{"id":3967,"date":"2017-08-01T13:01:30","date_gmt":"2017-08-01T13:01:30","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=3967"},"modified":"2017-08-01T22:00:28","modified_gmt":"2017-08-01T22:00:28","slug":"cremerj-alerta-para-crise-na-rede-municipal-de-saude-do-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2017\/08\/01\/cremerj-alerta-para-crise-na-rede-municipal-de-saude-do-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"CREMERJ alerta para crise na rede municipal de Sa\u00fade do Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ<\/p>\n<p>Depois da crise financeira da rede p\u00fablica de sa\u00fade estadual e federal do Rio, agora \u00e9 a municipal que sinaliza colapso na assist\u00eancia e na manuten\u00e7\u00e3o de suas unidades. Os hospitais de emerg\u00eancia do munic\u00edpio do Rio \u2013 principalmente Salgado Filho, Louren\u00e7o Jorge, Souza Aguiar e Miguel Couto \u2013 t\u00eam sofrido com a falta de insumos, de recursos humanos, de superlota\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da suspens\u00e3o de contratos de manuten\u00e7\u00e3o, maqueiros e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo relatos de profissionais destes hospitais, desde o in\u00edcio deste ano a rede tem sofrido com repasses irregulares de verbas, impactando diretamente no funcionamento das unidades e na assist\u00eancia aos doentes. As empresas terceirizadas que prestam servi\u00e7os de maqueiro, manuten\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia t\u00eam sido afetadas diretamente pelo atraso em seus pagamentos.<\/p>\n<p>Na \u00faltima semana, algumas unidades tiveram esses tr\u00eas servi\u00e7os suspensos. Os hospitais Salgado Filho e Louren\u00e7o Jorge est\u00e3o entre eles. M\u00e9dicos e familiares de pacientes precisaram fazer o transporte dos doentes, pois n\u00e3o havia maqueiro nas unidades. A seguran\u00e7a tamb\u00e9m foi improvisada. Sem vigilantes para controlar a entrada e a sa\u00edda de pessoas dos hospitais, funcion\u00e1rios se revezavam na vigil\u00e2ncia das duas unidades.<\/p>\n<p>A falta de insumos e de medicamentos \u00e9 outra dificuldade relatada por m\u00e9dicos de todas as unidades. No Hospital Souza Aguiar, por exemplo, faltam materiais b\u00e1sicos como luvas e gazes. Devido aos estoques baixos e muitas vezes inexistentes, alguns hospitais correm o risco de precisar limitar o atendimento. A medida pode trazer grandes preju\u00edzos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a rede municipal tem absorvido grande parte dos pacientes que n\u00e3o conseguem atendimento nas redes estadual e federal, tamb\u00e9m impactadas pela crise financeira.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit de recursos humanos \u00e9 outro agravante para a rede do munic\u00edpio. No Salgado Filho, a car\u00eancia \u00e9 de 152 m\u00e9dicos, al\u00e9m da falta de diversos outros profissionais. No Souza Aguiar, a Unidade Coronariana corre o risco de fechar devido \u00e0 escassez de m\u00e9dicos. O Hospital Municipal da Piedade tamb\u00e9m passa pelo mesmo problema.<\/p>\n<p>Apesar da falta de profissionais, o prefeito Marcelo Crivella assinou um decreto que impede a cria\u00e7\u00e3o de novos concursos. Al\u00e9m disso, o decreto impede a convoca\u00e7\u00e3o dos profissionais j\u00e1 aprovados em concursos realizados. A medida seria para se adequar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).<\/p>\n<p>Mas o corte no or\u00e7amento tamb\u00e9m tem atingido algumas Organiza\u00e7\u00f5es Sociais (OSs) que administram hospitais municipais. No Rocha Faria, por exemplo, a OS n\u00e3o tem recebido integralmente seus repasses. De acordo com profissionais da unidade, s\u00e3o grandes as chances de boa parte dos funcion\u00e1rios terceirizados serem demitidos por conta deste corte no pagamento.<\/p>\n<p>Outro fator que evidencia a crise financeira \u00e9 a suspens\u00e3o do adiantamento da primeira parcela do 13\u00ba sal\u00e1rio dos servidores municipais, que era pago tradicionalmente no dia 15 de julho. A revis\u00e3o, segundo anunciado pelo prefeito Marcelo Crivella, \u00e9 que a primeira parcela seja paga at\u00e9 30 de novembro e a segunda, at\u00e9 20 de dezembro.<\/p>\n<p>Para o coordenador da Comiss\u00e3o de Sa\u00fade P\u00fablica do CREMERJ, Pablo Vazquez, \u00e9 grande o ind\u00edcio de que a crise financeira que atingiu o Estado e o governo federal est\u00e1 chegando ao munic\u00edpio do Rio.<\/p>\n<p>\u201cA crise econ\u00f4mica, al\u00e9m atingir a rede federal e estadual, est\u00e1 se desdobrando para a municipal. Estamos fazendo um alerta para que a popula\u00e7\u00e3o e a sociedade civil cobrem do governo municipal uma posi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos esperar que a crise atinja tamb\u00e9m a rede municipal para depois tomar uma atitude\u201d, enfatizou Vazquez.<\/p>\n<p><strong>Contradi\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<p>Assim que assumiu a prefeitura do Rio, Marcelo Crivella anunciou que a sa\u00fade p\u00fablica seria uma das prioridades de seu governo. Ele prop\u00f4s algumas medidas para melhorar o setor, entre elas, a municipaliza\u00e7\u00e3o das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o aumento do n\u00famero de leitos de hospitais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>No entanto, dados do portal Rio Transparente, o Portal de Transpar\u00eancia da prefeitura, apontam que ele seguiu na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. Em 2016 a C\u00e2mara dos Vereadores aprovou para a Sa\u00fade R$ 5,46 bilh\u00f5es. Mas os n\u00fameros oficiais apontam R$ 4,92 bilh\u00f5es, um corte de R$ 547 milh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ Depois da crise financeira da rede p\u00fablica de sa\u00fade estadual e federal do Rio, agora \u00e9 a municipal que sinaliza colapso na assist\u00eancia e na manuten\u00e7\u00e3o de suas unidades. 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