{"id":2628,"date":"2016-08-23T10:01:38","date_gmt":"2016-08-23T10:01:38","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=2628"},"modified":"2016-09-13T12:03:30","modified_gmt":"2016-09-13T12:03:30","slug":"3-em-cada-10-planos-de-saude-nao-pagam-nem-1-da-divida-com-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2016\/08\/23\/3-em-cada-10-planos-de-saude-nao-pagam-nem-1-da-divida-com-sus\/","title":{"rendered":"3 em cada 10 planos de sa\u00fade n\u00e3o pagam nem 1% da d\u00edvida com SUS"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Cerca de 30% das operadoras de planos de sa\u00fade alvos de cobran\u00e7a de ressarcimento por atendimentos feitos a seus usu\u00e1rios no SUS ainda n\u00e3o pagaram nem 1% do valor que devem \u00e0 rede p\u00fablica.<\/p>\n<p>Os dados de 2001 para c\u00e1 foram tabulados pela Folha a partir de planilhas da ANS (Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar), \u00f3rg\u00e3o regulador e respons\u00e1vel por exigir esse valor de volta ao SUS.<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a ocorre todas as vezes em que a ag\u00eancia, por meio de cruzamento de dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, verifica que um paciente foi atendido na rede p\u00fablica para um servi\u00e7o que poderia obter na rede suplementar -ou seja, dentro do que foi contratado com o seu plano de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Desde 2001, quando iniciou o monitoramento, at\u00e9 julho deste ano, foram cobrados R$ 2,1 bilh\u00f5es de ressarcimento ao SUS por esses atendimentos. Na pr\u00e1tica, 40% desse valor n\u00e3o foi pago nem parcelado para recebimento futuro, o equivalente a R$ 826 milh\u00f5es (em valores nominais).<\/p>\n<p>A demora ou a completa falta de pagamento envolve parcela significativa de operadoras de sa\u00fade. De 1.551 que receberam cobran\u00e7as para ressarcir o SUS, 444 n\u00e3o pagaram nada ou menos de 1%.<\/p>\n<p>H\u00e1 outras 125 que pagaram ou parcelaram entre 1% e 9% e 210 que acertaram de 10% a 49% \u2014ou seja, menos que a metade do valor.<\/p>\n<p>Do total, 372 pagaram ou se comprometeram a pagar em parcelas tudo o que devem \u2014outras 154, acima de 90%.<\/p>\n<p>Lideram o ranking de operadoras com maiores d\u00e9bitos sem pagamento Hapvida (R$ 40 milh\u00f5es), Central Nacional Unimed (R$ 35 milh\u00f5es) e Unimed BH (R$ 24 milh\u00f5es).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2632\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_4.jpg\" alt=\"planosaude_folha_4\" width=\"517\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_4.jpg 517w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_4-300x238.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/><\/p>\n<p>Grupos de planos de sa\u00fade atribuem a falta de pagamento a uma discord\u00e2ncia sobre quais procedimentos podem ser cobrados, quais deveriam ter sido feitos ou at\u00e9 mesmo em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio processo de ressarcimento.<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a \u00e9 prevista desde a lei 9.656, de 1998, que trouxe regras para os planos de sa\u00fade. &#8220;\u00c9 um instrumento de justi\u00e7a cont\u00e1bil, criado para evitar que planos se sintam motivados a se desobrigar de coberturas e enviar seus pacientes ao SUS&#8221;, afirma M\u00e1rio Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, as notifica\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a s\u00f3 come\u00e7aram em 2001. Ainda assim, s\u00f3 para procedimentos mais simples \u2014servi\u00e7os de alta complexidade, como hemodi\u00e1lises e quimioterapia, por exemplo, s\u00f3 foram inclu\u00eddos nas an\u00e1lises em 2015.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 um passivo imenso que n\u00e3o foi cobrado. E do pouco que \u00e9 cobrado, muito n\u00e3o \u00e9 quitado&#8221;, diz Scheffer.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2631\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_3.jpg\" alt=\"planosaude_folha_3\" width=\"590\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_3.jpg 590w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_3-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><\/p>\n<p><b>CONTESTA\u00c7\u00d5ES<\/b><\/p>\n<p>Depois da identifica\u00e7\u00e3o dos atendimentos, o processo prev\u00ea a notifica\u00e7\u00e3o das operadoras, que podem contestar os valores em at\u00e9 duas inst\u00e2ncias administrativas antes de serem cobradas.<\/p>\n<p>Desde 2001, foram notificados 3,1 milh\u00f5es de atendimentos na rede p\u00fablica a usu\u00e1rios de planos de sa\u00fade, valor que equivaleria a R$ 5,5 bilh\u00f5es \u2014desse total, cerca de 80% foram alvo de contesta\u00e7\u00e3o pelas operadoras.<\/p>\n<p>Entre as contesta\u00e7\u00f5es, 28% foram aceitas e tiveram a cobran\u00e7a cancelada. Segundo operadoras e a ANS, as principais justificativas s\u00e3o o per\u00edodo de car\u00eancia dos contratos ou atendimentos feitos em cidades fora da abrang\u00eancia do plano.<\/p>\n<p>Outras 41% foram rejeitadas e enviadas \u00e0 cobran\u00e7a e 30% ainda est\u00e3o em an\u00e1lise \u2014s\u00f3 essa parte pendente equivale a R$ 1,4 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre estrat\u00e9gias para aumentar o ressarcimento, a ANS diz apostar na cobran\u00e7a de juros, iniciada em 2015, no envio de notifica\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas e na inclus\u00e3o do \u00edndice de pagamento em avalia\u00e7\u00f5es de qualidade dos planos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2630\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_2.jpg\" alt=\"planosaude_folha_2\" width=\"607\" height=\"463\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_2.jpg 607w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_2-300x229.jpg 300w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_2-600x458.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><\/p>\n<p><b>OUTRO LADO<\/b><\/p>\n<p>Alvos de cobran\u00e7as de ressarcimento ao SUS, as operadoras de planos de sa\u00fade atribuem os casos de demora ou falta de pagamento a discord\u00e2ncias sobre quais procedimentos deveriam ser cobrados, ao tipo de atendimento prestado na rede p\u00fablica ou at\u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria legalidade do pagamento.<\/p>\n<p>&#8220;O ressarcimento ao SUS \u00e9 uma ilegalidade. S\u00f3 fico sabendo que meu paciente est\u00e1 no SUS quando recebo a conta&#8221;, diz Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Planos de Sa\u00fade).<\/p>\n<p>O tipo de atendimento efetuado \u00e9 outro impasse. &#8220;A maioria dos hospitais do SUS s\u00e3o privados, que adoram pegar o conv\u00eanio m\u00e9dico porque fazem coisas que precisam e que n\u00e3o precisam&#8221;, afirma ele, que tamb\u00e9m diz ver fraudes no processo.<\/p>\n<p>Segundo Ramos, situa\u00e7\u00f5es como essas levam muitas operadoras a recorrerem \u00e0 Justi\u00e7a \u2014um desses processos, oriundo do recurso de uma operadora, aguarda an\u00e1lise no Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2629\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_1.jpg\" alt=\"planosaude_folha_1\" width=\"645\" height=\"511\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_1.jpg 645w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_1-300x238.jpg 300w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/planosaude_folha_1-600x475.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 645px) 100vw, 645px\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 Solange Mendes, presidente da FenaSa\u00fade, federa\u00e7\u00e3o que representa algumas das maiores operadoras do pa\u00eds, afirma que as empresas &#8220;cumprem a legisla\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;usam os meios legais para questionar eventuais indeniza\u00e7\u00f5es indevidas&#8221;.<\/p>\n<p>Solange lembra que nem todos os atendimentos s\u00e3o pass\u00edveis de ressarcimento \u2014por exemplo, casos em que o usu\u00e1rio do plano de sa\u00fade ainda est\u00e1 no per\u00edodo de car\u00eancia do contrato ou para alguns tipos de transplantes.<\/p>\n<p>Posi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 das associa\u00e7\u00f5es foi informada pelas tr\u00eas operadoras citadas.<\/p>\n<p>A Central Unimed Nacional diz ter &#8220;uma reserva integral para o valor em discuss\u00e3o, pois tem o direito de recorrer \u00e0 Justi\u00e7a e questionar valores ou cobran\u00e7as que n\u00e3o estejam de acordo com a lei&#8221;.<\/p>\n<p>A Unimed BH diz que tem feito dep\u00f3sitos judiciais de parte dos valores exigidos e tratado o tema com a ANS, &#8220;em fun\u00e7\u00e3o de questionamentos t\u00e9cnicos&#8221; sobre a cobran\u00e7a&#8221;. A Hapvida n\u00e3o quis comentar os valores, mas disse concordar com a Abramge.<\/p>\n<p><b>MINISTRO DA SA\u00daDE<\/b><\/p>\n<p>Defensor de propostas que acenam ao setor privado, como a oferta de planos de sa\u00fade mais baratos e com cobertura reduzida, o ministro Ricardo Barros (Sa\u00fade) tamb\u00e9m tem defendido criar medidas para acelerar o ressarcimento ao SUS pelos planos.<\/p>\n<p>Uma das possibilidades j\u00e1 citadas por Barros \u00e9 que hospitais que prestam servi\u00e7os ao SUS fa\u00e7am um contrato pr\u00e9vio com as operadoras. A ideia \u00e9 definir quais procedimentos podem ser cobrados &#8220;automaticamente&#8221;, e por qual valor, caso um usu\u00e1rio de plano busque a rede p\u00fablica para atendimento.<\/p>\n<p>A iniciativa tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o entre especialistas e representantes de planos. Um dos impasses \u00e9 que o processo de ressarcimento sairia das m\u00e3os da ANS para ser definido entre os planos e as unidades da rede.<\/p>\n<p>Para F\u00e1tima Siliansky, especialista em economia pol\u00edtica da sa\u00fade, isso pode gerar um conflito de interesses ao fazer hospitais terem que identificar se est\u00e3o atendendo usu\u00e1rios de planos.<\/p>\n<p>&#8220;Qual a tend\u00eancia? Se a tabela \u00e9 melhor, \u00e9 querer privilegiar a pessoa que tem plano porque vai trazer mais dinheiro&#8221;, diz F\u00e1tima, que j\u00e1 foi diretora-adjunta da ANS.<\/p>\n<p>Mesma preocupa\u00e7\u00e3o tem M\u00e1rio Scheffer, professor da USP e vice-presidente da Abrasco (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva), para quem a medida pode criar uma &#8220;dupla porta&#8221; em hospitais p\u00fablicos \u2014uma para pacientes com plano e outra para quem n\u00e3o tem. &#8220;Onde tem dupla porta, tem dois agendamentos. Isso vai criar dificuldade maior para quem s\u00f3 pode recorrer ao SUS.&#8221;<\/p>\n<p>Representantes dos planos de sa\u00fade tamb\u00e9m fazem ressalvas. &#8220;\u00c9 uma proposta que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o nem amparo na lei. N\u00e3o tenho que mandar paciente meu para o SUS, mas sim para minha rede pr\u00f3pria ou credenciada&#8221;, diz Pedro Ramos, da Abramge.<\/p>\n<p>Segundo Ramos, a associa\u00e7\u00e3o ir\u00e1 propor ao governo que o ressarcimento s\u00f3 passe a ser feito com duas condi\u00e7\u00f5es: que o plano seja avisado imediatamente ap\u00f3s a entrada do paciente no SUS e que, se poss\u00edvel, possa remov\u00ea-lo e lev\u00e1-lo a outro hospital.<\/p>\n<p>&#8220;Em caso de urg\u00eancia, o SUS tem que atender, mas avisar a operadora, porque na hora que o paciente estabilizar, eu tiro de l\u00e1. Se n\u00e3o avisar, n\u00e3o pago&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>J\u00e1 a FenaSa\u00fade, que tamb\u00e9m representa operadoras, diz considerar &#8220;imprescind\u00edvel aprimorar a an\u00e1lise de quais procedimentos devem ser realmente pagos.&#8221;<\/p>\n<p>Questionado sobre as cr\u00edticas, o ministro evitou comentar poss\u00edveis efeitos da medida e diz aguardar resultados de estudos sobre a viabilidade da mudan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Cerca de 30% das operadoras de planos de sa\u00fade alvos de cobran\u00e7a de ressarcimento por atendimentos feitos a seus usu\u00e1rios no SUS ainda n\u00e3o pagaram nem 1% do valor que devem \u00e0 rede p\u00fablica. 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