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Reunião científica de julho tratará de Drenagem Biliar. Confira a programação e faça sua inscrição!

A reunião científica de julho da SOBED-RJ será realizada no dia 5 (segunda-feira), a partir das 19h, e abordará Drenagem biliar. O evento tem acesso livre para médicos.

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  • A CPRE na Drenagem Biliar Dr. Julio Pereira Lima
  • A Ecoendoscopia na Drenagem Biliar Dr. José Celso Ardengh
  • A radiologia na Drenagem Biliar Dr. Amarino Junior

A moderação será dos Drs. Sylon Britto Junior e Humberto Schwartz.

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A transmissão será feita simultaneamente pelo Zoom e pelo YouTube da SOBED-RJ.

Devido à pandemia de coronavírus, as reuniões presenciais da SOBED-RJ continuam suspensas, tendo em vista resguardar a saúde de nossos associados.

Tão logo haja segurança sanitária, as atividades científicas presenciais serão retomadas.

Erros na dissecção submucosa e como evitá-los é tema de Live! da SOBED nesta terça

A SOBED realiza nesta terça-feira, dia 8, Live! que contará com a participação do Dr. Hiromitsu Ban, do Japão. O evento começará às 20h e abordará Erros na dissecção submucosa e como evitá-los.

Os debatedores serão os Drs. Takashi Toyonaga e Nelson Tomio Miyajima. A moderação ficará com os Drs. João Paulo Pontual e Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura.

Não perca!

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Teste Seus Conhecimentos: nova edição do evento ocorre de 23 a 26 de junho

A SOBED realiza entre os dias 23 e 25 de junho (quarta a sexta-feira), sempre das 19h às 22h, mais uma edição do Teste Seus Conhecimentos. O evento online contará ainda com um simulado com 50 questões no dia 26 (sábado), das 14h às 16h.

As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de junho e a taxa de inscrição é de R$ 200 para associados quites da SOBED e R$ 50 para residentes inscritos na entidade.

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Uso indiscriminado de antibiótico em pacientes de Covid-19 acelera surgimento de superbactérias, diz estudo

fonte: O Globo

A pandemia do novo coronavírus vai agravar o problema das chamadas “superbactérias”, sugere um novo estudo, porque o uso indiscriminado de antibióticos em pacientes de Covid-19 impulsiona o surgimento de variantes bacterianas resistentes a tratamento. Isto ocorre porque as bactérias que sobrevivem ao remédio se multiplicam passando para frente os genes que as fizeram resistir.

Segundo o trabalho, criou-se no meio médico uma cultura de receitar essa classe de drogas (que combate bactérias, não vírus) em grande parte dos casos da Covid-19, porque se acreditava que ocorriam infecções bacterianas paralelas, que agravariam muitos casos. Essas circunstâncias existiram, afirmam os cientistas, mas em uma proporção muito menor do que se acreditava.

Segundo a infectologista Ana Cristina Gales, coordenadora do comitê de resistência bacteriana da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), no começo da pandemia muitos médicos usaram seu conhecimento prévio sobre gripe — na qual os índices de coinfecção são altos — para tratar os pacientes com coronavírus.

Trabalho analisou 48 mil pacientes

No novo estudo, conduzido por um pool de universidades britânicas, verificou-se que cerca de 13% dos pacientes de Covid-19 têm de fato coinfecção com alguma bactéria, mas antibióticos estavam sendo receitados para um proporção muito maior. Uma parcela de 37% daqueles avaliados tomaram alguma droga dessa classe para tratamento de casos leves, e entre os hospitalizados a taxa foi de 85%. O uso antibiótico foi maior durante março e abril de 2020, mas caiu durante maio.

A conclusão descrita no estudo, publicado na revista médica The Lancet Microbe, partiu de um trabalho com mais de 48 mil pacientes, apenas no Reino Unido, mas tem implicações globais, dizem os autores.

Em outubro de 2015, a OMS lançou o Sistema Global de Vigilância Antimicrobiana (GLASS) para monitorar a resistência bacteriana a antibióticos. No último relatório, publicado em 2018, com informações de 22 países, mostrou que a proporção de bactérias resistentes a pelo menos um dos antibióticos mais usados apresentou uma enorme variação entre os diferentes países, indo de zero a 82%. A resistência à penicilina, remédio usado há décadas para tratar a pneumonia, chegou a ter 51%.

Antonia Ho, infectologista da Universidade de Glasgow que liderou o trabalho, afirma que é preciso criar diretrizes internacionais para o tratamento de Covid-19 e vincular a prescrição de antibióticos e antimicrobianos de amplo espectro (que combatem uma gama variada de bactérias) à confirmação da coinfecção nos pacientes. Na opinião da médica, porém, isso precisa ser feito sem um ímpeto punitivo em relação aos médicos que vinham fazendo uso generalizado dos antibióticos.

“Em qualquer avaliação sobre o uso destes antimicrobianos no tratamento de pacientes com Covid-19, é essencial reconhecer que clínicos no Reino Unido e no mundo estão lutando contra uma emergência médica global”, escreveu a médica, em comunicado à imprensa. “Dados os desafios sem precedentes apresentados pela pandemia, não era surpresa que os médicos iriam prescrever antibióticos, particularmente nos primeiros meses da pandemia, quando pacientes eram internados muito doentes, os tratamentos eficazes eram limitados, e o possível papel de coinfecções era desconhecido.”

Com base em seus resultados, os autores recomendam restringir a prescrição de antibióticos sem um diagnóstico confirmado de coinfecção, assim como escolher o medicamento mais específico, quando necessário, para patógenos prováveis e padrões de resistência locais, além de encorajar os médicos a interromper o remédio se a co-infecção for considerada improvável e os testes confirmarem que os pacientes não têm uma infecção bacteriana. A indicação de uso deve ser apenas quando for confirmada a coinfecção ou a infecção secundária, aquela que ocorre dentro do hospital em decorrência dos procedimentos médicos para tratar a síndrome respiratória grave.

— Se o médico mantém o antibiótico desde que o paciente é diagnosticado com Covid-19, ocorre uma seleção de bactérias resistentes. E, na hora de tratar a infecção que pode ocorrer na internação, ela tem chance de ser causada por uma bactéria resistente. Aí, será necessário o uso de antibiótico de espectro ampliado. E vira uma bola de neve, porque quanto mais se amplia, mais a bactéria vai se adaptando e ficando mais resistente — alerta Gales.

Um dos antibióticos para os quais os pesquisadores alertam abuso no estudo é a azitromicina. No caso do Brasil, o uso indiscriminado dessa droga pode vir a se mostrar particularmente preocupante, porque ela fazia parte do “kit de tratamento precoce” para a Covid-19 que o governo federal patrocinou até recentemente.

— Quando temos infecções do trato respiratório comunitárias (que acontecem fora dos hospitais), como pneumonias, otite média, amigdalite, usamos o macrolídeo (grupo do qual a azitromicina faz parte) como opção de tratamento. Diferentemente dos Estados Unidos, no qual a taxa de resistência a este tipo de remédio é alta e ele não é mais usado para estas doenças, no Brasil nossa é baixa. Minha preocupação é: será que após a pandemia, ainda poderemos utilizar a azitromicina para tratar estes tipos de doença no nosso país como utilizávamos antes? Muito provavelmente, não. Teremos um impacto (no sentido de gerar resistência) não apenas nas bactérias que estão dentro do hospital, mas provavelmente também na comunidade — afirma Gales.

A especialista explica que existem trabalhos experimentais que mostram que azitromicina inibe, in vitro, a replicação de vírus. Além disso, há outros estudos que mostram que antibióticos macrolídeos conseguem regular a resposta imunológica do corpo humano.

— Então, muitas vezes, quem quis prescrever a azitromicina para a Covid era contando que, teoricamente, (o remédio) criaria uma imunomodulação, iria regular a resposta imune do paciente à presença do vírus.

ARTIGO: SUS: a propaganda é a alma do negócio?

fonte: Folha de SP

por Marco Akerman, médico sanitarista e professor titular do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP

A Folha de SP trouxe, em 30 de abril último, a reportagem “SUS aparece pela primeira vez entre os melhores serviços públicos de São Paulo”. Já no início o texto mostra que o Sistema Único de Saúde não ficou apenas “entre os melhores”, mas foi “o melhor serviço público” na avaliação dos paulistanos.

Júbilo entre os sanitaristas! Há muito já sabíamos do valor civilizatório e sanitário do SUS, mas, na era atual, em que aquilo que não está nas mídias parece não existir, tal reconhecimento social deve ser valorizado.

Algumas hipóteses: 1 – no auge da pandemia na Europa, noticiários no Brasil mostravam italianos e espanhóis isolados nos apartamentos e aplaudindo, das varandas, os profissionais de saúde. Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, agradeceu ao NHS (o “SUS britânico”) por sua recuperação e citou dois profissionais de saúde que cuidaram dele —Jenny, da Nova Zelândia, e, Luís, de Portugal. Reconheceu, inclusive, a contribuição de estrangeiros ao país. Esses três países possuem sistemas de saúde financiados com recursos governamentais, assim como o SUS; 2 – na linha da simpatia europeia, a Rede Globo exibiu depoimentos de profissionais de saúde, muitos trabalhando no SUS —um reconhecimento justo diante da dedicação aos pacientes acometidos pela Covid-19; 3 – Luiz Henrique Mandetta, então ministro da Saúde, que já tinha defendido corte de despesas para o sistema e sido favorável ao fim do programa Mais Médicos (validado pelos sanitaristas como política de mais acesso a serviços), durante a pandemia, entretanto, contribuiu para fortalecer o SUS no imaginário social ao se apresentar, com sua equipe, usando coletes com o logo do SUS; e 4 – a perda de empregos durante a pandemia levou pessoas que tinham planos de saúde a usar serviços públicos —talvez tenham começado a divulgar que o SUS existe e, sim, funciona!

Creio que todos esses aspectos propagandearam a existência do sistema para corações e mentes, que antes não percebiam sua materialidade em suas vidas. Ou apenas conheciam os “problemas” do SUS, que são diversos, mas não empecilhos à sua grandeza. Nós, sanitaristas, reconhecemos que a disputa do imaginário social da população pela defesa de um sistema universal de saúde demanda uma política de marketing social bem engendrada. Porém, é a alma do sistema público que nos interessa e encanta, pois, “sem o SUS, é a barbárie”.

Nesta alma encontramos o maior sistema de saúde público e universal em países com mais de 100 milhões de habitantes; uma rede de atenção básica que leva vacinas, medicamentos e cuidados para todo o Brasil; o maior programa público de transplantes de órgãos do mundo, que financia a maioria dos procedimentos; a distribuição universal de medicamentos para pacientes com doenças crônicas, inclusive HIV/Aids; e a distribuição ampla de medicamentos de alto custo, entre outros benefícios.

Se tudo isso está na alma cuidadora do SUS, não podemos deixar de ressaltar seu papel de autoridade sanitária brasileira (federal, estadual e municipal) nas áreas de vigilâncias e regulação. Vale lembrar que a Anvisa e a Agência Nacional de Saúde Suplementar estão sob o manto político do ministério. Mas, por favor, entendam o SUS como algo maior, além do Ministério da Saúde.

Brasília também precisa entender que deve prover serviços para todas as situações que comprometam a saúde dos brasileiros, de maneira contínua e com qualidade. E, se pandemias são como guerras, não podemos nos equipar apenas durante as batalhas. O sistema precisa estar apto a lutar quando outro invasor pandêmico nos atacar. Tudo isso demanda financiamento adequado e sustentável.

É surpreendente, mas uma constatação desejável, que, durante a pandemia, vozes liberais, do mundo econômico, tenham afirmado que “o retorno social de se ter um sistema de saúde mais adequado supera o custo financeiro”. Mas, para mantermos na agenda política o reconhecimento social do SUS, é mister que se junte à sua alma as vozes que não o propagandeiam como um negócio.

Recidiva da Obesidade – atualização sobre o tratamento endoscópico é tema de webinar desta terça da SOBED

A SOBED realiza nesta terça-feira, dia 1º, às 20h, webinar sobre Recidiva da Obesidade – atualização sobre o tratamento endoscópico. O evento abordará assuntos pertinentes ao tratamento endoscópico do reganho de peso, debate sobre o tema e no final, os participantes poderão interagir com perguntas no chat online.

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Presidente da Câmara dos Deputados recria Comissão Especial dos Planos de Saúde

fonte: Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), apresentou Ato da Presidência, que recria a Comissão Especial destinada a proferir parecer sobre o Projeto de Lei 7419/2006, que altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. A matéria tramita com mais 244 projetos apensados, por tratarem de temas correlatos.

A comissão funcionou em 2017, onde recebeu substitutivo do ex-deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), mas não chegou a ser votado. O texto modifica substancialmente o funcionamento de planos de saúde no País, criando um novo marco legal para o setor.

Conforme o ato publicado, a Comissão Especial será composta por 34 membros titulares e igual número de suplentes a serem definidos.

Proposta que interferia na autonomia médica de prescrição é arquivada no Senado

fonte: Conselho Federal de Medicina

Projeto de Lei n° 1.912/2021, que tornava crime a prescrição de medicamentos off label (fora da indicação da bula), foi retirado de tramitação e enviado para o arquivo do Senado Federal. A decisão decorreu de pedido do autor da proposta, o senador Omar Aziz (PSD-AM).

De acordo com ele, profissionais de saúde solicitaram a retirada do texto de tramitação. Desde sua apresentação, a população de uma forma em geral expressou sua contrariedade com respeito ao tema.

Rejeição – A rejeição popular à proposta se mostrou significativa em enquete promovida pelo Senado. Em pouco menos de uma semana (período em que ficou disponível), 27.885 pessoas afirmaram ser contra a iniciativa. Outras 985 disseram apoiar o PL.

“Eu sei fazer autocrítica quando acho que posso ter errado. Não faço ‘cavalo de batalha’ após consultar profissionais de uma determinada área”, explicou o senador Omar Aziz à imprensa.

O PL enviado para arquivamento estabelecia pena de seis meses a dois anos de detenção e multa para quem prescrevesse, ministrasse ou aplicasse produto para fins terapêuticos ou medicinais sem evidências concretas de sua eficácia no tratamento da doença apresentada pelo paciente. Com esse objetivo, a proposta alteraria trecho do Código Penal.

Proposta fixa prazos para plano de saúde disponibilizar tratamento a paciente com câncer

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Projeto de Lei 1215/21 determina que os planos de saúde deverão disponibilizar, em sua rede conveniada, tratamento ao paciente com neoplasia maligna (câncer) no prazo de até sete dias corridos após a solicitação do médico. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

Conforme a proposta, a disponibilização do tratamento será de 48 horas se o paciente apresentar metástase (processo de disseminação da doença para outros órgãos do corpo).

O projeto é do deputado Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS) e altera a Lei dos Planos de Saúde.

Atualmente, apenas a rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) tem prazo para iniciar o tratamento de paciente com neoplasia maligna (60 dias após o diagnóstico). Para Danrlei, é preciso que a regra seja estendida aos planos de saúde, mas em tempo menor.

“No caso de algumas neoplasias malignas, o prazo de 60 dias pode ser excessivamente longo para início do tratamento, o que pode piorar o prognóstico da doença”, disse.

O texto do deputado prevê ainda que, em caso de não autorização do tratamento, o laudo do plano de saúde deverá ser encaminhado ao paciente com o número de inscrição do médico auditor no Conselho Regional de Medicina (CRM), além do nome completo e especialidade.