{"id":3552,"date":"2017-05-03T14:19:58","date_gmt":"2017-05-03T14:19:58","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=3552"},"modified":"2017-05-08T19:09:09","modified_gmt":"2017-05-08T19:09:09","slug":"cremerj-denuncia-governo-temer-por-ma-qualidade-dos-hospitais-federais-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2017\/05\/03\/cremerj-denuncia-governo-temer-por-ma-qualidade-dos-hospitais-federais-no-rio\/","title":{"rendered":"Cremerj denuncia Governo Temer por m\u00e1 qualidade dos hospitais federais no Rio"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ<\/p>\n<p>Os hospitais federais, que s\u00e3o centros de refer\u00eancia de m\u00e9dia e alta complexidade no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), t\u00eam sido sucateados pela falta de investimento financeiro, m\u00e1 gest\u00e3o e pouco controle de recursos. As consequ\u00eancias foram constatadas por vistorias recentes do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj): bloqueio de filas cir\u00fargicas, fechamento de diversos setores, d\u00e9ficit de profissionais, redu\u00e7\u00e3o de verbas, fechamento de servi\u00e7os e falta de medicamentos, inclusive quimioter\u00e1picos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da import\u00e2ncia como polos tecnol\u00f3gicos e centros de excel\u00eancia em casos complexos, essas unidades contribuem para a forma\u00e7\u00e3o de novos m\u00e9dicos e para o avan\u00e7o da medicina em nosso pa\u00eds. A rede p\u00fablica do Estado do Rio de Janeiro \u00e9 a que conta com o maior n\u00famero de hospitais federais em todo pa\u00eds e, apesar da fun\u00e7\u00e3o dessas unidades, s\u00e3o n\u00edtidas as a\u00e7\u00f5es do Governo Federal que visam seu desmonte.<\/p>\n<p>Em 2016, o Inca, que trata o c\u00e2ncer, recebeu R$ 40 milh\u00f5es a menos \u00e0 unidade.<\/p>\n<p>\u201cCom os hospitais estaduais em crise, a rede federal se torna ainda mais indispens\u00e1vel para a assist\u00eancia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, mas o governo federal n\u00e3o demonstra reconhecer a gravidade da situa\u00e7\u00e3o e tem tomado medidas que nos fazem confirmar a inten\u00e7\u00e3o de fechar essas unidades. O ministro tem lavado as m\u00e3os frente \u00e0 essa situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o presidente do Cremerj, Nelson Nahon.<\/p>\n<p>O Conselho se reuniu recentemente com representantes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no Estado e, no ano passado, com o pr\u00f3prio Ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, que afirmou que n\u00e3o tomaria medidas emergenciais para solucionar os problemas nas unidades.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulga em resposta \u00e0s fiscaliza\u00e7\u00f5es do Cremerj, foi comprovado, segundo informa\u00e7\u00f5es do Portal da Transpar\u00eancia, a redu\u00e7\u00e3o de investimento financeiro em algumas unidades. O total destinado pelo Governo Federal ao Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), ao Instituto Nacional do Cardiologia (INC) e aos hospitais federais Cardoso Fontes, da Lagoa e do Andara\u00ed foi reduzido entre os anos de 2015 e 2016. No Inca, por exemplo, em 2016, foram enviados R$ 40 milh\u00f5es a menos \u00e0 unidade, que \u00e9 o principal hospital oncol\u00f3gico do pa\u00eds. No Hospital do Andara\u00ed, que possui um Centro de Tratamento de Queimados e uma Unidade de Terapia Coronariana, o repasse teve uma redu\u00e7\u00e3o de quase R$ 3 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Hospital do Andara\u00ed, que possui um Centro de Tratamento de Queimados e uma Unidade de Terapia Coronariana, teve redu\u00e7\u00e3o de quase R$ 3 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Outro indicador de desmonte \u00e9 o d\u00e9ficit de profissionais, um ponto comum em todas as unidades. O \u00faltimo concurso p\u00fablico para contratar m\u00e9dicos para a rede federal foi realizado em 2010 e n\u00e3o existe previs\u00e3o para um pr\u00f3ximo certame. A situa\u00e7\u00e3o promete se agravar nos pr\u00f3ximos meses, por conta de novas aposentadorias e com a proibi\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Planejamento de realizar outras contrata\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias. A falta de recursos humanos tem impactado diretamente no funcionamento das emerg\u00eancias e na manuten\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>Fiscaliza\u00e7\u00f5es nas grandes emerg\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>O Hospital Federal Cardoso Fontes, fiscalizado recentemente, enfrenta problemas para reposi\u00e7\u00e3o da equipe m\u00e9dica, j\u00e1 que muitos servidores federais est\u00e3o em processo de aposentadoria e os atuais 473 m\u00e9dicos tempor\u00e1rios, contratados pelo N\u00facleo Estadual do Rio de Janeiro (Nerj), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, n\u00e3o poder\u00e3o renovar o contrato. At\u00e9 o momento, o desligamento de profissionais tempor\u00e1rios tem afetado, principalmente, a Emerg\u00eancia e os ambulat\u00f3rios de Gastroenterologia e de Cardiologia. Al\u00e9m disso, o setor de Cl\u00ednica M\u00e9dica est\u00e1 muito comprometido. Dos sete m\u00e9dicos do servi\u00e7o, quatro se aposentar\u00e3o e uma est\u00e1 em licen\u00e7a-maternidade. Por conta da falta de m\u00e9dicos, o setor corre o risco de fechamento.<\/p>\n<p>O volume de atendimentos e, principalmente, o d\u00e9ficit de leitos especializados para a transfer\u00eancia dos pacientes t\u00eam causado superlota\u00e7\u00e3o constante na Emerg\u00eancia da unidade. No dia da fiscaliza\u00e7\u00e3o, constatou-se que um paciente de 87 anos estava internado h\u00e1 25 dias em uma poltrona e outro paciente estava h\u00e1 15 dias internado em uma maca no corredor da Emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Como de costume, infelizmente, foi constatada defici\u00eancia de insumos e de alguns medicamentos. No Cardoso Fontes n\u00e3o h\u00e1 servi\u00e7o de neurocirurgia nem de hemodin\u00e2mica e h\u00e1 muita dificuldade de regula\u00e7\u00e3o dos pacientes graves para avalia\u00e7\u00e3o nestas especialidades. Muitos chegam a ficar semanas aguardando transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>No Andara\u00ed (HFA), h\u00e1 grave amea\u00e7a de interrup\u00e7\u00e3o do funcionamento de todo o hospital, pois 40% dos profissionais de sa\u00fade s\u00e3o contratados de forma tempor\u00e1ria pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Alguns servi\u00e7os j\u00e1 foram afetados, como o ambulat\u00f3rio de cardiologia e ode pneumologia, que reduziram o atendimento. No CTI, h\u00e1 apenas um m\u00e9dico no plant\u00e3o de s\u00e1bado.<\/p>\n<p>A Emerg\u00eancia do Hospital Federal do Andara\u00ed tamb\u00e9m funciona de forma inadequada desde 2012, quando suas instala\u00e7\u00f5es foram transferidas para o pr\u00e9dio ao lado. Na \u00e9poca, o setor foi fechado para obras, mas at\u00e9 hoje nada foi feito. A fiscaliza\u00e7\u00e3o do Cremerj tamb\u00e9m constatou que, no local, n\u00e3o havia instala\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o de risco e os pacientes aguardavam pelo atendimento no corredor de acesso aos ambulat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A sala de medica\u00e7\u00e3o \u00e9 improvisada no corredor e, no momento da vistoria, havia seis pacientes em observa\u00e7\u00e3o no mesmo espa\u00e7o, sendo que dois estavam h\u00e1 48 horas no local de forma inadequada por falta de leito de interna\u00e7\u00e3o. As cirurgias tor\u00e1cicas haviam sido suspensas por falta de equipamentos no Centro Cir\u00fargico. Foi constatado ainda a defici\u00eancia espor\u00e1dica de insumos e de medicamentos, com destaque para os de alto custo.<\/p>\n<p><strong>Desmonte do HFB<\/strong><\/p>\n<p>Desde 2011, a Emerg\u00eancia do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) funciona em cont\u00eaineres e \u00e9 conhecida como \u201cemerg\u00eancia de lata\u201d. Essa \u00e9 uma luta antiga do Cremerj, que h\u00e1 anos se une a entidades, como a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, para cobrar a mudan\u00e7a da estrutura. O aluguel das tr\u00eas estruturas que hoje comp\u00f5em o setor tem o custo de R$ 390 mil mensais. Nesses seis anos, os gastos com aluguel ultrapassa R$ 18 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>As obras da nova Emerg\u00eancia est\u00e3o em andamento e o t\u00e9rmino est\u00e1 previsto para junho de 2017, mas ainda n\u00e3o foi informado como ser\u00e1 feita a contrata\u00e7\u00e3o de profissionais e a compra de mobili\u00e1rio e de equipamentos para o setor. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 o momento, previs\u00e3o de concurso p\u00fablico para repor a sa\u00edda de m\u00e9dicos tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 cr\u00edtica a defici\u00eancia de m\u00e9dicos cl\u00ednicos gerais, pediatras e cirurgi\u00f5es. S\u00f3 na Emerg\u00eancia, a unidade perdeu 17 m\u00e9dicos plantonistas, cujos contratos venceram este ano. A Emerg\u00eancia continua superlotada, com 53 pacientes internados, bem acima da capacidade m\u00e1xima estabelecida em acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, que seriam de at\u00e9 25 pacientes. No dia da vistoria, havia tr\u00eas cl\u00ednicos de plant\u00e3o respons\u00e1veis pela enorme quantidade de pacientes internados e ainda pelos novos pacientes admitidos, j\u00e1 que a Emerg\u00eancia funciona de porta aberta. A fila de cirurgias est\u00e1 bloqueada em todo hospital e o Cremerj recebeu a informa\u00e7\u00e3o de que cerca de 30 mulheres aguardam pela mastectomia.<\/p>\n<p>H\u00e1 pacientes graves internados por longo per\u00edodo, mas que n\u00e3o conseguem ser transferidos pelo sistema de regula\u00e7\u00e3o, chamado de SER, que continua ineficaz. Constataram-se ainda pacientes idosos e imunossuprimidos \u2013 mais suscet\u00edveis a infec\u00e7\u00f5es \u2013 internados h\u00e1 dias em cadeiras simples no corredor da Emerg\u00eancia, sem as m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es de conforto e seguran\u00e7a, ao lado de pacientes com doen\u00e7as infectocontagiosas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ Os hospitais federais, que s\u00e3o centros de refer\u00eancia de m\u00e9dia e alta complexidade no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), t\u00eam sido sucateados pela falta de investimento financeiro, m\u00e1 gest\u00e3o e pouco controle de recursos. 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