{"id":7649,"date":"2019-07-22T10:10:03","date_gmt":"2019-07-22T10:10:03","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=7649"},"modified":"2019-07-30T10:24:40","modified_gmt":"2019-07-30T10:24:40","slug":"estudo-aponta-aumento-de-cancer-em-populacao-de-20-a-49-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2019\/07\/22\/estudo-aponta-aumento-de-cancer-em-populacao-de-20-a-49-anos\/","title":{"rendered":"Estudo aponta aumento de c\u00e2ncer em popula\u00e7\u00e3o de 20 a 49 anos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>O aumento dos casos de c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o entre 20 e 49 anos, de 1997 a 2016 chamou a aten\u00e7\u00e3o de especialistas. Nesse per\u00edodo, a incid\u00eancia por ano do c\u00e2ncer da gl\u00e2ndula tire\u00f3ide registrou uma eleva\u00e7\u00e3o de 8,8%, o de pr\u00f3stata 5,2% e o de c\u00f3lon e reto 3,4%. Os dados fazem parte do estudo elaborado pelo Observat\u00f3rio de Oncologia, que teve como tema C\u00e2ncer antes dos 50: como os dados podem ajudar nas pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, houve aumento ainda na mortalidade por alguns tipos da doen\u00e7a. O maior percentual foi de c\u00e2ncer no corpo do \u00fatero, que subiu 4,2% por ano; seguido por c\u00f3lon e reto com 3,2%, mama 2,5%, cavidade oral 1,2% e colo de \u00fatero 1%.<\/p>\n<p>A l\u00edder do TJCC e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Merula Steagall, disse que ap\u00f3s pesquisas da Sociedade Americana de C\u00e2ncer, divulgadas em fevereiro, nos Estados Unidos, identificando a liga\u00e7\u00e3o entre obesidade e o aumento nos casos de c\u00e2ncer em indiv\u00edduos mais jovens, especialistas do Observat\u00f3rio de Oncologia, que pertence ao TJCC, se dedicaram ao estudo para verificar o que ocorria no Brasil e analisaram dados gerados no setor de Sa\u00fade. Foram analisados dados do DATASUS e do Inca.<\/p>\n<p>O resultado, al\u00e9m de um alerta, vai servir para indicar tipos de pol\u00edticas que podem ser adotadas pelos gestores e impedir que a tend\u00eancia tenha um crescimento maior.<\/p>\n<p>\u201cOs que aumentaram na incid\u00eancia e na mortalidade eram c\u00e2nceres relacionados ao tipo de vida. A gente est\u00e1 pressupondo que \u00e1lcool, tabaco, alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel e falta de pr\u00e1tica de exerc\u00edcio podem estar refletindo no aumento de incid\u00eancia\u201d, detalhou Merula Steagall.<\/p>\n<p>A pesquisadora ainda diz acreditar que o aumento da mortalidade se deu porque as pessoas procuram o tratamento em est\u00e1gio avan\u00e7ado da doen\u00e7a. \u201dComo se espera que o c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a depois dos 50 anos mais predominantemente, porque as c\u00e9lulas est\u00e3o mais envelhecidas e come\u00e7a uma produ\u00e7\u00e3o irregular que acarreta no c\u00e2ncer, a pessoa entre 20 e 50 n\u00e3o est\u00e1 atenta para isso. O sistema n\u00e3o facilita o fluxo para ir r\u00e1pido para um diagn\u00f3stico\u201d.<\/p>\n<p><strong>Demora<\/strong><\/p>\n<p>No encontro, os especialistas destacaram dois fatores que contribuem para esses n\u00fameros: a falta de acesso a informa\u00e7\u00f5es e aos tratamentos. \u201cEsse fator da demora de acesso a um especialista e a um centro adequado tamb\u00e9m acarreta na mortalidade e a pessoa perde o controle da doen\u00e7a\u201d, contou.<\/p>\n<p>Merula acrescentou que em termos de tecnologia, nesses 20 anos, houve avan\u00e7os, ent\u00e3o, para o especialista \u00e9 triste verificar que o progresso cient\u00edfico n\u00e3o teve impacto na vida das pessoas. \u201cN\u00e3o teve resultado para muitos tipos de c\u00e2nceres. Dos 19 analisados, 10 aumentaram a mortalidade\u201d, observou, destacando a import\u00e2ncia da m\u00eddia no alerta e na divulga\u00e7\u00e3o da vida saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea tem que planejar a sua terceira idade enquanto \u00e9 jovem. S\u00f3 que as pessoas jovens acham que a mortalidade para elas est\u00e1 distante. Falo isso como uma pessoa com doen\u00e7a gen\u00e9tica e como a morte estava sempre pr\u00f3xima sempre me cuidei, me tratei, procurei fazer esportes e tive alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. \u00c9 importante alertar porque precisamos planejar o nosso envelhecimento.\u201d<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00e9dica mastologista, Alice Francisco, teve uma experi\u00eancia pr\u00f3pria com diagn\u00f3stico precoce. Ao fazer um exame de rotina para verificar um hist\u00f3rico familiar de hipotireoidismo ficou constatado, mesmo sem ter sintomas, que tinha c\u00e2ncer na tire\u00f3ide. A avalia\u00e7\u00e3o foi h\u00e1 12 anos, o tratamento foi feito, o tumor sumiu, mas dois anos depois voltou. \u201cPrecisei fazer novamente o tratamento. Foi uma coisa bem inesperada para a situa\u00e7\u00e3o do meu diagn\u00f3stico naquele momento\u201d, revelou.<\/p>\n<p>Alice completou que foi muito importante ter o diagn\u00f3stico precoce e que p\u00f4de ver o quanto \u00e9 relevante o impacto nos resultados dos tratamentos. A m\u00e9dica refor\u00e7ou a necessidade de ter bons h\u00e1bitos alimentares e f\u00edsicos. \u201cPara mim, isso foi muito importante e adaptar ao meu dia a dia. Hoje eu repercuto muito isso como profissional de sa\u00fade e estudo tudo. Uma das minhas linhas de estudo \u00e9 a atividade f\u00edsica, ent\u00e3o, mudou muito a minha forma de ser profissional depois de ter passado por isso\u201d, indicou.<\/p>\n<p><strong>Parceria<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a presidente da Abrale, o objetivo da entidade \u00e9 trabalhar junto com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para a defini\u00e7\u00e3o, entre outras medidas, de maior divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre o que \u00e9 a doen\u00e7a, como pode ser diagnosticada e quais s\u00e3o os fatores de risco.<\/p>\n<p>No encontro, foi apontada a diferen\u00e7a de acesso das informa\u00e7\u00f5es e \u00e0 disponibilidade de tratamento entre as regi\u00f5es do pa\u00eds, com maior dificuldade no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste. O diretor do Departamento de Inform\u00e1tica do SUS (DATASUS\/SE\/MS), Jacson de Barros, que participou dos debates, reconheceu que \u00e9 preciso qualificar mais as equipes de atendimento, que podem apresentar um diagn\u00f3stico precoce, facilitar o tratamento e em muitos casos evitar a morte do paciente. Para ele, isso pode tamb\u00e9m reduzir as sub-notifica\u00e7\u00f5es. \u201cA gente quer mudar a forma de disponibilizar os dados do DATASUS para que todo mundo consiga al\u00e9m do acesso, poder fazer estudos longitudinais, acompanhar o desfecho. A ideia \u00e9 aprimorar todo esse sistema\u201d, disse.<\/p>\n<p>O diretor afirmou que falta infraestrutura para permitir o registro adequado da informa\u00e7\u00e3o. Um estudo do ano passado dos hospitais que t\u00eam mais de 50 leitos mostra que mais da metade n\u00e3o tem prontu\u00e1rio eletr\u00f4nico, ou seja, faz o b\u00e1sico quando o paciente entrou, se precisou ficar internado e quantos dias permaneceu na unidade, mas n\u00e3o \u00e9 feita uma an\u00e1lise cl\u00ednica. \u201cMesmo assim, com as informa\u00e7\u00f5es que a gente tem ainda d\u00e1 para sair muito suco de laranja, mesmo n\u00e3o tendo as informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para resolver o problema das regi\u00f5es onde h\u00e1 car\u00eancia de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, ao diagn\u00f3stico e ao tratamento, o diretor disse que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade est\u00e1 fazendo um mapeamento para adequar o primeiro atendimento a fazer o registro adequado. \u201cSer\u00e1 um mapeamento baseado na classifica\u00e7\u00e3o do IBGE, e para cada regi\u00e3o vamos subsidiar solu\u00e7\u00f5es para investimento de infraestrutura na ponta e para melhor atender e registrar\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil O aumento dos casos de c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o entre 20 e 49 anos, de 1997 a 2016 chamou a aten\u00e7\u00e3o de especialistas. 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