{"id":4776,"date":"2018-03-05T12:26:17","date_gmt":"2018-03-05T12:26:17","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=4776"},"modified":"2018-03-06T11:10:14","modified_gmt":"2018-03-06T11:10:14","slug":"novas-regras-para-a-pratica-do-ato-anestesico-reforcam-seguranca-do-paciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2018\/03\/05\/novas-regras-para-a-pratica-do-ato-anestesico-reforcam-seguranca-do-paciente\/","title":{"rendered":"Novas regras para a pr\u00e1tica do ato anest\u00e9sico refor\u00e7am seguran\u00e7a do paciente"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CFM<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica do ato anest\u00e9sico recebeu,\u00a0nesta ter\u00e7a-feira (27), novas diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM). O objetivo da atualiza\u00e7\u00e3o \u2013 publicada ap\u00f3s mais de dez anos de vig\u00eancia da norma anterior \u2013 foi adequar as novas regras \u00e0s atuais terminologias e responsabilidades dos m\u00e9dicos anestesiologistas em sua atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica di\u00e1ria.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/visualizar\/resolucoes\/BR\/2017\/2174\">Acesse aqui a \u00edntegra da Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.174\/2017<\/a><\/p>\n<p>Ainda como resultado, a C\u00e2mara T\u00e9cnica de Anestesiologia do CFM, que conduziu esse trabalho \u2013 agregando experi\u00eancias de diversos especialistas e da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) \u2013, pretende aumentar a seguran\u00e7a do ato anest\u00e9sico, inclusive com o incremento de novas tecnologias farmacocin\u00e9ticas e farmacodin\u00e2micas e seus respectivos monitoramentos na pr\u00e1tica cl\u00ednica, conforme explica o relator da norma, o conselheiro Alexandre de Menezes Rodrigues.<\/p>\n<p>Segundo Rodrigues, &#8220;as mudan\u00e7as epidemiol\u00f3gicas nos \u00faltimos 10 anos, com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, tornaram mais complexos os procedimentos anest\u00e9sicos e demandaram o empenho normatizador do CFM sobre esse cen\u00e1rio, que tem forte repercuss\u00e3o na pr\u00e1tica m\u00e9dica&#8221;.<\/p>\n<p>Outro ponto de destaque em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a foi a \u00eanfase ao papel de m\u00e9dicos e diretores t\u00e9cnicos para garantir as condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de atendimento nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas. Nesse sentido, a nova diretriz considera regramentos recentes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) que tratam do tema. Considera tamb\u00e9m dispositivos recentes do CFM, como a\u00a0<a href=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/0\/#inbox\/161d772784dd77c1?projector=1&amp;messagePartId=0.1\">Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.147\/2016<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;Uma importante novidade \u00e9 o detalhamento sobre as responsabilidades dos m\u00e9dicos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a. Orientamos que comuniquem qualquer irregularidade ao diretor t\u00e9cnico e, quando necess\u00e1rio, \u00e0 Comiss\u00e3o de \u00c9tica M\u00e9dica da institui\u00e7\u00e3o ou ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Em casos espec\u00edficos, est\u00e1 autorizada inclusive a suspens\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o do procedimento&#8221;, explica Rodrigues.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a refor\u00e7ada<\/strong>\u00a0\u2013 A nova diretriz apresenta, ainda, em detalhes, a responsabilidade do diretor t\u00e9cnico da institui\u00e7\u00e3o para assegurar as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e relaciona as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de seguran\u00e7a para a pr\u00e1tica da anestesia (tipos de monitoriza\u00e7\u00e3o do paciente e equipamentos, instrumental e materiais, e f\u00e1rmacos obrigat\u00f3rios).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, novos artigos tratam sobre medidas preventivas voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de riscos. Entre elas est\u00e3o a observ\u00e2ncia de crit\u00e9rios cl\u00ednicos de gravidade e outras recomenda\u00e7\u00f5es gerais como responsabilidades por atos m\u00e9dicos, orienta\u00e7\u00f5es sobre rela\u00e7\u00f5es de trabalho (como carga hor\u00e1ria compat\u00edvel com as exig\u00eancias legais e profissionais suficientes, por exemplo), notifica\u00e7\u00e3o de eventos adversos e treinamento de situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas em anestesia, entre outros pontos.<\/p>\n<p>Veja as principais mudan\u00e7as trazidas pela\u00a0<a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/visualizar\/resolucoes\/BR\/2017\/2174\">R<\/a><a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/visualizar\/resolucoes\/BR\/2017\/2174\">esolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.174\/2017<\/a>, j\u00e1 em vigor:<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">A nova diretriz considera regramentos recentes que repercutem na pr\u00e1tica do ato anest\u00e9sico como a Portaria n\u00ba 529, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a RDC n\u00ba 36 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), que tratam da seguran\u00e7a do paciente em servi\u00e7os de sa\u00fade. Considera tamb\u00e9m dispositivos recentes do CFM que t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com o tema, como a Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.147\/2016, que trata da garantia das condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de atendimento nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">A norma conta agora com nove anexos que tratam do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, da documenta\u00e7\u00e3o da anestesia no pr\u00e9-operat\u00f3rio, no intraoperat\u00f3rio e no p\u00f3s-operat\u00f3rio, al\u00e9m de diretrizes para auxiliar na identifica\u00e7\u00e3o do risco cir\u00fargico e listas de equipamentos obrigat\u00f3rios ou recomendados para a administra\u00e7\u00e3o da anestesia e suporte cardiorrespirat\u00f3rio. Detalham, ainda, instrumentos, materiais e f\u00e1rmacos\u00a0que permitem a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer ato anest\u00e9sico com seguran\u00e7a, assim como a realiza\u00e7\u00e3o de procedimentos t\u00e9cnicos da equipe voltados \u00e0 reanima\u00e7\u00e3o cardiorrespirat\u00f3ria.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">Os incisos V e VI do Art. 1\u00ba trazem novo detalhamento sobre as responsabilidades do m\u00e9dico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a do ambiente cir\u00fargico e da sala de recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-anest\u00e9sica, orientando-o a comunicar qualquer irregularidade ao diretor t\u00e9cnico da institui\u00e7\u00e3o e, quando necess\u00e1rio, \u00e0 Comiss\u00e3o de \u00c9tica M\u00e9dica ou ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Em casos espec\u00edficos, est\u00e1 autorizada inclusive a suspens\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o do procedimento.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">O Art. 2\u00ba apresenta em detalhes a responsabilidade do diretor t\u00e9cnico da institui\u00e7\u00e3o para assegurar as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, &#8220;as quais devem ser definidas previamente entre: o m\u00e9dico anestesista respons\u00e1vel, o servi\u00e7o de anestesia e o diretor t\u00e9cnico da institui\u00e7\u00e3o hospitalar&#8221; e seguir as exig\u00eancias relacionadas no Art. 3\u00ba.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">As condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de seguran\u00e7a para a pr\u00e1tica da anestesia como tipos de monitoriza\u00e7\u00e3o do paciente e equipamentos, instrumental e materiais, e f\u00e1rmacos obrigat\u00f3rios est\u00e3o relacionados no Art. 3\u00ba<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">O Art. 6\u00ba A alta da sala de recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-anest\u00e9sica, antes responsabilidade exclusiva do m\u00e9dico anestesiologista, agora pode ser dada tamb\u00e9m pelo plantonista dessa unidade.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">O \u00a7 6\u00ba do Art. 7\u00ba, ao estabelecer os tipos de monitoramento aos quais o paciente dever\u00e1 ser submetido na SRPA, traz novos itens a serem observados, como movimento de membros inferiores e superiores p\u00f3s-anestesia regional. Outros novos itens s\u00e3o o controle da temperatura corporal e dos meios para assegurar a normotermia, e o controle de n\u00e1useas e v\u00f4mitos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">Novos artigos como os 4\u00ba e 5\u00ba tratam sobre medidas preventivas voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de riscos e ao aumento da seguran\u00e7a do ato anest\u00e9sico. Entre elas est\u00e3o a observ\u00e2ncia de crit\u00e9rios cl\u00ednicos de gravidade e outras recomenda\u00e7\u00f5es gerais como responsabilidades por atos m\u00e9dicos, orienta\u00e7\u00f5es sobre rela\u00e7\u00f5es de trabalho (como carga hor\u00e1ria compat\u00edvel com as exig\u00eancias legais e profissionais suficientes, por exemplo), notifica\u00e7\u00e3o de eventos adversos e treinamento de situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas em anestesia, entre outros.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"642\">Os artigos 7\u00ba e 8\u00ba pormenorizam as responsabilidades e obriga\u00e7\u00f5es dos m\u00e9dicos plantonista e anestesista envolvidos na remo\u00e7\u00e3o do paciente para a SRPA, desde a admiss\u00e3o at\u00e9 o momento da alta, e tamb\u00e9m a remo\u00e7\u00e3o para o Centro de Terapia Intensiva (CTI).<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM A pr\u00e1tica do ato anest\u00e9sico recebeu,\u00a0nesta ter\u00e7a-feira (27), novas diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM). O objetivo da atualiza\u00e7\u00e3o \u2013 publicada ap\u00f3s mais de dez anos de vig\u00eancia da norma anterior \u2013 foi adequar as novas regras \u00e0s atuais terminologias e responsabilidades dos m\u00e9dicos anestesiologistas em sua atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica di\u00e1ria. 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