{"id":592,"date":"2015-04-22T11:05:30","date_gmt":"2015-04-22T11:05:30","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=592"},"modified":"2015-04-22T11:05:30","modified_gmt":"2015-04-22T11:05:30","slug":"recomendacao-do-cfm-visa-atencao-a-protocolos-para-o-reconhecimento-precoce-da-sepse-e-conscientizacao-de-profissionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/04\/22\/recomendacao-do-cfm-visa-atencao-a-protocolos-para-o-reconhecimento-precoce-da-sepse-e-conscientizacao-de-profissionais\/","title":{"rendered":"Recomenda\u00e7\u00e3o do CFM visa aten\u00e7\u00e3o a protocolos para o reconhecimento precoce da sepse e conscientiza\u00e7\u00e3o de profissionais"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-593\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/uit_sepse-300x200.jpg\" alt=\"uit_sepse\" width=\"300\" height=\"200\" \/>fonte: CFM<\/p>\n<div>O Conselho Federal de Medicina (CFM) orienta que em todos os n\u00edveis de atendimento \u00e0 sa\u00fade (de unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade a unidades de terapia intensiva) sejam estabelecidos protocolos assistenciais visando o reconhecimento precoce e a pronta institui\u00e7\u00e3o das medidas iniciais de tratamento aos pacientes com sepse, tamb\u00e9m conhecida como infec\u00e7\u00e3o generalizada \u2013 de alta mortalidade no pa\u00eds, principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), e a principal geradora de custos nos setores p\u00fablico e privado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A diretriz est\u00e1 na <a href=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/Recomendacoes\/6_2014.pdf\" target=\"_blank\"><strong>Recomenda\u00e7\u00e3o 6\/2014<\/strong><\/a>, publicada hoje, que, entre outras provid\u00eancias, sugere ainda a capacita\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos para o enfrentamento deste problema cada vez mais incidente \u2013 devido ao aumento da popula\u00e7\u00e3o idosa e do n\u00famero de pacientes imunossuprimidos ou portadores de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, criando uma popula\u00e7\u00e3o suscet\u00edvel para o desenvolvimento de infec\u00e7\u00f5es graves.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O documento ressalta que \u201cqualquer processo infeccioso pode evoluir para gravidade, caracterizando o quadro de sepse, sepse grave ou choque s\u00e9ptico\u201d e que a sepse \u00e9 a principal causa de interna\u00e7\u00e3o em unidades de terapia intensiva, com custos elevados de tratamento e alta mortalidade \u2013 matando uma em cada quatro pessoas (frequentemente mais).<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Alta mortalidade \u2013<\/strong> O Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS), que contribuiu para a elabora\u00e7\u00e3o da recomenda\u00e7\u00e3o, concluiu recentemente um estudo, que ajuda a dar a dimens\u00e3o do problema no Brasil. O trabalho, denominado SPREAD (Sepsis Prevalence Assessment Database), consistiu na avalia\u00e7\u00e3o, em um \u00fanico dia, de 229 UTI em v\u00e1rios estados, abrangendo 794 pacientes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os n\u00fameros pontuam a relev\u00e2ncia do problema. Foi constatado que 29,6% dos leitos estavam ocupados por doentes com sepse grave ou com choque s\u00e9ptico. Desses pacientes, 55,7% morreram. A mortalidade na regi\u00e3o Sudeste foi de 51,2%; no Centro-Oeste, 70%; Nordeste, 58.3%; Sul, 57,8% e Norte, 57,4%. O \u00edndice de letalidade est\u00e1 muito acima do registrado em outros pa\u00edses. Na Fran\u00e7a essa taxa \u00e9 de 30% e, nos Estados Unidos, 29%.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O SPREAD mostrou que s\u00e3o fatores ligados ao aumento da mortalidade s\u00e3o a limita\u00e7\u00e3o de recursos b\u00e1sicos, a gravidade do paciente, e a demora na administra\u00e7\u00e3o da primeira dose de antibi\u00f3ticos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Diagn\u00f3stico dif\u00edcil atrasa tratamento \u2013<\/strong> Como os sintomas da sepse s\u00e3o comuns a v\u00e1rias outras doen\u00e7as, o diagn\u00f3stico pode demorar e, consequentemente, a aplica\u00e7\u00e3o do antibi\u00f3tico e a poss\u00edvel cura. \u201cExiste um problema de falta de conhecimento sobre a sepse, pois como os sintomas s\u00e3o inespec\u00edficos, \u00e9 dif\u00edcil identificar os sinais de alerta e tratar a infec\u00e7\u00e3o no tempo certo, por isso \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1rio a participa\u00e7\u00e3o em cursos e a ades\u00e3o dos hospitais aos protocolos\u201d, afirma a vice-presidente do ILAS, intensivista Fl\u00e1via Machado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar de a sepse atacar com mais frequ\u00eancia pacientes hospitalizados, em cerca de 30% a 50% dos casos a infec\u00e7\u00e3o \u00e9 adquirida na comunidade e o paciente \u00e9 internado j\u00e1 em estado grave. Isso sugere o desconhecimento do p\u00fablico em geral sobre a gravidade da doen\u00e7a. Pesquisa nacional realizada ano passado pelo ILAS \u2212 em parceria com o Instituto Datafolha \u2212 mostrou que de 2.126 entrevistados, apenas 140 (6,6%) tinham ouvido o termo sepse, sendo que dessas, s\u00f3 56 a identificaram corretamente como uma resposta grave do organismo a uma infec\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>At\u00e9 pouco tempo, a maior parte dos pacientes com sepse morria. Recentemente, com a melhoria dos cuidados hospitalares e a ado\u00e7\u00e3o de medidas \u2212 muitas delas simples \u2212 capazes de reduzir a incid\u00eancia da doen\u00e7a, esse n\u00famero tem se reduzido. Nesse sentido, a recomenda\u00e7\u00e3o do CFM se coloca como mais um est\u00edmulo e um meio para aumentar a percep\u00e7\u00e3o sobre a gravidade da sepse, tanto entre profissionais como entre institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, comunidade cient\u00edfica e inclusive leigos, estimulando a implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de enfrentamento ao problema.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM O Conselho Federal de Medicina (CFM) orienta que em todos os n\u00edveis de atendimento \u00e0 sa\u00fade (de unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade a unidades de terapia intensiva) sejam estabelecidos protocolos assistenciais visando o reconhecimento precoce e a pronta institui\u00e7\u00e3o das medidas iniciais de tratamento aos pacientes com sepse, tamb\u00e9m conhecida como infec\u00e7\u00e3o generalizada \u2013 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-592","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"gutentor_comment":0,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=592"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":594,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/592\/revisions\/594"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}