{"id":4345,"date":"2017-10-23T19:44:00","date_gmt":"2017-10-23T19:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=4345"},"modified":"2017-10-24T09:21:25","modified_gmt":"2017-10-24T09:21:25","slug":"ministro-encerra-dialogo-e-nega-melhorias-para-a-saude-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2017\/10\/23\/ministro-encerra-dialogo-e-nega-melhorias-para-a-saude-do-rio\/","title":{"rendered":"Ministro encerra di\u00e1logo e nega melhorias para a Sa\u00fade do Rio"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ<\/p>\n<p>O ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, esgotou qualquer possibilidade de debate com as entidades profissionais de sa\u00fade no Estado do Rio de Janeiro. Durante reuni\u00e3o no CREMERJ nessa segunda-feira, 16, ele se mostrou extremamente desrespeitoso com os presidentes e representantes dos conselhos profissionais, com os m\u00e9dicos e demais funcion\u00e1rios que atuam nas unidades e at\u00e9 com os secret\u00e1rios estadual e municipal de Sa\u00fade da capital. Mantendo sua postura arrogante e declara\u00e7\u00f5es pol\u00eamicas e injustas, inclusive contra a popula\u00e7\u00e3o fluminense, o mandat\u00e1rio da pasta surpreendeu de forma negativa os participantes do encontro ao fornecer dados absurdos sobre os hospitais federais, reafirmando que n\u00e3o far\u00e1 a renova\u00e7\u00e3o dos contratos tempor\u00e1rios por n\u00e3o existir falta de equipes nas unidades.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a reuni\u00e3o, o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, frisou que, infelizmente, o ministro, que \u00e9 engenheiro, desconhece a realidade dos hospitais e a necessidade da popula\u00e7\u00e3o: &#8220;Ricardo Barros \u00e9 incapaz de manter o di\u00e1logo. Ele s\u00f3 v\u00ea n\u00fameros, e, ainda assim, n\u00fameros que n\u00e3o condizem com o que vemos nas unidades. Ele se nega a conhecer o cen\u00e1rio da sa\u00fade do Rio de Janeiro e as demandas dos profissionais\u201d, declarou Nahon.<\/p>\n<p><strong>Reuni\u00e3o no CREMERJ<\/strong><\/p>\n<p>A deputada federal Jandira Feghali, representando a Frente Parlamentar de Sa\u00fade, abriu a audi\u00eancia explicando que a reuni\u00e3o foi motivada pelo agravamento do desmonte das unidades federais do Rio de Janeiro nos \u00faltimos meses. A parlamentar deu um panorama dos principais problemas encontrados nas fiscaliza\u00e7\u00f5es realizadas pela Comiss\u00e3o Externa da C\u00e2mara dos Deputados, em conjunto com CRM e Coren. Os pontos mais cr\u00edticos apontados por ela foram o d\u00e9ficit de recursos humanos e a defici\u00eancia da regula\u00e7\u00e3o de pacientes.<\/p>\n<p>\u201cA comiss\u00e3o j\u00e1 tomou medidas no campo jur\u00eddico e legislativo, mas precisamos de resolu\u00e7\u00f5es imediatas, pois a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode continuar desassistida. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso que a reestrutura\u00e7\u00e3o do perfil das unidades proposta pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade seja debatida com os conselhos profissionais, al\u00e9m do corpo cl\u00ednico, pois s\u00e3o eles que vivem o dia a dia das unidades\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Em seguida, o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, relatou uma s\u00e9rie de problemas encontrados nos seis hospitais federais no Rio (Andara\u00ed, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores do Estado) e nos tr\u00eas institutos (de Cardiologia, de C\u00e2ncer e de Traumatologia e Ortopedia) durante fiscaliza\u00e7\u00f5es do Conselho e reuni\u00f5es com o corpo cl\u00ednico. Ele tamb\u00e9m salientou que a n\u00e3o renova\u00e7\u00e3o dos contratos tem provocado o fechamento de servi\u00e7os e de leitos, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o de atendimentos.<\/p>\n<p>Antes de iniciar os debates com os presentes, o secret\u00e1rio de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade (SAS), Francisco de Assis Figueiredo, apresentou o projeto de reestrutura\u00e7\u00e3o da rede federal do Rio de Janeiro. Mas o que chocou os participantes do encontro foi a proposta de redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de profissionais em todas as unidades. Equivocadamente, segundo o secret\u00e1rio, a rede hoje apresenta um n\u00famero excessivo de recursos humanos e, mesmo assim, tem servi\u00e7os ociosos.<\/p>\n<p>O conselheiro do CREMERJ Gil Sim\u00f5es contestou o projeto, principalmente a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de profissionais. \u201cTrabalho h\u00e1 30 anos no servi\u00e7o de pediatria do Hospital Federal dos Servidores e posso garantir que toda a minha equipe \u00e9 muito comprometida. Al\u00e9m disso, com toda a minha experi\u00eancia, posso afirmar que nunca vi um momento t\u00e3o ruim da sa\u00fade p\u00fablica. A popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 totalmente desassistida. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 reduzir quadro, mas sim realizar concurso p\u00fablico e criar a carreira de Estado, pois uma das consequ\u00eancias da contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria s\u00e3o falta de continuidade dos servi\u00e7os e preju\u00edzos h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica\u201d, disse.<\/p>\n<p>O replanejamento da rede tamb\u00e9m foi amplamente desaprovado pelos representantes do corpo cl\u00ednico das unidades. A sugest\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de contratos foi o ponto mais criticado, pois todos alegaram falta de m\u00e9dicos, enfermeiros e t\u00e9cnicos de enfermagem. O chefe da Cl\u00ednica Cir\u00fargica do Hospital Federal de Bonsucesso, Baltazar Fernandes, contestou os n\u00fameros sobre a unidade apresentados pelo secret\u00e1rio da SAS.<\/p>\n<p>\u201cO que nos preocupa \u00e9 o desencontro total com a realidade do hospital, especialmente em rela\u00e7\u00e3o aos recursos humanos. N\u00e3o temos funcion\u00e1rios demais, ao contr\u00e1rio, estamos com uma grande car\u00eancia de pessoal. N\u00e3o conseguirmos repor o quadro vamos comprometer muito a forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Os hospitais federais s\u00e3o grandes formadores e n\u00e3o podemos deixar que isso se perca\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A inconsist\u00eancia dos dados de recursos humanos tamb\u00e9m foi apontada por Maria Jos\u00e9, do Hospital Federal do Andara\u00ed (HFA). Ela contou que os servi\u00e7os de pneumologia e de cardiologia, por exemplo, foram fechados por falta de m\u00e9dicos. O d\u00e9ficit de recursos tamb\u00e9m atingiu o CTI, que perdeu quatro leitos devido \u00e0 falta de profissionais.<\/p>\n<p>\u201cDependendo do que acontecer at\u00e9 o final do ano vamos fechar mais servi\u00e7os. Al\u00e9m de estarmos reduzindo as equipes em raz\u00e3o do fim dos contratos tempor\u00e1rios, muitos profissionais est\u00e3o pedindo demiss\u00e3o devido \u00e0 inseguran\u00e7a. Temos nos esfor\u00e7ado muito para manter a unidade funcionando, mas a cada dia tem ficado mais dif\u00edcil. A ponta est\u00e1 se sentindo abandonada, senhor ministro\u201d, desabafou.<\/p>\n<p>O diretor do Conselho Federal de Medicina (CFM) Sidnei Ferreira chamou aten\u00e7\u00e3o para o fato de o CREMERJ e o CFM j\u00e1 terem apresentado ao ministro anteriormente, em Bras\u00edlia, relat\u00f3rios que apontam a situa\u00e7\u00e3o real das unidades no Estado do Rio e cobrou uma resolu\u00e7\u00e3o urgente dos problemas.<\/p>\n<p><strong>Ministro ataca profissionais e secret\u00e1rios. Vejam a lista:<\/strong><\/p>\n<p>1- Apesar dos apelos, o ministro da Sa\u00fade foi enf\u00e1tico ao declarar que o planejamento ser\u00e1 posto em pr\u00e1tica, independentemente da opini\u00e3o dos profissionais e dos conselhos. Ele alegou que o mapeamento do perfil foi feito baseado na consultoria de profissionais do hospital S\u00edrio Liban\u00eas (SP) e que ele acredita que condiz com a realidade (no Hospital Federal Cardoso Fontes, a equipe do S\u00edrio Liban\u00eas fez o mapeamento da unidade em apenas quatro horas).<\/p>\n<p>2- \u201cA Sa\u00fade est\u00e1 ruim, mas ningu\u00e9m quer fazer nada. Quando se fala em mudar, dizem: \u201cN\u00e3o mexe no meu queijo\u201d. Vai mudar em outro lugar. Vamos transformar tudo sim. Para melhorar o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) \u00e9 preciso mexer. Vim para deixar melhor. \u00c9 obvio que temos um problema de gest\u00e3o no Rio de Janeiro e precisamos mudar isso\u201d, declarou.<\/p>\n<p>3- Sobre os contratos tempor\u00e1rios, Ricardo Barros reafirmou que ser\u00e3o cortados 1,5 mil contratos tempor\u00e1rios da folha de pagamento e que s\u00f3 ser\u00e3o renovados os contratos das especialidades que ser\u00e3o determinadas para cada unidade. Para ele, isso trar\u00e1 produtividade e economia e n\u00e3o faltar\u00e1 atendimento. A respeito do erro nos dados citados, ele disse que est\u00e1 aberto a receber corre\u00e7\u00f5es, mas alfinetou os diretores das unidades alegando que eles n\u00e3o passaram as informa\u00e7\u00f5es que foram pedidas h\u00e1 meses.<\/p>\n<p>4- \u201cN\u00e3o vamos renovar s\u00f3 porque j\u00e1 tem no hospital. Precisa parar com a catimba e resolver. Chega de empurrar com a barriga. Parem de proteger quem n\u00e3o trabalha. Aqui no Rio de Janeiro se apresenta vantajoso ser solid\u00e1rio a quem n\u00e3o trabalha. Seja solid\u00e1rio com quem est\u00e1 doente na porta do hospital. Vamos acabar com o privil\u00e9gio\u201d, atacou.<\/p>\n<p>5- Sobre a regula\u00e7\u00e3o, o ministro tamb\u00e9m foi agressivo com os secret\u00e1rios estadual e municipal de Sa\u00fade da capital. Ele exigiu que as entidades cheguem a um acordo sobre o funcionamento da regula\u00e7\u00e3o \u00fanica.<\/p>\n<p>6- \u201cN\u00e3o aguento mais olhar na cara desses dois secret\u00e1rios. Com voc\u00eas \u00e9 tudo para amanh\u00e3. Aqui tudo sempre \u00e9 para amanh\u00e3. Estou estudando o Rio de Janeiro h\u00e1 muito tempo e a regra \u00e9 deixar para amanh\u00e3. Todo m\u00eas venho aqui para resolver isso. Estou nessa h\u00e1 um ano e meio. Quem vai perder \u00e9 o Rio de Janeiro, \u00e9 o cidad\u00e3o fluminense, \u00e9 quem precisa da Sa\u00fade p\u00fablica\u201d, desconversou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ O ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, esgotou qualquer possibilidade de debate com as entidades profissionais de sa\u00fade no Estado do Rio de Janeiro. 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