{"id":2467,"date":"2016-07-25T11:56:47","date_gmt":"2016-07-25T11:56:47","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=2467"},"modified":"2016-07-25T11:56:47","modified_gmt":"2016-07-25T11:56:47","slug":"biopsia-liquida-para-monitorar-cancer-passa-a-ser-oferecida-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2016\/07\/25\/biopsia-liquida-para-monitorar-cancer-passa-a-ser-oferecida-no-pais\/","title":{"rendered":"Bi\u00f3psia l\u00edquida&#8217; para monitorar c\u00e2ncer passa a ser oferecida no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Alguns laborat\u00f3rios est\u00e3o disponibilizando no Brasil o exame que ficou conhecido como &#8220;bi\u00f3psia l\u00edquida&#8221;. Trata-se de uma an\u00e1lise a partir do sangue na qual \u00e9 poss\u00edvel encontrar e analisar o DNA de c\u00e9lulas tumorais.<\/p>\n<p>A alternativa &#8220;cl\u00e1ssica&#8221;, a bi\u00f3psia convencional, muitas vezes requer cirurgia, especialmente em \u00f3rg\u00e3os internos, como o pulm\u00e3o.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de DNA no plasma sangu\u00edneo (veja infogr\u00e1fico) n\u00e3o \u00e9 inusual \u2013pode acontecer com v\u00e1rios tipos celulares\u2013 e \u00e9 por isso que a fra\u00e7\u00e3o de DNA tumoral \u00e9 pequena, geralmente menor do que 1%, o que acaba requerendo um cuidado especial com a amostra.<\/p>\n<p>O DNA tumoral circulante, ou ctDNA, pode revelar muta\u00e7\u00f5es importantes, como uma no gene EGFR que pode estar presente em v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer, como o de pulm\u00e3o.<\/p>\n<p>Se ela existir, assim como acontece quando h\u00e1 outros tipos de muta\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel indicar medicamentos mais eficazes no combate \u00e0 doen\u00e7a, como o erlotinibe e o gefitinibe, das farmac\u00eauticas Roche e AstraZeneca, respectivamente.<\/p>\n<p>Um dos laborat\u00f3rios que est\u00e1 realizando esse tipo de an\u00e1lise \u00e9 a Progen\u00e9tica Hermes Pardini. Segundo o diretor de pesquisa e desenvolvimento do laborat\u00f3rio, Mariano Zalis, uma das vantagens de fazer o teste com sangue e n\u00e3o com o tecido coletado na bi\u00f3psia convencional (que \u00e9 conservado em um bloco de parafina) \u00e9 a quantidade de DNA que pode ser obtida nesse novo m\u00e9todo.<\/p>\n<p>\u00c9 consenso entre m\u00e9dicos que o exame de sangue n\u00e3o substitui a bi\u00f3psia convencional, mas ele pode ser especialmente \u00fatil para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o do tumor (em uma frequ\u00eancia semanal ou mensal, por exemplo) e antecipar o surgimento de c\u00e9lulas resistentes \u2013o que muitas vezes requer a troca de medicamento.<\/p>\n<p>AAstraZeneca est\u00e1 selecionando alguns pacientes para fazerem o exame para detectar muta\u00e7\u00f5es no gene EGFR de gra\u00e7a. Normalmente, ele custa cerca de R$ 1.500.<\/p>\n<p>Por enquanto, a iniciativa est\u00e1 dispon\u00edvel nas cidades de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goi\u00e2nia \u2013\u00e9 necess\u00e1rio que o m\u00e9dico fa\u00e7a a requisi\u00e7\u00e3o. A previs\u00e3o \u00e9 de que seja disponibilizado nacionalmente em agosto.<\/p>\n<p><b>EVID\u00caNCIAS<\/b><\/p>\n<p>Recentemente, foram divulgados os resultados de um estudo americano de bi\u00f3psia l\u00edquida com dados de 17 mil pacientes. Foram analisadas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em mais de 50 tipos de c\u00e2ncer. Entre 94% e 100% das vezes, a muta\u00e7\u00e3o encontrada no sangue correspondia \u00e0quela do tecido da bi\u00f3psia.<\/p>\n<p>A vantagem da an\u00e1lise convencional ainda \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o histol\u00f3gica \u2013que tipos de c\u00e9lulas participam daquele tumor e suas caracter\u00edsticas qu\u00edmicas ou de forma, por exemplo. &#8220;Esse tipo de informa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 fundamental para a caracteriza\u00e7\u00e3o do tumor e para a defini\u00e7\u00e3o do tratamento&#8221;, afirma o oncologista Daniel Herchenhorn, do Grupo D&#8217;Or.<\/p>\n<p>O recurso da bi\u00f3psia l\u00edquida ser\u00e1 especialmente \u00fatil para pacientes que n\u00e3o podem ser rebiopsiados, ou seja, que n\u00e3o podem passar novamente por um procedimento invasivo como uma cirurgia.<\/p>\n<p>Em 63% dos casos de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o analisados no estudo americano, a amostra obtida pela bi\u00f3psia tecidual foi insuficientemente ou apenas parcialmente testada. Na an\u00e1lise sangu\u00ednea,o volume de material a ser testado \u00e9, na pr\u00e1tica, ilimitado.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica poder\u00e1 ser usada como uma forma barata de rastreamento, &#8220;ca\u00e7ando&#8221; tumores em pessoas de grupos de risco. Ela tamb\u00e9m reduz uma desvantagem da bi\u00f3psia tumoral, que \u00e9 o risco de pegar uma regi\u00e3o do<br \/>\ntumor que n\u00e3o representa adequadamente sua totalidade \u2013existe uma variabilidade &#8220;geogr\u00e1fica&#8221; e o peda\u00e7o retirado \u00e9 bastante pequeno.<\/p>\n<p>Esse resultado seria um passo adiante na abordagem &#8220;agn\u00f3stica&#8221; do tumor, ou seja, deixando de lado onde ele est\u00e1 (pulm\u00e3o, \u00fatero ou intestino, por exemplo) e se preocupando mais com suas caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas, como as prote\u00ednas e enzimas que ele produz, explica Philip Mack, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Davis, que apresentou o estudo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma abordagem na linha de caracterizar o perfil gen\u00e9tico do tumor e personalizar o tratamento. J\u00e1 \u00e9 algo real hoje no Brasil, no sistema privado&#8221;, diz Herchenhorn.<\/p>\n<p>No estudo, a partir da an\u00e1lise do DNA tumoral circulante foi poss\u00edvel recomendar o tratamento ideal para 63,6% dos pacientes, o que inclui desde o uso de drogas j\u00e1 aprovadas pela FDA (esp\u00e9cie de Anvisa americana) at\u00e9 a elegibilidade para participa\u00e7\u00e3o em testes cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>O DNA tumoral circulante foi detectado em 83% das amostras de sangue analisadas. Boa parte dos casos em que isso n\u00e3o foi poss\u00edvel referem-se a c\u00e2ncer no c\u00e9rebro, como glioblastoma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Alguns laborat\u00f3rios est\u00e3o disponibilizando no Brasil o exame que ficou conhecido como &#8220;bi\u00f3psia l\u00edquida&#8221;. Trata-se de uma an\u00e1lise a partir do sangue na qual \u00e9 poss\u00edvel encontrar e analisar o DNA de c\u00e9lulas tumorais. 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