Arquivo do autor:%s SOBED-RJ

SOBED realiza webinars em comemoração à Semana do Endoscopista nestas terça e quarta-feiras

A SOBED realiza nestas terça e quarta-feiras, dias 27 e 28, respectivamente, dois webinars que fazem parte das ações realizadas pela SOBED para comemorar a Semana do Endoscopista.

Na terça-feira você será surpreendido pelas histórias de seus colegas. Já na quarta, um papo sério com professor Benilton Bezerra, psiquiatra pesquisador da UERJ, falando sobre os desafios no século XXI.

Durante as transmissões ao vivo, concorra à vagas para os cursos de endoscopia bariátrica avançada, cápsula avançado, CPRE e até para a SBAD digital (válido somente para associados adimplentes)

FAÇA SUA INSCRIÇÃO

Planos de saúde: desequilíbrio econômico sacrifica médicos, pacientes e demais prestadores

fonte: AMB

Representantes de médicos, hospitais e entidades de defesa do consumidor cobraram da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mais firmeza no controle de reajustes de planos de saúde privados. Em audiência na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado (CTFC), destacaram que os planos são prioridade no orçamento da população.

O modelo atual permite uma “artimanha” das operadoras de planos de saúde que “empurra” os consumidores para os planos de modalidade coletiva. Uma versão sem garantia de renovação automática e nem regras para reajuste.


Indignação dos médicos

César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira, iniciou dizendo que existe um problema que deve ser admitido e diz respeito a capacidade de pagamento que os beneficiários têm para fazer suporte e a desproporção com que esses aumentos acontecem.

Também lembrou que os planos de saúde são um sonho de consumo da maioria dos brasileiros, com a ideia de que, assim, ele terá uma assistência médica mais qualificada e de fácil acesso. E, uma vez que ele atinge esse status de ter o seu plano de saúde, faz de tudo para mantê-lo e vai suportando, progressivamente, até quando possível, em detrimento de outras prioridades que poderia investir ao longo da sua vida.

“Veja que, mesmo em condição de tragédia sanitária, como a que nós vivemos, o índice de inadimplência, curiosamente e paradoxalmente, não caiu. Esse é um dado que estimula à reflexão a esse respeito. Será que, durante a pandemia, aumentou a capacidade de pagamento dos beneficiários? Certamente, não. Ela diminuiu, mas ainda assim, os índices de inadimplência são baixos, o que mostra um esforço quase que sobre-humano das pessoas para fazer frente aos elevados custos e cada vez maiores”, disse.

Ressaltou que o sistema dos planos de saúde suplementar tem três players: as operadoras; os prestadores de serviço, incluindo médicos, dentistas, hospitais, laboratórios, todos os prestadores de serviço; e tem os beneficiários. “Se não houvesse beneficiários, não haveria plano de saúde, não haveria prestadores”, completou.
Fernandes afirma que a pressão maior sempre está em cima dos beneficiários. No entanto, destacou que os médicos sofrem com honorários irrisórios.

“Não achamos que as operadoras devem ter prejuízo, claro que não. Porém, as regras precisam ser mudadas, É preciso procurar regras únicas; metodologia que seja compreensível por todos e que seja perfeitamente auditável. Não adianta somente apresentar números, é necessária uma leitura simples e clara. É errado o desequilíbrio econômico que temos. Os pacientes precisam pagar menos, os médicos e demais recursos humanos têm de ser remunerados com dignidade e os planos tem de lucrar em margens razoáveis pelo serviço prestado e não fazendo papel de Robin Wood às avessas para encher as burras de dinheiro”.

César enfatizou ainda que a ANS detém corpo técnico competente. Contudo, a está ausente nas negociações. As negociações são feitas entre as partes, entre a operadora e entre os beneficiários, através dos planos de saúde contratados. De acordo com ele, é necessário a ANS fazer a arbitragem deste processo.


Mais críticas a ANS

Marco Aurélio Ferreira, da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), apresentou as dificuldades dos hospitais durante a pandemia, ressaltando aumento de custos com materiais e internações e queda de faturamento com exames.  Já Daniela de Assis Moya Yokomizo, primeira decretária da Associação Brasileira de Odontologia Seção do Distrito Federal, destacou haver grande desequilíbrio acontece na Odontologia.

Ela explicou que os prestadores da odontologia não fazem parte da formação de valores dos preços que os planos pagam ao dentista e que esses valores repassados pelos planos estão bem abaixo do custo que os prestadores têm para realizar os procedimentos. “Os valores repassados não cobrem sequer os custos para a biossegurança. Na odontologia, o valor repassado pelo plano serve para pagar o material usado para executar o serviço, o pró-labore do dentista e os custos de manutenção de todo o consultório ou clínica dele”, completou.

Matheus Zuliane Falcão, analista do programa de saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, começou criticando o fato de que os planos individuais terem um reajuste anual máximo estabelecido pela ANS, enquanto os planos coletivos não. De acordo com a ANS, a razão para isso é que existe um poder de barganha entre os contratantes no caso dos planos coletivos. Contrapondo esse argumento, Matheus citou que há diversas evidências de que esse poder de barganha não existe e de que os reajustes são muito mais elevados no mercado de coletivos do que no de individuais.

Para fomentar sua fala, citou uma pesquisa do Ipea, de 2019, que mostra que, num período de 18 anos, a inflação acumulada dos planos de saúde foi de 382%, muito superior à de outros índices, inclusive do IPCA Saúde, que foi de 180%.

No tocante a reclamações de consumo, Matheus citou que, no ranking do Idec, de reclamações sobre problemas de consumo, nos últimos três anos, o assunto saúde, especialmente de planos de saúde, aparece sendo o item mais reclamado.

Cremerj abre inscrições para a o prêmio Professor Ricardo Cruz

fonte: Cremerj

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Professor Ricardo Cruz – 2020/2021, que engloba o 16º Prêmio de Residência Médica e o 2º Prêmio do Acadêmico de Medicina. A iniciativa é organizada pela Comissão de Integração do Médico Jovem (CIMJ) do CREMERJ.

O objetivo é fomentar a produção científica, no âmbito da medicina, no estado do Rio de Janeiro, fortalecendo a residência médica e o ensino universitário do futuro médico, além de valorizar o papel fundamental dos preceptores e dos professores na formação profissional.

As inscrições deverão ser realizadas até 13 de agosto de 2021, por meio do formulário disponível aqui. Todos os projetos recebidos dentro do prazo serão avaliados por uma comissão julgadora, responsável pela seleção dos finalistas. Os ganhadores serão contemplados com prêmios que chegam a R$ 5 mil.

Clique aqui e veja o edital na íntegra.

AMB divulga nota oficial sobre a reforma tributária

fonte: AMB

A urgência de uma Reforma Tributária une nossas instituições e os brasileiros há mais de uma década. É pauta recorrente, inclusive norteando todos os processos eleitorais recentes.

Ansiamos por mudanças sustentáveis. Precisamos de uma normatização que coíba a gula arrecadatória, que garanta transparência aos tributos, além incentivar o progresso do Brasil.

A Associação Médica Brasileira (AMB) e os 550 mil médicos do País defendem historicamente uma Reforma Tributária que traga equilíbrio econômica ao conjunto dos brasileiros, reduzindo desigualdades. E ainda que simplifique a tributação, com vistas a garantir a inclusão social, a favorecer investimentos em produção e à criação de empregos.

As propostas atuais do Governo, além de outras como o projeto de Lei 2327-2021, têm virtudes, mostrando sensibilidade em certos aspectos. Por outro lado, trazem pontos perversos, que implicam em mais sacrifícios.

O que nos entregam hoje, com a atual Reforma, é o aumento de mais de 100% para os serviços médicos, punindo a população com inevitável repasse e inviabilizando a qualidade e a dedicação às quais a sociedade têm direito.

Em momentos difíceis, como o que atravessamos agora com a Covid-19, estamos na linha de frente, mesmo que expondo nossas vidas e de nossos familiares. Não queremos privilégios, mas exigimos respeito e justiça.

Além do aumento da carga tributária, o efeito da Reforma será arrasador por motivos diversos. Gerará complexidade e burocracia, o que é absolutamente contrário aos apelos de todos os cidadãos por simplificação das regras de recolhimento de impostos. Implicará ainda, não há dúvidas, no aumento do custo da gestão e custo do Brasil.

Não podemos, não queremos nem admitimos arcar com custos de conformidade, impingidos conforme normas que mudam a cada hora.  Teríamos, em nossa área de atividade, a Medicina, e na saúde, o encarecimento dos serviços médicos e a total insegurança jurídica. Aliás, com aumento de custos para o contribuinte, para o Estado e inclusive para a Receita.

Queremos regras claras e seguras. Em cenário no qual a DDL, distribuição disfarçada de lucros, passa a ser oficial, também serão penalizadas fortemente as mais de 150 mil empresas médicas que recolhem pelo sistema de lucro presumido.  Estas nem terão direito à isenção de 20 mil/mês.

Reafirmamos que apoiamos pontos racionais para a Reforma Tributária. Contudo, rechaçamos todas e quaisquer propostas que venham ampliar custos aos serviços médicos e que tragam desassistência e mais problemas aos pacientes.

Perfilamos sempre ao lado dos brasileiros. Somos ainda defensores de primeira hora de medidas que contribuam ao desenvolvimento de nossas empresas, aos avanços sociais e ao progresso do País.

A Reforma deve ser inteiramente revista quanto aos dividendos para as atividades médicas. Da forma como é ofertada à sociedade, traz tão somente mais aumento de impostos e incertezas tributárias.

Provocará o fechamento, o encerramento de várias empresas com consequente impacto nos empregos ligados à área de saúde, como os de enfermeiros, instrumentistas e outros colaboradores. Será uma bomba-relógio para a economia, desorganizando completamente a atividade empresarial.

A AMB informa que hoje ainda enviará recomendação aos 550 mil médicos do Brasil para que passem a conversar com a um a um dos seus pacientes sobre os danos que terão caso aprovado o atual texto de Reforma Tributária. Um abaixo-assinado contra esses equívocos será aberto publicamente, hoje igualmente, para assinatura de toda a classe. Ao Ministério da Economia, entregaremos, em mãos, o protesto contra essa ameaça que redundará em retrocesso e encerramento de parte dos serviços médicos do Brasil.

Colaboramos com o País e colaboraremos sempre, pois a Nação somos nós, nosso povo, nossas empresas. Defendemos justiça social e tributária já.

São Paulo, 22 de julho de 2021
Associação Médica Brasileira 

Inscrições para cursos de programa de apoio do SUS vão até este sábado; saiba como se inscrever

fonte: Ministério da Saúde

O Hospital Moinhos de Vento, que faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), apoiado pelo Ministério da Saúde, oferece 13 cursos de capacitação totalmente gratuitos para profissionais de saúde em diversas áreas. Os interessados devem ficar atentos, pois as inscrições terminam no dia 31 de julho. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também oferta qualificação no Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Sistema Hórus). Veja abaixo a relação dos cursos e como se inscrever:

Disseminação do Conhecimento: Publicações Científicas e Divulgação do Estudo

O curso apresenta os princípios da disseminação do conhecimento, técnicas para redação de artigos científicos, peculiaridades para publicação, critérios de autoria, como escolher o periódico alvo e responder aos revisores. Além de especificar o procedimento de comunicação do conhecimento científico para a população e imprensa.

Com carga horária de 10 horas, a capacitação é voltada para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Introdução à Epidemiologia Clínica

O curso apresenta os princípios fundamentais de epidemiologia clínica aplicados às práticas em pesquisa clínica. Destacam-se tópicos como delineamento de estudos observacionais e de intervenção, revisão sistêmica, metanálise e prevenção de vieses.

O curso tem carga horária de 20 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Estruturação da equipe e tópicos regulatórios

Apresenta submissões e acompanhamentos ético e sanitário de um estudo clínico, responsabilidade civil em pesquisa clínica, seguros, estruturação de comitê diretivo e comitê de segurança e monitoramento de dados, orçamento, contratos e seleção de pesquisadores e centros participantes.

O curso tem carga horária de 10 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Protocolo de Ensaio Clínico Randomizado II

Neste curso é abordada parte da estrutura de metodologia de um protocolo, com orientação para a definição da população, particularidades da descrição de intervenções ou exposições e possibilidades de randomização. Além disso, o curso apresenta os tipos de desfechos e trata de aspectos essenciais do cegamento do estudo.

O curso tem carga horária de 10 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Gestão de um Centro de Pesquisa

Essa capacitação apresenta a regulamentação necessária para a estruturação de centro de pesquisa. Tópicos relacionados aos aspectos contratuais, infraestrutura e recursos humanos necessários, planejamento estratégicos e as boas práticas clínicas são abordados neste curso.

O curso tem carga horária de 8 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Protocolo de Ensaio Clínico Randomizado III

Neste curso é abordada a estrutura final de um protocolo, abordando a definição das variáveis, testes e plano estatístico, a redação e entendimento dos princípios éticos. Além disso, trata da elaboração de cronograma, orçamento e divulgação dos dados, apresentando a importância da articulação entre essas etapas.

O curso tem carga horária de 10 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Documentos e Banco de Dados em Pesquisas

Este curso apresenta princípios para a elaboração de um termo de consentimento livre e esclarecido e aborda conteúdos acerca da estruturação dos instrumentos de coleta de dados e do banco de dados. Por fim, são abordadas as noções básicas de REDCap e itens relacionados à ciência aberta.

O curso tem carga horária de 10 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Bioestatística Aplicada I

Este curso trata de aspectos relacionados à bioestatística. Os tópicos abordados incluem amostragem, classificação de variáveis, variáveis categóricas, variáveis quantitativas, medidas de ocorrência, valor-p e intervalo de confiança, significância estatística e clínica.

O curso tem carga horária de 20 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Implementação e acompanhamento do estudo

Este curso apresenta os processos necessários para treinamento de equipe, recrutamento e retenção de voluntários para estudos clínicos. São abordados também os procedimentos envolvidos para realização de monitorias, auditorias e inspeções de estudos clínicos.

O curso tem carga horária de 10 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Protocolo de Ensaio Clínico Randomizado I

Neste curso é abordada a estrutura inicial de um protocolo, com orientação para a escrita da introdução e justificativa até a elaboração da questão de pesquisa e dos objetivos. Além disso, o curso apresenta os delineamentos de estudos observacionais e de intervenção, assim como as possibilidades de utilização e particularidades referentes à validade e viés de cada estudo.

O curso tem carga horária de 10 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Prática Clínica Baseada em Evidências

Este curso apresenta as ferramentas e princípios para a realização de busca de evidência em bases de dados. São abordadas as estratégias para elaboração de perguntas de pesquisa e para a avaliação do nível das evidências. A partir de exemplos clínicos é construído o raciocínio para a identificação dos parâmetros de recomendação das evidências e de diretrizes, e de como a pesquisa se relaciona à prática clínica.

O curso tem carga horária de 4 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Gerenciamento e conclusão do estudo

O curso apresenta os processos envolvidos na condução e finalização de estudos clínicos como gerenciamento de qualidade de estudo, análise interina, encerramento do estudo e interrupção precoce.

O curso tem carga horária de 10 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Ética em pesquisa clínica: aspectos práticos

Neste curso são apresentados os princípios bioéticos e a ligação destes na avaliação crítica de risco e benefício de um projeto, desde a aplicação dos princípios na realização do consentimento, no planejamento de pesquisa com populações vulneráveis e no uso de placebo. Para isso, relacionam-se aspectos éticos e regulatórios, partindo da avaliação crítica de casos da prática em pesquisa.

O curso tem carga horária de 6 horas e é voltado para profissionais que trabalham com pesquisa e profissionais que desejam iniciar estudos e pesquisas no campo da pesquisa clínica.

Para se inscrever, clique aqui.

Artigo: Saúde é desenvolvimento

fonte: Folha de SP

por Paulo Junqueira Moll, bacharel em economia pelo IBMEC e CEO da Rede D’Or São Luiz

Venho de uma família de médicos e empreendedores que fundaram há 40 anos a Rede D’Or São Luiz, hoje a maior rede privada de assistência à saúde e a quinta maior empregadora do país.

Vivemos um momento difícil na nossa sociedade, em que já perdemos centenas de milhares de pessoas para a Covid-19. Ao mesmo tempo em que nos solidarizamos com todas as vítimas e famílias, lembramos das milhões de pessoas que puderam ser salvas graças à capacidade e à coragem dos profissionais da saúde e aos recursos assistenciais duramente construídos ao longo de décadas pelos setores público e privado.

Praticamos em nosso país uma medicina que não deve nada à dos melhores centros existentes em países mais desenvolvidos. No entanto, temos ainda importantes limitações de acesso, resultantes de grandes desigualdades socioeconômicas que precisam ser superadas.

Acredito que somente com pesados investimentos governamentais e do setor privado no complexo industrial e de serviços da saúde poderemos não só resolver essas limitações mas também gerar grandes oportunidades em áreas estratégicas, desenvolvendo todos os elos da cadeia produtiva. Além disso, no âmbito do setor privado, a união de esforços entre profissionais da saúde, prestadores de serviços e operadoras de saúde permitirá maior crescimento e sustentabilidade a longo prazo.

A saúde gera não apenas qualidade de vida e bem-estar. Ela também promove o desenvolvimento em diferentes áreas e em todas as regiões, dos pequenos aos grandes municípios. Ela é geradora de conhecimento, de empregos qualificados e diversificados, de tecnologia de ponta e de formação profissional.

Conforme artigo publicado na revista Environment, Development and Sustainability em novembro de 2020 (de autoria de Irfan Ullah e colaboradores), ao analisar 33 países da OCDE, no período de 2006 a 2016, verificou-se uma relação de causalidade entre gastos em saúde de um país e seu índice de desenvolvimento humano, o que gera um círculo virtuoso entre investimento e IDH.

O investimento em saúde traduz-se em resultados palpáveis e crescentes e está, sem dúvida, ao alcance de um país que é uma das maiores economias do mundo e que já dispõe de uma infraestrutura médica extremamente desenvolvida, apoiada em grandes centros de excelência, e operada por milhares de empresas de diferentes tipos e tamanhos.

Os desafios de expandir a assistência e de acompanhar o desenvolvimento tecnológico na área da saúde são gigantescos. Os investimentos, por isso mesmo, devem ser crescentes. Investimentos em saúde nos colocarão na rota do desenvolvimento econômico com bem-estar social, contribuindo para levar os brasileiros ao futuro que merecem.

Saúde lança plano nacional para fortalecer residências e capacitar profissionais da saúde

fonte: Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira, dia 15, o Plano Nacional de Fortalecimento das Residências em Saúde que, de acordo com o MS, é um passo adiante na capacitação dos profissionais de saúde, por meio do incentivo à formação em residências médicas e multiprofissionais, que reflete em melhores serviços de saúde para o cidadão.

A iniciativa contará com um investimento de R$ 258 milhões em ações de valorização e qualificação profissional, bem como no apoio institucional para abertura de novos programas de residência no país. Um dos principais objetivos é contribuir para a ampliação na oferta de especialistas e a fixação de profissionais em regiões com vazios assistenciais.

As ações do plano têm como público-alvo prioritário os residentes médicos e residentes multiprofissionais em área profissional da saúde. Entre as áreas atendida estão a Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional, Saúde Coletiva e Física Médica.

Além disso, a iniciativa vai beneficiar o corpo docente-assistencial, gestores de programas de residência em saúde e as instituições federais vinculadas ao Ministério da Saúde, instituições federais vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), instituições privadas sem fins lucrativos e órgãos e instituições públicas municipais, estaduais e distritais com potencial para a criação, reativação ou reestruturação de programas de residência.

“Com essa iniciativa, o Ministério da Saúde reforça o compromisso com a qualificação dos profissionais de saúde. É por isso que, pela primeira vez, os preceptores irão receber bolsas. Nós criamos essa forma de incentivo para que esses profissionais que ensinam as futuras gerações sejam reconhecidos. Não só no âmbito dos hospitais federais, esse edital será colocado em âmbito público e é transversal para todas as instituições que formam médicos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante cerimônia de lançamento do plano.

Ele destacou que em parceria com o Ministério da Educação, a Comissão Nacional de residência médica, busca uma atualização das matrizes de competência das residências. “A medicina muda, outras profissões também, e, com isso, há a necessidade de qualificação dos profissionais também”, complementou.

Mais investimento

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, ressaltou a importância da capacitação continuada como forma de melhorar a assistência ao paciente e que o investimento na formação dos profissionais da saúde é essencial e deve ser cada vez mais estimulado.

“Hoje é um dia histórico. O lançamento desse plano é um sonho se concretizando e uma forma de melhorar a assistência à saúde dos brasileiros por meio da capacitação de nossos residentes, que são os futuros especialistas que irão cuidar da nossa população. Assim como também estamos promovendo a valorização dos preceptores e das instituições que formam essas pessoas”, disse Mayra Pinheiro.

Dividido em três eixos, o plano será desenvolvido em ciclos trienais. Um dos eixos se baseia nas ofertas educacionais, que contribuem com o desenvolvimento de habilidades específicas em temas relevantes para o Sistema Único de Saúde (SUS) e contará com o investimento de R$ 235 milhões. Entre as ofertas, estão cursos de gestão e pesquisa em saúde, doenças infecciosas e parasitárias, saúde mental e suporte básico de vida. Na medida em que ficarem disponíveis, os cursos serão inseridos no Sistema de Informações Gerenciais do Pró-Residências (SIGRESIDÊNCIAS).

Com investimento de R$ 18 milhões, outro aspecto do plano diz respeito à valorização do ensino assistencial, constituído por um corpo docente vinculado às instituições que formam esses profissionais. No primeiro ciclo do plano nacional, a estratégia é voltada para o fortalecimento da competência técnica, produção científica e integração entre ensino e serviço com a disponibilização de 2 mil vagas para preceptores.

Por fim, o terceiro eixo diz respeito ao apoio institucional, que consiste no suporte técnico-pedagógico às instituições para criação, reativação e reestruturação de programas de residência. Mais de R$ 5 milhões serão destinados a essa ação com o objetivo de ampliar a oferta de novas especialidades nas regiões prioritárias para o SUS.

As ações do plano têm como público-alvo residentes, corpo docente assistencial, gestores de programas de residência e instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos ofertantes de programas de residência em saúde.

Desde 2019, o Ministério da Saúde contribuiu, por meio do financiamento de bolsas a residentes, com a formação de 23,3 mil profissionais com um investimento de mais de R$ 3,1 bilhões, em 624 instituições distribuídas por todo o território nacional.

Falling Walls Foundation realiza concurso para ideias inovadoras em Saúde

fonte: Faperj

Estão abertas até 1º de agosto as inscrições para a etapa brasileira do concurso global Falling Walls Lab Brazil 2021, que promove ideias transformadoras. Esta fase ocorrerá de forma digital, mas a grande final deverá ser presencial na Alemanha.

Podem se inscrever candidatos de todas as áreas do conhecimento e quem apresentar a melhor proposta da melhor proposta terá suas despesas pagas para participar da final mundial em Berlim, tendo a chance de apresentar, em inglês, seu projeto em uma conferência que reunirá lideranças globais e cientistas renomados de todo o mundo.

O vencedor da etapa brasileira também participará de um programa de atividades complementares oferecido pela Falling Walls Foundation e pela campanha Research in Germany.

Criado pela instituição alemã Falling Walls Foundation, é organizado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH), em parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), o Ministério das Relações Externas da Alemanha, a Inova Unicamp e a Euraxess.

Para participar, basta ter uma ideia, uma pesquisa, uma proposta de inovação ou até projeto de empreendedorismo, com potencial de relevante transformação.

O material deve ser enviado, em inglês, na plataforma digital https://falling-walls.com/lab/apply/brazil/ até 1º de agosto.

A disputa mundial ocorre dia 7 de novembro e a Falling Walls Conference dia 9 de novembro.