{"id":272,"date":"2015-02-09T11:21:20","date_gmt":"2015-02-09T11:21:20","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=272"},"modified":"2015-02-09T11:21:20","modified_gmt":"2015-02-09T11:21:20","slug":"cirurgia-bariatrica-e-reproducao-assistida-sao-reconhecidas-como-areas-de-atuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/02\/09\/cirurgia-bariatrica-e-reproducao-assistida-sao-reconhecidas-como-areas-de-atuacao\/","title":{"rendered":"Cirurgia bari\u00e1trica e reprodu\u00e7\u00e3o assistida s\u00e3o reconhecidas como \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CFM<\/p>\n<div>O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no final de janeiro a <a href=\"http:\/\/www.portalmedico.org.br\/resolucoes\/CFM\/2015\/2116_2015.pdf\" target=\"_blank\">Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.116\/2015<\/a> reconhecendo a cirurgia bari\u00e1trica e a reprodu\u00e7\u00e3o assistida como \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Elas ficar\u00e3o vinculadas \u00e0s especialidades cirurgia do aparelho digestivo e cirurgia geral, no caso da cirurgia bari\u00e1trica; e ginecologia e obstetr\u00edcia para a reprodu\u00e7\u00e3o assistida. No Brasil, s\u00e3o realizadas cerca de 80 mil cirurgias bari\u00e1tricas por ano e 25 mil fertiliza\u00e7\u00f5es\u00c2\u00c2\u00a0<i>in vitro<\/i>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com essa Resolu\u00e7\u00e3o, os m\u00e9dicos que atuam nessas duas \u00e1reas poder\u00e3o buscar, via Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB), a sua certifica\u00e7\u00e3o. A Comiss\u00e3o Nacional de Resid\u00eancia M\u00e9dica (CNRM) tamb\u00e9m poder\u00e1 credenciar programas de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edficos para essas \u00e1reas. Tanto os documentos emitidos pela AMB, como pela CNRM, habilitam o m\u00e9dico a buscar o registro da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cAp\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o do CFM, a AMB vai elaborar e divulgar um edital estabelecendo as regras para a certifica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos que j\u00e1 realizam cirurgias bari\u00e1tricas e reprodu\u00e7\u00f5es assistidas. Depois dessa fase, ser\u00e1 dado um prazo para que os programas de forma\u00e7\u00e3o nessas duas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o possam se estruturar. Haver\u00e1 um reposicionamento dos cursos de forma\u00e7\u00e3o, que ter\u00e3o de ser regulamentados\u201d, explica o conselheiro federal do CFM indicado pela AMB, Aldemir Humberto Soares, que foi o autor da Resolu\u00e7\u00e3o 2.116\/2015.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Aldemir Soares enfatiza que o fato de at\u00e9 agora as duas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o terem sido regulamentadas n\u00e3o significa que os m\u00e9dicos especializados nessas \u00e1reas estejam em discord\u00e2ncia com a boa pr\u00e1tica m\u00e9dica. \u201cQuem procurou se aperfei\u00e7oar e est\u00e1 atuando, deve continuar. S\u00f3 precisa procurar a AMB para obter a certifica\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para o 1\u00ba vice-presidente do CFM, Mauro Ribeiro, \u00e9 natural que periodicamente o CFM atualize as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e especialidades. \u201cComo a medicina reinventa-se a cada dia, \u00e9 importante que o CFM regulamente o que vai surgindo, pois desta forma estabelecemos par\u00e2metros e aprimoramos a pr\u00e1tica m\u00e9dica, dando mais seguran\u00e7a ao paciente\u201d, argumenta. Atualmente existem 53 especialidades e 56 \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o reconhecidas pelo CFM.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Bari\u00e1trica &#8211;\u00a0<\/strong>O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bari\u00e1trica e Metab\u00f3lica, Josemberg Campos, avalia como muito positiva a inclus\u00e3o da cirurgia como \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. \u201cHaver\u00e1 uma oficializa\u00e7\u00e3o da cirurgia e os m\u00e9dicos ser\u00e3o melhor treinados, pois ter\u00e3o uma resid\u00eancia espec\u00edfica. O principal beneficiado ser\u00e1 o paciente, que ter\u00e1 profissionais mais qualificados para atend\u00ea-lo\u201d, avalia. Campos acredita que tamb\u00e9m aumentar\u00e1 o n\u00famero de cirurgias bari\u00e1tricas no pa\u00eds, principalmente no Sistema \u00danico de Sa\u00fade, j\u00e1 que os cursos de resid\u00eancia oferecer\u00e3o este tipo de procedimento.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A resid\u00eancia m\u00e9dica em cirurgia bari\u00e1trica deve durar dois anos, mas antes de curs\u00e1-la o m\u00e9dico ter\u00e1 de se especializar em cirurgia geral ou do aparelho digestivo. No caso da reprodu\u00e7\u00e3o assistida, cuja resid\u00eancia durar\u00e1 um ano, o m\u00e9dico deve ser especialista em ginecologia e obstetr\u00edcia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Atualiza\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<\/strong>A regulamenta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e de especialidades da medicina \u00e9 uma atividade rotineira do CFM, que periodicamente publica resolu\u00e7\u00f5es ampliando ou diminuindo esse escopo. \u201c\u00c9 natural que haja essa atualiza\u00e7\u00e3o, pois a medicina reinventa-se a cada dia. E \u00e9 importante que o CFM regulamente o que vai surgindo, pois desta forma estabelecemos par\u00e2metros e aprimoramos a pr\u00e1tica m\u00e9dica, dando mais seguran\u00e7a ao paciente\u201d, argumenta o 1\u00ba vice-presidente do CFM, Mauro Britto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar de menos freq\u00fcente, o CFM tamb\u00e9m pode acabar com uma \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, ou uma especialidade, \u201cque podem deixar de existir, ou perder import\u00e2ncia\u201d, explica o conselheiro federal Aldemir Soares. O mais comum \u00e9 que \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o venham a se transformar em especialidades.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A atual formata\u00e7\u00e3o para o reconhecimento de \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e de especialidades foi estabelecida na Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 1.634\/2002, que disciplinou o conv\u00eanio de reconhecimento de especialidades m\u00e9dicas estabelecido entre o CFM, a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira e a Comiss\u00e3o Nacional de Resid\u00eancia M\u00e9dica (CNRM). Esta Resolu\u00e7\u00e3o criou a Comiss\u00e3o Mista de Especialidades (CME), que tem o papel de propor ao CFM os reconhecimentos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com essa Resolu\u00e7\u00e3o, especialidade \u00e9 o n\u00facleo de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho m\u00e9dico que aprofunda verticalmente a abordagem te\u00f3rica e pr\u00e1tica de seguimentos da dimens\u00e3o biol\u00f3gica, psicol\u00f3gica e social do indiv\u00edduo e da coletividade. J\u00e1 a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 a modalidade de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho m\u00e9dico exercida por profissionais capacitados para exercer a\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas espec\u00edficas, sendo derivada e relacionada com uma ou mais especialidades.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201c\u00c9 como se a especialidade fosse a raiz de onde derivam as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o\u201d, explica Mauro Britto. Uma \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ter interface com duas ou mais especialidades. A \u00e1rea da dor, por exemplo, est\u00e1 relacionada a acupuntura, anestesiologia, cl\u00ednica m\u00e9dica, medicina f\u00edsica e de reabilita\u00e7\u00e3o, neurocirurgia, neurologia, ortopedia, pediatria e reumatologia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Outras mudan\u00e7as &#8211;\u00a0<\/strong>Al\u00e9m de criar as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o em cirurgia bari\u00e1trica e em reprodu\u00e7\u00e3o assistida, a Resolu\u00e7\u00e3o 2.116\/2015 tamb\u00e9m estendeu para os especialistas em pediatria as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o em Dor e em Medicina do Sono. A nova norma tamb\u00e9m restringiu aos especialistas em cirurgia tor\u00e1cica ou pneumologia a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o em endoscopia respirat\u00f3ria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Outra mudan\u00e7a foi a inclus\u00e3o no Conselho Cient\u00edfico da AMB da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, que passar\u00e1 a ficar respons\u00e1vel pela especialidade Medicina Nuclear.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no final de janeiro a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.116\/2015 reconhecendo a cirurgia bari\u00e1trica e a reprodu\u00e7\u00e3o assistida como \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Elas ficar\u00e3o vinculadas \u00e0s especialidades cirurgia do aparelho digestivo e cirurgia geral, no caso da cirurgia bari\u00e1trica; e ginecologia e obstetr\u00edcia para a reprodu\u00e7\u00e3o assistida. 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