{"id":7707,"date":"2019-07-29T17:30:34","date_gmt":"2019-07-29T17:30:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=7707"},"modified":"2019-07-30T10:58:24","modified_gmt":"2019-07-30T10:58:24","slug":"cremerj-faz-pesquisa-sobre-saude-publica-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2019\/07\/29\/cremerj-faz-pesquisa-sobre-saude-publica-no-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"CREMERJ faz pesquisa sobre sa\u00fade p\u00fablica no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ<\/p>\n<p>O CREMERJ realizou uma pesquisa sobre a percep\u00e7\u00e3o dos moradores da cidade do Rio de Janeiro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. O objetivo era entender o \u00edndice de utiliza\u00e7\u00e3o dos cariocas do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), a avalia\u00e7\u00e3o que eles fazem do servi\u00e7o prestado bem como a frequ\u00eancia com que utilizam o mesmo, al\u00e9m de identificar os principais impasses que resultam numa m\u00e1 experi\u00eancia ao usar o sistema.<\/p>\n<p>A pesquisa, feita pelo Instituto Insider, foi quantitativa, descritiva e conclusiva; usou o m\u00e9todo de entrevistas pessoais. Foram mais de 200 pessoas acima dos 18 anos de idade entrevistadas durante o m\u00eas de julho.<\/p>\n<p>\u201cPela amostragem, a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 bastante insatisfeita com a assist\u00eancia fornecida pelo sistema p\u00fablico de sa\u00fade. Alguns servi\u00e7os, como \u00e9 o caso das cl\u00ednicas da fam\u00edlia, s\u00e3o reconhecidos pelos cariocas, mas recursos n\u00e3o s\u00e3o aplicados para a melhoria dos mesmos. Nossos gestores deviam estar atentos a estas causas e interessados em conhecer a opini\u00e3o do usu\u00e1rio, assim como o CREMERJ fez. \u00c9 de suma import\u00e2ncia entender isso para as tomadas de decis\u00e3o que, muitas vezes, s\u00e3o apenas baseadas em estudos t\u00e9cnicos, ignorando a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o acerca do SUS, que \u00e9 o que realmente importa\u201d, destacou a coordenadora da Comiss\u00e3o de Sa\u00fade P\u00fablica do CREMERJ, a conselheira Margareth Portella.<\/p>\n<p><strong>Utiliza\u00e7\u00e3o do SUS<\/strong><br \/>\nDe acordo com a pesquisa, em m\u00e9dia, o morador da cidade do Rio de Janeiro costuma ir ao m\u00e9dico a cada 15 meses. O levantamento mostra que os que menos buscam atendimento m\u00e9dico s\u00e3o os homens (a cada 17 meses), de classe A\/B (a cada 16 meses), moradores da Zona Suburbana (a cada 23 meses) e que t\u00eam plano de sa\u00fade (a cada 18 meses).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_2.jpg\" rel=\"lightbox[7707]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7716\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_2.jpg\" alt=\"\" width=\"568\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_2.jpg 568w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_2-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 568px) 100vw, 568px\" \/><\/a><\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os do SUS, um em cada cinco (ou 21%) entrevistados declarou n\u00e3o utilizar o sistema, principalmente os de classe A\/B (34%), da Zona Suburbana (49%) e os que t\u00eam plano de sa\u00fade (52%). Os demais costumam utiliz\u00e1-lo, em m\u00e9dia, a cada 13 meses. Fato \u00e9 que 44% usam este sistema anualmente e 24% a cada semestre.<\/p>\n<p>Considerando apenas os que costumam utilizar o SUS, as unidades mais frequentadas s\u00e3o: cl\u00ednica da fam\u00edlia (63%), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) (50%), posto de sa\u00fade (32%), hospitais (18%) e emerg\u00eancia\/urg\u00eancia (7%). Levando em considera\u00e7\u00e3o a unidade principal escolhida, os n\u00fameros praticamente se mant\u00eam: cl\u00ednica da fam\u00edlia (53%), UPA (20%), posto de sa\u00fade (19%), hospitais (5%) e emerg\u00eancia\/urg\u00eancia (3%).<\/p>\n<p>Observou-se, ainda, no levantamento, que, para 55% dos entrevistados, a cl\u00ednica da fam\u00edlia \u00e9 a unidade do SUS que oferece o melhor servi\u00e7o, principalmente entre os moradores da Zona Oeste (79%). Em seguida, iguais 14% elegem as UPAs e os postos de sa\u00fade. A UPA, ali\u00e1s, \u00e9 preferida pelos de classe D\/E (30%) e do Centro\/Zona Norte (28%) ao passo que os postos de sa\u00fade se destacam entre os moradores da Zona Suburbana (28%).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_3.jpg\" rel=\"lightbox[7707]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7717\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_3.jpg\" alt=\"\" width=\"573\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_3.jpg 573w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_3-300x216.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 573px) 100vw, 573px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o ao atendimento no SUS, 54% consideraram como p\u00e9ssimo (24%) ou ruim (30%). Entre os pontos negativos, foram destacados: n\u00famero reduzido de m\u00e9dicos para atender a grande demanda, d\u00e9ficit de equipamentos e aparelhos, falta de medicamentos e curativos e demora na marca\u00e7\u00e3o de consultas, exames e procedimentos. Quanto \u00e0 experi\u00eancia positiva no SUS, a popula\u00e7\u00e3o citou a agilidade e o bom atendimento da equipe m\u00e9dica.<\/p>\n<p>As unidades mais bem avaliadas foram os postos de sa\u00fade e a cl\u00ednica da fam\u00edlia. E os piores foram as emerg\u00eancias\/urg\u00eancias e os hospitais. Sobre os postos de sa\u00fade, 59% e 2% avaliaram como \u00f3timo ou bom. Para 47% e 2% dos entrevistados, as cl\u00ednicas da fam\u00edlia s\u00e3o boas e \u00f3timas. J\u00e1 as UPAs foram consideradas como boas e \u00f3timas por 38% e 1% das pessoas. Com rela\u00e7\u00e3o aos hospitais e \u00e0s emerg\u00eancias\/urg\u00eancias, respectivamente, 22% e 17% consideraram como bons.<\/p>\n<p>Sobre o Sistema de Regula\u00e7\u00e3o de Vagas (Sisreg), 30% dos entrevistados, principalmente entre os moradores da Zona Oeste (51%), disseram ter algum parente, amigo ou mesmo um conhecido aguardando por uma cirurgia ou exame na fila do mesmo. Cinquenta e nove por cento (59%) declararam que n\u00e3o conheciam ningu\u00e9m nesta situa\u00e7\u00e3o e 8% n\u00e3o souberam dizer. Tr\u00eas por cento (3%) informaram que n\u00e3o sabiam o que era o Sisreg.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tempo que ficam aguardando por um atendimento no SUS, a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a popula\u00e7\u00e3o idosa \u00e9 a mais prejudicada. Do total, 43% disseram que os idosos s\u00e3o os que ficam mais tempo esperando para serem atendidos, seguido dos adultos (30%) e dos beb\u00eas\/crian\u00e7as (2%).<\/p>\n<p>Pouco mais da metade (ou 56%) dos entrevistados que tem um plano de sa\u00fade disse que manteria seu plano de sa\u00fade mesmo que o SUS passasse a prestar um atendimento mais acolhedor e eficiente. J\u00e1 37% optariam por cancelar seus planos de sa\u00fade e utilizariam o sistema p\u00fablico.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_4.jpg\" rel=\"lightbox[7707]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7718\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_4.jpg\" alt=\"\" width=\"561\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_4.jpg 561w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_4-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Fator que mais prejudica o SUS<\/strong><br \/>\nAinda na pesquisa, os entrevistados apontaram o que, na opini\u00e3o deles, \u00e9 o fator que mais prejudica o funcionamento do SUS. \u201cCorrup\u00e7\u00e3o, roubo e desvio de recursos financeiros\u201d \u00e9 o motivo principal, considerado por 32% das pessoas. Em seguida, 21% citaram \u201cM\u00e1 gest\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o dos recursos e de dinheiro p\u00fablico\u201d e 14% mencionaram a \u201cfalta de recursos e de dinheiro p\u00fablico\u201d. Na sequ\u00eancia, vieram: \u201cFalta de m\u00e9dico, enfermeiro, t\u00e9cnico, profissionais de sa\u00fade\u201d, com 12%; \u201cFalta de material, equipamentos, insumo, medicamento\u201d, com 10%; \u201cFalta de infraestrutura em hospital, UPA, posto de sa\u00fade etc.\u201d, com 8%; e \u201cDespreparo de m\u00e9dico, enfermeiro, t\u00e9cnico, profissionais de sa\u00fade\u201d, com 4%.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa como um todo \u00e9 muito importante, pois trouxe um olhar real do usu\u00e1rio. A popula\u00e7\u00e3o entende quais s\u00e3o as raz\u00f5es que t\u00eam prejudicado o SUS. O usu\u00e1rio n\u00e3o culpa o m\u00e9dico nem os demais profissionais que atuam nas unidades, mas, sim, a corrup\u00e7\u00e3o, a m\u00e1 gest\u00e3o e o sucateamento. Al\u00e9m disso, justifica como experi\u00eancia positiva no SUS o bom atendimento m\u00e9dico\u201d, ressaltou o presidente do CREMERJ, Sylvio Provenzano.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_5.jpg\" rel=\"lightbox[7707]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7719\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_5.jpg\" alt=\"\" width=\"561\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_5.jpg 561w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/pesquisa_saude_publica_5-300x216.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Perfil dos entrevistados<\/strong><br \/>\nSobre o perfil s\u00f3cio demogr\u00e1fico da amostra, \u00e9 poss\u00edvel destacar que: as mulheres representam ligeira maioria: 53% contra 47% de homens; a idade m\u00e9dia dos entrevistados \u00e9 de 41 anos \u2013 23% t\u00eam de 31 a 40 anos e 21% t\u00eam de 41 a 50 anos \u2013; a renda familiar m\u00e9dia \u00e9 de R$ 6.360; a maior parte \u00e9 de classe C (46%) e outra boa parte \u00e9 de classe B (36%). J\u00e1 a classe A representa apenas 5% e 13% s\u00e3o de classes D\/E.<\/p>\n<p>Ainda sobre o perfil dos entrevistados, 39% eram moradores da Zona Oeste, 32% da Zona Suburbana*, 16% da Zona Norte**, 10% da Zona Sul e 3% do Centro da cidade. Sessenta e dois por cento (62%) s\u00e3o casados, 30% s\u00e3o solteiros, 7% s\u00e3o separados e 1% \u00e9 vi\u00favo. Em rela\u00e7\u00e3o ao grau de instru\u00e7\u00e3o, 56% t\u00eam at\u00e9 o ensino m\u00e9dio completo, 22% possuem uma gradua\u00e7\u00e3o completa e 22% t\u00eam o ensino fundamental completo ou incompleto. Trinta e dois por cento (32%) est\u00e3o empregados em empresa privada, 23% s\u00e3o profissionais liberais, 13% s\u00e3o aposentados ou pensionistas, 12% s\u00e3o empregados em empresa p\u00fablica e 9% s\u00e3o donas de casa. Sessenta e nove por cento (69%) dos entrevistados t\u00eam filhos e 65% n\u00e3o t\u00eam plano de sa\u00fade \u2013 35%, naturalmente, possuem.<\/p>\n<p>Para a Zona Suburbana*, a pesquisa considerou moradores dos bairros Pavuna, Iraj\u00e1, Madureira, Ilha do Governador e Complexo da Mar\u00e9. J\u00e1 para a Zona Norte** foram considerados residentes dos bairros M\u00e9ier, Tijuca, Rio Comprido e S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ O CREMERJ realizou uma pesquisa sobre a percep\u00e7\u00e3o dos moradores da cidade do Rio de Janeiro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. 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