{"id":7429,"date":"2019-06-17T11:41:11","date_gmt":"2019-06-17T11:41:11","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=7429"},"modified":"2019-06-17T19:41:50","modified_gmt":"2019-06-17T19:41:50","slug":"em-nivel-celular-o-cancer-e-superior-a-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2019\/06\/17\/em-nivel-celular-o-cancer-e-superior-a-nos\/","title":{"rendered":"\u201cEm n\u00edvel celular, o c\u00e2ncer \u00e9 superior a n\u00f3s\u201d"},"content":{"rendered":"<p>fonte: El Pa\u00eds Brasil<\/p>\n<p>O bioqu\u00edmico\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tak_Wah_Mak\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tak Mak<\/a>\u00a0(Cant\u00e3o, China, 1946) abriu as portas para os atuais tratamentos de imunoterapia contra o c\u00e2ncer, mas reconhece que n\u00e3o soube aproveitar esse fato. Em 1995, seu laborat\u00f3rio foi um dos respons\u00e1veis pela descoberta de um\u00a0<em>freio<\/em>\u00a0molecular que impede que os linf\u00f3citos-T, c\u00e9lulas do sistema imunol\u00f3gico, reconhe\u00e7am e eliminem as c\u00e9lulas do c\u00e2ncer. Mas foi\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/10\/01\/ciencia\/1538381802_622847.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">James Allison<\/a>\u00a0quem encontrou a forma de romper esse freio, conhecido como CTLA-4, para desencadear respostas antitumorais. No ano passado, Allison ganhou o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nobel_medicina\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nobel de Medicina<\/a>\u00a0por esse trabalho junto a Tasuku Honjo, pai da outra grande linha de f\u00e1rmacos de imunoterapia.<\/p>\n<p>Estes tratamentos s\u00e3o j\u00e1 o quarto pilar da oncologia, junto com a cirurgia, a radia\u00e7\u00e3o e a quimioterapia, embora ainda reste muito por fazer, reconhece Mak, pesquisador no Instituto de Oncologia de Ont\u00e1rio (Canad\u00e1). A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/inmunologia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">imunoterapia<\/a>funciona muito bem contra alguns tipos de tumor, mas nada contra outros muito letais, como os de p\u00e2ncreas e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/tumor_cerebral\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">c\u00e9rebro<\/a>. Mesmo nos tumores que melhor respondem, como o melanoma e o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, a imunoterapia n\u00e3o faz efeito em mais da metade dos pacientes.<\/p>\n<p>\u201cNeste momento h\u00e1 2.000 ensaios cl\u00ednicos em andamento tentando combinar diferentes agentes ou f\u00e1rmacos com imunoterapia, na esperan\u00e7a de que eles aumentem as respostas adicionais, especialmente em tumores nos quais h\u00e1 muito poucas respostas. Infelizmente, at\u00e9 agora os principais ensaios fracassaram na combina\u00e7\u00e3o\u201d, reconhece Mak, um dos cientistas que mais contribu\u00edram para o avan\u00e7o da imunologia, j\u00e1 que tamb\u00e9m descobriu o receptor dos linf\u00f3citos que lhes permite identificar o que \u00e9 parte do corpo e o que \u00e9 um invasor (v\u00edrus, bact\u00e9rias, c\u00e2ncer\u2026).<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sistema_inmunitario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sistema imunol\u00f3gico<\/a>\u00a0que circulam pelo sangue procurando amea\u00e7as t\u00eam muita dificuldade para deixar os vasos sangu\u00edneos, chegar ao \u00f3rg\u00e3o s\u00f3lido onde o tumor est\u00e1 instalado e infiltrar-se nele, mas algumas conseguem. No ano passado, m\u00e9dicos eliminaram a met\u00e1stase de um paciente com um tratamento experimental que consistia em selecionar as c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas que eram capazes de se infiltrar no tecido canceroso, multiplic\u00e1-las em laborat\u00f3rio e injet\u00e1-las novamente no paciente.<\/p>\n<p>Em visita em Madri para oferecer uma confer\u00eancia no Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha em homenagem ao imunologista Carlos Mart\u00ednez-Alonso, Mak fala nesta entrevista da sua vis\u00e3o sobre como melhorar os atuais tratamentos contra o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p><strong>Pergunta.<\/strong>\u00a0Acha que a imunoterapia cumpriu as expectativas?<\/p>\n<p><strong>Resposta.<\/strong>\u00a0Neste momento, a imunoterapia consiste em retirar os freios de todos os carros da cidade e deixar que eles batam, na esperan\u00e7a de que nesse processo se chocar\u00e3o contra algumas c\u00e9lulas tumorais.\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/08\/01\/ciencia\/1501606699_885459.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Algumas pessoas acham que estes tratamentos n\u00e3o t\u00eam efeitos secund\u00e1rios, e isso n\u00e3o \u00e9 verdade<\/a>. No primeiro ensaio cl\u00ednico com o CTLA-4 contra o melanoma, 10% dos pacientes morreram devido ao tratamento. Atualmente, os m\u00e9dicos melhoraram muito em evitar esses efeitos secund\u00e1rios, embora continuem acontecendo em alguns casos. Por exemplo, se voc\u00ea combinar CTLA -4 e PD-1 [uma prote\u00edna relacionada com a resposta imunol\u00f3gica], a toxicidade \u00e9 intrat\u00e1vel em at\u00e9 10% dos pacientes. O maior desafio que enfrentamos atualmente \u00e9 identificar os linf\u00f3citos-T mais ativos contra o tumor. \u00c0s vezes \u00e9 poss\u00edvel que n\u00e3o os encontremos, pois se forem verdadeiramente efetivos j\u00e1 teriam acabado com o c\u00e2ncer antes de intervirmos. Por isso o que temos que fazer \u00e9 encontrar os linf\u00f3citos capazes de aniquilar c\u00e9lulas tumorais dos tipos de c\u00e2ncer que atualmente n\u00e3o respondem \u00e0 imunoterapia de forma prematura e reeduc\u00e1-los em laborat\u00f3rio. Esta \u00e9 a estrat\u00e9gia principal para melhorar a imunoterapia, junto dos ensaios cl\u00ednicos de combina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Sua equipe desenvolveu dois f\u00e1rmacos contra o c\u00e2ncer que est\u00e3o sendo testados em ensaios de fase dois em pacientes. Como funcionam?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Voc\u00ea tem 46\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cromosomas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cromossomos<\/a>, eu tamb\u00e9m, entretanto os pacientes com s\u00edndrome de Down t\u00eam 47, pois h\u00e1 uma c\u00f3pia extra do cromossomo n\u00famero 21. Em outros casos, nascer com um cromossomo a mais \u00e9 simplesmente letal, os fetos com esses defeitos morrem antes de nascer. Por outro lado, as c\u00e9lulas do c\u00e2ncer podem ter at\u00e9 150 cromossomos. Como conseguem, como escapam da morte com essas aberra\u00e7\u00f5es? A resposta \u00e9 que devem ter uma forma diferente de contar cromossomos, de reorganizar o material gen\u00e9tico que cont\u00eam, para continuar se dividindo e proliferando. Os cromossomos adicionais lhes permitem sintetizar centenas, milhares de vezes mais quantidades de certas mol\u00e9culas das quais necessitam para sobreviver. N\u00f3s encontramos dois alvos contra esse tipo de c\u00e9lulas: o PLK4 e o TTK. Estas duas drogas bloqueiam esse mecanismo, de modo que os cromossomos das c\u00e9lulas cancerosas ficam adormecidos ou simplesmente morrem. Esta \u00e9 a abordagem que estamos validando em pacientes.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0\u00c9 o c\u00e2ncer uma vers\u00e3o mais avan\u00e7ada, superior de n\u00f3s mesmos?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Em n\u00edvel individual, sim. Se voc\u00ea considerar as bact\u00e9rias ou as algas unicelulares, a ideia \u00e9 que quanto mais delas houver, mais chances a esp\u00e9cie tem de sobreviver. No caso de uma forma de vida complexa como o ser humano, suas c\u00e9lulas t\u00eam que reprimir esse instinto de se dividirem cada vez mais para gerar filhas o tempo todo. Isto \u00e9 essencial para criar um ser vivo capaz de se mover, respirar, pensar, embora nossas c\u00e9lulas, se pudessem, adorariam se reproduzir, se dividir sem parar. Por isso existem muitos freios naturais a essa inten\u00e7\u00e3o de se dividir. Alguns deles foram explorados para criar medicamentos. Outros s\u00e3o muito dif\u00edceis de desenvolver, mas devemos tentar.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Voc\u00ea afirma que o sistema imunol\u00f3gico pensa. Que rela\u00e7\u00e3o isso tem com o c\u00e2ncer?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Ele est\u00e1 relacionado com muitas patologias. Dentro de nossos ossos, na medula \u00f3ssea, h\u00e1 uma infinidade de nervos. O que fazem os nervos dentro do osso? H\u00e1 170 anos, um cirurgi\u00e3o e anatomista alem\u00e3o chamado Rudolf Wagner estava operando um cachorro. Estimulou um nervo durante a opera\u00e7\u00e3o e descobriu que, ao faz\u00ea-lo, o ba\u00e7o se contra\u00eda. Ent\u00e3o escreveu um artigo sugerindo que os nervos conversavam com as c\u00e9lulas do ba\u00e7o. Obviamente, hoje sabemos que o ba\u00e7o n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o uma bolsa de c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas de todos os tipos poss\u00edveis, que existem para nos proteger dos agentes patog\u00eanicos. E assim, ao longo de 170 anos especulou-se sobre isso.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0Qual foi a sua contribui\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0H\u00e1 10 anos, junto com um neurocirurgi\u00e3o de Nova York, Kevin Tracy, embarcamos em um projeto para tentar averiguar o que estava ocorrendo. Criamos um sistema de alerta molecular que se torna verde-fluorescente quando uma c\u00e9lula produz acetilcolina, que \u00e9 um neurotransmissor que at\u00e9 agora s\u00f3 foi detectado no c\u00e9rebro. Naturalmente, descobrimos que todos os nervos no c\u00e9rebro de ratos se tornavam verdes, mas tamb\u00e9m vimos que um pequeno percentual das c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas, as c\u00e9lulas-T e as c\u00e9lulas-B, tamb\u00e9m ficavam verdes. Nossa \u00faltima contribui\u00e7\u00e3o, publicada na\u00a0<a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/334\/6052\/98\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Science<\/em><\/a>\u00a0em fevereiro, se baseia em um trabalho da p\u00f3s-doutoranda Maureen Cox que demonstrou que quando ratos sofrem uma infec\u00e7\u00e3o viral cr\u00f4nica, em torno na metade ou mesmo 100% de seus linf\u00f3citos produzem o neurotransmissor. Se voc\u00ea modificar seus genes para que n\u00e3o possam produzir essa mol\u00e9cula, eles morrem.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0O que isto quer dizer?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Que as c\u00e9lulas imunol\u00f3gicas pensam, porque assim como o c\u00e9rebro elas produzem neurotransmissores, neste caso para eliminar infec\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas. Agora pense em outras situa\u00e7\u00f5es similares de infec\u00e7\u00e3o e inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, as doen\u00e7as autoimunes, a artrite reumatoide, a esclerose m\u00faltipla. Se os linf\u00f3citos n\u00e3o conseguem produzir acetilcolina, morrem. Quando podem faz\u00ea-lo, a infec\u00e7\u00e3o desaparece. Ent\u00e3o Rudolf Wagner tinha raz\u00e3o, seu c\u00e9rebro conversa com seu sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0H\u00e1 mais exemplos?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es estranhas. Por exemplo, no norte da \u00cdndia o c\u00e2ncer de maior incid\u00eancia \u00e9 o de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o, que em outros pa\u00edses, por exemplo os EUA, n\u00e3o \u00e9 nem o 25\u00ba mais frequente. Ocorre que no norte da \u00cdndia, especialmente no nordeste, mascar castanhas de areca \u00e9 um passatempo mais popular que fumar cigarros. O agente cancer\u00edgeno nestas castanhas \u00e9 uma mol\u00e9cula chamada arecolina, cujo alvo \u00e9 a acetilcolina. \u00c9 poss\u00edvel que a arecolina das castanhas esteja estimulando os linf\u00f3citos para que saiam dos vasos sangu\u00edneos, e que 10, 20, 30 anos depois se produza uma inflama\u00e7\u00e3o que, por sua vez, seja um caldo de cultivo para o c\u00e2ncer? \u00c9 poss\u00edvel que aconte\u00e7a o mesmo com outras infec\u00e7\u00f5es virais ou bacterianas cr\u00f4nicas associadas ao c\u00e2ncer, como o papiloma humano [no \u00fatero], o Epstein Barr [linfoma] e o\u00a0<em>H. pylori<\/em>\u00a0[est\u00f4mago], e em outras doen\u00e7as, como a fibrose pulmonar, em que a quantidade de nervos nas zonas afetadas aumenta de forma espetacular.<\/p>\n<p><strong>P.<\/strong>\u00a0\u00c9 poss\u00edvel traduzir esses descobrimentos em novos tratamentos, possivelmente controlando o sistema nervoso para que este desencadeie uma resposta imunol\u00f3gica?<\/p>\n<p><strong>R.<\/strong>\u00a0Em parte, sim. Essa \u00e9 a minha esperan\u00e7a. Mas os receptores da acetilcolina s\u00e3o muito, muito complicados. Estamos trabalhando com outros laborat\u00f3rios especializados em neurologia para come\u00e7ar a estud\u00e1-lo. O que est\u00e1 claro \u00e9 que se os linf\u00f3citos levarem um neurotransmissor, eles fazem que os vasos sangu\u00edneos se dilatem, e isto lhes permite sair deles e entrar no tecido. Isto se d\u00e1 atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o do \u00f3xido n\u00edtrico. Este mecanismo \u00e9 justamente a base da efic\u00e1cia do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/viagra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Viagra<\/a>. O sinal nesse caso tamb\u00e9m prov\u00e9m do c\u00e9rebro: \u00e9 a acetilcolina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: El Pa\u00eds Brasil O bioqu\u00edmico\u00a0Tak Mak\u00a0(Cant\u00e3o, China, 1946) abriu as portas para os atuais tratamentos de imunoterapia contra o c\u00e2ncer, mas reconhece que n\u00e3o soube aproveitar esse fato. 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