{"id":7057,"date":"2019-04-13T13:48:12","date_gmt":"2019-04-13T13:48:12","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=7057"},"modified":"2019-04-16T08:45:25","modified_gmt":"2019-04-16T08:45:25","slug":"tribunal-superior-do-trabalho-ratifica-resolucao-cfm-sobre-a-cid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2019\/04\/13\/tribunal-superior-do-trabalho-ratifica-resolucao-cfm-sobre-a-cid\/","title":{"rendered":"Tribunal Superior do Trabalho ratifica Resolu\u00e7\u00e3o CFM sobre a CID"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CFM<\/p>\n<p>O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a nulidade de cl\u00e1usula coletiva que previa a obrigatoriedade da informa\u00e7\u00e3o sobre a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID) como requisito para a validade do atestado m\u00e9dico e para o abono de faltas para empregados. Por maioria, os ministros entenderam que a cl\u00e1usula viola garantias constitucionais.<\/p>\n<p>\u201cEssa decis\u00e3o \u00e9 uma vit\u00f3ria da cidadania, pois, refor\u00e7a que a intimidade do paciente \u00e9 um direito preservado tanto pelos m\u00e9dicos quanto pela justi\u00e7a. O sigilo \u00e9 um compromisso \u00e9tico milenar que embasa toda rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente,\u00a0 constru\u00edda a partir da confian\u00e7a\u201d, destacou o 2\u00ba vice-presidente do CFM, Jec\u00e9 Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada em julgamento de recurso a decis\u00e3o em que o Tribunal Regional do Trabalho da 8\u00aa Regi\u00e3o (PA-AP), que havia acolhido pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) de anula\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula do acordo firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores na Ind\u00fastria da Alimenta\u00e7\u00e3o no Estado do Par\u00e1 e do Amap\u00e1 e a Merc\u00fario Alimentos S\/A, de Xinguara (PA).<\/p>\n<p>O TRT entendeu que a cl\u00e1usula coletiva contrariava duas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM): a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1.658\/2002, que trata da presun\u00e7\u00e3o de veracidade do atestado e da necessidade de anu\u00eancia do paciente para a informa\u00e7\u00e3o do CID, e a\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/visualizar\/resolucoes\/BR\/2007\/1819\">Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1.819\/2007<\/a><\/strong>, que veda ao m\u00e9dico o preenchimento dos campos referentes ao CID nas guias de consulta e solicita\u00e7\u00e3o de exames das operadoras de planos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Segundo o TRT, &#8220;o sigilo na rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente \u00e9 um direito inalien\u00e1vel do paciente, cabendo ao m\u00e9dico a sua prote\u00e7\u00e3o e guarda&#8221;. No julgamento do recurso interposto pelo sindicato, a relatora, ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, reconheceu a import\u00e2ncia de o empregador conhecer o estado de sa\u00fade do empregado, mas ressaltou que a exig\u00eancia do CID como condi\u00e7\u00e3o para a validade dos atestados fere direitos fundamentais. Segundo ela, a imposi\u00e7\u00e3o constitucional de reconhecimento das conven\u00e7\u00f5es e acordos coletivos de trabalho &#8220;n\u00e3o concede liberdade negocial absoluta para os sujeitos coletivos, que devem sempre respeitar certos par\u00e2metros protetivos das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e do pr\u00f3prio trabalhador&#8221;.<\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o MPT sustentava que o conte\u00fado do atestado emitido por m\u00e9dico legalmente habilitado tem presun\u00e7\u00e3o de veracidade para a comprova\u00e7\u00e3o a que se destina e s\u00f3 pode ser recusado em caso de discord\u00e2ncia fundamentada por m\u00e9dico ou perito.<\/p>\n<p>A argumenta\u00e7\u00e3o pontuou que o m\u00e9dico somente deve informar o CID por solicita\u00e7\u00e3o do paciente. Assim, a exig\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o transgride os princ\u00edpios de prote\u00e7\u00e3o ao trabalhador, viola as normas de \u00e9tica m\u00e9dica e o direito \u00e0 inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a nulidade de cl\u00e1usula coletiva que previa a obrigatoriedade da informa\u00e7\u00e3o sobre a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID) como requisito para a validade do atestado m\u00e9dico e para o abono de faltas para empregados. 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