{"id":7445,"date":"2019-06-17T12:16:04","date_gmt":"2019-06-17T12:16:04","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=7445"},"modified":"2019-06-17T19:41:33","modified_gmt":"2019-06-17T19:41:33","slug":"mec-estuda-rever-suspensao-de-abertura-de-novos-cursos-de-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2019\/06\/17\/mec-estuda-rever-suspensao-de-abertura-de-novos-cursos-de-medicina\/","title":{"rendered":"MEC estuda rever suspens\u00e3o de abertura de novos cursos de medicina"},"content":{"rendered":"<p>fonte: O Globo<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) estuda rever uma morat\u00f3ria que suspendeu por cinco anos os pedidos de abertura de novos cursos de Medicina no pa\u00eds. A medida foi decretada no ano passado, o governo de Michel Temer. Estudos preliminares j\u00e1 foram feitos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e enviados ao MEC no final de maio para avalia\u00e7\u00e3o do ministro Abraham Weintraub.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o da oferta voltou a ser discutida como solu\u00e7\u00e3o para o v\u00e1cuo de profissionais de sa\u00fade deixado em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds ap\u00f3s a sa\u00edda de Cuba do programa Mais M\u00e9dicos. Organiza\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, no entanto, afirmam que o grupo de trabalho montado para avaliar as faculdades n\u00e3o se reuniu e que abrir novos cursos n\u00e3o resolver\u00e1 o problema.<\/p>\n<p>A abertura de cursos de Medicina se d\u00e1 atrav\u00e9s de um mecanismo de chamamentos p\u00fablicos para as institui\u00e7\u00f5es. O MEC faz editais de forma a selecionar previamente os munic\u00edpios-alvo e definir os requisitos para a escolha de institui\u00e7\u00f5es privadas autorizadas a abrir essas vagas. Com a medida do ano passado, novos editais foram congelados por cinco anos. No entanto, pedidos j\u00e1 autorizados tiveram continuidade. Desde mar\u00e7o de 2018, foram abertas 26 escolas de medicina.<\/p>\n<p><strong>Estudo \u00e9 a pedido do ministro da Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Marco Aur\u00e9lio de Oliveira, diretor de Regula\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Superior no MEC, a diretoria come\u00e7ou a se debru\u00e7ar sobre o tema a partir de um pedido do ministro Weintraub. Al\u00e9m disso, alguns parlamentares teriam pressionado pela revis\u00e3o da quest\u00e3o, assim como algumas entidades mantenedoras de ensino superior.<\/p>\n<p>O estudo encaminhado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade faz uma an\u00e1lise preliminar das \u00e1reas com falta de m\u00e9dicos e com potencial para receber futuras institui\u00e7\u00f5es de ensino. Oliveira explica que o foco \u00e9 nas institui\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica do ministro, que envolve outros minist\u00e9rios. N\u00f3s apresentaremos os resultados do estudo no segundo semestre.<\/p>\n<p>Para Celso Niskier, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), a abertura de novas faculdades de Medicina deveria seguir os mesmos tr\u00e2mites dos demais cursos, mas com maior exig\u00eancia.<\/p>\n<p>\u2014 Vamos ter um apag\u00e3o de m\u00e3o de obra na \u00e1rea m\u00e9dica porque, toda vez que congela, cria-se uma demanda e gera car\u00eancia de oferta.<\/p>\n<p><strong>&#8220;N\u00e3o faltam m\u00e9dicos no Brasil&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB), dizer que h\u00e1 risco de um \u201capag\u00e3o\u201d de m\u00e9dicos \u00e9 \u201cfalta de conhecimento da realidade\u201d.<\/p>\n<p>\u2014 Primeiro, n\u00e3o faltam m\u00e9dicos no Brasil. Segundo, n\u00e3o se resolve o problema com mais escolas. Isso \u00e9 press\u00e3o de mercado e um sintoma da velha pol\u00edtica. O objetivo da morat\u00f3ria era criar um grupo de trabalho para avaliar as escolas de Medicina e criar crit\u00e9rios antes de se abrir as pr\u00f3ximas. Os estudos n\u00e3o foram apresentados, nada foi feito nem pelo governo anterior, nem pelo atual.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Demografia M\u00e9dica 2018, em menos de cinco d\u00e9cadas, o total de m\u00e9dicos no Brasil aumentou 665,8%, enquanto o crescimento total da popula\u00e7\u00e3o foi de 119,7% no mesmo per\u00edodo. Em janeiro de 2018, o pa\u00eds tinha 452.801 m\u00e9dicos, a grande maioria concentrada nas capitais.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9dicos rec\u00e9m-formados n\u00e3o sabiam o b\u00e1sico<\/strong><\/p>\n<p>A expans\u00e3o n\u00e3o se reflete em mais qualidade no servi\u00e7o. Ainda em 2018, o exame do Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo (Cremesp), reprovou 40% dos rec\u00e9m-formados. Cerca de 70% dos avaliados n\u00e3o sabiam medir a press\u00e3o arterial e 68% n\u00e3o acertaram os procedimentos que devem ser adotados em pacientes com sinais de infarto.<\/p>\n<p>Para o diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Medronho, os profissionais com melhor forma\u00e7\u00e3o s\u00f3 migrar\u00e3o para o interior quando houver estrutura de trabalho adequada.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o basta apenas ter o m\u00e9dico, ele precisa ter a infraestrutura que o permita trabalhar, e um sistema com centros de refer\u00eancia minimamente acess\u00edveis para que ele envie os pacientes em casos muito complexos. Para resolver isso, a sa\u00edda \u00e9 criar uma carreira de Estado, nos moldes do que acontece no Judici\u00e1rio, em que um profissional mais novo vai para o interior e se muda para os grandes centros conforme cresce na profiss\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) estuda rever uma morat\u00f3ria que suspendeu por cinco anos os pedidos de abertura de novos cursos de Medicina no pa\u00eds. A medida foi decretada no ano passado, o governo de Michel Temer. 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