{"id":4194,"date":"2017-09-25T18:01:05","date_gmt":"2017-09-25T18:01:05","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=4194"},"modified":"2017-09-25T21:12:34","modified_gmt":"2017-09-25T21:12:34","slug":"calibrando-a-mira-na-luta-contra-o-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2017\/09\/25\/calibrando-a-mira-na-luta-contra-o-cancer\/","title":{"rendered":"Calibrando a mira na luta contra o c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>S\u00e3o raras as pessoas que n\u00e3o t\u00eam suas vidas em algum momento dilaceradas pelo c\u00e2ncer. Mais dia, menos dia, seja um amigo, um irm\u00e3o, um c\u00f4njuge, um pai ou um filho, praticamente todo mundo perde algu\u00e9m para a doen\u00e7a. E hoje isso \u00e9 ainda mais comum do que no passado. H\u00e1 uma gera\u00e7\u00e3o, no mundo desenvolvido, um em cada tr\u00eas indiv\u00edduos corria o risco de ouvir o diagn\u00f3stico funesto: \u201cInfelizmente, \u00e9 c\u00e2ncer\u201d. Agora, em alguns pa\u00edses, a amea\u00e7a paira sobre quase metade da popula\u00e7\u00e3o. Quanto mais as pessoas se livram de morrer de outras coisas, mais suas c\u00e9lulas acumulam os desgastes e imperfei\u00e7\u00f5es que levam ao c\u00e2ncer. O sujeito faz de tudo para viver mais e como recompensa ganha um tumor.<\/p>\n<p>Em termos mundiais, o c\u00e2ncer s\u00f3 mata menos do que as doen\u00e7as card\u00edacas. Em 2015, 8,8 milh\u00f5es de pessoas morreram em decorr\u00eancia de tumores malignos, 75% das quais em pa\u00edses de renda baixa e m\u00e9dia. Entre 2005 e 2015, observou-se aumento de 33% no n\u00famero de casos, em raz\u00e3o principalmente do efeito combinado do envelhecimento com o crescimento populacional. Nos pr\u00f3ximos 20 anos, a taxa de novos casos deve chegar a 70%.<\/p>\n<p>Tal difus\u00e3o \u00e9 contrabalan\u00e7ada pelo fato de que, nos pa\u00edses desenvolvidos, o c\u00e2ncer est\u00e1 se tornando menos letal. Atualmente, nos Estados Unidos, 67% dos pacientes oncol\u00f3gicos t\u00eam sobrevida de pelo menos cinco anos. A progress\u00e3o da doen\u00e7a varia conforme as particularidades do c\u00e2ncer e do pr\u00f3prio paciente. No caso de alguns tumores, como o de p\u00e2ncreas, a ci\u00eancia fez pouqu\u00edssimos avan\u00e7os. Mas, de modo geral, h\u00e1 raz\u00f5es para otimismo.<\/p>\n<p>Novas ferramentas de pesquisa, como a produ\u00e7\u00e3o facilitada de anticorpos, o sequenciamento gen\u00e9tico acelerado e os m\u00e9todos cada vez mais simples de engenharia gen\u00e9tica, est\u00e3o revolucionando o entendimento que os bi\u00f3logos t\u00eam do c\u00e2ncer, viabilizando o desenvolvimento de terapias mais espec\u00edficas. Al\u00e9m disso, o arsenal da biologia molecular j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 confinado aos laborat\u00f3rios. Por meio de testes gen\u00e9ticos, \u00e9 poss\u00edvel identificar as vulnerabilidades espec\u00edficas do tumor de um paciente em particular. Seus anticorpos podem ser instru\u00eddos a atacar as mol\u00e9culas que desembestaram a se multiplicar desordenadamente. Suas c\u00e9lulas podem ser modificadas para enfrentar melhor a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>E a d\u00e9cada atual assistiu ao surgimento de uma abordagem terap\u00eautica inteiramente nova. A ideia de p\u00f4r o sistema imunol\u00f3gico para combater tumores com todas as suas armas, que h\u00e1 pouco tempo n\u00e3o passava de um sonho, tornou-se pr\u00e1tica m\u00e9dica, com terapias aprovadas para oito tipos de c\u00e2ncer. Nos congressos de oncologia, o entusiasmo \u00e9 palp\u00e1vel.<\/p>\n<p>Tais avan\u00e7os t\u00eam levado as autoridades sanit\u00e1rias a agilizar a aprova\u00e7\u00e3o de novos tratamentos para doen\u00e7as com alto grau de letalidade. Se, por um lado, isso faz com que cheguem ao mercado drogas extremamente caras, mas com pouco ou nenhum efeito ben\u00e9fico, por outro, impulsiona uma onda de investimentos e inova\u00e7\u00f5es sem precedentes. O n\u00famero de drogas oncol\u00f3gicas em desenvolvimento aumentou 45% nos \u00faltimos dez anos. Atualmente h\u00e1 600 delas sendo desenvolvidas por empresas de biotecnologia e laborat\u00f3rios farmac\u00eauticos.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 de todo r\u00f3seo. Para os mais pobres, a preven\u00e7\u00e3o e o tratamento ainda s\u00e3o prec\u00e1rios. Em muitas partes do mundo, o acesso a medicamentos quimioter\u00e1picos e analg\u00e9sicos b\u00e1sicos \u00e9 restrito. E os problemas n\u00e3o se limitam \u00e0s na\u00e7\u00f5es mais pobres. A incid\u00eancia de tumores provocados por maus h\u00e1bitos alimentares, obesidade, consumo excessivo de \u00e1lcool e tabagismo poderia ser significativamente reduzida nos pa\u00edses ricos. A vacina\u00e7\u00e3o contra o v\u00edrus do papiloma humano (HPV) \u00e9 rotineira em Ruanda, mas nos EUA ainda \u00e9 limitada \u2014 o que significa que milhares de mulheres americanas desenvolver\u00e3o tumores cervicais que poderiam ter sido evitados.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo que algumas tarefas simples estejam sendo tragicamente negligenciadas, os avan\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o apenas poss\u00edveis. Est\u00e3o acontecendo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o S\u00e3o raras as pessoas que n\u00e3o t\u00eam suas vidas em algum momento dilaceradas pelo c\u00e2ncer. 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