{"id":565,"date":"2015-04-13T12:10:48","date_gmt":"2015-04-13T12:10:48","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=565"},"modified":"2015-04-13T12:10:48","modified_gmt":"2015-04-13T12:10:48","slug":"conselho-federal-de-medicina-e-contra-a-criacao-de-cursos-de-medicina-no-pais-entenda-o-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/04\/13\/conselho-federal-de-medicina-e-contra-a-criacao-de-cursos-de-medicina-no-pais-entenda-o-porque\/","title":{"rendered":"Conselho Federal de Medicina \u00e9 contra a cria\u00e7\u00e3o de cursos de medicina no pa\u00eds. Entenda o porqu\u00ea"},"content":{"rendered":"<p>fonte: VEJA<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00f5es que representam os m\u00e9dicos no Brasil s\u00e3o contra a <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/educacao\/governo-preve-abertura-de-cursos-de-medicina-nas-regioes-n-ne-e-co\" rel=\"\">abertura de vagas em cursos de medicina<\/a> anunciada pelo governo federal na \u00faltima semana. O edital, feito em conjunto pelos minist\u00e9rio da Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o, prev\u00ea a abertura de 1.887 vagas em 22 cidades de oito Estados das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O objetivo \u00e9 elevar o n\u00famero de m\u00e9dicos do Brasil para 600 000 at\u00e9 2026 (em 2013 haviam 374 000). No entanto, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina (APM), a iniciativa federal, parte do Programa Mais M\u00e9dicos, n\u00e3o surtir\u00e1 os efeitos esperados na sa\u00fade p\u00fablica brasileira.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 um ato de irresponsabilidade&#8221;, afirma Mauro Ribeiro, vice-presidente do CFM. &#8220;Atualmente, o Brasil tem cerca de 150 escolas m\u00e9dicas. Em n\u00famero absolutos perdemos apenas para a \u00cdndia, pa\u00eds com mais de 1 bilh\u00e3o de habitantes. Abrir novas escolas n\u00e3o vai resolver o problema da sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds, pois os locais selecionados para receber estes cursos n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de ensinar medicina. Faltar\u00e3o profissionais qualificados para lecionar e hospitais-escola para preparar os alunos&#8221;,<\/p>\n<p>Para a APM, a medida poder\u00e1 tamb\u00e9m ter impacto negativo nos cursos de forma\u00e7\u00e3o que existem atualmente. &#8220;A forma\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos no pa\u00eds est\u00e1 se deteriorando gradativamente gra\u00e7as ao aumento de institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o oferecem o m\u00ednimo para o ensino. Isso resultar\u00e1 certamente no agravamento da situa\u00e7\u00e3o assistencial do Brasil&#8221;, afirma Florisval Mein\u00e3o, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina.<\/p>\n<section class=\"leia-mais\"><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/mec-reprova-27-cursos-de-medicina-do-pais\" rel=\"\">MEC reprova 27 cursos de medicina do pa\u00eds<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/saude\/obrigar-estudantes-de-medicina-a-trabalhar-no-sus-e-inconstitucional\" rel=\"\">Obrigar alunos de medicina a trabalhar no SUS \u00e9 inconstitucional, dizem especialistas<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p><strong>Boa infraestrutura &#8211;<\/strong> De acordo com as institui\u00e7\u00f5es consultadas pelo site de VEJA, para atrair m\u00e9dicos a regi\u00f5es mais afastadas dos grandes centros e, principalmente, para fix\u00e1-los nessas regi\u00f5es \u00e9 preciso oferecer locais com boa estrutura tanto para a forma\u00e7\u00e3o quanto para a atua\u00e7\u00e3o do profissional.<\/p>\n<p>&#8220;A principal motiva\u00e7\u00e3o para os m\u00e9dicos se fixarem em determinado lugar s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Em seguida v\u00eam a inser\u00e7\u00e3o social do profissional no local e o sal\u00e1rio. Isso significa que se n\u00e3o houver investimento para melhorar a infraestrutura dos locais e das condi\u00e7\u00f5es de atendimento aos pacientes nestas regi\u00f5es, os futuros m\u00e9dicos n\u00e3o ir\u00e3o se fixar ali&#8221;, explica Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>Investimento no que j\u00e1 existe &#8211;<\/strong> Para o CFM, a melhor solu\u00e7\u00e3o seria investir na melhoria dos cursos existentes e na infraestrutura b\u00e1sica necess\u00e1ria para o atendimento de sa\u00fade, que est\u00e1 prec\u00e1ria na maioria dos munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<p>&#8220;Atualmente, o que vemos s\u00e3o m\u00e9dicos formados despreparados ou sem condi\u00e7\u00f5es para atender os pacientes&#8221;, diz Ribeiro.<\/p>\n<p>De acordo com ele, a prova aplicada pelo Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo (Cremesp), que se tornou obrigat\u00f3ria para todos os concluintes das faculdades paulistanas ilustra bem este fato. No ano passado, 55% dos 2.891 futuros profissionais foram reprovados. Al\u00e9m disso, grande parte dos participantes do exame revelou desconhecimento sobre quest\u00f5es b\u00e1sicas da pr\u00e1tica m\u00e9dica, como diagnosticar pneumonia em um beb\u00ea.<\/p>\n<p>Apesar de obrigat\u00f3ria, ser reprovada na prova do Cremesp n\u00e3o impede a pessoa de exercer a profiss\u00e3o, pois ainda n\u00e3o existe uma lei que torne o exame obrigat\u00f3rio para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o. O teste apenas \u00e9 um indicador que revela a situa\u00e7\u00e3o dos graduandos que se formam e v\u00e3o atender em hospitais e prontos-socorros.<\/p>\n<p>De acordo com os especialistas, n\u00e3o adianta buscar a solu\u00e7\u00e3o simples de aumentar o n\u00famero de m\u00e9dicos para resolver um problema complexo como a sa\u00fade p\u00fablica no Brasil. &#8220;Precisamos interiorizar o sistema de sa\u00fade e n\u00e3o os m\u00e9dicos. N\u00e3o adianta mandarmos m\u00e9dicos para locais onde n\u00e3o existem recursos para ele atender a popula\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>Fies &#8211;<\/strong> As novas <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/educacao\/novas-regras-do-fies-comecam-a-valer-nesta-segunda-feira\" rel=\"\">restri\u00e7\u00f5es do Fies<\/a> representam outro problema para a ades\u00e3o aos novos cursos. A mensalidade de uma faculdade de medicina no Brasil custa em torno de 3.000 reais. O alto valor do curso j\u00e1 prioriza o ingresso de pessoas com renda alta e as novas restri\u00e7\u00f5es do Fies representam mais um empecilho para os estudantes de baixa renda que sonham em fazer o curso.<\/p>\n<p><strong>Novo edital &#8211;<\/strong> Esse \u00e9 o segundo edital voltado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de vagas de cursos de medicina dentro do Programa Mais M\u00e9dicos. O primeiro foi lan\u00e7ado no ano passado e, de acordo com dados dos minist\u00e9rios, chegou a 39 cidades de 11 Estados do pa\u00eds. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirma que os profissionais da medicina costumam se fixar nos locais onde fazem a gradua\u00e7\u00e3o e a resid\u00eancia m\u00e9dica, o que contribui para uma maior oferta de m\u00e9dicos no mercado nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, onde h\u00e1 a maior parte dos cursos de medicina. Por isso, a meta \u00e9 levar a forma\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos a regi\u00f5es onde h\u00e1 menor concentra\u00e7\u00e3o de atendimento e, com isso, motivar a fixa\u00e7\u00e3o de profissionais nesses locais.<\/p>\n<p>Com o edital anunciado na \u00faltima semana as vagas ser\u00e3o abertas em cidades onde o \u00edndice de m\u00e9dicos fica abaixo de 2,7 profissionais para cada mil habitantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: VEJA Institui\u00e7\u00f5es que representam os m\u00e9dicos no Brasil s\u00e3o contra a abertura de vagas em cursos de medicina anunciada pelo governo federal na \u00faltima semana. O edital, feito em conjunto pelos minist\u00e9rio da Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o, prev\u00ea a abertura de 1.887 vagas em 22 cidades de oito Estados das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 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