{"id":330,"date":"2015-02-23T12:04:54","date_gmt":"2015-02-23T12:04:54","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=330"},"modified":"2015-02-23T12:04:54","modified_gmt":"2015-02-23T12:04:54","slug":"20-das-escolas-de-medicina-do-pais-deveriam-ser-fechadas-diz-presidente-do-cfm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/02\/23\/20-das-escolas-de-medicina-do-pais-deveriam-ser-fechadas-diz-presidente-do-cfm\/","title":{"rendered":"&#8220;20% das escolas de medicina do Pa\u00eds deveriam ser fechadas&#8221;, diz presidente do CFM"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Isto\u00e9<\/p>\n<p>O \u00faltimo exame para a obten\u00e7\u00e3o do registro m\u00e9dico do Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo (Cremesp) reprovou 55% dos candidatos. Os estudantes erraram diagn\u00f3sticos considerados simples, como pneumonia. O presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima, atribui esse resultado ruim \u00e0 m\u00e1 qualidade dos cursos, agravada pela abertura acelerada de novas escolas m\u00e9dicas no Pa\u00eds nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>&#8220;Escolas m\u00e9dicas est\u00e3o sendo autorizadas a abrir de forma desordenada. O Brasil tem mais cursos do que a China e os EUA&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es sem a qualifica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o ensino m\u00e9dico&#8221;, diz ele. &#8220;Um estudante que n\u00e3o \u00e9 avaliado minimamente coloca em risco a vida dos pacientes.&#8221; O Brasil possui hoje 247 institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, que oferecem anualmente 22 mil vagas, n\u00famero superior ao de pa\u00edses como China e Estados Unidos. Para Lima, os estudantes deveriam ser avaliados ao longo do curso, de dois em dois anos. Nesse sentido, o CFM criou, em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica (Abem), uma esp\u00e9cie de selo de qualidade para as escolas bem avaliadas pelas entidades.<\/p>\n<p>&#8220;No Brasil, no setor privado, o trabalho de parto n\u00e3o \u00e9 coberto pelas operadoras e n\u00e3o \u00e9 pago com o m\u00ednimo de dignidade&#8221;<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; A que atribui o fato de 55% dos estudantes n\u00e3o terem acertado o m\u00ednimo exigido pelo exame do Cremesp?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> Esses exames refletem a abertura de escolas sem qualifica\u00e7\u00e3o. A consequ\u00eancia disso \u00e9 um profissional que sai sem os requisitos b\u00e1sicos para uma profiss\u00e3o que lida com valores absolutos de sa\u00fade. Isso precisa ser entendido dentro de uma perspectiva de qualifica\u00e7\u00e3o do ensino. O exame n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio para a inscri\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico no Conselho Regional, mas o resultado deixa claro que h\u00e1 defici\u00eancias no ensino de muitas escolas. O \u00edndice de reprova\u00e7\u00e3o exacerbado est\u00e1 relacionado \u00e0 qualidade do ensino ofertado.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Alguns estudantes erraram quest\u00f5es b\u00e1sicas, como diagn\u00f3stico de pneumonia em beb\u00eas. Um paciente atendido por um m\u00e9dico com essa forma\u00e7\u00e3o corre riscos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> Patologias como essas precisam ter diagn\u00f3sticos. H\u00e1 casos complexos nos quais \u00e9 poss\u00edvel aceitar uma dificuldade diagn\u00f3stica. Mas isso n\u00e3o \u00e9 a regra geral. A regra \u00e9 que um quadro pode e deve ser diagnosticado por um m\u00e9dico com relativa facilidade. Um estudante que n\u00e3o \u00e9 avaliado minimamente e pratica a medicina est\u00e1 colocando em risco a vida dos pacientes.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Como diminuir os \u00edndices de reprova\u00e7\u00e3o no exame, que desde 2007 est\u00e3o acima dos 40%?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> \u00c9 necess\u00e1rio investimento na qualidade do ensino e controle das escolas m\u00e9dicas. A lei do &#8220;Mais M\u00e9dicos&#8221; prev\u00ea avalia\u00e7\u00e3o dos estudantes do segundo, do quarto e do sexto anos. Al\u00e9m do progresso do aluno, analisa-se a qualidade da institui\u00e7\u00e3o. Se os estudantes n\u00e3o t\u00eam resultados positivos, a escola deveria sofrer san\u00e7\u00f5es e as vagas deveriam ser reduzidas. Mas para melhorar a forma\u00e7\u00e3o precisamos ter professores com capacidade pedag\u00f3gica, com cursos de mestrado e doutorado, e infraestrutura. As escolas precisam ter campo de pr\u00e1tica suficiente com hospitais pr\u00f3prios ou conveniados. Mas as escolas m\u00e9dicas est\u00e3o sendo autorizadas a abrir de forma desordenada, sem a seguran\u00e7a necess\u00e1ria para o seu funcionamento. Hoje, o Brasil tem mais cursos do que a China e os EUA. S\u00e3o oferecidas 21.816 vagas por ano para novos estudantes no Brasil. Nos EUA, s\u00e3o 17.364 vagas.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Por que as institui\u00e7\u00f5es particulares, que cobram mensalidades elevadas, apresentam \u00edndice ainda maior de reprova\u00e7\u00e3o, de 65%?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> Ao contr\u00e1rio das escolas p\u00fablicas, mais antigas e com um corpo docente articulado, as privadas s\u00e3o mais recentes. De 2010 a 2014, 36 cursos privados foram autorizados a abrir. H\u00e1 um objetivo de lucro em detrimento do ensino. Estamos lutando contra a abertura das escolas por n\u00e3o terem condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de ensino. \u00c9 preciso corrigir as distor\u00e7\u00f5es que existem antes de lan\u00e7ar novos cursos.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Mas a demanda \u00e9 grande, tanto que mais de quatro mil brasileiros foram para outros pa\u00edses estudar medicina.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> Por um lado, o pre\u00e7o das mensalidades n\u00e3o \u00e9 acess\u00edvel a grande parte dos jovens. Existem cursos de p\u00e9ssima qualidade, com mensalidade de R$ 6 mil. Por outro, quem n\u00e3o consegue entrar em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas vai para cursos fora do Pa\u00eds, que s\u00e3o verdadeiras arapucas. Nas escolas de fronteiras, os estudantes brasileiros tamb\u00e9m t\u00eam um ensino de p\u00e9ssima qualidade, muito pior do que as particulares daqui. S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es destinadas a fazer com\u00e9rcio. Temos visto um aumento de escolas m\u00e9dicas para satisfazer o mercado, porque s\u00e3o cursos lucrativos.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; E nas escolas p\u00fablicas, o que precisa ser feito para melhorar a qualidade do ensino?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> Elas precisam de mais investimentos. Os hospitais universit\u00e1rios precisam ser mais bem equipados. Agora foi criada uma empresa p\u00fablica para cuidar desses hospitais, que estavam abandonados. N\u00e3o se pode simplesmente transform\u00e1-los em hospitais de assist\u00eancia. \u00c9 preciso valorizar os corpos docentes, que s\u00e3o muito mal pagos. N\u00e3o pode haver a preocupa\u00e7\u00e3o com a assist\u00eancia em detrimento do ensino que o hospital oferta.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; O n\u00famero de escolas de medicina com avalia\u00e7\u00e3o insuficiente pelo MEC tamb\u00e9m cresceu. Quais s\u00e3o as defici\u00eancias dessas institui\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> As escolas s\u00e3o autorizadas a funcionar com pend\u00eancias que n\u00e3o s\u00e3o resolvidas. Os cursos s\u00e3o criados mesmo sem hospital conveniado, insumos e materiais de laborat\u00f3rio. O MEC tem que visitar essas escolas, mas muitas vezes os primeiros cursos terminam, o aluno recebe o diploma e a avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 feita. H\u00e1 uma liberalidade indevida. Espera-se que as escolas cumpram as solicita\u00e7\u00f5es exigidas, mas muitas deixam de cumprir e n\u00e3o h\u00e1 novas exig\u00eancias. E n\u00e3o ouvimos falar em escolas fechadas por defici\u00eancia de ensino. Cerca de 20% das escolas de medicina no Pa\u00eds deveriam ser fechadas. As corre\u00e7\u00f5es s\u00e3o sempre postergadas.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Especialidades como oncologia e cardiologia t\u00eam alta procura, ao contr\u00e1rio de carreiras como pediatria e medicina da fam\u00edlia. Como despertar o interesse por elas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> Isso passa por uma valoriza\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas. \u00c9 preciso oferecer ao m\u00e9dico condi\u00e7\u00f5es de trabalho e carreiras de Estado, como existe no meio jur\u00eddico. Essa tend\u00eancia existe pela desvaloriza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas b\u00e1sicas, que s\u00e3o esquecidas pelo governo. H\u00e1 muitos profissionais que gostam de trabalhar na cl\u00ednica m\u00e9dica, mas as \u00e1reas de maior complexidade remuneram melhor e oferecem melhores perspectivas socioecon\u00f4micas. O caminho seria a abertura de concursos p\u00fablicos e valoriza\u00e7\u00e3o profissional. Enxergar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u00e9 fundamental para entender a falta de interesse dos m\u00e9dicos pela carreira p\u00fablica no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; No in\u00edcio, o CFM era contr\u00e1rio ao programa &#8220;Mais M\u00e9dicos&#8221;, como o avalia agora?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> O programa trouxe m\u00e9dicos estrangeiros sem a revalida\u00e7\u00e3o dos diplomas e ao mesmo tempo n\u00e3o se fez nenhum investimento mais eficaz na sa\u00fade. Foi deixado de fora um plano de carreira para os m\u00e9dicos e n\u00e3o se investiu em condi\u00e7\u00f5es adequadas de trabalho para os profissionais nacionais. Temos uma preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade desses m\u00e9dicos que v\u00eam de cursos com uma carga extremamente reduzida, muito aqu\u00e9m do necess\u00e1rio. Um paciente que n\u00e3o tem nenhum m\u00e9dico naturalmente se sente mais acolhido com algu\u00e9m dando aten\u00e7\u00e3o. Mas os indicadores de sa\u00fade \u00e9 que v\u00e3o dizer se isso trouxe algum resultado.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Mas uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou que 95% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 satisfeita com o &#8220;Mais M\u00e9dicos&#8221;. O sr. n\u00e3o acha que ele ajudou a melhorar o acesso \u00e0 sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> A popula\u00e7\u00e3o certamente n\u00e3o aprovaria menos m\u00e9dicos. H\u00e1 uma satisfa\u00e7\u00e3o por ter algu\u00e9m por perto para dar aten\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo nos preocupamos porque o programa perpetua problemas que poderiam ser resolvidos de forma planejada, com investimento de m\u00e9dio e longo prazos. N\u00e3o se corrigem distor\u00e7\u00f5es na sa\u00fade com medidas heroicas.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Recentemente o governo criou medidas para estimular o parto normal. Qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do CFM sobre isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> A taxa de ces\u00e1reas recomendada pela OMS \u00e9 de 15% . Mas pouqu\u00edssimas na\u00e7\u00f5es atingem essa porcentagem. Em pa\u00edses como a Fran\u00e7a, h\u00e1 n\u00famero suficiente de m\u00e9dicos, obstetras e enfermeiras para atender \u00e0 demanda que chega aos hospitais. No Brasil, no setor privado, o trabalho de parto n\u00e3o \u00e9 coberto pelas operadoras e n\u00e3o \u00e9 pago com o m\u00ednimo de dignidade. O CFM possui uma resolu\u00e7\u00e3o que obriga toda maternidade a ter uma equipe de m\u00e9dicos de plant\u00e3o para o atendimento do parto. Se a gestante quer fazer o parto com o profissional que fez o pr\u00e9-natal, ela deve estabelecer isso contratualmente com ele. Hoje, o maior ressarcimento das operadoras de sa\u00fade ao SUS \u00e9 com o parto porque n\u00e3o h\u00e1 credenciamento de leitos nas maternidades particulares. Os hospitais particulares n\u00e3o se interessam em aumentar as vagas nas maternidades &#8212; h\u00e1 um d\u00e9ficit de mais tr\u00eas mil leitos.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; O Brasil vai conseguir reduzir o n\u00famero de cesarianas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> Ter uma equipe m\u00e9dica em n\u00famero suficiente \u00e9 fundamental. H\u00e1 uma demanda imensa de gestantes para pouqu\u00edssimos profissionais de plant\u00e3o. Um m\u00e9dico atende hoje entre 10 e 15 gestantes ao mesmo tempo. Por isso, a evolu\u00e7\u00e3o dos trabalhos de parto n\u00e3o \u00e9 acompanhada da forma adequada.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Mas as propostas esbarram na disponibilidade dos m\u00e9dicos para realizar partos longos. Os m\u00e9dicos tamb\u00e9m t\u00eam culpa pelo n\u00famero de ces\u00e1reas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> A causa \u00e9 multifatorial. Pode existir um profissional que queria fazer o parto de forma intempestiva, que queria evitar um tempo maior. Outro ponto fundamental \u00e9 que existe preconceito das gestantes com o parto normal pela quest\u00e3o da dor, do trauma. Elas preferem fazer a ces\u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; Maternidades est\u00e3o sendo fechadas por n\u00e3o gerarem lucro. Como fica a fun\u00e7\u00e3o social dos hospitais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> \u00c9 a mesma situa\u00e7\u00e3o das escolas privadas. Muitas s\u00e3o boas, mas muitas n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de ensino e est\u00e3o gerando lucro. O hospital \u00e9 uma entidade de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, mas precisa dar remunera\u00e7\u00e3o. O que n\u00e3o pode ocorrer \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de lucro em detrimento das fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. N\u00e3o posso crucificar os empres\u00e1rios dos hospitais dizendo que s\u00e3o irrespons\u00e1veis, porque eles atuam dentro de uma l\u00f3gica de mercado. \u00c0s vezes os hospitais t\u00eam preju\u00edzos insustent\u00e1veis. Trata-se de um contexto de gest\u00e3o que o hospital tem que equacionar. A Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade precisa disciplinar esse processo.<\/p>\n<p><strong>Isto\u00e9 &#8211; O n\u00famero de leitos do SUS vem caindo. O governo deveria repensar o modelo de financiamento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Carlos Vital Tavares Corr\u00eaa Lima &#8211;<\/strong> De 2010 a 2014, o SUS perdeu 13 mil leitos. Os sistemas que se prop\u00f5em a serem \u00fanicos no mundo t\u00eam pelo menos 70% do gasto sanit\u00e1rio total bancado pelo Estado. No Brasil, esse valor \u00e9 de 45,7%. Na Fran\u00e7a, esse percentual \u00e9 de 76,8%. H\u00e1 que se ter mais investimento no SUS. Mas, antes disso, queremos que o recurso dispon\u00edvel seja bem gasto. Nos \u00faltimos dez anos, tivemos R$ 112 bilh\u00f5es dispon\u00edveis e n\u00e3o utilizados. Esse valor \u00e9 maior do que o or\u00e7amento de um ano do SUS. \u00c9 necess\u00e1rio compet\u00eancia administrativa e acabar com a corrup\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m precisamos ter 10% da receita bruta da Uni\u00e3o para a sa\u00fade, mas hoje isso me parece imposs\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Isto\u00e9 O \u00faltimo exame para a obten\u00e7\u00e3o do registro m\u00e9dico do Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo (Cremesp) reprovou 55% dos candidatos. Os estudantes erraram diagn\u00f3sticos considerados simples, como pneumonia. 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