Arquivo do autor:%s SOBED-RJ

Campanha “O Brasil Precisa do SUS” será lançada nesta terça-feira. Saiba mais!

fonte: Abrasco

O SUS é base essencial para saúde e bem-estar da população. No entanto, precisa de recursos humanos, materiais e financeiros para conter a circulação do novo coronavírus. Precisa de coordenação uniforme, nacional, articulada, e medidas de segurança sanitária. Precisa de orçamento adequado. Os valores para 2021 são menores do que os de 2020 – menos 40 bilhões de reais! Sem orçamento suficiente, não poderá cumprir seu papel de cuidar e salvar vidas. É preciso que a vacina contra a Covid-19 chegue a todos.

A saúde do Brasil precisa do SUS. A economia do Brasil precisa do SUS. O povo brasileiro precisa do SUS forte, público, integral e universal. Defender o SUS é defender a vida. Vacina para todas e todos! Junte-se a esta campanha.  O Brasil precisa do SUS.

Lançamento oficial nesta terça, 15, às 14 h

Transmissão pela  TV Abrasco:

https://youtu.be/LNKQKPOHzmg

No site da Frente Pela Vida –  https://frentepelavida.org.br/ – na seção Baixe os Materiais, acesse:

– Carta ao Povo Brasileiro
– Release Oficial
– Artes do lançamento para as redes sociais
– Cards das primeiras ações 

Às 13 horas, começa a mobilização – compartilhe com as hashtags:

#BrasilPrecisadoSUS
#DefendaoSUS
#FrentePelaVida
#RevogaEC95
#VacinaParaTodaseTodos

Multiplique a transmissão pelo programa de código aberto OBS – https://obsproject.com/pt-br/

Confira o tutorial para facilitar a transmissão:   https://bit.ly/tut_OBS

Assine a Petição Pública para mais recursos para o SUS em 2021: http://chng.it/fzP8BLMnfR

Boas Festas!

A SOBED-RJ deseja a todos seus associados um fim de ano de muita paz e harmonia e que 2021 seja um ano de muito sucesso e realizações profissionais.

BOAS FESTAS!

Homenagem da SOBED-RJ ao Dr. Ricardo José Lopes da Cruz

Esta semana o Brasil contabiliza mais de 180.000 mortos pela COVID-19. Nosso respeito e homenagem a todas essas vidas perdidas, dentre as quais, inúmeros profissionais de saúde.  Esses, trabalharam e morreram tentando salvar outras vidas nesta roleta russa imposta ao mundo, sem chance de defesa, por uma minúscula e invisível cadeia de aminoácidos que varreu o planeta e continua em sua trajetória mortífera. Enquanto isto, sem defesas no meio desta guerra, tentamos atônitos entender toda a sua complexidade, desenvolver algumas estratégias de defesa ou alguma arma efetiva para este combate tão desigual.

Nesta semana, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva está de luto pela perda do jovem Endoscopista Dr. Marcos Mantelmarcher, do Estado do Espirito Santo. Nesta semana, no mesmo dia no qual John Lennon foi arrancado da vida, a Medicina perdeu um brilhante médico, não apenas um excelente profissional, um mestre, um sonhador, um realizador, mas um ser humano único, iluminado, com uma compreensão da vida e do humano, muito além de suas habilidades como cirurgião buco-maxilo-facial, Dr. Ricardo Cruz. Este carioca brilhante, da safra dos médicos de 77, foi brutalmente arrancado do nosso convívio, mesmo tendo sido utilizado todo o conhecimento científico disponível nesta data, na tentativa de salva-lo. Isto reforça nossa impotência diante desta doença e a fragilidade do nosso saber, desconhecimento de sua rota errática e mortal.

Perdemos todos com sua ausência. Eu tive o privilégio de ter convivido com o amigo e profissional Ricardo Cruz por mais de 40 anos.  Tenho certeza que a potência do seu legado , do seu saber permanecerá para todos que tiveram a experiência mágica do seu convívio. Ele continuará sempre presente, encantado, como os deuses.

Nossa homenagem aos dois colegas que partiram esta semana, aos mais de 180.000 brasileiros que tiveram suas vidas ceifadas, e aos que sobreviveram com graus diversos de sofrimento e sequelas físicas ou emocionais.

Ouçam Ricardo Cruz em uma das suas últimas Conferências: “Felicidade”.

Ana Maria Zuccaro
1ª secretária da SOBED-RJ e Presidente da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SOBED

Nota de luto da SMCRJ: Dr. Ricardo José Lopes da Cruz

A Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro lamenta profundamente a morte do Dr. Ricardo José Lopes da Cruz, ocorrida em 7 de dezembro de 2020.

Nascido em 10 de abril de 1954, Ricardo Cruz graduou-se em Medicina na UFRJ em 1977. Fez residência médica em Cirurgia Geral no Hospital de Ipanema e em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Instituto Nacional do Câncer, completando a sua formação na área de Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial no Departamento de Cirurgia Plástica da PUC-Rio, sob a liderança de Ivo Pitanguy.

Criou o Serviço de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Federal de Ipanema, que chefiou por vinte anos. Foi médico do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional do Câncer por seis anos, além de ter trabalhado no Serviço de Cirurgia Pediátrica do Instituto Fernandes Figueira por doze anos.

Mantendo sua atividade de altíssima qualificação e exímia qualidade no SUS, criou em 2003 o Centro de Atenção Especializada em Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), atendendo a pacientes com deformidades congênitas, do desenvolvimento e adquiridas do esqueleto craniofacial, com mais de mil cirurgia realizadas desde então. Ultimamente, vinha se preparando para a realização de transplantes de face.

Era membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Associação Brasileira de Cirurgia Cranio-Maxilo-Facial (que presidiu por duas vezes) e da Academia Nacional de Medicina, entre outras associações e entidades. Além disso, era membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

O Dr. Ricardo Cruz estava internado há várias semanas na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Samaritano, onde recebeu cuidados e atenções que certamente muito poucos dos quase 180 mil outros brasileiros que morreram de COVID-19 até hoje puderam receber – inclusive o uso de oxigenação extracorpórea por membrana de troca, procedimento de complexa tecnologia, de elevado custo e de disponibilidade rarefeita, principalmente (mas não apenas) no Sistema Único de Saúde.

Por exposição profissional, os médicos estão entre os grupos populacionais mais afetados pela pandemia: no último Dia do Médico, a SMCRJ homenageou aqueles até então falecidos. Mas a morte de Ricardo Cruz tem um significado especial, que vai além da perda precoce de um dos mais brilhantes cirurgiões de sua geração e das que lhe são próximas.

Ricardo morre após dez meses de pandemia, quando a percepção errônea da sociedade de que a transmissão está em vias de se extinguir levou a um relaxamento das normas de distanciamento social, com o consequente aumento da transmissão comunitária do SARS-CoV-2. Percepção errônea esta estimulada e coonestada por uma política homicida (repitamos: homicida) por parte de autoridades municipais, estaduais e federais (em final, meio ou começo de mandato), que trocam votos e apoios por uma proposta indulgente e sedutora, que pode ser popular e atraente, mas que é (repitamos, ainda) simplesmente homicida.

Ricardo Cruz morreu apesar de ser submetido a um tratamento caro, sofisticado e disponível a uma minoria dos brasileiros, aí incluídos os usuários de planos de saúde de alto custo. Isto demonstra a miopia, a desumanidade, a negligência e a criminosa irresponsabilidade histórica de políticos e mandatários que propõem aumento de números de leitos de UTI ou extensão do horário de funcionamento de aparelhos de tomografia computadorizada, trocando essas aparentes benesses de apelo popular (ofertadas a uma população já exaurida por dez meses de confinamento forçado) pela liberação de eventos e de situações que inevitavelmente agravaram, agravam e agravarão a transmissão da doença. O que levará ao aumento do número de casos e, portanto, e mesmo com uma (necessária) suficiência de vagas, a um indesculpável aumento de mortes.

Nosso colega não morreu porque lhe faltou leito, ou porque a assistência demorou a chegar. Morreu pela inexorabilidade de uma doença que, se não mata sempre, sempre mata. A sua morte expõe a miopia criminosa oculta na barganha do relaxamento no distanciamento social (leia-se: aumento da transmissão) pelo aparente bom negócio de um incremento no número de leitos (ou de tomógrafos, ou outros cala-bocas ilusórios e enganosos) oferecidos a uma população cansada, sem rumo – e sem liderança. Não importa o quantitativo de leitos de UTI oferecidos: quanto maior o número de admitidos a essas unidades, maior será o número final de mortos. Ricardo Cruz não morreu por falta de leito, ou de assistência, ou de cobertura. Morreu de COVID.

Até o momento, não há qualquer outro meio de impedir a transmissão do vírus que não o distanciamento social, em que pese a promessa próxima da vacina. Neste sentido, e mudando de unidade federativa, mas não abandonando a crítica e denúncia do populismo negligente e midiático, é criminosamente irresponsável acenar-se à população com uma vacina ainda não registrada nos órgãos competentes (portanto, sem autorização de uso), sequer com uma avaliação de eficácia divulgada – mas com data início de campanha de vacinação já estabelecida e espetacularmente clangorada.

Fundada em 1886 com o objetivo precípuo de discutir questões de saúde pública, a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro lamenta, estranha e repele o silêncio, a inação e a abulia da quase totalidade das entidades médicas do país, e as conclama à ela se unirem pela demanda por políticas públicas de combate à pandemia, baseadas na evidência científica dos fatos, e dissociadas de considerações políticas, partidárias ou ideológicas que possam vir a prejudicar o enfrentamento da maior crise sanitária que esta mais que centenária associação jamais presenciou.

 

Celso Ferreira Ramos Filho

Presidente

Reunião científica de dezembro acontece neste sábado e abordará Terceiro Espaço: quais os limites e perspectivas da endoscopia

A SOBED-RJ realiza neste sábado, dia 12, a partir das 9h, sua última reunião científica de 2020. O evento online abordará Terceiro Espaço: quais os limites e perspectivas da endoscopia e contará com a seguinte programação:

  • DIVERTICULECTOMIA
    Dr. Paulo Sakai (SP)
    Professor Associado do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP
    Honorary Member da ASGE
  • ACALASIA
    Dr. Antônio Conrado (PE)
    Membro titular da SOBED; Preceptor da residência médica em Endoscopia Digestiva do Hospital da Restauração
  • PILOROPLASTIA
    Dr. Dalton Chaves (SP)
    Doutor pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP; médico do Serviço de Endoscópica HCFMUSP; Coordenador do Serviço de Endoscopia do Hospital São Luiz; Coordenador do Serviço de Endoscopia do Hospital São Luiz Anália Franco.

A moderação será do Dr. Djalma Coelho Neto, vice-presidente da SOBED-RJ.

A transmissão será feita pela nossa página no Facebook e pelo Zoom (sujeito a lotação).

FAÇA SUA INSCRIÇÃO