{"id":9298,"date":"2020-04-21T00:18:30","date_gmt":"2020-04-21T00:18:30","guid":{"rendered":"http:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/?p=9298"},"modified":"2020-04-28T12:01:38","modified_gmt":"2020-04-28T12:01:38","slug":"perfil-dr-alexandre-abrao-neto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sobedrj.com.br\/novo\/2020\/04\/21\/perfil-dr-alexandre-abrao-neto\/","title":{"rendered":"Perfil: Dr. Alexandre Abr\u00e3o Neto"},"content":{"rendered":"<p>Carioca, nascido em 20 de maio de 1949, ele se tornaria estudante de Medicina da UERJ e passaria a fazer os primeiros exames endosc\u00f3picos em 1972. Hoje, o Dr. Alexandre Abr\u00e3o Neto \u00e9 o chefe do Servi\u00e7o de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Universit\u00e1rio Pedro Ernesto, da UERJ. Orgulho e dedica\u00e7\u00e3o definem a sua trajet\u00f3ria:<\/p>\n<p>\u201cEntrei na UERJ em 1968. Me formei em 1973. Fiz resid\u00eancia l\u00e1, mestrado na UFRJ e doutorado na UERJ, tamb\u00e9m. Basicamente, eu vi toda evolu\u00e7\u00e3o da endoscopia. Eu diria que hoje o servi\u00e7o de endoscopia da UERJ n\u00e3o deve nada a nenhum centro de endoscopia americano ou europeu. Hoje, no Hospital Universit\u00e1rio Pedro Ernesto, n\u00f3s fazemos todos os m\u00e9todos endosc\u00f3picos que existem, inclusive, c\u00e1psula endosc\u00f3pica e ecoendoscopia, com exce\u00e7\u00e3o, da enteroscopia com duplo bal\u00e3o, por ser muito caro e de pouqu\u00edssima indica\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a resid\u00eancia m\u00e9dica \u00e9 privilegiada. Anualmente, n\u00f3s formamos 4 profissionais. S\u00e3o 2 anos de resid\u00eancia, e em geral, eles saem preparados para o mercado brasileiro e internacional.\u201d<\/p>\n<p>Para o Dr. Alexandre Abr\u00e3o, o sucesso do servi\u00e7o de endoscopia da UERJ se deve ao esfor\u00e7o de muitos profissionais que, assim como ele, trabalharam com os mais diversos aparelhos e materiais ao longo dos anos:<\/p>\n<p>\u201cA UERJ, em 1972, s\u00f3 contava com um endosc\u00f3pio r\u00edgido (Chevalier-Jackson). O paciente era colocado em dec\u00fabito dorsal (com a barriga para cima) e a gente via o es\u00f4fago, por vis\u00e3o direta. Depois, com o indiv\u00edduo em dec\u00fabito lateral esquerdo, a gente passava o gastrosc\u00f3pio (Olympus-GTFA, de vis\u00e3o lateral), e conseguia ver o est\u00f4mago. Na \u00e9poca, n\u00e3o dava para ver o duodeno. E desse jeito trabalhamos por muitos anos. S\u00f3 em 1976\/77 que a gente fez a primeira colonoscopia, com um aparelho muito grosso e muito dif\u00edcil de fazer a seda\u00e7\u00e3o, com diazepam na veia. Era um exame muito complicado. Al\u00e9m disso, os exames eram feitos s\u00f3 uma vez por semana; durante uma manh\u00e3 junto com a broncoscopia, que a gente fazia tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m da UERJ, Dr. Alexandre relembra dos primeiros servi\u00e7os p\u00fablicos que realizavam endoscopia digestiva, na d\u00e9cada de 70, como o Hospital Municipal Miguel Couto, com o Dr. Glaciomar Machado que fazia os exames; o Hospital do Andara\u00ed, com o Dr. Luiz Leite Luna, que mais tarde abriria o Centro de Hemorragia Digestiva, hoje uma refer\u00eancia nacional; al\u00e9m da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia, e do antigo Iaserj (Instituto Estadual de Assist\u00eancia ao Servidor P\u00fablico), na Cruz Vermelha. Ele recorda que os hospitais da UFRJ eram espalhados pela cidade, j\u00e1 que n\u00e3o existia ainda o Hospital Universit\u00e1rio Clementino Fraga Filho, inaugurado s\u00f3 em 1978.<\/p>\n<p>\u201cEu sei que o primeiro videoendosc\u00f3pio em hospital p\u00fablico foi a UERJ que teve, no HUPE. O material era da Welsh-Allyn. E houve uma evolu\u00e7\u00e3o muito grande. Pois voc\u00ea via as endoscopias atrav\u00e9s da objetiva, quer dizer, com o olho na c\u00e2mera, e depois com a videoendoscopia a gente passou a olhar pra televis\u00e3o. Inclusive, antes disso, toda colonoscopia era com objetiva. Era olho no endosc\u00f3pio, era uma coisa muito prim\u00e1ria. J\u00e1 com a videoendoscopia, passou-se a fotografar, a filmar. Foi um grande salto!\u201d<\/p>\n<p>Outra evolu\u00e7\u00e3o muito significativa veio com a laparoscopia. Dr. Alexandre ressalta a import\u00e2ncia de seu professor Dr. Edson Jurado, que era o grande chefe na \u00e9poca desta \u00e1rea, na UERJ:<\/p>\n<p>\u201cA gente desenvolveu a laparoscopia de urg\u00eancia pois n\u00e3o existia ultrassonografia. Ent\u00e3o, se a pessoa tinha um abd\u00f4men agudo, tipo uma apendicite ou uma gravidez tub\u00e1ria, n\u00e3o tinha ultrassom, s\u00f3 raio-x. Ent\u00e3o, na \u00e9poca, a gente desenvolveu a laparoscopia de urg\u00eancia e a laparoscopia eletiva para fazer bi\u00f3psia de f\u00edgado, bi\u00f3psia de perit\u00f4nio e bi\u00f3psia de ba\u00e7o, desenvolvida pelo Dr. Paulo Pinho, na d\u00e9cada de 80. Obviamente, fomos basicamente n\u00f3s, endoscopistas, que ensinamos aos cirurgi\u00f5es a fazer laparoscopia. A partir da\u00ed, eles desenvolveram cirurgia laparosc\u00f3pica, cujo pioneiro foi Dr. Delta Madureira, aqui no Rio de Janeiro, que \u00e9 cirurgi\u00e3o. E tamb\u00e9m o Dr. Jos\u00e9 Dib Mourad, tamb\u00e9m cirurgi\u00e3o, que aprendeu a fazer laparoscopia conosco, em conjunto com o Dr. Paulo Pinho, eminente endoscopista e professor em atividade no HUPE. Eu atuei sempre na UERJ, junto com o Dr. Edson Jurado, que foi o meu professor e trabalh\u00e1vamos juntos! Ele voltou dos EUA, e ent\u00e3o, em 1972, eu ainda era estudante e comecei a trabalhar com ele. Depois, fui residente dele em 1974\/75\u201d, relata.<\/p>\n<p>Para estar sempre atualizado, Dr. Alexandre costumava viajar para Alemanha, Fran\u00e7a e Nova Iorque.<\/p>\n<p>\u201cA gente visitava os servi\u00e7os que eram refer\u00eancia, como o do Dr. Jerome Waye, um excelente colonoscopista \u00e0 \u00e9poca, com o qual n\u00f3s aprendemos muita coisa. A gente via como eles trabalhavam e tent\u00e1vamos fazer isso aqui com sucesso. Mas tamb\u00e9m tinha muita coisa que faz\u00edamos e que ensin\u00e1vamos para eles. Inclusive, o Dr. Glaciomar Machado, nesse ponto era mestre. Ele levou para Alemanha algumas de suas t\u00e9cnicas e estas passaram a ser desenvolvidas l\u00e1, gra\u00e7as a ele!\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m da carreira cient\u00edfica, Dr. Alexandre ocupou diversos cargos relevantes. Foi presidente da SOBED-RJ, de 1986 a 1988. Foi secret\u00e1rio da Sociedade Pan-Americana de Endoscopia Digestiva e secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Endoscopia Digestiva. Tamb\u00e9m editou v\u00e1rios cap\u00edtulos de livros de Endoscopia Digestiva e Gastroenterologia, al\u00e9m de muitos artigos.<\/p>\n<p>Atualmente, ele encara um novo desafio, talvez o maior at\u00e9 hoje: em conjunto com mais 28 m\u00e9dicos de sua equipe colabora no controle da epidemia do coronav\u00edrus, j\u00e1 que o HUPE \u00e9 refer\u00eancia para doentes graves do covid-19.<\/p>\n<p>\u201cOs doentes menos graves devem ficar no Hospital Acari e os mais graves, que precisam de respirador e CTI, devem ir para o Hospital Pedro Ernesto. N\u00f3s vamos ajudar, cada um fazendo a sua parte. Quem est\u00e1 \u00e0 frente \u00e9 o diretor do hospital, Dr. Ronaldo Dami\u00e3o, e o secret\u00e1rio de sa\u00fade, Dr. Edmar Santos.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carioca, nascido em 20 de maio de 1949, ele se tornaria estudante de Medicina da UERJ e passaria a fazer os primeiros exames endosc\u00f3picos em 1972. Hoje, o Dr. Alexandre Abr\u00e3o Neto \u00e9 o chefe do Servi\u00e7o de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva do Hospital Universit\u00e1rio Pedro Ernesto, da UERJ. 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