{"id":3239,"date":"2017-02-08T11:04:59","date_gmt":"2017-02-08T11:04:59","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=3239"},"modified":"2017-02-08T11:04:59","modified_gmt":"2017-02-08T11:04:59","slug":"mortes-por-cancer-aumentaram-31-no-brasil-em-15-anos-diz-oms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2017\/02\/08\/mortes-por-cancer-aumentaram-31-no-brasil-em-15-anos-diz-oms\/","title":{"rendered":"Mortes por c\u00e2ncer aumentaram 31% no Brasil em 15 anos, diz OMS"},"content":{"rendered":"<p>fonte:\u00a0Estad\u00e3o<\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes no Brasil por conta de\u00a0c\u00e2ncer aumentou\u00a031% desde 2000 e chegou\u00a0a 223,4 mil pessoas por ano no final de 2015. As estimativas est\u00e3o sendo publicadas nesta sexta-feira, 3, pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) que, em\u00a0campanha para marcar o Dia Mundial do C\u00e2ncer neste s\u00e1bado, 4, apresenta um novo guia que visa estimular a descoberta\u00a0da doen\u00e7a em um est\u00e1gio ainda inicial e, assim, reverter essa expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados mantidos pela OMS apontam que, no in\u00edcio do s\u00e9culo, 152 mil brasileiros morriam por ano da doen\u00e7a. Ao final de 2015, essa taxa chegou a 223,4 mil. Hoje, o c\u00e2ncer \u00e9 a segunda causa de mortes no Pa\u00eds, superado\u00a0apenas por doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Entre os tumores, o maior respons\u00e1vel pelas mortes \u00e9 o c\u00e2ncer no sistema respirat\u00f3rio, com 28,4 mil casos em 2015. O c\u00e2ncer de c\u00f3lon foi o segundo maior respons\u00e1vel por mortes, com 19 mil. Em terceiro lugar vem o tumor de mama, com 18 mil mortes em 2015 no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Mundo.<\/strong> A entidade constata\u00a0que a expans\u00e3o das mortes \u00e9 um fen\u00f4meno global. H\u00e1 15 anos, o total n\u00e3o superava a marca de 6,9 milh\u00f5es de pessoas, passando para 8,1 milh\u00f5es em 2010 e 8,8 milh\u00f5es em 2015. De acordo com a OMS, a expans\u00e3o de 22% no n\u00famero de mortes por\u00a0c\u00e2ncer no mundo desde o in\u00edcio do s\u00e9culo \u00e9 uma das maiores j\u00e1 registradas pela medicina moderna.<\/p>\n<p>Atualmente, uma a cada seis mortes no mundo \u00e9\u00a0causada\u00a0por\u00a0c\u00e2ncer. Mais de 14 milh\u00f5es de pessoas desenvolvem a doen\u00e7a a cada ano e a proje\u00e7\u00e3o indica que esse n\u00famero ir\u00e1 atingir 21 milh\u00f5es em 2030. O custo da doen\u00e7a tem sido cada vez maior e j\u00e1 soma US$ 1,1 trilh\u00e3o em produtividade perdida e custos com seguros de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se do segundo maior motivo de mortes do mundo, depois de doen\u00e7as cardiovasculares\u201d, disse Etienne Krug, diretor da OMS. \u201cPor muito\u00a0tempo, dizia-se que era uma doen\u00e7a de pa\u00eds rico. Isso n\u00e3o \u00e9 mais verdade e o problema \u00e9 global\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Krug, a expans\u00e3o no n\u00famero de mortes est\u00e1 ligada ao fato de a popula\u00e7\u00e3o estar ficando mais velha, uma mudan\u00e7a nos estilos de vida, sedentarismo, dietas pouco saud\u00e1veis e polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No mundo, o principal respons\u00e1vel pelas mortes tamb\u00e9m s\u00e3o os c\u00e2nceres ligados ao sistema respirat\u00f3rio, incluindo tumores de traqueia, de br\u00f4nquio e de pulm\u00f5es. No total, essas doen\u00e7as fazem 1,6 milh\u00e3o de v\u00edtimas por ano. Na virada do s\u00e9culo XXI, eram apenas 1,1 milh\u00e3o de mortos.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de f\u00edgado \u00e9 o segundo maior respons\u00e1vel por mortes, com 788 mil casos em 2015, seguido por c\u00e2ncer de c\u00f3lon, com 774 mil incid\u00eancias. J\u00e1 os tumores de est\u00f4mago matam 753 mil pessoas, contra 571 mil no caso de mama.<\/p>\n<p>De acordo com os novos dados, os tumores s\u00e3o mais fatais\u00a0em\u00a0homens, com 5 milh\u00f5es de casos em 2015, contra 3,8 milh\u00f5es de mulheres. Os c\u00e2nceres que afetam os dois g\u00eaneros, no entanto, s\u00e3o distintos. Entre os homens, os tumores mais letais s\u00e3o os que atingem\u00a0o sistema respirat\u00f3rio,\u00a0enquanto as mulheres s\u00e3o mais afetadas pelo de mama.<\/p>\n<p><strong>Pobres. <\/strong>O\u00a0que mais preocupa a OMS\u00a0\u00e9 a disparidade entre pa\u00edses ricos e pobres, na capacidade de lidar com a doen\u00e7a. A taxa de incid\u00eancia dos tumores aumentou de forma mais r\u00e1pida nos pa\u00edses em desenvolvimento, representando 65% dos casos hoje de tumores no mundo.<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente esses pa\u00edses os que t\u00eam maiores dificuldades para identificar e diagnosticar os tumores em est\u00e1gio inicial. S\u00e3o nesses pa\u00edses que existem as maiores defici\u00eancias em servi\u00e7os de diagn\u00f3sticos e em tratamento. A OMS apela, portanto, para que esses governos priorizem servi\u00e7os de tratamento de baixo custo e impacto elevado. A entidade tamb\u00e9m recomenda o aumento dos gastos p\u00fablicos, retirando do cidad\u00e3o o peso de ter que\u00a0pagar por parte dos tratamentos. Segundo a OMS, a falta de um servi\u00e7o p\u00fablico eficiente leva muitos a n\u00e3o realizarem testes, diagn\u00f3sticos e descobrir o c\u00e2ncer somente quando em\u00a0estado avan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Atualmente, menos de 30% dos pa\u00edses mais pobres t\u00eam um sistema de tratamento e diagn\u00f3stico acess\u00edvel. A situa\u00e7\u00e3o para os servi\u00e7os de patologia \u00e9 ainda mais complicado. Em 2015, apenas 35% dos pa\u00edses pobres ofereciam o servi\u00e7o no setor p\u00fablico, comparado a 95% dos pa\u00edses ricos.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia tem sido a expans\u00e3o da doen\u00e7a, principalmente nos pa\u00edses em desenvolvimento. Mais casos de doen\u00e7a tamb\u00e9m foram\u00a0registrados\u00a0nas Am\u00e9ricas, com um salto de quase 30% em apenas 15 anos. Em 2000, eram pouco mais de 1 milh\u00e3o de mortes por conta de tumores. Em 2015, o n\u00famero de v\u00edtimas foi de 1,3 milh\u00e3o. Seguindo o restante dos continentes, a regi\u00e3o latino-americana tamb\u00e9m viu os tumores no sistema respirat\u00f3rio prevalecerem, com 257 mil mortes.<\/p>\n<p>No mundo, a \u00c1sia lidera em\u00a0n\u00famero de mortes, com 4,3 milh\u00f5es em 2015. J\u00e1 na Europa, o total foi de 413 mil, contra 530 mil na \u00c1frica.<\/p>\n<p><strong>Tarde Demais.<\/strong> Para a OMS, a \u00fanica forma imediata de frear essa expans\u00e3o \u00e9 incrementar os servi\u00e7os de diagn\u00f3stico. Outro fator a ser trabalhado \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a ainda em est\u00e1gio inicial. Segundo a entidade, muitas\u00a0pessoas apenas consultam um m\u00e9dico somente quando o tumor j\u00e1 est\u00e1 em um est\u00e1gio avan\u00e7ado.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o precisa ser uma senten\u00e7a de morte, como era no passado. Identificar um tumor em um est\u00e1gio avan\u00e7ado e a incapacidade de dar tratamento, condena muitas pessoas a uma morte prematura. Mas milhares de pessoas podem ser salvas se o tumor for identificado logo\u201d, afirmou Etienne Krug, diretor da OMS.<\/p>\n<p>Para ele, com um foco no diagn\u00f3stico, servi\u00e7os p\u00fablicos poder\u00e3o reverter os atuais n\u00fameros. \u201cIsso vai resultar em mais pessoas sobrevivendo da doen\u00e7a\u201d, disse. \u201cTamb\u00e9m far\u00e1 sentido em termos econ\u00f4micos\u201d, completou.<\/p>\n<p>\u201cDetetar o c\u00e2ncer em um est\u00e1gio inicial reduz o impacto financeiro: n\u00e3o apenas o custo do tratamento \u00e9 menor, mas as pessoas podem continuar a trabalhar e apoiar suas fam\u00edlias se eles tiverem tratamento\u201d, apontou a OMS. O valor estimado do custo do c\u00e2ncer no mundo hoje \u00e9 de Us$ 1,1 trilh\u00e3o, entre gastos com sa\u00fade e perda de produtividade.<\/p>\n<p>Estudos apontaram que o custo de um tratamento contra um tumor em seus est\u00e1gios iniciais pode ser quatro vezes inferior aos gastos que o paciente teria caso a doen\u00e7a esteja em um est\u00e1gio mais avan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Para a OMS, estrat\u00e9gias para aumentar o controle sobre o c\u00e2ncer podem ser introduzidas em servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade a um baixo custo.<\/p>\n<p>Elas incluem campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre os sintomas do c\u00e2ncer e incentivar pessoas a buscar um m\u00e9dico, caso notem algum\u00a0ind\u00edcio da doen\u00e7a. Outra medida \u00e9 investir em fortalecer os servi\u00e7os p\u00fablicos e treinar profissionais para incrementar sua capacidade de diagnosticar um tumor.<\/p>\n<p>Outra medida para a qual a OMS apela \u00e9 que governos deem garantias de que pessoas com c\u00e2ncer possam ter acesso a um tratamento, sem que isso os leve\u00a0a um colapso financeiro.<\/p>\n<p>\u201cA chance de morrer num pa\u00eds em desenvolvimento se voc\u00ea tiver c\u00e2ncer \u00e9 muito maior do que em um pa\u00eds rico\u201d, disse Andre Ilbawi, respons\u00e1vel por c\u00e2ncer na OMS. Segundo ele, enquanto a taxa de mortalidade \u00e9 de 30% nos pa\u00edses ricos, nos pa\u00edses em desenvolvimento\u00a0ela \u00e9 de 70%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte:\u00a0Estad\u00e3o O n\u00famero de mortes no Brasil por conta de\u00a0c\u00e2ncer aumentou\u00a031% desde 2000 e chegou\u00a0a 223,4 mil pessoas por ano no final de 2015. 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