeholder=\"\">\n<p>TRATAMENTO CONVENCIONAL<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3886\" src=\"http:\/\/ciperj.org\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cancer_roedor.jpg\" alt=\"cancer_roedor\" width=\"620\" height=\"437\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A quimioterapia tradicional se baseia na m\u00e1xima dose toler\u00e1vel pelo paciente para matar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de c\u00e9lulas cancerosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O princ\u00edpio b\u00e1sico da terapia \u00e9 destruir as c\u00e9lulas tumorais agindo durante a divis\u00e3o celular. Quando a c\u00e9lula vai se multiplicar, sofre a a\u00e7\u00e3o da droga e o processo \u00e9 interrompido.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3887\" src=\"http:\/\/ciperj.org\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cancer_roedor_2.jpg\" alt=\"cancer_roedor_2\" width=\"620\" height=\"331\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O problema \u00e9 que o rem\u00e9dio tamb\u00e9m ataca o que n\u00e3o deveria, como tecidos e c\u00e9lulas saud\u00e1veis, como c\u00e9lulas epiteliais, intestinais, reprodutivas e os fol\u00edculos pilosos, respons\u00e1veis pelo crescimento do cabelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Al\u00e9m disso, outro problema \u00e9 que a terapia pode n\u00e3o eliminar c\u00e9lulas resistentes, que voltam a se reproduzir, perpetuando a exist\u00eancia do tumor.<\/p>\n<p><b>NOVA T\u00c9CNICA<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>Uma nova abordagem, testada em camundongos com c\u00e2ncer de mama, usa um enfoque \u201cevolutivo\u201d para ajustar a dose da droga de acordo com o seu efeito no tumor<\/p>\n<p><b>Os cientistas testaram duas abordagens diferentes:<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3888\" src=\"http:\/\/ciperj.org\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/cancer_roedor_3.jpg\" alt=\"cancer_roedor_3\" width=\"620\" height=\"257\" \/><\/p>\n<p><b>Tratamento convencional<\/b><\/p>\n<p>A quimioterapia tradicional geralmente diminui os tumores de mama, mas pode ser que eles voltem assim que o tratamento acaba.<\/p>\n<p><b>Tratamento \u201cadaptativo\u201d<\/b><\/p>\n<p>Em outra abordagem, os pesquisadores usaram uma dose inicial mais alta seguida por doses progressivamente menores e frequentes de acordo com a resposta do tumor.<\/p>\n<p>A ideia dessa \u201cterapia adaptativa\u201d \u00e9 estabilizar o tumor ao manter um n\u00famero de c\u00e9lulas cancerosas n\u00e3o resistentes que suprimem o crescimento de outras c\u00e9lulas, resistentes \u00e0 quimioterapia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP O tratamento tradicional do c\u00e2ncer que \u00e9 feito nos \u00faltimos 60 anos pode estar com os dias contados. 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