{"id":700,"date":"2015-05-18T09:53:57","date_gmt":"2015-05-18T09:53:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=700"},"modified":"2015-05-25T12:01:20","modified_gmt":"2015-05-25T12:01:20","slug":"artigo-empurrando-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/05\/18\/artigo-empurrando-a-saude\/","title":{"rendered":"ARTIGO: Empurrando a sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-313\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Write-Icon-300x300.png\" alt=\"artigos\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Write-Icon.png 300w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/Write-Icon-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>fonte: Editorial Estad\u00e3o<\/p>\n<div>Novos dados sobre a defasagem da tabela de procedimentos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) &#8211; principal respons\u00e1vel pela crise dos hospitais a ele conveniados e que representam 47% dos atendimentos da rede p\u00fablica &#8211; s\u00e3o revelados por estudo do Conselho Federal de Medicina (CFM). Eles deixam em situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil as administra\u00e7\u00f5es federais &#8211; das quais a atualiza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da tabela depende &#8211; de 2008 a 2014, ou seja, os governos de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que nada fizeram para evitar que a situa\u00e7\u00e3o se deteriorasse.<\/div>\n<p>Nesse per\u00edodo, dos 1.500 procedimentos hospitalares pesquisados daquela tabela, nada menos do que 74% (1.118) n\u00e3o tiveram seus valores atualizados de acordo com a infla\u00e7\u00e3o. O CFM teve o cuidado de usar dados do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Hospitalares do SUS, portanto do pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, para determinar o valor m\u00e9dio pago para cada tipo de procedimento em 2008 e 2014. Calculou em seguida qual seria o valor atualizado que seria pago em 2014, se ele tivesse sido corrigido pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), como mostra reportagem do Estado.<\/p>\n<div>Por exemplo, por parto normal feito pelo SUS em 2008, os hospitais receberam R$ 472,27. Se corrigido pela infla\u00e7\u00e3o, esse valor subiria para R$ 701,89 em 2014. Mas isso n\u00e3o aconteceu e o SUS pagou no ano passado apenas R$ 550,42, uma defasagem de 28%. A defasagem de um parto cesariano foi de 40% e a de tratamento de doen\u00e7as infecciosas e intestinais, de 32%. O caso extremo \u00e9 do tratamento cir\u00fargico de fraturas da caixa tor\u00e1cica (gradil costal), com defasagem de 434%.<\/div>\n<div>\n<p>O grave no caso n\u00e3o \u00e9 apenas o fato de que a aus\u00eancia de corre\u00e7\u00e3o pela infla\u00e7\u00e3o, que seria o m\u00ednimo, agrava a defasagem de um pagamento que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 satisfat\u00f3rio. \u00c9 principalmente a atitude deliberada do governo de na pr\u00e1tica, por esse meio esperto, fazer economia &#8211; ou que outro nome se queira dar a isso, n\u00e3o importa &#8211; \u00e0 custa da sa\u00fade das camadas mais carentes da popula\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 podem ser atendidas pelo SUS.<\/p>\n<\/div>\n<p>A alta, acima da infla\u00e7\u00e3o, de alguns produtos e servi\u00e7os fundamentais para o funcionamento dos hospitais \u00e9 mais um elemento a demonstrar que a corre\u00e7\u00e3o da tabela pelo IPCA seria de fato o m\u00ednimo a fazer. Segundo o CFM, o aumento de produtos aliment\u00edcios foi de 58,45%, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2014, enquanto o IPCA desse per\u00edodo foi de 48,62%. Os pre\u00e7os de materiais usados em servi\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o subiram 52,07% e os gastos com loca\u00e7\u00e3o, impostos e condom\u00ednios de im\u00f3veis, 57,76%.<\/p>\n<div>A combina\u00e7\u00e3o desses elementos tem representado um duro golpe nas finan\u00e7as de institui\u00e7\u00f5es e empresas conveniadas ao SUS &#8211; Santas Casas e hospitais filantr\u00f3picos. A defasagem da tabela do SUS \u00e9 respons\u00e1vel pela diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de hospitais que trabalham com a rede p\u00fablica, segundo Hermann von Tiesenhausen, primeiro-secret\u00e1rio do CFM. Mais de 100 deles fecharam ou deixaram de atender pelo SUS nos \u00faltimos dez anos, diz ele, e isso tem um impacto direto na qualidade do atendimento da rede p\u00fablica, porque aumenta as filas de espera e a lota\u00e7\u00e3o dos que mant\u00eam o conv\u00eanio.<\/div>\n<p>Alega o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que a tabela do SUS j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a \u00fanica fonte de financiamento da sa\u00fade p\u00fablica, porque o governo vem aumentando nos \u00faltimos anos o valor dos incentivos financeiros \u00e0s Santas Casas e aos hospitais filantr\u00f3picos. De 2010 a 2014, o total repassado para procedimentos de m\u00e9dia e de alta complexidade (tabela do SUS e incentivos) cresceu 46%, enquanto a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo ficou em 25%.<\/p>\n<p>Isto parece ser mais uma forma de fugir do problema &#8211; no m\u00e1ximo, de ameniz\u00e1-lo &#8211; do que de enfrent\u00e1-lo. Como diz o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o das Santas Casas e Hospitais Filantr\u00f3picos, Edson Rogatti, na maioria dos casos os incentivos n\u00e3o s\u00e3o suficientes para cobrir o d\u00e9ficit: &#8220;A tabela do SUS cobre s\u00f3 60% dos nossos custos e os incentivos ajudam, mas n\u00e3o fecham a conta&#8221;.<\/p>\n<p>E assim o governo vai empurrando e adiando a solu\u00e7\u00e3o dos graves problemas de um setor vital como o da sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Editorial Estad\u00e3o Novos dados sobre a defasagem da tabela de procedimentos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) &#8211; principal respons\u00e1vel pela crise dos hospitais a ele conveniados e que representam 47% dos atendimentos da rede p\u00fablica &#8211; s\u00e3o revelados por estudo do Conselho Federal de Medicina (CFM). 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