fonte: SOBED
Teve início hoje, e segue até amanhã, o Mutirão de Prevenção de Câncer Colorretal, que fará mais de cem exames de colonoscopia para a população do Sistema Único de Saúde (SUS). Os exames estão sendo realizados no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), no Rio de Janeiro.
A iniciativa partiu da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e faz parte do ‘Setembro Verde’, que tem o objetivo de divulgar e conscientizar a população sobre a prevenção do câncer colorretal em fase inicial (curável) e de lesões pré-cancerosas, que ambas podem ser removidas pelo exame sim como as ações que existem hoje para os cânceres de mama e próstata. Ao todo, serão cerca de 116 procedimentos, aplicados em pacientes entre 50 e 75 anos.
Só nesse ano o mutirão já foi realizado com sucesso em Campinas e Maceió e a ideia é que se reproduza para outros locais do Brasil, como em Goiânia no mês de outubro e Curitiba, durante a XIV Semana Brasileira do Aparelho Digestivo (SBAD), que ocorre em novembro. O exame permite a visualização direta do interior do reto, cólon e parte do íleo terminal (final do intestino delgado).
O presidente da Comissão de Mutirões e Prevenção de Câncer Colorretal da SOBED, Lix Oliveira, explica que os procedimentos terão o auxílio de anestesistas e uma equipe de enfermagem: “Serão realizados 58 exames por dia em pacientes cuja pesquisa de sangue oculto nas fezes teve resultado positivo. Esse exame não detecta pólipos, ou seja, a lesão pré-cancerosa, por isso se faz necessária a colonoscopia.
Já o presidente da SOBED-RJ, Ronaldo Taam, afirma que a estratégia da realização da colonoscopia com polipectomia, ou seja, a remoção completa de um pólipo, já foi implantada nos Estados Unidos e em países da Europa com resultados cientificamente consistentes em relação aos objetivos de redução no número total de de casos de morte pela doença, mas que no Brasil ainda é necessária a devida atenção. “A SOBED, atenta ao problema, vem promovendo ações com o objetivo de informar a população sobre a doença e também demonstrar às autoridades da área da saúde a importância da implantação de um programa de prevenção do câncer colorretal.”



