{"id":852,"date":"2015-06-29T09:36:39","date_gmt":"2015-06-29T09:36:39","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=852"},"modified":"2015-06-29T09:36:39","modified_gmt":"2015-06-29T09:36:39","slug":"do-sus-so-noticias-ruins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2015\/06\/29\/do-sus-so-noticias-ruins\/","title":{"rendered":"Do SUS, s\u00f3 not\u00edcias ruins"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-844\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/logo_estadao.png\" alt=\"logo_estadao\" width=\"640\" height=\"151\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/logo_estadao.png 640w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/logo_estadao-300x71.png 300w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/logo_estadao-600x142.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/>fonte: Editorial Estad\u00e3o<\/p>\n<p>Not\u00edcias ruins h\u00e1 muito se tomaram a regra no que se refere ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). A cada novo estudo sobre ele corresponde uma constata\u00e7\u00e3o preocupante, que levanta d\u00favidas sobre a capacidade do sistema, do qual depende a assist\u00eancia m\u00e9dico-hospitalar para a massa da popula\u00e7\u00e3o, de se manter sem uma ampla reformula\u00e7\u00e3o. O \u00faltimo levantamento sobre a defasagem da sua tabela de procedimentos, desta vez comparando os valores pagos por ele com os dos planos de sa\u00fade &#8211; que j\u00e1 deixam a desejar -, mostra que a situa\u00e7\u00e3o continua desanimadora.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que utilizou valores de 2014 da tabela do SUS para 18 procedimentos. Ela separou do valor total o que foi pago \u00e0 equipe m\u00e9dica e depois comparou essa remunera\u00e7\u00e3o com os valores estipulados pela Classifica\u00e7\u00e3o Brasileira Hierarquizada de Procedimentos M\u00e9dicos (CBHPM), que \u00e9 usada como refer\u00eancia nos pagamentos do setor de sa\u00fade suplementar. Os n\u00fameros a que a pesquisa chegou s\u00e3o impressionantes.<\/p>\n<p>Uma das conclus\u00f5es principais \u00e9 que a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia paga pelos planos de sa\u00fade chega a ser 1.284% maior do que os honor\u00e1rios recebidos por profissionais de hospitais conveniados ao SUS. Um exemplo \u00e9 o de uma cirurgia de est\u00f4mago, pela qual o m\u00e9dico recebe de planos de sa\u00fade, em m\u00e9dia, R$ 496,52. Pelo mesmo procedimento, o profissional que trabalha em hospital conveniado ao SUS ganha apenas R$ 35,88. A diferen\u00e7a do que se paga por consulta b\u00e1sica na rede p\u00fablica e em planos pode chegar a 664% &#8211; de R$ 10 para R$ 76,40. Ela \u00e9 ainda maior, de 902%, no caso de cesariana feita por equipe do SUS ( R$ 75,03) e dos planos (R$ 752,16). A diferen\u00e7a em todos os procedimentos foi superior a 100%.<\/p>\n<p>Num estudo anterior e mais abrangente, cujos resultados foram divulgados recentemente, o CFM j\u00e1 havia chamado a aten\u00e7\u00e3o para uma das principais causas que explicam tamanha diferen\u00e7a entre a realidade e a tabela do SUS. Entre 2008 e 2014, per\u00edodo que compreende os governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff, 74% (1.118) de 1.500 procedimentos hospitalares tiveram seus valores reajustados abaixo da infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00edndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). O m\u00ednimo a fazer, para evitar o agravamento da situa\u00e7\u00e3o, era aplicar a corre\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria plena, pois \u00e9 not\u00f3rio que a defasagem da tabela do SUS vem de muito longe.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias desse descaso com a sa\u00fade p\u00fablica s\u00e3o as piores poss\u00edveis. Comentando o estudo do CFM, seu primeiro-secret\u00e1rio, Hermann von Tiesenhausen, advertiu que aqueles baixos valores n\u00e3o prejudicam apenas os m\u00e9dicos, mas igualmente os pacientes e as institui\u00e7\u00f5es filantr\u00f3picas conveniadas ao SUS. Segundo ele, &#8220;os hospitais e as prefeituras acabam tendo de se virar para oferecer uma remunera\u00e7\u00e3o melhor e segurar o m\u00e9dico naquele emprego&#8221;, o que nem sempre conseguem, como reconhece. Foi a baixa remunera\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, para citar um exemplo, que levou o Hospital Stella Maris, de Guarulhos, a fechar diversos servi\u00e7os prestados ao SUS.<\/p>\n<p>A maioria dos hospitais conveniados ao SUS, em todo o Pais, como \u00e9 o caso principalmente das Santas Casas, tenta manter o atendimento contraindo d\u00edvidas, na esperan\u00e7a de receber socorro dos governos federal e dos Estados, ajuda que demora e s\u00f3 contorna precariamente a situa\u00e7\u00e3o, adiando a solu\u00e7\u00e3o do problema, que na verdade se agrava.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade vem insistindo em que a tabela do SUS j\u00e1 n\u00e3o representa mais a \u00fanica forma de custeio. Ele garante que os valores extras, fora da tabela, correspondem a 40% dos R$ 14,8 bilh\u00f5es destinados pelo governo aos hospitais conveniados ao SUS. Mas a defasagem da tabela atingiu tais propor\u00e7\u00f5es que esses valores n\u00e3o conseguem compens\u00e1-la. A melhor prova disso \u00e9 que, mesmo com eles, a crise dos hospitais continua grave.<\/p>\n<p>J\u00e1 est\u00e1 claro, a essa altura, que os remendos n\u00e3o bastam. E preciso repensar a sa\u00fade p\u00fablica, porque, a continuar nesse ritmo e nessa dire\u00e7\u00e3o, o sistema pode entrar em colapso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Editorial Estad\u00e3o Not\u00edcias ruins h\u00e1 muito se tomaram a regra no que se refere ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). 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