{"id":8740,"date":"2020-01-14T12:20:51","date_gmt":"2020-01-14T12:20:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=8740"},"modified":"2020-01-16T23:44:03","modified_gmt":"2020-01-16T23:44:03","slug":"servico-de-saude-encolhe-no-pais-com-crise-fiscal-manaus-rio-e-natal-vivem-caos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2020\/01\/14\/servico-de-saude-encolhe-no-pais-com-crise-fiscal-manaus-rio-e-natal-vivem-caos\/","title":{"rendered":"Servi\u00e7o de sa\u00fade encolhe no pa\u00eds com crise fiscal; Manaus, Rio e Natal vivem caos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: O Globo<\/p>\n<p>As cenas de caos na\u00a0<strong>sa\u00fade<\/strong>\u00a0do Rio chamaram a aten\u00e7\u00e3o em 2019, mas as dificuldades numa \u00e1rea que sempre aparece entre as prioridades do brasileiro ocorreram, em menor ou maior intensidade, em outras regi\u00f5es do pa\u00eds. Capitais como Manaus e Natal est\u00e3o entre as que apresentam quadro ca\u00f3tico no setor. Al\u00e9m disso, no ano passado, 11 redes estaduais tiveram redu\u00e7\u00e3o de sua estrutura na \u00e1rea, com diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de estabelecimentos de sa\u00fade estaduais entre janeiro e novembro, segundo levantamento do GLOBO com base em dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Uma das principais dificuldades apontadas por gestores para fazer frente aos problemas \u00e9 a falta de recursos. O desafio de financiar uma rede ampla de sa\u00fade \u00e9 agravado num momento em que v\u00e1rios estados passam por crise fiscal \u2014 a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o limita investimentos quando a arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 menor. Outra causa \u00e9 a alta rotatividade dos secret\u00e1rios de sa\u00fade nos cargos de gest\u00e3o, o que impede a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de longo prazo. A cada m\u00eas, em m\u00e9dia 250 cidades (4,5% dos munic\u00edpios brasileiros) trocam o respons\u00e1vel pela \u00e1rea de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Entre os estados com redu\u00e7\u00e3o de estabelecimentos de sa\u00fade em 2019, o saldo \u00e9 de 17 hospitais e 30 unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade a menos em rela\u00e7\u00e3o a janeiro. Al\u00e9m desses equipamentos maiores, houve redu\u00e7\u00e3o na oferta de unidades m\u00f3veis, consult\u00f3rios especializados e laborat\u00f3rios, entre outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>\u2014 Vivemos crise sobre crise e isso ocorre em um momento no qual a popula\u00e7\u00e3o aumenta e os problemas de sa\u00fade se tornam mais complexos. Fatores como o n\u00e3o pagamento de pessoal e fornecedores, bem como o desmonte das secretarias de sa\u00fade, agravam a situa\u00e7\u00e3o \u2014 resume a m\u00e9dica e professora da UFRJ Ligia Bahia.<\/p>\n<p>Greves, sal\u00e1rios atrasados e cirurgias adiadas s\u00e3o alguns dos problemas observados pelo pa\u00eds. Wilames Freire Bezerra, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Sa\u00fade (Conasems) e secret\u00e1rio de Pacatuba, na regi\u00e3o Metropolitana de Fortaleza, e Alberto Beltrame, presidente do Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Sa\u00fade (Conass) e secret\u00e1rio do Par\u00e1, destacam que munic\u00edpios e estados t\u00eam necessidade de contratar mais profissionais, mas precisam ficar atentos \u00e0s regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que imp\u00f5em limites para o gasto com o pessoal. Segundo Bezerra, do Conasems, atrasos nos sal\u00e1rios s\u00e3o observados mais comumente em locais onde a crise financeira \u00e9 problema antigo:<\/p>\n<p>\u2014 Pela nossa observa\u00e7\u00e3o \u00e9 nos estados em que tradicionalmente isso vem ocorrendo h\u00e1 algum tempo.<\/p>\n<p>Os dois avaliam que os problemas s\u00e3o agravados ainda pela judicializa\u00e7\u00e3o \u2014 decis\u00f5es da Justi\u00e7a determinando a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica a custear tratamentos que, frequentemente, s\u00e3o caros e sem efic\u00e1cia comprovada.<\/p>\n<p>\u2014 A estimativa \u00e9 que a judicializa\u00e7\u00e3o consome R$ 14 bilh\u00f5es da sa\u00fade. Os gestores ficam com uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, porque o planejamento se compromete \u2014 diz Beltrame.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/emergencias2.jpg\" rel=\"lightbox[8740]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8742\" src=\"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/emergencias2.jpg\" alt=\"\" width=\"627\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/emergencias2.jpg 627w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/emergencias2-300x255.jpg 300w, https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/emergencias2-600x510.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 627px) 100vw, 627px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Trocas de secret\u00e1rios<\/h2>\n<p>A troca de comando nas secretarias de sa\u00fade \u00e9 outro fator citado pelos especialistas. Em Roraima, por exemplo, desde que o atual governador, Antonio Denarium, assumiu em janeiro de 2019, quatro pessoas j\u00e1 passaram pelo posto. Cec\u00edlia Smith Lorezom, a terceira delas a assumir o cargo, foi exonerada em dezembro em meio a uma greve de enfermeiros.<\/p>\n<p>\u2014 As gest\u00f5es estaduais modificam muito as suas composi\u00e7\u00f5es. E os munic\u00edpios n\u00e3o ficam atr\u00e1s. A cada m\u00eas, n\u00f3s temos uma rotatividade m\u00e9dia de 250 gestores municipais. Isso \u00e9 um grande desafio para poder dar continuidade ao planejamento que tem sido feito ao longo do tempo \u2014 diz Bezerra, do Conasems.<\/p>\n<p>Em Manaus, os pacientes encontram longas filas, dificuldades para marcar consultas e cirurgias, falta de equipamentos nas unidades e atraso no pagamento de profissionais. O grosso do atendimento na capital do Amazonas \u00e9 feito pela rede estadual. Ao munic\u00edpio, cabe a gest\u00e3o das unidades b\u00e1sicas de sa\u00fades (UBSs). H\u00e1 apenas um maternidade da prefeitura, e o estado arca com a m\u00e9dia e alta complexidade.<\/p>\n<p>O Sindicato dos M\u00e9dicos do Amazonas enviou na semana passada um documento para o Minist\u00e9rio P\u00fablico com pedido de apura\u00e7\u00e3o dos problemas na sa\u00fade. S\u00e3o relatados no of\u00edcio \u201ca falta de medicamentos e insumos nas unidades hospitalares, aus\u00eancia de equipamentos para exames\u201d. Diz o texto ainda que no in\u00edcio de 2019 o governo tomou medidas \u201cpara a redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 25% de todos os servi\u00e7os, os quais j\u00e1 se encontravam deficit\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p>\u2014 S\u00e3o normais aqui atrasos na remunera\u00e7\u00e3o de cinco ou seis meses \u2014 afirma o presidente do sindicato, M\u00e1rio Rubens Macedo Vianna.<\/p>\n<p>Segundo a entidade, a espera por cirurgias, de h\u00e9rnias ou ves\u00edcula, por exemplo, chega a seis meses. Tamb\u00e9m s\u00e3o constatadas superlota\u00e7\u00f5es nas unidades b\u00e1sicas e nas de maior complexidade. Em novembro \u00faltimo, os m\u00e9dicos do Amazonas chegaram a fazer uma paralisa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas dias contra a decis\u00e3o do governo de suspender reajustes at\u00e9 2021.<\/p>\n<p>A Secretaria de Sa\u00fade informou que vem trabalhando para melhorar e ampliar a cobertura b\u00e1sica e que ampliou o hor\u00e1rio de atendimento em dez locais. Informou ainda ter diminu\u00eddo as filas e o tempo de espero dos pacientes do SUS.<\/p>\n<h2>Ambul\u00e2ncias obsoletas<\/h2>\n<p>Na rede estadual do Rio, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aponta o encerramento de atividades em 2019 de um hospital especializado e de 61 ambul\u00e2ncias. A secretaria estadual informou que o n\u00famero se refere a ve\u00edculos Samu doados pelo governo federal em 2005 e que estavam \u201cobsoletas, sem condi\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o e fora de opera\u00e7\u00e3o\u201d. O governo fluminense diz ainda que no ano passado distribuiu 66 ambul\u00e2ncias para 47 cidades do Rio, al\u00e9m de ter adquirido seis para a pr\u00f3pria rede.<\/p>\n<p>Na capital, funcion\u00e1rios da rede municipal de Sa\u00fade fizeram paralisa\u00e7\u00e3o em dezembro. Cl\u00ednicas da fam\u00edlias e centros de atendimentos em hospitais n\u00e3o funcionaram entre os dias 11 e 12. Unidades de emerg\u00eancia chegaram a ter o efetivo reduzido pela metade.<\/p>\n<p>Em Natal, a greve de m\u00e9dicos durou 40 dias, entre novembro e dezembro. A paralisa\u00e7\u00e3o tinha como alvo o n\u00e3o pagamento de uma gratifica\u00e7\u00e3o a 100 profissionais que haviam sido convocados para come\u00e7ar a trabalhar em 2018. Segundo o sindicato dos m\u00e9dicos, a capital possui apenas 130 das 220 equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia que deveria ter.<\/p>\n<p>\u2014 Mais de 40% da popula\u00e7\u00e3o de Natal est\u00e1 desassistida na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica \u2014 diz o presidente do sindicato, Geraldo Ferreira.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os s\u00e3o prestados pela prefeitura e pelo governo estadual, j\u00e1 que a rede \u00e9 integrada. A secretaria de Sa\u00fade de Natal informou que todas as unidades est\u00e3o em boa situa\u00e7\u00e3o estrutural e de opera\u00e7\u00e3o, e que nos \u00faltimos dois anos, mais de 40 unidades foram constru\u00eddas ou reformadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo As cenas de caos na\u00a0sa\u00fade\u00a0do Rio chamaram a aten\u00e7\u00e3o em 2019, mas as dificuldades numa \u00e1rea que sempre aparece entre as prioridades do brasileiro ocorreram, em menor ou maior intensidade, em outras regi\u00f5es do pa\u00eds. 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