{"id":2036,"date":"2016-04-18T12:39:13","date_gmt":"2016-04-18T12:39:13","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=2036"},"modified":"2016-04-18T13:39:09","modified_gmt":"2016-04-18T13:39:09","slug":"tumor-e-reclassificado-como-benigno-e-deve-reduzir-retirada-da-tireoide","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2016\/04\/18\/tumor-e-reclassificado-como-benigno-e-deve-reduzir-retirada-da-tireoide\/","title":{"rendered":"Tumor \u00e9 reclassificado como benigno e deve reduzir retirada da tireoide"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1773\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/celulas_cancer-300x198.jpg\" alt=\"celulas_cancer\" width=\"300\" height=\"198\" \/>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Um tumor de tireoide que hoje responde por 20% dos casos de c\u00e2ncer nessa gl\u00e2ndula foi reclassificado e agora passa a ser considerado uma les\u00e3o benigna. Ou seja, deixou de ser c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Com isso, 46 mil pessoas que s\u00e3o diagnosticadas por ano com esse tipo de tumor no mundo passar\u00e3o a ser poupadas da remo\u00e7\u00e3o completa da tireoide e da iodoterapia (um tipo de radioterapia), que \u00e9 atualmente o tratamento padr\u00e3o nesses casos.<\/p>\n<p>A reclassifica\u00e7\u00e3o foi feita por um painel internacional de especialistas, composto por 24 patologistas de sete pa\u00edses (dentre eles o Brasil), dois endocrinologistas, um cirurgi\u00e3o da tireoide, um psiquiatra e uma paciente.<\/p>\n<p>O estudo que embasou a mudan\u00e7a foi publicado nesta quinta (14) na revista cient\u00edfica &#8220;Jama Oncology&#8221;.<\/p>\n<p>Chamado de &#8220;variante encapsulada folicular do carcinoma papilar da tireoide (EFVPTC, na sigla em ingl\u00eas)&#8221;, o tumor reclassificado \u00e9 um pequeno n\u00f3dulo na tireoide que est\u00e1 cercado por uma c\u00e1psula de tecido fibroso. O n\u00facleo se parece com um c\u00e2ncer, mas as c\u00e9lulas n\u00e3o ultrapassam o inv\u00f3lucro.<\/p>\n<p>Portanto, a cirurgia para a retirada total da gl\u00e2ndula seguida de iodoterapia \u00e9 &#8220;desnecess\u00e1ria e nociva&#8221;, dizem os autores do artigo.<\/p>\n<p>Segundo Ven\u00e2ncio Avancini Ferreira Alves, diretor do centro de patologia do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz e um dos autores do trabalho, a partir de agora, a indica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 apenas a retirada do n\u00f3dulo, com preserva\u00e7\u00e3o da gl\u00e2ndula, e o acompanhamento do paciente.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos poupar complica\u00e7\u00f5es da cirurgia, como a rotura do nervo vago, que pode causar rouquid\u00e3o, ou a retirada das paratireoides, que geram altera\u00e7\u00f5es de vitamina B e do metabolismo do c\u00e1lcio. A iodoterapia tamb\u00e9m est\u00e1 associada a les\u00f5es na regi\u00f5es vizinhas da irradiada.&#8221;<\/p>\n<p>Para Cl\u00f3vis Klock, presidente da SBP (Sociedade Brasileira de Patologia), a mudan\u00e7a tamb\u00e9m ter\u00e1 economia para os sistemas de sa\u00fade. &#8220;Estima-se o custo para tratar cada paciente com esse tipo de tumor varie entre US$ 5.000 e US$ 8.500 por paciente. Quando a gente multiplica isso por 46 mil por ano, o impacto \u00e9 grande.&#8221;<\/p>\n<p>Ven\u00e2ncio Alves explica que a reclassifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as a estudos citol\u00f3gicos e moleculares que permitiram diferenciar o tumor de outros realmente malignos e com potencial de met\u00e1stases.<\/p>\n<p>&#8220;Os crit\u00e9rios e as evid\u00eancias em medicina s\u00e3o din\u00e2micos. At\u00e9 ontem de manh\u00e3 [quinta, data da publica\u00e7\u00e3o do artigo], os m\u00e9dicos n\u00e3o tinham acesso a essa informa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, quem foi operado sem necessidade, n\u00e3o foi por erro m\u00e9dico&#8221;, diz Alves.<\/p>\n<p>Segundo Klock, as novas recomenda\u00e7\u00f5es ser\u00e3o repassadas aos patologistas para que, a partir de agora, passem a usar os novos crit\u00e9rios em seus diagn\u00f3sticos.<\/p>\n<p><b>ESTUDO<\/b><\/p>\n<p>O estudo que motivou a reclassifica\u00e7\u00e3o do tumor analisou 109 pacientes com uma forma n\u00e3o invasiva da doen\u00e7a e 101 pacientes que desenvolveram a forma invasiva. Os grupos foram acompanhados por per\u00edodos que variaram de dez a 26 anos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi feita uma revis\u00e3o dos materiais (como amostras dos tumores) coletados pelos patologistas.<\/p>\n<p>Todos os casos, pelos crit\u00e9rios at\u00e9 ent\u00e3o adotados, foram classificados como c\u00e2ncer. Os pacientes com tumores encapsulados, por\u00e9m, n\u00e3o foram tratados ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o. Nenhum deles teve qualquer evid\u00eancia de c\u00e2ncer ap\u00f3s dez anos.<\/p>\n<p>&#8220;Os pacientes cujos tumores est\u00e3o confinados dentro de suas c\u00e1psulas tem um excelente progn\u00f3stico. Eles n\u00e3o precisam de uma tireoidectomia. Eles n\u00e3o precisam de radioterapia. Eles n\u00e3o precisam de ser acompanhadas a cada seis meses&#8221;, diz Yuri Nikiforov, do departamento de patologia Universidade de Pittsburgh (EUA).<\/p>\n<p>&#8220;Se n\u00e3o \u00e9 um c\u00e2ncer, n\u00e3o vamos cham\u00e1-lo de c\u00e2ncer&#8221;, disse John Morris, presidente eleito da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Tireoide e professor de medicina da Cl\u00ednica Mayo.<\/p>\n<p>Para Cl\u00f3vis Klock, o estudo servir\u00e1 para embasar debates sobre outros tumores, como de mama e de pr\u00f3stata, que n\u00e3o s\u00e3o invasivos e os pacientes poderiam ser poupados de terapias agressivas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Um tumor de tireoide que hoje responde por 20% dos casos de c\u00e2ncer nessa gl\u00e2ndula foi reclassificado e agora passa a ser considerado uma les\u00e3o benigna. Ou seja, deixou de ser c\u00e2ncer. 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